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segunda-feira, 18 de maio de 2015

Aparecida em Fátima, Fátima em Aparecida - antes de tudo os valores critãos, católicos, são perenes e jamais se extinguirão



Aparecida em Fátima
Quer em Portugal, quer no Brasil, a realidade é hoje mais complexa e diversa, e a Igreja Católica perdeu a hegemonia absoluta que chegou a ter no passado
Em 2017, comemoram-se cem anos das aparições de Fátima, em Portugal, e trezentos do achamento da imagem de nossa Senhora Aparecida, no Brasil.  A Igreja Católica decidiu celebrar as efemérides em conjunto, reforçando assim os laços entre os fiéis dos dois países.

Nesse contexto, em 2014, foi entronizada no Santuário Nacional de Aparecida a imagem de Nossa Senhora de Fátima e agora, um ano volvido, ato idêntico entronizou em Fátima a imagem da padroeira do Brasil.  A celebração conjunta dos aniversários realça a unidade substancial do culto mariano, que marca a religiosidade católica num e noutro país, expressa na veneração de Nossa Senhora da (Imaculada) Conce(p)ição, padroeira de Portugal, cuja imagem, levada pelas circunstâncias históricas para o outro lado do Atlântico, acabaria por se tornar também a padroeira do Brasil.

A convergência das celebrações tem, entretanto, um significado que vai para além do plano religioso: acentua a ligação histórica entre os dois povos e até – ousaria dizer – um certo destino comum, que permanecem como realidade e desafio para além dos desencontros e das vicissitudes várias que nos separam e têm gerado um sentimento de estranhamento ou alheamento que os responsáveis políticos raras vezes têm sabido ultrapassar.

Quer em Portugal, quer no Brasil, a realidade é hoje mais complexa e diversa, e a Igreja Católica perdeu a hegemonia absoluta que chegou a ter no passado. Outras religiões (re)emergiram, são outros os códigos morais e de conduta. Mas há um esteio comum que permanece e nos (re)aproxima e esse esteio, para o bem e para o mal, é católico. Na ausência de iniciativas políticas marcantes, não espanta por isso que seja a Igreja Católica que, fazendo jus ao seu imenso papel histórico no Brasil, tenha a visão estratégica e a iniciativa prática que parecem faltar aos decisores do Estado.

Fonte: Carlos Fino – Blog do Noblat