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sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Stédile, um ridículo general sem exército

João Pedro Stédile, que o paspalhão do Lula nomeou general de um exército de ratos é vaiado em Fortaleza

O vexatório desembarque em Fortaleza informa: Stédile é um general sem exército

João Pedro Stedile hostilizado no aeroporto de Fortaleza 

O líder do MST foi hostilizado em sua chegada a Fortaleza em 23 de setembro de 2015

 

 

 

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Dilma organiza encontro com governadores do Nordeste nesta sexta-feira para discutir CPMF – Ideia é manter o Bolsa-Familia federal e criar o estadual e o municipal



Presidente participará de dois eventos no Ceará – a meta é cada família receber três Bolsa-Familia: a federal,  que já recebem,  mais uma do estado e outra do município. Com isso Dilma espera criar regiões em que as pessoas não precisem trabalhar
Nós trabalhamos e pagamos a CPMF e os moradores da Região Nordeste descansam

A presidente Dilma Rousseff tenta viabilizar uma reunião com os governadores do Nordeste para a noite desta sexta-feira, dia 28, em Fortaleza. A expectativa dos dirigentes é que Dilma aproveite a ocasião para discutir a proposta de recriação da CPMF.

Dilma acionou nesta quinta-feira o governador do Ceará, Camilo Santana (PT), para que organizasse o encontro com os outros 8 governadores da região. A previsão é que o encontro ocorra em um jantar na capital à noite, depois da agenda de Dilma no estado, que inclui a entrega de unidades do “Minha Casa, Minha Vida” em Caucaia e participação no evento “Dialoga Ceará”, no final da tarde, em Fortaleza. A presidente, conforme agenda divulgada pelo Palácio do Planalto, embarca às 11h para Fortaleza.

Os governadores dos estados do Nordeste costumam manter reuniões frequentes para debater temas de interesse da região. Desde novembro do ano passado, após terem sido eleitos, já houve 4 encontros em que o tema do financiamento da saúde foi debatido, inclusive com discussões sobre a criação de um imposto para gerar recursos para a área.

Segundo participantes desses encontros, há um consenso sobre a necessidade de mais recursos para a saúde, mas o grupo se divide quanto à criação de um imposto. Pode ser um obstáculo no apoio dos governadores do Nordeste à presidente Dilma a reação negativa no Congresso, principalmente por parte dos presidentes da Câmara e do Senado, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e Renan Calheiros (PMDB-AL), respectivamente, sobre a proposta de recriação da CPMF e de qualquer aumento de impostos.

Ainda assim, interlocutores desses governadores dizem que, mesmo os que são contrários à iniciativa, querem “ouvir” o que a presidente tem a dizer sobre o tema. Para tornar a medida mais palatável e aumentar suas chances de aprovação no Congresso, a ideia do governo é propor que a CPMF passe a ser partilhada com estados e municípios e não fique mais exclusivamente nas mãos da União.

A proposta de recriar a CPMF para reforçar o caixa da União em estudo no governo prevê que a alíquota do tributo fique em 0,38%. Esse foi o percentual que vigorou de 1999 até o final de 2007, quando a contribuição foi extinta.


terça-feira, 19 de maio de 2015

O corredômetro da doença



Pagamos impostos altíssimos para ver humanos estendidos no chão dos corredores de hospitais
Poderia ser só no Ceará. Poderia ser só por causa da “chuva e aumento de viroses”, segundo a visão embaçada do governo cearense. Poderia ser só no Nordeste e no Norte, regiões mais carentes. Mas não é. A fileira de doentes no chão do corredor do hospital Instituto Dr. José Frota em Fortaleza, alguns com soro e remédios na veia, é uma síntese do descalabro da Saúde no Brasil.

