Caminhoneiros fecham estradas em protesto contra o preço do combustível
O movimento ocorre em todo o Brasil por causa da política da Petrobras de constantes aumentos nos preços dos combustíveis. No entanto, no DF nada foi registrado
Grupos de caminhoneiros paralisam algumas rodovias
pelo país nesta segunda-feira (21/5). Os atos pacíficos ocorrem em
protesto contra o aumento nos preços do diesel. A categoria já havia prometido a paralisação na semana passada se não fossem atendidas uma série de reivindicações apresentadas ao governo federal. Até
por volta das 9h30 não havia registro de manifestações nas vias do DF.
No Entorno há registro de atos nas BRs 020, 040 e 050. Na altura do km
1,8 da BR-020, próximo a Formosa (GO), os caminhoneiros paravam fora da
faixa de rolamento, perto do Posto Divisão, convidando outros a se
unirem ao grupo. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF),
manifestantes iniciaram um princípio de queima de pneus, que foi
controlado rapidamente. Por lá, o ato seguia pacífico.
Já
na BR-040, os grupos se posicionaram na altura de Luziânia, nos dois
sentidos da via, às margens da rodovia. Não há interrupção do trânsito
nos dois locais, que estão monitorados pela PRF. Os caminhoneiros
solicitam a parada apenas de outros caminhoneiros, posicionando-se às
margens da rodovia e mantendo livre o acesso de veículos de
passeio. Cerca de 30 manifestantes estão no local. Em Cristalina (GO), a situação já é diferente. De
acordo a PRF, há interdição nos dois sentidos e um início de
congestionamento. Situação parecida na BR-080, na altura do km 0, divisa
entre Goiás e DF. Os agentes rodoviários federais estão se deslocando
ao local para averiguar a situação de bloqueio nos dois sentidos.
Os
caminhoneiros querem a redução da carga tributária sobre o diesel.
Reivindicam a zeragem da alíquota de PIS/Pasep e Cofins e a isenção da
Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico). Os impostos
representam quase a metade do valor do diesel na refinaria. Segundo
eles, a carga tributária menor daria fôlego ao setor, já que o diesel
representa 42% do custo da atividade.
São
registrados atos em ao menos sete estados: São Paulo, Minas Gerais, Rio
de Janeiro, Bahia, Espírito Santo, Paraná e Rio Grande do Sul. Em São
Paulo, na zona leste da capital, a Avenida Jacu-Pêssego, no sentido
Ayrton Senna, próximo à Rua Jaime Ribeiro Wrigth, estava com duas faixas
interditadas por volta das 8h, de acordo com informações da Companhia
de Engenharia de Tráfego (CET). Na Marginal Pinheiros, zona sul, no
sentido Castelo Branco, pouco depois da Ponte Octavio Frias de Oliveira
(Estaiada), a manifestação ocupava quatro faixas no mesmo horário.
Em
razão dos reajustes diários no diesel, os caminhoneiros autônomos dizem
estar trabalhando no limite. Nos últimos 12 meses, o diesel subiu 15,9%
no posto. O aumento é resultado da nova política de preços da
Petrobras, que repassa para os combustíveis a variação da cotação do
petróleo no mercado internacional, para cima ou para baixo.
A reivindicação dos caminhoneiros é apoiada pelos donos de postos de combustíveis, que dizem estar perdendo margens com os aumentos de preços.
Segundo o presidente da Fecombustíveis, Paulo Miranda Soares, o setor
vai sugerir ao governo a redução dos impostos sobre os combustíveis e
também que a Petrobras faça o reajuste em intervalos maiores.
[Temer tem surpreendido e na maior parte das vezes de forma negativa.
Além das acusações de corrupção - não provadas, sequer suportadas por indícios que mereçam credibilidade - vez ou outra o presidente surpreende o Brasil com medidas cuja intenção pode até ser boa mas que resultam em desastre para o brasileiro.
Quando parlamentar Temer tinha o hábito de antes de dar um simples 'bom dia' pensar nas consequências que ato tão simples poderia ter.
Agora faz coisas que parece estar atirando no escuro.
