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quarta-feira, 21 de março de 2018

Supremo constrangimento



[SUGESTÃO aos ministros do STM: qualquer um de Vossas Excelências que deseje tentar adiar a prisão do condenado Lula, assuma a paternidade e leve o assunto em mesa;

não fique excitando seus colegas a fazer o que o senhor quer fazer e não o faz, se esconde, por medo da fúria das ruas.]


Nem os bate-bocas em plenário, transmitidos ao vivo pela TV Justiça, costumam azedar tanto as relações no Supremo Tribunal Federal. A Corte está rachada pelo debate sobre a prisão de condenados em segunda instância. Ontem a tensão subiu a um novo patamar, com queixas públicas contra a ministra Cármen Lúcia. “O clima no tribunal está péssimo. Disso não há a menor dúvida”, resume o ministro Marco Aurélio Mello. Ele é um dos mais contrariados com a presidente do tribunal, que tem se recusado a pautar um novo julgamento para resolver o impasse. 

Na segunda-feira, Cármen prometeu uma reunião para ouvir os colegas. Ela chegou a anunciar o encontro a uma rádio, mas não convidou ninguém. A atitude irritou até o decano Celso de Mello, conhecido pelo espírito conciliador.  “Ficou combinado que ela faria o convite”, disse o ministro. “Se não houve convite, isso significa que ela não se mostrou interessada”, acrescentou.

Prestes a completar 29 anos no Supremo, Celso avisou que Cármen pode enfrentar um “constrangimento inédito”. Basta que um dos ministros insatisfeitos apresente uma questão de ordem na sessão de hoje. Isso obrigaria a presidente a submeter sua decisão ao plenário, sob forte risco de ser derrotada. [aqui vem a lembrança da fábula de Jean de La Fontaine: 'guizo no gato'; qual ministro vai apresentar a questão de ordem? quem vai colocar o guizo no gato?]
 
Cármen tem um bom argumento quando diz que o tribunal julgou o assunto há pouco tempo, e seria casuísmo mudar a jurisprudência agora. No entanto, foi isso o que ela ajudou a fazer em outubro passado, quando o Supremo voltou atrás sobre o afastamento de parlamentares.  Na ocasião, a ministra deu o voto de desempate que salvou o senador Aécio Neves. Agora o personagem na berlinda é o ex-presidente Lula. Ao evitar o novo julgamento sobre as prisões, Cármen deixa o petista mais próximo da cadeia.

Isso explica a pressão de blogs e movimentos que apoiaram o impeachment para que a ministra continue a bloquear a pauta. [a pauta não está bloqueada, inclusive a do mês de abril, já foi divulgada;
o que chamam de bloqueio é que a ministra Cármen,  no exercício de uma prerrogativa que o Regimento Interno do Supremo concede ao presidente, não quer pautar um assunto que foi discutido a menos de dois anos.] Também explica a pressão no sentido contrário, liderada pelo PT. Para abreviar o impasse, seja para um lado ou outro, a presidente do Supremo poderia ter submetido a decisão ao colegiado. Ela preferiu a opção pelo isolamento, temperado com longas entrevistas à imprensa.

Bernardo Mello Franco


O 'SUPREMO' ministro do STF que quer o condenado Lula livre, faça o necessário para mantê-lo solto e enfrente a fúria das ruas

Com medo de enfrentar a fúria das ruas

Por que a pressão sobre Cármen Lúcia 

Às escondidas, ministros do Supremo Tribunal Federal sopram para jornalistas que a ministra Cármen Lúcia, coitada, está ficando isolada ao se recusar a pôr em discussão pela quarta vez em dois anos o poder de a 2ª instância da Justiça mandar prender quem por ela for condenado.

E lamentam que, assim, Cármen acabe se desgastando entre seus próprios colegas, deixando-os numa tremenda saia justa. Consideram que a postura dela compromete a boa imagem do tribunal, além de prejudicar os interesses de milhares de presos que a ele pedem socorro.

Ora, ora, ora…
Nada impede que qualquer um dos ministros levante uma questão de ordem e proponha a discussão do que Cármen não quer. Nada impede que leve um recurso à mesa, o que a obrigaria a examiná-lo. Enfim, há meios e modos de contrariar a ministra.

E por que nenhum o fez até agora?
Medo. Medo de se expor. Medo de ser execrado aqui fora como o que possa ter sido o estopim para que o tribunal suspendesse a prisão em segunda instância, beneficiando Lula, às vésperas de ser preso, e os demais presos por corrupção.
Daí a pressão para que Cármen assuma tal papel. Ela não assumirá.

[Ministra Cármen não ceda a pressões espúrias, venham de onde vierem.
A Senhora vai continua podendo andar nas ruas de cabeça erguida, sem segurança além da habitual, embarcar em aviões, ir a um shopping.
Se em algum local em que a Senhora esteja presente houver alguma manifestação será de apoio, de aplausos, honrando sua coragem.]

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