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domingo, 7 de agosto de 2016

Boulevard é a área mais crítica da segurança dos Jogos Rio 2016

Localizado na Zona Portuária do Rio, o Boulevard Olímpico abriga a Pira e diversas atrações artísticas. A grande concentração de pessoas preocupa as Forças Armadas 

Nas reuniões para tratar da segurança nos Jogos Rio 2016, comandantes das Forças Armadas, coronéis da PM e delegados de polícia falavam do Boulevard Olímpico com preocupação. Porta voz das operações militares, o coronel do Exército Mário Medina até embarga a voz quando o assunto é a área de lazer, localizada às margens da Baía de Guanabara, na região portuária do Rio. O Boulevard abriga desde sexta-feira (6) a Pira Olímpica, cujas chamas não podem se apagar até o fim das Olimpíadas. Isso já despertaria apreensão de sobra, mas o local ainda tem outros atrativos, como telões para assistir às competições dos Jogos, praça de alimentação, lojas, quiosques que vendem cerveja e palcos de shows. Cerca de 80 mil pessoas passarão diariamente por lá. Nesta sábado (6), ÉPOCA circulou pela área que, segundo a PM, tem 2,5 quilômetros de extensão. A caminhada confirma: ali está o ponto mais crítico da segurança nas Olimpíadas.


Existem pelo menos oito pontos de entrada no Boulevard, por diferentes ruas. As pessoas não passam por qualquer tipo de revista. Também não se viam barreiras para abordar suspeitos. Havia poucos policiais circulando. No final da tarde, o policiamento aumentou e três áreas de acesso foram fechadas. O Boulevard também é patrulhado pelos militares da Marinha, cujos quartéis estão localizados na região. No começo do dia, a Pira Olímpica tinha uma vigilância modesta formado por dois guardas municipais e mais adiante quatro fuzileiros navais. O reforço veio no começo da noite. Para tirar selfies, uma multidão ficou em volta da Pira, cercada por grades e um espelho de água. Um gramado recém plantado foi pisoteado, mas os seguranças preferiram não interferir.


O público chega principalmente de trem. Em cada viagem partindo do centro, com intervalo de 15 minutos, o VLT (veículo leve sobre trilhos), um bondinho moderno, despeja centenas de pessoas na estação dos Museus, o principal acesso ao Boulevard. Construído para as Olimpíadas, o VLT chega lotado. Os passageiros ainda estão confusos sobre o uso do cartão de embarque. Cada um deve passar o seu no leitor dentro do trem. Quem der calote, e for descoberto, paga multa de R$ 170. A viagem tem seus solavancos devido às paradas bruscas nos sinais de trânsito. Os motoristas cariocas ainda não se acostumaram ao VLT.

O Boulevard atrai principalmente jovens interessados nos shows os telões com transmissão das competições empolgam menos. Rapazes e meninas circulam quase sempre com copos plásticos cheios de cerveja. Os seguranças evitam garrafas e copos de vidro. Ali também é um ponto familiar. Há muitas crianças, carrinhos de bebês e pessoas idosas de mãos dadas para não se perderem. Isso pode bem acontecer. Em um ponto, na área mais central, o Boulevard afunila. A pista fica estreita. De um lado está o prédio da Marinha e de outro, a água meio turva da Baía de Guanabara. Sem alternativa, as pessoas caminham a passos lentos. Mais à frente, quando o passeio abre, o público é aguardado por ansiosos vendedores ambulantes com garrafas de água e latinhas de cerveja escondidos em mochilas. Eles escondem as mercadorias, pois só credenciados em barracas com bandeira da Coca-Cola podem vendê-las. Uma garrafa de água custa R$ 5.

A Marinha afirma que a área do Boulevard está sob responsabilidade da Secretaria de Segurança Pública. A secretaria diz que há uma preocupação com a grande concentração de pessoas, mas afirma que está no controle da situação. A PM diz que mantém 100 homens no patrulhamento por turno na área, das 8h30 às 00h30. Em caso de emergência, diz a Marinha, 3 mil fuzileiros navais, considerados a tropa de elite da Força, estão pronto para agir. Espera-se que não se chegue a isso.

Operação das Forças Armadas conta os dias para a Rio 2016 acabar em paz