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quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

O vice à espreita

Desgaste precoce do presidente dá espaço ao vice

[Inimigos de Bolsonaro, ou adversários, querem agora derrubar o presidente eleito;

é público e notório que uma grande minoria e contrária ao presidente Bolsonaro e já tentaram, algumas continuam tentando, derrubá-lo.

São várias vertentes de opositores e também os métodos empregados.

Tentaram assassiná-lo, fracassaram;

tentaram processá-lo, fracassaram; 

en dias recentes,  tentaram vincular supostos atos ilegais de um ex-assessor de um deputado filho de Bolsonaro ao presidente - desistiram, concluíram após muito pensar, que ainda que os atos do ex-assessor sejam ilegais, sejam até hediondos, e, em improvável hipótese o filho de Bolsonaro esteja envolvido, Bolsonaro pai não está.

Só que não desistem.

Agora começam a cogitar, baseada em reportagens 'indiciárias' em tutelar o presidente.]

Vamos à matéria:
Tradicionalmente, a escolha do candidato a vice nas chapas majoritárias é parte da construção da coligação eleitoral. Isso vale nas eleições de prefeito, governador e presidente da República. Assim, é comum que algum partido aliado daquele do cabeça de chapa seja responsável pela indicação do eventual substituto. Frequentemente, escolhe-se também um vice que agregue algo que falta à imagem do candidato principal, ampliando-o em termos regionais, de extração social, gênero ou ideologia. Desse modo, homens se fazem acompanhar de mulheres; sindicalistas de empresários; sulistas de nordestinos; conservadores de progressistas e assim por diante. É raro optar voluntariamente por uma chapa puro-sangue, já que ela normalmente não amplia a mensagem. Mas sempre há exceções, que inclusive obtêm sucesso eleitoral.
Exemplo disso foi a chapa vitoriosa de Jair Bolsonaro e Hamilton Mourão. Embora de legendas diferentes, o que menos importava para ambos eram seus respectivos partidos, meros veículos para as candidaturas - apesar de o PSL de Bolsonaro ser muito ajudado pelo entusiasmo com a mensagem do candidato presidencial, elegendo por tabela congressistas, parlamentares estaduais e governadores. Tanto Bolsonaro como o vice eram militares reformados de discurso radical e estilo simples, pouco se distinguindo. O descarte de uma vice mulher, como Janaína Paschoal, ou de um civil de nome aristocrático, como o "príncipe" Luiz Felipe de Orleans e Bragança, mostrava que a intenção era mesmo transmitir uma mensagem sem nuances.
Tal escolha talvez se justificasse pelos tempos radicalizados que vivemos e que marcaram a última campanha eleitoral, com o discurso contra o politicamente correto, contra a moderação e prometendo até mesmo "fuzilar a petralhada". Sendo assim, nada melhor do que um vice que reforçasse a imagem dura de Bolsonaro, tendo inclusive já defendido intervenção militar para resolver crises e sendo, assim como ele, um admirador do torturador Brilhante Ustra. [herói nacional, coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra - várias vezes processado, mas, nenhuma das raras ações nas quais foi condenado em 1º grau, resistiu ao crivo da Segunda Instância.]

A ideia foi apoiada pelo sempre influente núcleo familiar do presidente. Disse Eduardo Bolsonaro, o filho 03, em agosto de 2018, durante a Convenção do PSL que confirmou a chapa: "Sempre aconselhei o meu pai: tem que botar um cara faca-na-caveira para ser vice." Contudo, não se tratava apenas de reforçar a mensagem radical da chapa; era também uma salvaguarda contra eventuais conspirações. Nos termos do mesmo 03: "Tem que ser alguém que não compense correr atrás de um impeachment."
Sob esse aspecto, o acerto da escolha excedeu as expectativas ao ponto de causar problemas, com o vice sendo "mais realista que o rei" - ou dando declarações mais radicais do que aquelas que o próprio Bolsonaro daria. Mourão investiu contra o décimo-terceiro salário, ponderou que em certas condições seria defensável um autogolpe, definiu negros como malandros e índios como indolentes, além de associar a beleza de seu neto ao branqueamento da raça. Foi necessário que o cabeça-de-chapa desautorizasse o vice, apontando seu desconhecimento da Constituição e sua inexperiência política, determinando-lhe que se calasse e afirmando que apesar de ser Mourão o militar reservista de mais alta patente, seria ele, Bolsonaro, o presidente - e, portanto, o chefe.
Eis que ambos são eleitos e o país experimenta a transição de governo mais tumultuada de que se tem notícia desde a redemocratização, com repetidas decisões seguidas de recuos, brigas dentro da bancada do PSL, bate-bocas entre os filhos de Bolsonaro e integrantes da equipe, anúncios de nomeações não confirmados, mal-entendidos do czar da economia em relação ao Congresso e aos políticos. Começa o governo, mas os problemas não cessam: entre diversas batidas de cabeça, o filho 01, Flávio Bolsonaro, vê-se enrascado num imbróglio que o vincula a movimentações estranhas de dinheiro e grupos de milicianos; [vínculos até o presente  momento baseado em meros boatos; onde estão as provas?
 
