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sábado, 14 de julho de 2018

Elas julgam



Por um breve período de duas semanas, mulheres estarão nos principais postos do Judiciário. Quando a ministra Rosa Weber assumir em 15 de agosto o Tribunal Superior Eleitoral, as mulheres estarão no STF, TSE, STJ, PGR e AGU. Esse alinhamento das estrelas tem muito a dizer sobre o avanço das mulheres no Judiciário e no país. E esta semana, uma delas, Laurita Vaz, brilhou nos autos.

Foi uma semana de ressaca de uma crise que estourou no domingo com a decisão do desembargador de plantão Rogério Favreto, de mandar soltar o ex-presidente Lula. Favreto não aceitou esperar segunda-feira, nem ouvir o relator da ação e repetiu a ordem, até que o presidente do TRF-4, Carlos Eduardo Thompson Flores, encerrou a discussão na sua instância. A situação foi pacificada durante a semana graças à atuação de várias dessas mulheres do Judiciário, principalmente de Laurita Vaz. Na sexta-feira, neste jornal, a presidente do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia, escreveu que o país tem assistido “perplexo” a cenas de “contradições entre decisões judiciais”. Ela explica que o “contraditório dá-se entre as partes”. E lembra um ponto central da nossa insegurança jurídica do momento. “Juiz que toma partido, juiz já não é”.

Da mesma forma que a capacidade não é monopólio masculino, os erros também não são. Contudo, as mulheres que estão nos postos de comando têm currículo e chegaram ao topo após fazerem uma carreira e não através de um pulo pela janela partidária. Isso é que unifica as trajetórias de Cármen Lúcia no Supremo Tribunal Federal, Laurita Vaz no Superior Tribunal de Justiça, Raquel Dodge na Procuradoria-Geral da República, Grace Mendonça na Advocacia-Geral da União, e Rosa Weber que assumirá em um mês o Tribunal Superior Eleitoral na mais difícil das eleições presidenciais que o Brasil já teve desde a redemocratização. [Grace Mendonça tem o DEVER de convencer o presidente Temer a vetar a anistia aos caminhoneiros que realizaram greve e aos  empresários dos transportes que promoveram lockout.
Foi ela quem declarou várias vezes que as multas não poderiam ser anistiadas - ou estava sendo apenas mais um membro do governo Temer a tentar enganar o povo?]
Esse domínio feminino será breve, mas emblemático. No dia 15 de agosto, Rosa assume, mas no dia primeiro de setembro vence o mandato de Laurita, e no dia 12 completam-se os dois anos de Cármen na presidência do Supremo Tribunal Federal. Seria a hora de o ministro Dias Toffoli assumir, mas ele escolheu o dia 13 para a sua posse.
Durante o domingo da batalha judicial, ou “chicana” como juristas denominam esse tipo de demanda sem cabimento, a presidente do Supremo estava de plantão, mas apenas emitiu uma nota. Esteve em contato com quem de direito, mas quis que o problema se resolvesse onde surgiu, na segunda instância, para não atropelar quem tinha os poderes de tomar a decisão naquele domingo.

A palavra definitiva foi dada pela ministra Laurita Vaz, do STJ, onde estão os recursos em favor do ex-presidente Lula. E ela não economizou palavras. Disse que a decisão de Favreto causou “perplexidade”, “insegurança jurídica” e que houve um “tumulto processual sem precedentes na história do direito”. A decisão de Favreto, segundo ela, foi “inusitada” e repetiu a palavra que costuma encerrar discussões no Judiciário, “teratológica”. Ou seja, foi absurdo na visão da ministra a decisão do desembargador Favreto de mandar libertar Lula sob o argumento de que como ele é pré-candidato à Presidência deveria sair para participar com equidade dos debates e entrevistas. Laurita respondeu que é “óbvio e ululante que o mero anúncio do réu preso de ser candidato a cargo público não tem o condão de reabrir a discussão acerca da legalidade do encarceramento”. Esse ponto da ministra é simples e fundamental. Imagina se Favreto cria jurisprudência. Bastaria que os presos filiados a partidos se declarassem candidatos. Estariam todos soltos.

No dia seguinte, Laurita Vaz recusou de uma só vez 143 habeas corpus em favor de Lula. Eles tinham o mesmíssimo texto, ainda que apresentados por pessoas diferentes. Ela defendeu a garantia de qualquer cidadão de apresentar demandas à Justiça, mas disse que o Poder Judiciário não pode ser “o balcão de reivindicações ideológico-partidárias”.
As mulheres ainda têm presença muito menor do que deveriam em todos os espaços da vida brasileira. Mas nesta semana foram fundamentais para organizar o tumulto jurídico. E, nas duas últimas semanas de mês de agosto, estarão sentadas em cinco poderosas cadeiras.



domingo, 8 de julho de 2018

Apesar de deixar o plantonista chateado, Presidente do TRF-4 decide que Lula deve continuar preso - o que Cármen Lúcia teme?