Mesmo na cidade mais rica, São Paulo, doentes são tratados como cidadãos de última categoria. Uns inconvenientes, por expor um fracasso nacional. O Ministério da Saúde deveria mudar o nome para Ministério da Doença
.  O direito ao atendimento médico digno está “garantido” na Constituição. Pagamos impostos altíssimos no país da propina. Até ontem, apenas em 2015, o governo Dilma havia arrecadado de nós, contribuintes, um recorde de R$ 700 bilhões. Trabalhamos quase metade do ano para pagar impostos. E para quê? Para ver o espetáculo degradante de seres humanos estendidos no chão de corredores de hospitais. Isso quando não estão na fila, ao relento, rezando para uma criança não morrer no colo ou um idoso não morrer na cadeira de rodas.

“A gente se sente impotente. Se for algo que mata, você morre mesmo”, disse ao jornal Folha de S.Paulo a estudante de 18 anos Louisy Lombardi, que esperou seis meses por uma consulta ginecológica em 2014. Joabe Silva, de 36 anos, aposentado por invalidez, ficou das 15 às 24 horas na rua com o filho de 1 ano, com conjuntivite e bronquite, até ser atendido. Peregrinou por três AMAs (unidades ambulatoriais) e dois hospitais. Seu sentimento? “Completo abandono.”

Pode ser febre alta. Um princípio de infarto. Pode ser a necessidade de uma ressonância. Uma biópsia. Uma ultrassonografia. Um raio X para uma perna possivelmente fraturada. Agendamento de uma cirurgia, simples ou complexa. Quando o tempo significa a vida ou a morte. A Saúde municipal, estadual e federal virou caso de polícia. A gente sente a gravidade do drama quando alguém próximo de nós, sem condições de pagar por medicina privada, precisa ser atendido ou operado.

Prefeituras e governos estaduais criaram postos de saúde 12 horas para casos menos sérios. Esses postos têm vários nomes e siglas, dependendo da cidade e do Estado. O objetivo é desafogar os prontos-socorros dos hospitais. A notícia é: não adiantou, entenderam, prefeitos e governadores? “Nunca tem médico”, é uma queixa comum da população. “Nunca tem data de agendamento.” “Nunca tem material.” É a Terra do Nunca.

Faltam médicos. Muitos desistem de ir para os postos porque não há condições básicas para exercer a função. Até nos hospitais, como o Hospital Geral de Fortaleza, faltam luvas, seringas, produtos para higienizar as mãos, fios para suturar cortes, tubos para entubar os bebês. “Estamos trabalhando numa guerra. Profissionais levam medicamentos de casa”, disse a presidente do sindicato dos médicos na capital cearense, Mayra Pinheiro. Hospitais dão calote em fornecedores. O calote vem lá de cima – e sabemos por quê. Não há mais dinheiro. Nem para financiar casa própria, nem para financiar estudantes, nem para cuidar de doentes.

No Estado do Rio de Janeiro, o Hospital Rocha Faria, em Campo Grande, interditou a sala de parto porque o ar-condicionado não funciona por falta de manutenção. Montanhas de lixo ocupam corredores e salas. Faltam lâmpadas. Um recém-nascido teve infecção hospitalar logo após o parto. “Meu neto nasceu na sala de pré-parto, o lugar estava muito sujo, até vômito tinha”, disse ao jornal O Globo a avó do bebê, Naila de Sá Alves, de 41 anos, que participou pessoalmente de um mutirão, com médicos e enfermeiros, para limpar o local. Isso pode?! Macas estavam nos corredores da emergência do Rocha Faria.  Em outro hospital estadual, o Carlos Chagas, em Marechal Hermes, faltam antibióticos, luvas, fraldas e até papel de escritório. Roupas e lençóis não são trocados como deveriam ser. Uma enfermeira disse ter comprado com seu dinheiro lenços umedecidos. Parentes levam cobertores para os doentes. Não entendo por que a presidente Dilma Rousseff e o governador Pezão não fazem uma excursão aos hospitais. Deveriam comer no bandejão dos médicos e enfermeiros. E posar no corredômetro da vergonha.

