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quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Relatores da ONU cobram resposta ...[presidente Bolsonaro, essa é uma das cobranças que não merece resposta.]



Relatores da ONU cobram resposta de Bolsonaro sobre morte de Marielle

[razões da interferência indevida da ONU não merecer resposta:

- caráter parcial da cobrança: qual a razão da ONU priorizar a investigação de duas mortes em um país no qual ocorreram mais de 60.000 assassinatos em um ano? 
a maioria sem solução até o momento, incluindo a tentativa de assassinato do presidente da República, quando candidato - que pela natureza institucional do cargo, justifica priorizar as investigações, que estão a cargo da PF - até o momento não está completamente esclarecida;

- qual as razões que fazem a ONU deixar assuntos de âmbito mundial - guerra civil na Síria, milhares de imigrantes na Europa, civis palestinos assassinados na Faixa de Gaza, fome no Iêmen e muitos outros itens -  e priorizar dois assassinatos, que estão entre os assuntos policiais, internos, da competência exclusiva da polícia brasileira?

Uma instituição que deixa seus objetivos principais e faz perguntas sem razão, merece o silêncio como resposta.

pergunta oportuna: relatores do que?  devem ser de algum setor específico daquela organização - simplesmente, da ONU, faz lembrar aquele parecer dado por 'conselheiros' da ONU recomendando soltar o presidiário Lula e que foi ignorada, acertadamente, pelas autoridades brasileiras.]

Assassinato da vereadora e de seu motorista completa 300 dias sem que ninguém tenha sido detido; 
governo diz que está trabalhando em resposta aos relatores

 O governo de Jair Bolsonaro recebeu, em seu primeiro dia no cargo, uma carta enviada por relatores da Organização das Nações Unidas (ONU) que cobraram dele respostas urgentes para esclarecer o assassinato de Marielle Franco (PSOL). O assassinato da vereadora e de seu motorista, Anderson Gomes, completa 300 dias sem que ninguém tenha sido detido.  Mantida em total confidencialidade até março, a comunicação foi emitida no dia 31 de dezembro de 2018 em Genebra, e chegou ao gabinete do novo governo em seu primeiro dia de trabalho. 

Apesar do sigilo do material, o Estado apurou com três fontes diferentes que o texto da carta cobra do governo explicações sobre o andamento das investigações sobre a morte da vereadora do Rio de Janeiro e pergunta o motivo pelo silêncio até agora sobre os resultados do inquérito. O texto ainda faz um alerta ao governo: os relatores, apesar do sigilo, poderiam considerar fazer uma declaração pública à imprensa internacional para alertar sobre a queixa dirigida ao Brasil. [que alertem: assuntos internos do Brasil dizem respeito ao Brasil e as autoridades brasileiras.] 
 
O sigilo na carta será suspenso em março, quando a queixa e a eventual resposta do governo brasileiro serão publicadas nos sites da ONU. O Estado apurou que, por enquanto, nem o Palácio do Planalto e nem o Itamaraty deram uma resposta à cobrança feita pelos relatores. 
Mas o documento foi interpretado como um sinal por parte dos especialistas internacionais de que irão acompanhar de perto a aplicação da política de segurança e de direitos humanos por parte do novo governo. [que acompanhem; não vale é no afã de acompanhar as políticas brasileiras esqueçam que a ONU é antes de tudo formada por muitas nações e inúmeras delas merecem, e precisam, acompanhamento atento e constante.] 
 
Entre os relatores, os comentários de Bolsonaro sobre a forma de lidar com a violência no Brasil e seu questionamento sobre direitos humanos tem sido alvo de extrema preocupação. No final do ano passado, a viúva de Marielle, Mônica Benício, esteve na ONU para também pedir o apoio da entidade no que se refere à falta de esclarecimentos na morte da vereadora.  

Essa não é a primeira vez que os relatores da ONU questionam o Brasil no que se refere ao assassinato. Marielle foi morta no dia 14 de março de 2018.  No dia 22 daquele mês, dez relatores da ONU se uniram para emitir uma carta dura às autoridades brasileiras, pedindo que a intervenção federal no Rio de Janeiro fosse repensada e exigindo respostas diante do assassinato de Marielle Franco. Os peritos ainda enviaram uma carta ao governo brasileiro e deram 60 dias para que esclarecimentos sejam apresentados. Não se trata de uma obrigação legal. Mas, dentro da ONU, ignorar um pedido de um relator é interpretado como um gesto político de que um governo não dá a devida legitimidade a um sistema que ele mesmo criou.
“Uma preocupação muita grave é expressada na morte de Marielle Franco e seu motorista, que pode ser relacionada como o exercício legítimo de seu direito de liberdade de expressão, sua participação na vida política e pública”, declaram na carta os relatores em março de 2018. 