Apesar do plantonista ficar chateado, Presidente do TRF-4 determina manutenção de prisão de Lula

Desembargador Thompson Flores afirma que pré-candidatura do petista não é fato novo

O presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) decidiu que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve continuar preso. O desembargador Thompson Flores afirmou que o caso compete mesmo ao relator do processo, Gebran Neto, e não ao plantonista Rogério Favreto. Flores alega que a pré-candidatura de Lula não é um fato novo, como argumentou Favreto. "Rigorosamente, a notícia da pré-candidatura eleitoral do paciente é fato público/notório do qual já se tinha notícia por ocasião do julgamento da lide pela 8ª Turma desta Corte. Nesse sentido, bem andou a decisão do Des. Federal Relator João Pedro Gebran Neto" 
 
BERNARDO MELLO FRANCO: Deputados do PT vão denunciar Moro ao CNJ
O desembargador considerou que, como há um conflito de competência entre os dois desembargadores, cabe a ele decidir qual decisão valeria, se a do plantonista, o desembargador Rogério Favreto, ou do relator, João Pedro Gebran Neto.


Flores afirmou que não há como negar que o desembargador plantonista não tinha poder para esse tipo de decisão e que, portanto, a decisão do relator deveria ser a definitiva.
"Determino o retorno dos autos ao Gabinete do Des. Federal João Pedro Gebran Neto, bem como a manutenção da decisão por ele proferida", disse, em referência à decisão que manteve Lula na prisão.

Presidente do TRF4 contraria desembargador que deu habeas corpus a Lula e mantém petista preso

Presidente do TRF4 decide que Lula não será solto

Thompson Flores decidiu que poder sobre o caso é do relator, João Pedro Gebran, e não do plantonista, Rogério Favreto, que tinha ordenado soltura

Arbitrando a disputa entre dois desembargadores do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), o presidente da Corte, desembargador Carlos Eduardo Thompson Flores deu a palavra final: quem tem o poder para decidir sobre o caso é o relator, João Pedro Gebran, e, portanto, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) continuará preso. Ele tomou a decisão após um pedido da Procuradoria Regional da República da 4ª Região (PRR4) para que desse a palavra de qual entre duas decisões a de Gebran, para que ele continuasse preso; ou a do desembargador Rogério Favreto, pela soltura deveria ser cumprida. O plantonista, como mostrou o Radar, foi filiado ao PT entre 1991 e 2010 e é crítico ao trabalho de Moro, responsável pela Lava Jato em primeira instância. Lula está preso para cumprir sentença de doze anos e um mês de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro na posse oculta e reforma pela empreiteira OAS de um apartamento tríplex, no Guarujá, litoral de São Paulo.

 

O que Cármen Lúcia teme

Que Michel Temer viaje, ela o substitua e Toffoli solte Lula

A dois meses de passar a presidência do Supremo Tribunal Federal para seu sucessor, o ministro José Dias Toffoli, o que mais receia a ministra Cármen Lúcia é ter de fazê-lo antes, mesmo que temporariamente, se o presidente Michel Temer viajar qualquer hora dessas para o exterior e ela for obrigada a substitui-lo como já fez mais de uma vez. [Temer já fez muita bobagem e NÃO PODE fazer mais uma: qual seja viajar para o exterior; além de não haver previsão, nem sentido, em Temer viajar para o exterior; se viajar ele irá apenas facilitar a libertação do encarcerado Lula.
Temer não viaja, Cármen Lúcia não precisa passar a presidência para Toffoli e Lula continuar preso.
Apesar de sempre haver o risco de que mesmo Toffoli assumindo ele não liberte Lula - o prazer de contrariar o ex-chefe está presente em Toffoli que já tomou algumas decisões que não facilitaram a vida do enjaulado Lula.] 
 
Mesmo como presidente interino do tribunal, Toffoli poderá se ver tentado a soltar Lula atendendo a algum recurso de sua defesa. Para Lula não haveria melhor ocasião – próxima da data de registro de candidaturas às eleições de outubro, e a tempo de se ocupar da montagem de uma coligação partidária mais ampla para apoiá-lo ou a quem ele indicar.

Veja
 



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