Blog Prontidão Total NO TWITTER

Blog Prontidão Total NO  TWITTER
SIGA-NOS NO TWITTER
Mostrando postagens com marcador Comando Vermelho e PCC. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Comando Vermelho e PCC. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Temer precisa rezar para que inspeção militar não falhe

Bandidagem parece tirar militares para dançar

Em reunião com um grupo de nove governadores, Michel Temer Temer oscilou entre o realismo e o otimismo ao comentar, nesta quarta-feira (18), o papel dos militares na crise das prisões. Soou realista ao admitir que as inspeções das Forças Armadas, sozinhas, não resolverão a encrenca. Soou otimista ao dizer que os militares ateariam medo nas facções criminosas. “É fator de atemorização para aqueles que estão nos presídios. E fora também.”

Horas depois, o Sindicato do Crime, facção majoritária no Rio Grande do Norte, promoveu nova rebelião dentro de um presídio (assista  vídeo), dessa vez na cidade de Caicó. E ordenou às suas falanges que tocassem o terror do lado de fora das penitenciárias —em Caicó e também na capital, Natal. Tudo isso no dia em que o governador Robinson Faria requisitou formalmente a Temer as inspeções fardadas nas prisões.

Foi como se a bandidagem potiguar, numa coreografia ilógica, que desafia até a estabilidade dos negócios da facção, tirasse o Exército, a Marinha e a Aeronáutica para dançar. Foi como se o Sindicato do Crime, aliado local do Comando Vermelho carioca e inimigo de uma franquia nordestina do PCC paulista, estivesse encantado com as aparições na Globo, no noticiário vizinho da novela.

Produziu-se pelo menos mais uma morte dentro da cadeia. Incendiou-se a cozinha da prisão de Caicó. Queimaram-se carros do governo e ônibus em Caicó e na capital. Depois de molhar a camisa o dia inteiro, a população trabalhadora de Natal ficou sem transporte público à noite. As empresas recolheram os veículos.  Em Brasília, no encontro com os governadores, Temer dissera que é preciso liquidar o quanto antes com “esse drama infernal” que produz massacres em série nas prisões. Referindo-se ao extermínio de pelo menos 138 presos, muitos deles decapitados e amputados, Temer comentou:  “Quando as imagens chegam à TV e, mais drasticamente, por WhatsApp e internet, são cenas pavorosas, muitas vezes inimagináveis, muitas vezes difíceis de olhar. Recebi muitos depoimentos dessa natureza. Precisamos minimizar, acabar com isso, liquidar com esse assunto.”   Hã, hã…

Construída com método durante décadas de descaso, a tragédia dos presídios não será resolvida do dia para a noite. Se o Estado começasse a fazer tudo certo hoje, talvez começasse a enxergar algum resultado em 30 anos. Por ora, Temer precisa rezar para que as inspeções dos militares não descambem para o fiasco. Ou para a tragédia. [a segunda opção atropela a primeira pelo simples motivo que nossas Forças Armadas não recuarão;  BRASIL Acima de tudo! DEUS Acima de todos!]

Depois dessa aposta, só mesmo chamando o Batman. Ou o Super-Homem. [sem sombra de dúvidas entre as inspeções descambarem para o fiasco ou tragédia, a Sociedade sairá ganhando com a segunda opção - o confronto Forças Armadas x bandidos, eliminará de vez c BRASIL Acima de tudo! DEUS Acima de todos! om a superlotação dos presídios e não será por fuga dos bandidos.
Mantemos nosso entendimento de que Temer na presidência da República -  apesar de suas falhas,  indecisões, recuos (agora mesmo pensa em cancelar a liberação das contas inativas do FGTS, justamente as com saldo mais alto) -  é bem melhor para o Brasil  que a escarrada ex-presidente.
O que estraga o governo Temer é suas indecisões, suas atitudes que demonstram que ele se preocupam mais com o que vão pensar do que com os resultados - Itamar era vacilante, mas, em várias decisões de importância teve a firmeza necessária e terminou seu Governo com o Brasil no lucro.
O lamentável é ter um Temer para resolver os problemas das  penitenciárias quando o ideal seria um presidente com a fibra de um Ernesto Geisel, Emilio Médici, Costa e Silva ou Castello Branco.]