As acusações de agora tem tudo para ter o mesmo fim da vinculada em reportagem da Folha, às vésperas do segundo turno,  informando com base em indícios que seriam disparados milhares de torpedos para afundar a candidatura do 'jaiminho';
 
Bolsonaro foi eleito com quase 60.000.000 de votos, 'jaiminho' voltou a ser o que sempre foi = NADA =  a as acusações sumiram por falta de pés e cabeça.]
Nesse cenário de caos, o vice reemerge, ironicamente, como possível reserva de sensatez em meio ao contexto brancaleônico capitaneado por presidente e família. Não que o próprio Mourão não enfrente percalços, inclusive também envolvendo a própria família. Porém, diante do enrosco de Flávio Bolsonaro e dos rompantes dos outros dois "garotos" do presidente, a meteórica ascensão do filho do vice no Banco do Brasil perde relevo - assim como suas declarações erráticas sobre a reforma da previdência e a possível intervenção no comando da Vale. [já falaram tudo e mais alguma coisa contra o filho do general Hamilton Mourão, só não disseram  ser ele incompetente para o cargo escolhido.
 
Quanto a confundir os limites dos poderes do Governo no caso da Vale, um pouco de tolerância se impõe - ainda que  Mourão fosse o presidente e decidisse por intervir no comando da Vale, antes de oficializar o ato seria alertado por assessores da impossibilidade.
 
Apesar da intervenção não ser possível de forma oficial, mas de forma oficiosa o estúpido do Lula e a Dilma conseguiram 'afastar' Roger Agnelli da presidência daquela empresa. Ou já esqueceram?]
A questão é que, diferentemente de Bolsonaro e familiares, Mourão parece ter-se despido de vez do figurino de candidato em campanha e adotado postura mais comedida e, por consequência, presidencial. O contraste ficou claro em dois casos envolvendo opositores: primeiro, o posicionamento diante do autoexílio do deputado reeleito Jean Wyllys [reeleito? o terceiro suplente  j w teve pouco mais de 24.000 votos que sobraram do Freixo (em 2018 0 fujão teve quase 150.000 votos, o que mostra que seus eleitores não gostaram do seu desempenho)   e o seu quarto suplente d m  que virou deputado teve pouco mais de 17.000 votos.]   - ; enquanto Mourão manifestou preocupação, Bolsonaro e seus filhos escarneceram (e seguem escarnecendo) do anúncio. O segundo foi a declaração de Mourão relativamente à possibilidade de Lula comparecer ao velório do irmão, quando afirmou se tratar de "questão humanitária". [com o devido respeito ao general Hamilton Mourão, ele continua tendo alguma dificuldade em controlar sua verve oratória e errou duas vezes: 
- a saída do j w do Brasil  que esperamos tenha sido em definitiva não fará nenhuma falta a Pátria Amada;
 
- considerar questão humanitária Lula comparecer ao enterro do irmão, foi realmente um lapso do general, até as pedras sabem que Lula não estava nem um pouco interessado em participar do velório do irmão, o que ele queria era aproveitar a oportunidade para fazer um COMÍCIO, mesmo que para tanto tivesse que ficar em pé no caixão com o corpo do irmão. (por enquanto a tribuna do Lula tem sido o vaso sanitário da cela especial onde se encontra, beneficio que logo perderá, já que indo para uma prisão comum, sua tribuna será o 'boi'.
A prova do que afirmo é que logo que soube que ficaria em área militar, com acesso controlado e sem permissão para usar celulares, Lula desistiu do velório e ficou em Curitiba.]
A mudança de postura do vice, associada à percepção das maiores preocupações institucionais dos militares que se fazem presentes no governo, contrasta com a permanente beligerância do presidente e seu clã, assim como dos sinais de seu despreparo para o cargo - conforme apontado nesta semana tanto em reportagem da "Folha de S.Paulo", como em matéria do tradicional newsletter "Relatório Reservado". Com isto, com menos de um mês de governo, já se discute a possibilidade de tutela sobre o presidente - para o quê Mourão seria fundamental.
A situação já produz irritação nas hostes bolsonaristas, ao ponto de - ainda segundo a "Folha" - um dos filhos do presidente reconhecer que o vice tenta se mostrar mais confiável que o pai. Para um governo que mal completa seu primeiro mês é péssimo sinal que já haja tão pouca confiança entre seus membros - ainda mais quando se acreditava serem tão parecidos. [DESISTAM; Bolsonaro é o presidente do Brasil, com as bençãos de DEUS continuará sendo, fará um excelente Governo e sua reeleição poderá, em época oportuna, ser considerada.
 
Os que não gostarem podem seguir o exemplo do j w, e, caso gostem, podem de bônus, seguir  suas preferências anormais.]

Cláudio Gonçalves Couto é cientista político, professor da FGV-SP - Valor Econômico