Blog Prontidão Total NO TWITTER

Blog Prontidão Total NO  TWITTER
SIGA-NOS NO TWITTER
Mostrando postagens com marcador salário-base. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador salário-base. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 20 de janeiro de 2021

Desembargadores de MT têm extra de até R$ 274 mil - O Estado de S. Paulo

Patrik Camporez

Em média, os 29 magistrados do TJ receberam em dezembro R$ 298,5 mil; salário-base é de R$ 35,5 mil e vencimentos inflados resultam de ‘penduricalhos’ e vantagens

Com uma remuneração base de R$ 35,5 mil, o desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso Mario Kono recebeu, apenas no mês passado, quase R$ 274 mil como valor extra em sua conta. Ele não é exceção. A média do que foi pago aos 29 magistrados do tribunal, em dezembro, foi de R$ 262,8 mil. Os contracheques gordos do fim do ano vieram de “penduricalhos” e vantagens extras previstas nas normas da Corte.

A Constituição limita o pagamento de salários no funcionalismo público ao que ganha um ministro do Supremo Tribunal Federal R$ 39,3 mil –, mas, em alguns casos, tribunais e demais órgãos públicos muitas vezes conseguem driblar a regra ao incluir auxílios como verbas indenizatórias, o que não entra no cálculo. Em maio do ano passado, por exemplo, o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) barrou uma tentativa do Ministério Público de Mato Grosso de criar um auxílio-saúde no valor de R$ 1 mil para cada procurador. O valor seria incorporado à folha de pagamento, mas não incidiria no teto.

No caso do TJ-MT, os valores extras pagos em dezembro são divididos entre verbas indenizatórias – auxílios para transporte, alimentação, moradia e saúde – e vantagens pessoais, como 13.º salário, indenizações por férias não tiradas e eventuais serviços extraordinários prestados pelos desembargadores. O Estadão procurou o tribunal para detalhar estes pagamentos e explicar os motivos dos valores depositados, mas não obteve resposta até a conclusão desta edição. No site do TJ-MT, os pagamentos estão separados em duas folhas salariais diferentes: correntes e complementares. Apenas cinco desembargadores receberam menos de R$ 200 mil em dezembro, já debitados os impostos e demais descontos. Ao todo, foram R$ 6,9 milhões apenas em pagamentos extras no mês.

Apesar de chamar a atenção, o caso de Mato Grosso não é o único. Outros tribunais também pagaram valores acima do teto para desembargadores em dezembro, mas proporcionalmente menores. Em São Paulo, por exemplo, um dos magistrados recebeu R$ 113,8 mil na soma da remuneração mensal, com penduricalhos e outras vantagens previstas no fim do ano. Mas, com os descontos, o valor depositado na sua conta no encerramento do mês foi de R$ 51,2 mil.

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) tem, ao longo dos anos, imposto limites a pagamentos exorbitantes. Entre suas decisões recentes está a proibição de que o auxílio-moradia seja pago de forma retroativa a magistrados que precisam trabalhar em cidades diferentes das que originalmente são lotados. A medida foi tomada após o Tribunal de Justiça de Sergipe adotar a prática, inclusive para juízes que não estavam mais na ativa.

Proposta
No Congresso, uma proposta que regulamenta os pagamentos acima do teto constitucional no Judiciário, no Executivo e no Legislativo aguarda há mais de quatro anos para ser votada. Após passar no Senado, em 2016, a medida nunca foi analisada pela Câmara.

