Justiça Paulista proibiu a realização de protestos antagônicos na Avenida Paulista no próximo domingo, 7.
Movimentos pró-democracia remarcam atos para Largo do Batata
[os baderneiros que defendem golpe de estado em nome da democracia foram salvos por uma decisão judicial.]
Após a decisão da Justiça estadual de proibir protesto antagônicos na
Avenida Paulista no próximo domingo, 7 grupos pró-democracia remarcaram
seus atos para o Largo do Batata, no bairro de
Pinheiros. Em comunicados sobre a mudança de local, os movimentos
afirmaram que vão cumprir a determinação judicial, mas criticaram a
"violação do direito à manifestação".
"Nós, torcedores articulados no Movimento Somos Democracia, ativistas do movimento negro e da Frente Povo Sem Medo entendemos que essa decisão atenta à liberdade de manifestação. Apesar disso, para garantia da integridade física dos manifestantes, comunicamos a decisão de mudança do local do ato em São Paulo para o Largo da Batata às 14h", diz uma nota conjunta dos movimentos Somos Democracia, Frente Povo Sem Medo e Ato Urgente SP - Vidas Negras Importam.
"Nós, torcedores articulados no Movimento Somos Democracia, ativistas do movimento negro e da Frente Povo Sem Medo entendemos que essa decisão atenta à liberdade de manifestação. Apesar disso, para garantia da integridade física dos manifestantes, comunicamos a decisão de mudança do local do ato em São Paulo para o Largo da Batata às 14h", diz uma nota conjunta dos movimentos Somos Democracia, Frente Povo Sem Medo e Ato Urgente SP - Vidas Negras Importam.
A nota ainda afirma que o grupo reforçou as medidas sanitárias para a
realização do protesto, com a criação de uma brigada de saúde, para
orientação dos manifestantes e ações como a distribuição de máscaras e
álcool em gel. As entidades também garantem que vão respeitar um
distanciamento social de pelo menos 1,5 m durante a manifestação.
"Não vamos aceitar censura nem intimidação! Estaremos nas ruas em
defesa da democracia, contra o fascismo e o racismo", conclui a nota.
Na sexta-feira, 5, a Justiça de São Paulo proibiu que grupos de
apoiadores do presidente e opositores do governo se reúnam no mesmo
horário em manifestações na Avenida Paulista. A decisão atende ao pedido
do Governo do Estado, que pediu o cancelamento dos atos para evitar
confrontos.
No último domingo, 31, protestos que começaram pacíficos terminaram em
tumulto, quando manifestantes favoráveis e contrários ao governo
entraram em confronto. A Polícia Militar de São Paulo precisou intervir,
mas integrantes de movimentos pró-democracia criticaram o uso desigual
da força contra cada lado. O governador João Doria (PSDB) chegou a ir a
público para dizer que os órgãos de Segurança Pública do Estado agiram
para preservar a integridade física dos dois grupos e que não têm
preferência política.
Terra - Portal
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