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domingo, 20 de agosto de 2017

UTILIDADE PÚBLICA: Colesterol, o limite mudou

Duas novidades dão maior rigor à prevenção de doenças cardíacas: a taxa do LDL tem que ser ainda menor para pacientes de risco e a perda de peso é obrigatória para todos. Não existe obesidade saudável

Duas novas medidas anunciadas na semana passada deixaram mais apertadas as metas a serem alcançadas para uma prevenção eficaz de doenças cardiovasculares. No Brasil, a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) divulgou diretrizes segundo as quais os limites aceitáveis do colesterol ruim, o LDL, devem ser ainda mais baixos para pessoas de alto e altíssimo risco. O LDL é nocivo porque entope as artérias, contribuindo para a ocorrência de infarto ou de acidente vascular cerebral (AVC). De acordo com a entidade brasileira, indivíduos de alto risco são aqueles que apresentam mais de um fator de risco para essas doenças. Entre eles, hipertensão, diabetes e obesidade. Os pacientes de altíssimo risco já tiveram um desses eventos e/ou foram submetidos à colocação de pontes de safena ou de stents (artefato que mantém a artéria aberta).

Até agora, a taxa ideal de LDL para o primeiro grupo era de 100 mg/dL. O limite passou a ser de até 70 mg/dL. Nesses pacientes, o risco de morte por doença cardiovascular em dez anos supera os 20% (homens) e os 10% para mulheres. A nova recomendação para os indivíduos com maior chance de sofrerem algum problema é de LDL de no máximo 50 mg/dL. Antes, admitia-se uma concentração de até 70 mg/dL. Entre esse grupo, a probabilidade de morte nos próximos dez anos supera os 20% para ambos os sexos.

O rigor no controle do LDL nos casos de maior vulnerabilidade obedece a uma tendência mundial. “É preciso ser mais agressivo no trabalho de prevenção voltado para as pessoas de maior risco”, afirma o cardiologista Raul Dias dos Santos Filho, diretor científico da SBC e professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. “Nos Estados Unidos, eles são ainda mais rigorosos.”  A mudança vem ancorada em evidências científicas recentes de que a redução nos níveis de LDL oferece benefícios importantes. Pacientes de altíssimo risco que chegam na marca dos 50 mg/dL manifestam uma diminuição de 15% na chance de serem vítimas de um novo evento cardiovascular ou de morrer.


A outra novidade na área da prevenção veio da Inglaterra. Um trabalho do Imperial College London e da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, derrubou o mito de que existe obesidade saudável. Segundo os cientistas, pessoas acima do peso com índices normais de colesterol, pressão arterial e de açúcar no sangue apresentam 28% mais chance de manifestar alguma doença cardíaca em comparação a um indivíduo no peso certo. Durante muito tempo, correu no meio científico a ideia de que era possível alguém ser obeso e, apesar disso, ser saudável. “Nossa pesquisa mostra que esse conceito não existe”, disse Ionna Tzoulaki, uma das coordenadoras do artigo, publicado na última edição do European Heart Journal.

VALE O ESFORÇO
O levantamento é o mais extenso feito até hoje sobre o tema. Os pesquisadores usaram os dados de 500 mil pessoas, de dez países europeus, acompanhados por doze anos. Após o período, 7,6 mil participantes tiveram algum problema cardíaco. A obesidade apareceu como uma ameaça importante, tendo elevado, sozinha, a chance de ocorrência dos eventos. “Se um paciente está com sobrepeso ou obeso, todos os esforços devem ser feitos para que ele volte ao peso saudável”, completou Camille Lassale, líder do trabalho. Isso é importante não só para minimizar os riscos cardíacos. “A obesidade eleva o risco para outras doenças, como o câncer e as dificuldades articulares”, explica a médica Maria Edna de Melo, presidente da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica.

