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segunda-feira, 13 de julho de 2020

A Amazônia é a chance de Mourão - VEJA - Blog Thomas Traumann

Se reduzir o desmatamento, o vice vira protagonista junto ao empresariado 

[Querem pautar o general Mourão] 

O desprezo de Jair Bolsonaro com o meio ambiente criou a oportunidade do vice-presidente Hamilton Mourão se viabilizar como um novo protagonista junto aos mais influentes empresários e investidores no  no Brasil. Na semana passada, Mourão se reuniu por teleconferência com 34 gestores de fundos internacionais que juntos administram U$ 4,6 trilhões em ativos e um grupo dos maiores exportadores  brasileiros para debater a preservação da Amazônia. A política antiambiental de Bolsonaro é um desastre para as empresas brasileiras e as estrangeiras com investimentos aqui.

No Estadão, o presidente da Suzano, Walter Schalka, disse que o Brasil caminha para o “precipício ambiental”. Ao jornal O Globo, o presidente da Natura, João Paulo Ferreira, disse que “nunca fomos “nunca fomos tão questionados sobre nossa responsabilidade ambiental, em todos os idiomas, em todos os fóruns”. Ser conivente com a devastação da Amazônia é ruim para os negócios. Mourão tentou tranquilizar os empresários e investidores anunciado uma moratória de 120 dias nas queimadas na Amazônia e no Pantanal. 

A promessa foi recebida com desconfiança. Em 18 meses, o pior ministro do meio ambiente da história, Ricardo Salles, desmontou os órgãos de fiscalização, cancelou acordos de cooperação internacionais  e incentivou a ação de garimpeiros e grileiros. Como resultado, 2019 foi o ano de maior desmatamento em 13 anos. Este ano, será pior. Alertas feitos pelo Instituto Nacional de de Pesquisas Espaciais (Inpe), indicam a perda de mais de 1 mil km² no mês de junho, a maior área devastada em cinco anos. Já são 14 meses consecutivos de crescimento no desmatamento em relação aos  mesmos meses do ano anterior. Dados por satélite mostram que dois terços do garimpo realizados na Amazônia em junho ocorreram em áreas legalmente protegidas (Unidades de Conservação e Terras Indígenas) s), o que prova ou a incapacidade do governo em preservar suas terras, ou o clima de liberou geral na região. Provavelmente os dois.   

(.....)

O Brasil já foi vilão ambiental nos anos 90, quando uma ONG britânica vendia uma camiseta com a inscrição “Salve a Amazônia, Mate um Brasileiro”. Mas virou o jogo. Foram anos de combate pesado com pesado com fiscalizações ostensivas, trabalho científico com certificação de florestas privadas com mapas via satélite e consciências de grupos privados. 

MATÉRIA COMPLETA - Blog Thomas Traumann -Veja

quinta-feira, 2 de abril de 2020

O ponto fraco - Nas entrelinhas


“Com a falta de testes, o número de óbitos e casos de coronavírus confirmados está subnotificado. Pode ser muito maior o contingente de infectados

[FATO:
O ministro da Saúde ou de qualquer outra área não tem política, a política dos ministérios segue  as determinações do Presidente da República, cabendo a cada ministro à execução.

Toda essa celeuma em torno da política atribuída ao ministro Mandetta  e as opiniões do presidente Bolsonaro, é inútil, por desnecessária, visto que apesar de contrário, o presidente permite que sejam executadas.] 
Enquanto a maioria esmagadora da sociedade vê a epidemia de coronavírus como uma terrível ameaça, a aposta do presidente Jair Bolsonaro foi de que era uma oportunidade de encurralar os adversários políticos, principalmente os governadores de São Paulo, João Doria (PSDB); do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC); e do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), que enfrentam mais dificuldades na crise. Fez um movimento de altíssimo risco: responsabilizá-los pela paralisia da economia, que entraria em recessão inevitavelmente, até porque a retração é global. Para isso, porém, Bolsonaro se lançou contra a política de distanciamento social e conclamou comerciantes, ambulantes, diaristas e outros trabalhadores informais a saírem da quarentena, entrando em choque aberto com a política de seu próprio ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.

Bolsonaro cometeu um crasso erro: se aventurar num terreno que não conhece, a saúde pública. Não percebeu que a gravidade da situação estava acima de suas disputas políticas e fez uma aposta no ponto futuro, a retomada da economia, que não será nada fácil, outro assunto que não domina. Se isolou dentro do próprio governo, porque os generais que hoje formam seu estado-maior administrativo não concordaram com essa estratégia de alto risco, bem como os ministros da Justiça, Sérgio Moro, e da Economia, Paulo Guedes. Enquanto o primeiro barrou qualquer possibilidade institucional de confrontação com os governos estaduais, o segundo deu um salto triplo carpado na política econômica: abandonou as reformas ultraliberais e abriu os cofres da União para atender aos trabalhadores que ficaram sem nenhuma fonte de renda por causa do confinamento.