Há seis anos, em 2009, um artigo meu em ÉPOCA se intitulava “Queria escrever sobre a luz de maio”. De lá para cá, tudo piorou. Do índice de homicídios ao de roubalheira, passando pelo número de desempregados – que não conseguem sequer entrar com pedido de seguro-desemprego!

A luz de maio continua linda. Mas o resto é escuridão: os bandidos estão à solta na planície e no planalto.

Fonte: Ruth de Aquino – Revista Época

domingo, 30 de novembro de 2014

Mais um escândalo no governo Dilma: desta vez envolve o ENEM

O Enem na rota do escândalo

Comparar as fraudes do Enem com as petrorroubalheiras é um exagero do ponto de vista financeiro, mas no efeito o dano é maior.

Quando Paulo Francis denunciou as petrorroubalheiras do tucanato, ganhou um processo. Quando o senador Tasso Jereissati denunciou as petrorroubalheiras do comissariado, o assunto foi varrido para baixo do tapete. Agora, diante da captura de 33 pessoas de uma quadrilha mineira que fraudava exames vestibulares e que neste ano vendeu para 15 ou 20 candidatos os gabaritos da prova do Enem, o Inep, responsável pela lisura do exame, informou o seguinte: “qualquer pessoa que tenha utilizado métodos ilícitos para obter vantagens no Enem será sumariamente eliminada do exame”.

Bingo. Seria mais divertido se o Inep dissesse o contrário. O problema está na outra ponta, nos 8,7 milhões de candidatos que se inscrevem para o exame e ficam sabendo que competem com gente que comprou a prova. O Enem tem uma tradição de vazamentos. Em 2009, os cadernos do exame foram furtados na gráfica, e o MEC suspendeu o exame. Em 2010, achou-se um vazamento de questões na Bahia. No ano seguinte, outro, no Ceará.

Neste ano, houve denúncias em Teresina e em Fortaleza. Além delas, a Polícia Federal chegou à quadrilha mineira que teria vendido as provas a 15 pessoas de Mato Grosso. Coisa de profissionais com 20 anos de experiência e intercâmbio tecnológico com chineses. A turma operava com exames antes da criação do Enem.  As provas podem vazar de duas maneiras, pelo furto das questões antes da prova ou pela transmissão das respostas durante sua realização.

Pelo primeiro método, o comprador não corre riscos imediatos. Na fraude eletrônica, arrisca ser apanhado em flagrante. Desde 2010, quando acontecem os casos de vazamento de questões, o Inep argumenta que eles foram pontuais. Claro, o segredo do negócio está na sua pontualidade. A polícia americana levou dez anos para achar, por acaso, um falsário que imprimia notas de US$ 1 e as usava, com cuidado, só para pagar suas modestas despesas.

A onipotência do MEC diante dos vazamentos do Enem cria nos milhões de jovens que fazem o exame a sensação de que, se tivessem conhecido a pessoa certa, com a quantia certa, poderiam comprar a prova. Sabendo-se que a doutora Dilma já prometeu a realização de dois Enems a cada ano e não cumpriu, a credibilidade do governo é duvidosa. Nos Estados Unidos, os jovens têm sete oportunidades anuais para fazer esse teste.

Comparar as fraudes do Enem com as petrorroubalheiras é um exagero do ponto de vista financeiro, mas no efeito o dano é maior. Não só porque atingem diretamente mais gente, mas porque o governo reage aos problemas de forma ofensiva, fazendo de conta que ele é da Polícia Federal.  (As petrorroubalheiras também eram, afinal, tudo ia às maravilhas na empresa.)

Se Paulo Francis e Tasso Jereissati tivessem ao menos sido ouvidos, a doutora Dilma não estaria na encrenca em que está. Ouvidos eles foram, mas achou-se que o caso poderia ser varrido para baixo do tapete.

Fonte: Elio Gaspari - O Globo