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sexta-feira, 31 de maio de 2019

Banho de água fria

PIB e estudantada nas ruas encolhem o que seria a melhor semana de Bolsonaro

[A estudantada nas ruas não conta, visto ser formada em grande parte por idiotas úteis aos interesses antipatrióticos da quadrilha do 'quanto pior, melhor'; a maioria dos que são realmente estudantes - entre os que posam de estudantes tem militantes da quadrilha citada - sabe que protestar por cortes que não ocorreram, equivale a  servir de idiota para uma causa contra o Brasil;

o PIB, qualquer pessoa medianamente informada sabia que seria negativo ou, se muito, igual a zero.

Curioso é que ninguém destaca que a ideia do Supremo participar do pacto do foi do presidente daquela Corte; 

alguns jornais, - vide destaque parágrafo abaixo  - tentam até atribuir a ideia original do pacto ao nosso presidente da República.

Ainda sobre as manifestações mantemos o entendimento que são desnecessárias , visto que ainda que 10.000.000 decidam ir as ruas para protestas contra os cortes (que não ocorreram, contingenciar não é cortar) ou 10.000.000 expressem nas ruas posição favorável ao governo Bolsonaro, nada vai mudar, haja vista que o Congresso Nacional é quem decide sobre as leis - contamos que o STF em algum momento vai deixar de usurpar competência constitucional  do Poder Legislativo (legislar) e se limitar a julgar.]

A expectativa de que esta fosse a melhor semana do presidente Jair Bolsonaro, em seus cinco meses de governo, ruiu ontem com o anúncio do PIB negativo e o despertar de um velho ator da política brasileira: a estudantada. Uma nova fase de recessão entrou no radar e o bolsonarismo conseguiu acionar o antibolsonarismo. 

Desde as manifestações de domingo a seu favor, Bolsonaro andava saltitante e feliz. Propôs um “pacto” ao Legislativo e ao Judiciário (aliás, alvos dos atos bolsonaristas), aprovou sem dificuldade a MP que reformou a Esplanada dos Ministérios e foi a pé, simpaticamente, ao Congresso.

Dizem que “alegria de pobre dura pouco”, mas, desta vez, foi a alegria do presidente que durou apenas três dias. Já na quinta-feira, o desânimo voltou a turvar o ambiente político, econômico e, consequentemente, social. Agora, com uma novidade: o intocável Paulo Guedes começa a ser arranhado. A queda de 0,2% do PIB no primeiro trimestre não surpreendeu o mercado, mas contém alguns dados de doer. Foi o primeiro recuo desde 2016 e escancarou a dificuldade do País em garantir investimento. Por quê? Porque os erros políticos do governo Bolsonaro afetam a confiança e a economia. Quem investe num ambiente desses, cheio de trapalhadas e incógnitas?

Um dos erros é provocar, sistematicamente, um setor com alto poder de mobilização, a educação. O primeiro ministro, Vélez Rodríguez, foi engolido por um redemoinho ideológico. O segundo, Abraham Weintraub, já assumiu cutucando a onça com vara curta. Ambos veem esquerdistas por todos os lados, mas Weintraub foi das palavras aos atos, com cortes no orçamento das universidades, desdém pela área de Humanas e redução das pesquisas (sem falar na desconfiança de órgãos de excelência como IBGE e Fiocruz, que têm fortes laços com a academia). De tanto insistir, o governo conseguiu devolver os estudantes às ruas, depois de anos e anos de preguiça, leniência e alegre promiscuidade da UNE com o poder na era PT.


Bolsonaro teve uma inegável vitória com as manifestações de domingo. Agora, está zero a zero. Os atos a favor dele tinham pauta genérica, com público aberto, e os de ontem tinham foco específico, reunindo estudantes, professores e suas famílias, mas também ocorreram em todos os Estados e no DF. Fazendo as contas, o resultado é que os times entraram em campo e não vão sair tão cedo. É bom para o governo ter “povo” nas ruas o tempo todo? Difícil achar que sim.