Ao solicitar investigações “independentes, imparciais, transparentes e efetivas”, os relatores apresentaram uma lista de cinco solicitações às autoridades brasileiras, entre elas a divulgação de detalhes das investigações sobre o assassinato. O grupo ainda pediu que fossem explicadas as medidas que existem no Brasil para “garantir que os defensores de direitos humanos possam realizar seu trabalho legítimo sem ameaças ou atos de intimidação”. Para completar, os relatores solicitaram que fossem fornecidas “informações detalhadas sobre as medidas tomadas por autoridades para proteger aqueles que participam da vida pública e política contra a violência”.  

Resposta

Ao Estado, o Itamaraty confirmou que está trabalhando em uma resposta aos relatores. “O governo brasileiro recebeu a comunicação conjunta do Escritório da Alta Comissária para os Direitos Humanos (EACDH) em 2 de janeiro e responderá à comunicação dos procedimentos especiais do Conselho de Direitos Humanos ao longo desta semana, tão logo esteja concluída a versão das informações a uma das línguas de trabalho das Nações Unidas”, indicou a chancelaria, por meio de uma nota.
“Na referida comunicação, os titulares dos procedimentos especiais fazem referência a informações já fornecidas pelo governo brasileiro em março e setembro passados, assim como solicitam esclarecimentos adicionais sobre o assassinato de Marielle Franco”, esclareceu.
“A comunicação informa, ainda, que seu teor e o de eventual resposta do governo brasileiro serão publicados, dentro de 60 dias, na página eletrônica do EACDH”, completou o Itamaraty.

O Estado de S. Paulo

 

domingo, 26 de novembro de 2017

Finalmente a PM acordou e concluiu que é melhor matar em confronto do que morrer em confronto - Ninguém dar importância a que mais de 120 PMs foram assassinados este ano




A tropa dos confrontos

Apenas 20 policiais militares se envolveram em 10% das mortes em confronto entre 2010 e 2015



A Polícia Militar do Rio de Janeiro é a que mais mata e a que mais morre no Brasil. De janeiro a outubro deste ano, 910 pessoas morreram em confronto com as forças policiais no estado. Por outro lado, 120 PMs já foram mortos. Segundo dados do Instituto de Segurança Pública (ISP), até o fim de outubro 24 deles haviam morrido em serviço. O número de vítimas nas ações policiais no Rio é historicamente um grave problema, nunca enfrentado adequadamente. 




A implantação das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) [que os fatos mostraram e continuam mostrando que era uma fraude na realidade as UPPs sempre foram Unidades de Perigo ao Policial.] chegou a reduzir os números absolutos: enquanto em 2007 foram registrados 1.330 homicídios decorrentes de oposição à intervenção policial, esse número caiu para 416 em 2013, auge do processo de pacificação. Porém, longe do cinturão das UPPs - instaladas, em sua maioria, na Zona Sul, Centro e Tijuca - a alta letalidade policial continuou. O GLOBO mostra pela primeira vez os homens por trás desse problema: apenas 20 policiais militares - quase todos atuando na Zona Norte, na Baixada Fluminense e na Grande Niterói - estiveram ligados a mais de 10% dos autos de resistência entre 2010 e 2015. [com certeza o número é bem maior; e, felizmente estes policiais estão vivos - o período analisado abrange cinco anos - porque foram inteligentes e concluíram que entre morrer e responder uma acusação de ter atirado e matado um bandido  (que na maior parte das vezes é desmontada durante o julgamento do policial acusado) é melhor responder à acusação - continua vivo e no julgamento é inocentado por ser a acusação falsa - os acusadores apoiados e incentivados pelas ONGs de direitos humanos, que sempre defendem os direitos dos bandidos e esquecem os direitos dos HUMANOS DIREITOS (que inclui os direitos dos policiais) confundem na acusação o fato do policial atirar no bandido em defesa de sua própria vida e/ou da de terceiros e acusam o policial de homicidio.
No julgamento a farsa é exposta e o policial absolvido e permanece vivo e trabalhando em defesa da sociedade.]
 
Morto a caminho de casa
Era quase meia-noite quando o cobrador de ônibus Alexandre Mendonça Marinho passou pela Avenida Automóvel Clube, em Belford Roxo, município de 470 mil habitantes na Baixada Fluminense. Estava indo para casa depois de um dia normal de trabalho: fez cinco viagens na linha 638 (Marechal Hermes-Saens Peña), todas contabilizadas numa guia de serviço da Auto Viação Três Amigos. O documento, de 14 de julho de 2014, mostra que a jornada de Alexandre começou às 13h05m e se estendeu até as 22h30m. No entanto, num outro documento, registrado quatro horas depois na delegacia da região, o cobrador aparece num papel diferente: o de um homem que morreu com um tiro de fuzil nas costas durante um confronto entre bandidos e policiais militares.