Fonte:  Blog do Josias

 

 

 

sábado, 7 de janeiro de 2017

Ministro da Justiça, Alexandre de Morais não está à altura do trabalho que lhe é exigido

Alexandre de Moraes e os massacres pavorosos

O ministro da Justiça – que combate tráfico de drogas com facão – deixou vagos, durante meses, cargos estratégicos da política penitenciária federal

Enquanto a Operação Lava Jato cuida de responsabilizar e punir organizações criminosas como o PT, PMDB e PP, outras como o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) decapitam cabeças sem guilhotina em Roraima e no Amazonas. É provável que novos massacres (e não “acidentes pavorosos”, como definiu o presidente Michel Temer) ocorram em outros estados nas próximas semanas. O ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, não está à altura do trabalho que lhe é exigido.

Embora não seja responsável pela manutenção de presídios estaduais e são os governos estaduais os responsáveis por manter a segurança pública –, o governo federal tem como dever fiscalizar o estado dos presídios (Departamento Penitenciário Nacional), proteger as fronteiras do país para evitar a entrada de drogas (Polícia Federal) e, no frigir dos ovos, socorrer governos estaduais quando a situação foge do controle (Ministério da Justiça).

Sob a orientação de um ministro da Justiça como Alexandre de Moraes, que acha que faz política de combate às drogas cortando pés de maconha com um facão, a chance de essas tarefas serem realizadas é mínima. Além da inépcia do ministro, há três fatores que complicam. Para começar, faltam funcionários no Depen. O Brasil é pródigo em ter ótimas iniciativas que não se sustentam ao longo do tempo. A criação das carreiras de Agente Penitenciário Federal (2003), Especialista em Assistência Penitenciária (2009) e de Técnico de Apoio à Assistência Penitenciária (2009) foi uma boa iniciativa. Mas houve apenas dois concursos para Especialista em Assistência Penitenciária: 27 foram contratados em 2009 e mais 20 em 2014 (informações do Boletim Estatístico de Pessoal do Ministério do Planejamento). Mais do que a força braçal – obviamente importante – de agentes penitenciários federais, o país precisa de pessoas dentro da administração pública que pensam em soluções para problemas complexos.

A Polícia Federal, por sua vez, tem a tarefa de realizar inteligência policial e fiscalizar fronteiras. Mas nos últimos anos essas não são prioridades. Os policiais federais estão, com toda justiça, concentrados em investigar empreiteiros e organizações partidárias criminosas.

Em terceiro lugar, o socorro federal a governadores só irá ocorrer – e há um grande “se” aí – após os massacres nos presídios de Amazonas e Roraima. Em agosto do ano passado, a governadora de Roraima, Maria Suely Campos (PP), enviou ofício ao ministro Alexandre de Moraes pedindo ajuda federal para conter rebeliões nos presídios dos estados. O ministro negou.

O ministro da Justiça pode estar preocupado com o assunto agora, mas o fato é que desde o início do governo Temer, em maio do ano passado, a questão penitenciária está longe de ser prioridade. Moraes demitiu o diretor-geral do Depen, Renato de Vitto, em 12-Maio-2016. Nomeou o atual diretor, Marco Antonio Severo Silva, mais de dois meses depois – apenas em 21-Julho-2016. Silva, conforme mostra reportagem de “O Globo”, é um coronel aposentado da Polícia Militar de São Paulo que tem dificuldade em entender o conceito de “teto constitucional” de salários dos servidores públicos. Além disso, a assessoria de informações estratégicas do Depen – cargo que me parece importante – ficou vago entre 2-Maio-2016 (quando a pesquisadora Thandara Santos foi demitida) e 11-Novembro-2016 (quando o defensor público Marcello Paiva de Mello foi contratado). Ou seja: o governo ficou seis meses sem um chefe na área.

Não podemos exigir de Alexandre de Moraes que seja um especialista em política carcerária. Isso não é tarefa de ministro. Mas devemos exigir de um ministro que seja um bom gestor de recursos humanos e alguém sensível a pedidos urgentes de governadores. Mais uma vez, Moraes mostra estar aquém da tarefa.

Fonte: Blog do  Sérgio Praça