O deputado Rubens Bueno (Cidadania-PR), relator da medida, afirmou que o fim do pagamento desses “penduricalhos” poderia gerar uma economia de pelo menos R$ 2,3 bilhões ao ano, segundo cálculo feito em 2018, quando apresentou seu relatório na comissão especial que discute o projeto.A ONG Transparência Internacional, especializada em fiscalizar as contas públicas, vê o pagamento de altos valores no Judiciário como uma forma de corrupção institucionalizada.“O ponto central nisso é que essas excrescências, privilégios extraordinários e indecentes, que vimos corriqueiramente e aparecem a partir de investigações, são aberrações sistêmicas de corrupção. E corrupção institucional. Elas têm uma manto de legalidade, mas corrompem a natureza da coisa pública”, afirmou Bruno Brandão, diretor executivo da entidade no Brasil. “Para mudar isso só através de transparência e pressão da sociedade para que essas aberrações sejam expostas e sejam objeto de escrutínio público”, completou.

Política - O Estado de S. Paulo

 

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Servidor da Justiça custa à União 112% mais em 20 anos



No começo do mês, a Câmara dos Deputados aprovou 15 projetos de lei com aumentos e gratificações para o funcionalismo federal
O gasto médio da União com cada funcionário do Poder Judiciário mais do que dobrou desde 1995 - o crescimento foi de 112% em valores atualizados, já descontada a inflação do período, segundo dados do Boletim Estatístico de Pessoal, do Ministério do Planejamento. Foi o dobro do aumento registrado para servidores do Executivo: 55% no mesmo período.

Em 1995, cada funcionário tinha custo mensal de 12,3 mil reais, em valores corrigidos. Este montante saltou para 26 mil nos últimos 12 meses, o que resulta em um aumento de 112%. O resultado só é menor do que o custo médio dos funcionários do Legislativo, que recebem, em média, 30 mil reais mensais.

No início de junho, a Câmara dos Deputados aprovou 15 projetos de lei com aumentos e gratificações para o funcionalismo federal. A aprovação trouxe o debate sobre o salário de servidores para o centro das discussões do corte de gastos planejado pelo governo federal para os próximos anos. Entre os aumentos aprovados, está previsto o reajuste de 41% para funcionários do Judiciário nos próximos quatro anos. [é política do Blog PRONTIDÃO TOTAL dizer sempre a verdade, doa a quem doer: o reajuste varia de 26% a 41% - quem ganha menos tem reajuste maior - e será pago em APENAS 08 OITO PARCELAS SEMESTRAIS, sendo a primeira referente a JULHO/2016 e a oitava será paga em JANEIRO/2020 cada parcela em percentual inferior a 5%.
Por conta deste aumento - que ainda não foi votado pelo Senado Federal - os servidores do Judiciário deixaram de receber 14% referente a um reajuste que deveria ter sido pago em 2003. Lula enrolou, agora estava sendo pago (sem data certa para pagar os atrasados de 2003 a 2015) mas com o aumento tão combatido pela Imprensa os 14% já não foram pagos em JUNHO/2016.]

Além disso, os deputados aumentaram uma gratificação que praticamente todos esses servidores recebem - que passará de 90% para 140% do salário-base - e permitiram que quem tenha curso superior receba um adicional de qualificação. Atualmente, o benefício é restrito para pós-graduados.  As propostas precisam ser analisadas pelo Senado. Há resistência de alguns parlamentares, pois as iniciativas foram apresentadas logo após o presidente em exercício Michel Temer levar ao Congresso a previsão de déficit de 170,5 bilhões de reais para este ano.

Máquina pública - No geral, houve aumento real de 120 bilhões de reais no custo do funcionalismo público federal em 20 anos, segundo a série histórica do Ministério do Planejamento. No ano passado, a folha de pagamentos dos mais de 2 milhões de funcionários da União chegou a a 262 bilhões de reais, recorde do período. Entre os poderes, nenhum teve maior crescimento que o Judiciário. Em 1995, os servidores e magistrados do Judiciário federal custavam 95 bilhões de reais por ano aos cofres públicos, em valores atualizados pelo IPCA acumulado no período. Nos últimos 12 meses, esse valor passou para 34,8 bilhões de reais, um crescimento de mais de 260%.

Fonte: Estadão Conteúdo