A morte de Alexandre foi uma das 3.442 classificadas, entre 2010 e 2015, como “homicídios decorrentes de oposição à intervenção policial” — também conhecidos como autos de resistência. Um levantamento feito pelo GLOBO em cima desses casos revela um dado impressionante: um grupo de apenas 20 PMs esteve envolvido em 356 deles, ou seja, mais de 10% das mortes provocadas por toda a tropa ao longo de seis anos. No mesmo período, 93 policiais militares foram assassinados em serviço, segundo dados do Instituto de Segurança Pública (ISP), órgão responsável pelos números relacionados à violência no Rio. [indiscutivelmente os policiais assassinados estão entre aqueles que entre a vida deles e a de um bandido, vacilam e preferem que o bandido permaneça vivo.]
 
A constatação de que um grupo de 20 PMs concentrou 356 autos de resistência é fruto de um cruzamento de dados do ISP com informações contidas em mais de 2 mil páginas de documentos sigilosos da Polícia Civil. Os homens que integram a “tropa de elite dos confrontos” correspondem a 0,04% dos cerca de 45 mil policiais militares na ativa. Juntos, estão ligados a mais mortes que as forças de segurança de dez estados (Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Pernambuco, Mato Grosso do Sul, Sergipe, Espírito Santo, Amazonas, Amapá, Mato Grosso e Tocantins), de acordo com estatísticas do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Um dos policiais envolvidos na morte de Alexandre faz parte do grupo ligado aos 356 autos de resistência. Trata-se do sargento Everson de Mello Moraes, que, em 2014, estava lotado no 39º BPM (Belford Roxo). Entre 2010 e 2015, teve participação em 27 ocorrências; em 14 delas, como o responsável pelas mortes. Nas demais, é citado como “testemunha” ou “envolvido” — classificações frequentemente usadas pela Polícia Civil quando não é possível determinar qual agente provocou o óbito.

Moraes e um outro PM admitiram ter atirado no cobrador de ônibus. A informação está no registro feito na 54ª DP (Belford Roxo). No documento, eles justificam a ação como resultado de uma perseguição a assaltantes. Pela descrição do colega do sargento, “(bandidos) passaram a atirar na guarnição, que foi obrigada a reagir’’. Ainda segundo ele, ao fim de uma troca de tiros, Alexandre foi encontrado no chão, baleado, ao lado de uma pistola calibre 9mm com numeração raspada. Os policiais dizem que levaram o cobrador ainda com vida até o Hospital Municipal Jorge Júlio Costa dos Santos. Parentes e vizinhos do cobrador acusam os PMs de terem aproveitado a tentativa de socorro para adulterar o local do homicídio. — Alexandre estava de uniforme e com documentos do trabalho. Quando cheguei ao hospital, tudo havia sumido — afirmou uma parente, que pediu anonimato. [um detalhe não é citado na matéria: durante o socorro, os próprios médicos tem que retirar a roupa que a vitima veste; não seria sensato que para tamponar um ferimento que sangra no tórax de uma vitima  os médicos percam tempo desabotoando a roupa. O adequado é rasgar, cortar a roupa.
Outro ponto que sempre esquecem: qual o motivo de sempre colocarem os policiais como mentirosos?  - a versão de testemunhas, muitas apenas ouviram falar ou por bronca da polícia criam uma versão que criminaliza os policiais.
| versão de tais testemunhas ou de algum parente da vítima que chegou ao local do confronto depois, sempre prevalece sobre o depoimento dos policiais.
Se o policial se deixar matar, é enterrado sem a solidariedade de grande parte das autoridades; se mata em vez de morrer, é considerado suspeito.
Policial que sobrevive a um tiroteio em que bandidos morrem, é sempre suspeito.
Óbvio que vez ou outra um policial é culpado, mas, são minoria - os PMs só são maioria quando se calcula o número de assassinados este ano.]
 
A família levou documentos e testemunhas à delegacia, mas, aos olhos da lei, Alexandre ainda é considerado criminoso: o inquérito sobre o caso segue classificado como morte em confronto com a polícia. O GLOBO tentou encontrar Everson por meio de telefonemas e e-mails para a assessoria de imprensa da PM e o 20º BPM (Mesquita), onde ele estaria lotado atualmente, mas não obteve contato.

 O Globo