Aproveitando o 'gancho' do protesto dos caminhoneiros - o Lula e sua organização criminosa praticamente levaram a Petrobras a falência de tanto que roubaram. O presidente da República colocou à frente da estatal Pedro Parente, que tem adotado medidas que estão levantando a petrolífera, que até dividendos voltou a distribuir aos acionistas.
Acontece que da série de medidas acertadas (e cujas consequência foram prensadas e repensadas (ou não?)- no antigo estilo Michel Temer) atrelou o preço do combustível refinado ao preço internacional do petróleo e mais uma vez o 'azar' Temer fez com que tal medida ocorresse exatamente no momento em que o preço do dólar passou a subir diariamente, levando o do petróleo junto.
O resultado estamos vendo - inflação sobre controle e preço do combustível subindo quase que diariamente em percentuais que superam várias vezes o da inflação.
E os aumentos praticamente diários no combustível, estão fazendo que outra medida do presidente Temer, que já teve repercussão não muito favorável ao consumidor, cause mais impacto negativo junto aos motoristas.
Juntou à variação frequente do preço do combustível a diferença de preços entre combustível adquirido com DINHEIRO VIVO e combustível adquirido via CARTÃO DE CRÉDITO, diferença esta ocasionada pelo estímulo da medida de vender mais barato em moeda corrente e mais caro no crédito.
Enquanto o mundo inteiro privilegia o dinheiro virtual, ou de plástico, no Brasil andar com maços de dinheiro - para conseguir pequenos descontos - virou rotina.
E logo no Brasil, em que a INSEGURANÇA PÚBLICA é outro ponto fooorrrrrrtttttttte............. - ficou bom mesmo para o assaltante que passou a ter a sua disposição para assaltar:
- motoristas com dinheiro em espécie; e,
- postos de combustível, com o caixa repleto de moeda corrente.
Pessoal, não sou economista mas pediram para escrever algo sobre o assunto e aí está.
Não está perfeito e poderia o comentário ter a metade do que saiu, mas, o que está dito acima é realmente o que está ocorrendo.]
Os
protestos de caminhoneiros afetam pelo menos três rodovias de Minas
Gerais: as BRs 040, 381 e 262. Nas estradas, quem tenta trafegar
encontra manifestantes interrompendo o fluxo de veículos nas pistas. O
movimento ocorre em todo o Brasil por causa da política da Petrobras de
constantes aumentos nos preços dos combustíveis. Segundo
registros da Polícia Rodoviária Federal de Minas Gerais, há
manifestações com pontos de interdição parcial na BR-381, nos
quilômetros 513, altura de Igarapé, e 617, em Oliveira, além do km 690,
na estrada de Lavras. Na BR-262, a interrupção de parte da via ocorre no
quilômetro 262, em Juatuba.
Na
BR-040, os manifestantes fecham parte da pista no quilômetro 699, em
Barbacena. Há registro de interdição parcial também no quilômetro 808 em
Matias Barbosa. Quem vai de Ribeirão das Neves para BH, na Região
Metropolitana, também encontra interdição e protesto. Segundo a PRF,
somente veículos de carga conseguem passar. De
acordo com o Sindicato dos Trabalhadores Autônomos de Carga de Minas
Gerais (Sinditac-MG), também há protesto em trecho da MG 50 em
Passos. Quem vai de Ribeirão das Neves para BH, na Região Metropolitana,
também encontra interdição e protesto. Segundo a PRF, somente veículos
de carga conseguem passar. A Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam) convocou a paralisação para os profissionais da categoria autônomos. O movimento estava previsto para começar às 6h.
Caminhoneiros
que protestam contra o aumento dos combustíveis levaram seu movimento
ao centro do Rio de Janeiro no início da tarde. Ao volante de cerca de
20 veículos de carga, com faróis e pisca-alertas acesos e tocando suas
buzinas, por volta das 13 horas os profissionais desceram pela pista
central da Avenida Presidente Vargas, no sentido Candelária.
O
comboio foi precedido de uma patrulha da Polícia Militar e alguns
automóveis de passeio. A manifestação ocupou apenas uma das faixas de
rolamento, deixando as outras livres. Aparentemente, o tráfego não foi
seriamente prejudicado, nem houve incidentes.