O núcleo político que assessora Bolsonaro, liderado pelos filhos e pela equipe de comunicação do Planalto, tentou uma reação, mas fracassou. O apoio a Bolsonaro nas redes sociais está sendo volatilizado e o presidente da República passou a ser cobrado pela demora na liberação dos recursos, que exigem uma agilidade da administração federal, que, até agora, não foi revelada. Tanto os governadores como o Congresso passaram a cobrar do governo que os recursos fossem repassados imediatamente para a população, enquanto a força-tarefa de ministros formada para gerenciar a crise, coordenada pelo ministro-chefe da Casa Civil, general Braga Netto, passou a ser uma espécie de fiadora da política de Mandetta no governo. Para se fragilizar ainda mais, Bolsonaro demorou a sancionar a lei que concedeu uma ajuda de R$ 600 aos sem nenhuma atividade econômica, o chamado “corona voucher”.

Enquanto Bolsonaro saía às ruas no Sudoeste, em Ceilândia, em Taguatinga, em Brasília, para estimular que comerciantes e ambulantes mantivessem suas lojas funcionando, a maioria da população preferiu seguir a orientação do Ministério da Saúde, dos governadores e dos prefeitos e se manteve dentro de casa, se resguardando da epidemia. A adesão da sociedade ao isolamento social é o ponto forte na crise. 

Mesmo assim, os números estão dobrando a cada três dias. [Tem uma repórter de um jornal local que se manifesta contra a que as pessoas façam atividades física, estilo caminhada.
Caminhar em área descampada, descoberta, no máximo duas pessoas próximas, não é uma fonte de contágio.
Ou será que no entendimento da ilustre repórter o isolamento tem que ser um confinamento nos moldes da Coreia do Norte?
Os dados abaixo mostram que tem alguma coisa errada na política seguida no DF, SP e outros estados governados por 'presidenciáveis'.] No balanço de ontem, já eram 241 mortes e 6.836 casos confirmados, a uma taxa de 3,5% de letalidade. Na terça-feira, eram 201 mortes e 5.717 casos confirmados de infectados pelo novo coronavírus, o que aumentou a tensão entre os profissionais de saúde. Como há escassez de testes, o número de óbitos e casos confirmados está subnotificado. O próprio ministro Mandetta admitiu ontem que pode ser muito maior o contingente de infectados.

Equipamentos
O ponto fraco do sistema, por ora, não é a falta de leitos, é de equipamentos de proteção para o pessoal da saúde. O Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) já registrou 2.600 denúncias de falta, escassez e restrição de equipamentos de proteção entre enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem. As denúncias vão desde relatos de proibição de uso do material existente na instituição, para não instaurar pânico na população atendida, à falta de equipamentos básicos. Entre aqueles que fizeram as denúncias, 87% relatam a falta de máscaras do tipo N95 ou PF2, indicadas para o atendimento de casos da doença, e a falta do álcool em gel com 70% de álcool, em 28% das denúncias. Além disso, em 51% dos locais denunciados, faltam de quatro a sete tipos diferentes de materiais, como luvas, gorro e álcool.

[Máscara não é problema no DF = o governador Ibaneis alardeia na mídia que vai distribuir máscaras para todos os feirantes e para os clientes das feiras que quiserem.
Poucos acreditam, diante do costume do governador de anunciar como acontecimentos, coisas que não acontecem.]

Mesmo os hospitais de referência estão tendo problemas. 
O Hospital Albert Einstein e Sírio-Libanês já afastaram 452 funcionários. No Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP), 125 profissionais foram afastados por infecção. O hospital utiliza, em média, 5.700 máscaras. Com o coronavírus, passaram a ser 40 mil máscaras. O consumo de álcool em gel passou de 1.330 litros para 6.700 litros mensais; aventais, de 15 para 45 mil, e toucas, de 105 mil para 211 mil. Esse é o cenário mais delicado no momento, apesar da mobilização de indústrias, como Ambev e Natura; confecções, como a Lupo, e até bancos, como Bradesco, Itaú e Santander, para produzir ou doar equipamentos. É grande o risco de o sistema de saúde entrar em colapso por causa do número de casos da epidemia, daí a importância de manter o confinamento. Há que se considerar, sobretudo, a situação dos médicos e enfermeiros, principalmente intensivistas e infectologistas. Ontem, por exemplo, o infectologista Hélio Bacha, de 70 anos, do Alberto Einstein, confirmou que está com coronavírus.

Nas Entrelinhas - Luiz Carlos Azedo - Correio Braziliense