NOVAS METAS
As taxas de colesterol ruim (LDL) aceitáveis segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia agora são:

• Até 130 mg/dL para pessoas de BAIXO RISCO (não apresentam fator de risco para doenças cardíacas)
• Até 100 mg/dL para indivíduos com MÉDIO RISCO (manifestam apenas um fator de risco)
• Até 70mg/dL para pacientes de ALTO RISCO (têm mais de um fator de risco)
• Até 50 mg/dL para indivíduos com ALTÍSSIMO RISCO (já tiveram infarto, AVC, colocação de ponte de safena ou stent)


O PERIGO DA BALANÇA
Pessoas acima do peso têm 28% maior chance de sofrer um infarto mesmo se apresentarem índices normais de pressão arterial, colesterol e açúcar no sangue

 Fonte: Cilene Pereira - Isto É


segunda-feira, 20 de junho de 2016

Exame de sangue pode prever risco de infarto - UTILIDADE PÚBLICA



Um estudo mostrou que pessoas com níveis altos do anticorpo IgG no sangue correm risco menor de sofrer problemas cardiovasculares como infarto e derrame
Um exame de sangue pode prever o risco de uma pessoa sofrer um infarto nos cinco anos seguintes ao teste. De acordo com um estudo publicado recentemente no periódico científico EbioMedicine, pacientes com níveis mais altos de anticorpos – moléculas produzidas pelo sistema imunológico – do tipo imunoglobulina G (IgG) são menos propensos a problemas cardiovasculares, como infarto ou acidente vascular cerebral (AVC).

No novo trabalho, pesquisadores do Imperial College London e da Universidade College London, ambas na Inglaterra, acompanharam 1.753 pessoas, em tratamento para pressão alta – fator de risco para problemas cardiovasculares -, ao longo de cinco anos. Destes, 470 sofreram algum evento cardiovascular – infarto ou AVC – durante o período de acompanhamento.

Os resultados mostraram que os voluntários com maiores níveis do anticorpo IgG corriam 58% menos risco de ter doença coronariana ou um infarto e uma probabilidade 38% menor de sofrer um AVC ou outro problema cardiovascular, independente de outros fatores de risco como pressão alta e nível de colesterol. “Vincular um sistema imunológico mais forte e robusto com uma maior proteção contra ataques cardíacos é uma descoberta muito excitante. Nós esperamos poder usar a nova descoberta para estudar os fatores que levam algumas pessoas a ter um sistema imunológico que ajuda a protegê-las contra o problema, enquanto outras não. Esperamos também explorar formas de fortalecer o sistema imunológico para ajudar a proteger contra doenças cardíacas.”, disse Ramzi Khamis, pesquisador do Imperial College London e coautor do estudo.

A principal causa de doença cardiovascular é a aterosclerose – acúmulo de depósitos de gordura nas paredes das artérias – que pode restringir o fluxo sanguíneo do coração. De acordo com os pesquisadores, embora o nível de imunoglobulina não seja considerado um fator relevante para o risco de doença cardiovascular, há evidências de que certos tipos, como a G, poderiam reduzir o risco de aterosclerose, enquanto outros, poderiam aumentar esse risco.

Atualmente, o risco de um paciente sofrer de problemas cardiovasculares é calculado a partir de seu histórico médico, idade, sexo, pressão e colesterol. De acordo com os autores, a descoberta tem o potencial de ajudar os médicos a calcular de forma mais precisa o risco de uma pessoa sofrer um ataque cardíaco a partir de um exame simples e barato. Além disso, pacientes que fazem tratamento com estatinas ou betabloqueadores talvez não precisem mais destes medicamentos se seu sistema imunológico for forte o suficiente para protegê-los.

Agora, os pesquisadores irão realizar um estudo com outros perfis de pacientes e descobrir formas de fortalecer o sistema imunológico e aumentar a produção de anticorpos do tipo IgG. Estes são os anticorpos responsáveis por proteger de infecções virais e bacterianas, por isso, além de serem encontrados em todos os fluidos corporais, ele são o anticorpo mais abundante em nosso organismo. 

Fonte: Veja