Foi embalado pelo apoio de domingo que o presidente resgatou a proposta de um “pacto nacional” feita pelo presidente do Supremo, Dias Toffoli. Fala-se em pacto quando o ambiente político e econômico não é bom, recorre-se à “governabilidade” e o grande beneficiário é sempre o mesmo: o presidente da República.

Todos os presidentes pós-redemocratização tentaram articular em algum momento um pacto em torno de si, mas o único grande pacto realmente efetivo no País foi o governo Itamar Franco, na base do “quem pariu Mateus que o embale”. Todas as forças políticas relevantes, exceto o PT, cumpriram o compromisso de garantir uma travessia tranquila de dois anos após o impeachment/renúncia de Collor.

Para qualquer pacto é preciso uma disposição de acertar e de somar, não dividir. Se a previsão do PIB cai pela 13.ª semana, a sensação é de que o governo não está acertando. E os atos de ontem funcionam como um banho de água fria. Os bolsonaristas vão ter de fazer muita manifestação para tentar reverter o desânimo, mas nem eles nem Paulo Guedes podem tudo. O presidente precisa dar uma forcinha.

sábado, 6 de agosto de 2016

Governo corta o ponto de grevistas e suspende negociação com a Polícia Civil – Governo não pode aceitar ser refém de policia

Diante da radicalização do movimento grevista de policiais civis,  o governo decidiu cortar o ponto dos servidores e suspendeu as negociações enquanto durar a paralisação. 

O clima entre a Policia Civil do DF e a PM-DF,  apesar da aparência de normalidade, é tenso. Além da tradicional rivalidade, se for concedido aumento aos policiais civis a diferença salarial entre os policiais militares e os civis ficará enorme, absurda mesmo, em prejuízo dos militares.

[Os policiais do DF, especialmente os da Policia Civil, precisam entender que policial em greve não pode usar armas nem recursos da instituição.
Policial Civil tem o direito de fazer greve, tem o direito a divulgar que o efetivo é insuficiente, que a PC está sucateada e o salário defasado – mas tal direito deve ser exercido pelo policial DESARMADO e respeitando as decisões judiciais.


Vale lembrar fato ocorrido durante o Governo Itamar Franco. A Polícia Federal entrou em greve e pretendia ‘trombar’ com Itamar, chegando a usar o Edifício Sede, no Setor de Autarquias Sul, como ‘bunker’.

Itamar apenas determinou o deslocamento de um único blindado do EB – um Urutu – que estacionou nas proximidades do antigo Touring Club, próximo a Rodoviária do Plano e o alvo do seu canhão era o ‘bunker’ da PF. No dia seguinte a greve acabou e os federais não levaram nada do que pretendiam.

No momento em que armas do Estado são usadas contra o próprio Estado tem coisa muito errada e que precisa ser consertada a qualquer custo.

É conveniente que nos próximos eventos seja mantida na área um contingente do Exército pronto a intervir se os policiais civis iniciarem qualquer ação de desafio a determinação judicial, seja com manifestações ou mesmo ações mais violentas.
A presença de militares do Exército especificamente para impedir ações ilegais da Policia Civil evitará que esta função tenha que ser exercida pela PM, que mesmo tendo condições de bem desempenhar a missão, será um fator capaz de gerar  conflitos com resultados trágicos.
Já se tratando do uma tropa federal os policiais civis não se atreverão a encetar qualquer ação de ilegal e/ou de confronto.
Vale o ditado, melhor prevenir que remediar. ]

 O secretário chefe da Casa Civil,  Sérgio Sampaio,  classificou a greve e a manifestação durante a partida do Brasil como “uma afronta ao estado democrático de direito”.

Em entrevista na manhã desta sexta-feira, Sampaio voltou a mostrar as dificuldades financeiras do Executivo e afirmou que reajustes neste momento vão representar “menos remédios para a população,  menos recursos para programas sociais,  menos equipamentos nos hospitais”. “Esse é um debate que a sociedade precisa fazer”, explicou Sampaio.

Fonte: CB – Poder