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quinta-feira, 8 de setembro de 2022

Campanha de Bolsonaro usa fala sobre aborto para atacar Lula

Propaganda também tem declaração de Madre Teresa de Calcutá contra a interrupção da gravidez

A campanha de Jair Bolsonaro pôs no ar nesta quinta-feira uma propaganda eleitoral que usa trechos de uma fala do ex-presidente Lula, de abril deste ano, para dizer que ele defende o aborto. A inserção de 30 segundos que será exibida ao longo da programação na TV começa com uma declaração de Madre Teresa de Calcutá contra a interrupção da gravidez.

“Madre Teresa de Calcutá nos ensinou sobre o aborto”, diz o narrador. “E se uma mãe pode assassinar seu próprio filho em seu próprio ventre, o que falta a nós para matarmos uns aos outros?”, diz a ganhadora do Prêmio Nobel da Paz de 1979, em fala dublada.

“Já Lula, defende o aborto”, continua o narrador. Nesse momento, são exibidos três trechos de um pronunciamento do petista: “E a madame ela pode fazer um aborto em Paris […] Aqui no Brasil ela não faz porque é proibido. Quando, na verdade, deveria ser transformado numa questão de saúde pública e todo mundo ter direito […] Essa pauta da família, a pauta dos valores é uma coisa muito atrasada”.

A fala em questãoque na época causou polêmica entre os próprios petistas e virou munição para os bolsonaristas e evangélicos, em particular —  ocorreu durante um debate promovido pela Fundação Perseu Abramo, do PT, e a fundação alemã Friedrich Ebert, sobre desafios progressistas e parcerias estratégicas com a União Europeia. O evento teve a participação de Martin Schulz, presidente da entidade e ex-presidente do Parlamento Europeu.


 Madre Teresa de Calcutá - contra o aborto

 Caso o Vídeo se torne indisponível, clique aqui = é chato, já que você terá que ouvir o descondenado petista falando m... ,   por mais de duas horas.

Lula se referia aos europeus quando disse que “é preciso estabelecer um padrão que seja mínimo para que todo mundo possa viver bem”. E citou  o exemplo do Brasil com relação ao aborto. “Aqui no Brasil, por exemplo, Martin, as mulheres pobres elas morrem tentando fazer aborto porque é proibido o aborto, é ilegal. Então uma mulher pobre ela fica cutucando o seu útero com uma agulha de crochê, ela fica tomando chá de qualquer coisa… Numa cidade chamada Jaguaquara, na Bahia, eu conheci uma mulher que utilizava fuligem do fogão a lenha, aquela fumaça, aquelas coisas que grudam, sabe?, colocando na vagina para ver se ela abortava”, relatou o ex-presidente.

Coluna Radar - Robson Bonin - VEJA