O socialismo assim
permanecerá como ameaça permanente contra os brasileiros, a cada momento
camuflado em uma sigla.
A reforma ministerial empreendida
pela presidente Dilma Rousseff foi a esperada. Entregou sete pastas ao PMDB e a
Casa Civil a alguém de confiança do ex-presidente Lula. Pouco sobrou da
composição do seu ministério original, pois quando ganhou o segundo turno das
eleições achou que finalmente estava livre de Lula e que poderia diminuir o
poderio do PMDB. Tudo deu errado e
ela realisticamente agora fez prevalecer a verdade política dentro do seu
ministério. É um ministério de transição, o de agora, prova cabal de
que a presidente está enfraquecida e pode ser removida do poder. Ela só procedeu
às mudanças porque a alternativa seria renunciar. O
movimento em pinça feito pelo PMDB e pelo PT de Lula esvaziaram de vez o que
restava de sua liderança. Na melhor das hipóteses terá um final de
governo bisonho; na pior, será removida do poder pelo impeachment. O PMDB
provou que tem poder para tal.
Já o PT está se
esvaziando com a fuga dos seus quadros para outras agremiações, principalmente para o PSB e o
Rede. Estamos
assistindo ao raro fenômeno da morte de uma marca partidária de peso, igualmente
como vimos acontecer com a velha marca PCB. As investigações da Justiça
sobre a corrupção sistêmica implantada pelo partido na condução dos negócios do
Estado, bem como as respectivas condenações,
desmascararam seu modo de governar e o descredenciaram diante da opinião
pública. A pesquisa do Ibope divulgada hoje, de que o governo de Dilma Rousseff é considerado bom por apenas 10%
dos brasileiros, revela o estado terminal de sua popularidade. Está na
antessala da sua cassação.
O problema que se apresenta é que
o PSDB tem tido como aliado preferencial o PSB, agora
reforçado pelos quadros fugidos do PT. A se manter essa aliança nas
eleições presidenciais veremos o eixo de poder se deslocar em direção à
esquerda. Durante o governo de FHC o PFL fazia o contraponto à direita do
governo socialdemocrata. O PMDB
tem feito contraponto ao PT. Uma eventual vitória de uma aliança assim
deslocará o eixo político perigosamente. A pergunta importante é saber se tal
aliança poderá sair vitoriosa nas eleições, uma questão em aberto, em face do
grande lapso de tempo até o pleito.
Estamos vendo o ocaso
político e eleitoral do PT, que deverá se tornar um partido nanico e sem ter
condições de voltar ao poder por longo tempo. O fato é que suas ideias políticas, contudo,
continuarão em outras legendas e o socialismo assim permanecerá como ameaça
permanente contra os brasileiros, a cada momento camuflado em uma sigla. É como no filme Homens de Preto: a esquerda parece ter uma maquininha capaz de apagar a
memória das pessoas e, pior, de inocular nelas a
falsa memória de que os tempos de governo da esquerda foram os melhores.
Quem viver verá.