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quarta-feira, 29 de abril de 2015

COPOM e Joaquim Levy, aumentam juros e com isso facilitam aumento dos lucros do Itaú, Santander e Bradesco

BC eleva juros básicos para 13,25% ao ano

Foi a quinta alta seguida da Taxa Selic para controlar a inflação [quinta alta seguida para manter a inflação rumo aos 10% mas sem ultrapassar.]
Com as expectativas crescentes para a inflação neste ano, o Banco Central (BC) decidiu nesta quarta-feira, por unanimidade, aumentar os juros básicos em 0,5 ponto percentual para 13,25% ao ano. A elevação, já esperada pelo mercado financeiro, foi a quinta seguida. O BC não deu sinais de que vai parar por aí. Publicou exatamente o mesmo comunicado da reunião anterior e deixou a porta aberta para mais aperto monetário. Com isso, a taxa Selic chegou perto do patamar de 2008, quando o mundo estava mergulhado na crise econômica. O cenário, entretanto, é bem diferente do daquela época. 

Há sete anos, o mundo vivia o colapso do subprime, um choque do preço de commodities, perspectiva de desemprego. Já o Brasil crescia a uma taxa de 5,2% com uma inflação de 5,9%. A alta era para conter esse nível de aumento de preços. Atualmente, a previsão é de recessão econômica de 1,1% neste ano. Já o índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) está em nada menos que 8,13% no acumulado dos últimos 12 meses. E a expectativa do mercado financeiro é que o índice, usado oficialmente no sistema de metas, encerre o ano acima disso: 8,25%.

UM ANO PERDIDO
São números muito distantes do teto da meta estabelecida pelo próprio governo. O objetivo determinado pela equipe econômica é que a inflação seja de 4,5%, mas há uma margem de tolerância de dois pontos percentuais. No entanto, 2015 é considerado um ano perdido e o BC já avisou que só conseguirá chegar no alvo no fim do ano que vem. Segundo o economista-chefe da corretora Gradual, André Perfeito, seguir no ritmo de aumento de 0,5 ponto percentual é um sinal de que o BC pretende ancorar as expectativas para o ano que vem. Elas ainda estão longe do centro, em 5,6%, mas um pouco mais comportadas que a inflação deste ano. O BC quis dizer que já que 2015 está perdido, tem de concentrar seus esforços no controle da inflação do ano que vem — explicou o analista ao lembrar os perigos que podem surpreender como o aumento do preço de commodities, que afeta a inflação daqui.

DÓLAR EM ALTA
Além disso, a valorização do dólar, principalmente, no primeiro trimestre, ainda terá impacto nos preços. E o poder de fogo do Banco Central está reduzido neste ano, já que a maior parte da inflação é de preços administrados, ou seja, das tarifas de serviços públicos como energia elétrica. Esse preços não respondem às altas do juros. Assim, a política do BC tem de frear apenas a parte da inflação dos preços livres. Para fazer com que isso tenha impacto no preço final, é preciso de apertar com mais força a política de controle da inflação.  — A ideia é perder esse ano, mas recuperar os outros três, mas não acho que isso vá acontecer analisa o economista-chefe da Austin Rating.

No comunicado, o BC não deixa claro que pretende encerrar a alta dos juros. Repetiu que “avaliando o cenário macroeconômico e as perspectivas para a inflação, o Copom decidiu, por unanimidade, elevar a taxa Selic em 0,5 ponto percentual para 13,25% ao ano sem viés”. O texto é conciso e dá a entender que o aperto da política contra a inflação continuará. [só que o aperto do BC faz a inflação subir, o emprego cair, o PIB desabar, a recessão aumentar  e a estagflação se elevar.]