Blog Prontidão Total NO TWITTER

Blog Prontidão Total NO  TWITTER
SIGA-NOS NO TWITTER
Mostrando postagens com marcador ex-candidato. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ex-candidato. Mostrar todas as postagens

domingo, 6 de dezembro de 2020

Aos nossos leitores

 ESCLARECIMENTO
 
A consideração e compromisso que temos com nossos dois leitores nos leva a prestar a informar:
 
Temos sido questionados por alguns dos nossos dois leitores pela frequência com que publicamos matérias, que consideram prejudiciais à  imagem do ex-juiz, ex-ministro, ex-candidato a possível candidato à Presidência da República, ex-modelo do proceder ético, Sérgio Moro. Alguns chegaram à inconveniência de questionar se estávamos do lado do multicondenado, provisoriamente em liberdade, Lula.

A exemplo de milhões de brasileiros no decorrer da lava-jato o então juiz Sérgio Moro agiu de forma correta, transmitindo a imagem de um magistrado pronto a combater o crime, punindo com justiça e rigor os bandidos que fossem submetidos ao seu julgamento.
 
As sentenças proferidas por Sérgio Moro, enquanto magistrado, foram justas,  e nos detendo nas aplicadas ao  famigerado criminoso petista, se algum erro ocorreu foi pela não aplicação das penas máximas, com todas agravantes cabíveis.
 
Só que a partir do momento em que optou por deixar a magistratura, passando a servir ao Brasil no cargo de ministro de Estado, Moro cedeu à tentação de cortar caminho na consolidação de sua candidatura ao cargo máximo da República Federativa do Brasil, esquecendo  comportamentos que adotava quando magistrado - , especialmente a lealdade que passou a dever ao seu chefe = presidente JAIR BOLSONARO. 
Decidiu usar o cargo de ministro de Estado para conspurcar a imagem do seu chefe imediato ao qual devia lealdade. 
Um ministro de Estado, da mesma forma que qualquer funcionário público incluindo especialmente, sem limitar, os ocupantes de funções de confiança, devem primeiro lealdade ao Brasil - débito que alcança com caráter inescusável todos os brasileiros. 

Enfatizando-se que os ocupantes de cargos de confiança, no caso os da confiança direta do Presidente da República, também devem lealdade àquela autoridade, lealdade que para ser rompida exige que renunciem ao cargo que ocupam.
 
O bom passado de Moro, não o isentou do DEVER DE LEALDADE a quem o nomeou ministro e da obrigação de avisar àquela autoridade de eventual discordância. 
Ao avisar, não havendo acordo,  o sentimento de lealdade impõe que renuncie ao cargo e após concretizada sua renúncia,  só então estará desobrigado de qualquer dever para com o agora ex-chefe. 
 
Como não bastasse a forma desleal, traiçoeira, com que se portou enquanto ministro de Estado, Moro decidiu recentemente, agora sob o peso dos diversos e merecidos títulos de ex que acumulou,  passar a prestar serviços à empresa A. M, contratada por algumas empresas condenadas por Moro, quando juiz,  para defender as contratantes A. M. de algumas das 'sequelas' das condenações aplicadas pelo magistrado.
 
Continuamos firmes em nosso posicionamento de que o facínora petista deve ser julgado - certamente condenado - nos demais processos (não há de se falar na revogação das sentenças já prolatadas e transitadas em julgado = caso anulação/revogação venha a ocorrer teremos o STL) e recolhido ao cárcere, devendo só ser favorecido com eventual prisão domiciliar, decorrente de indulto humanitário,  após completar 80 anos. Indulto que só deve alcançá-lo por razões de doença grave, que venha a acometer o criminoso petista.]

Editores do Blog Prontidão Total

 

quarta-feira, 4 de setembro de 2019

Só pensam naquilo - Merval Pereira

O Globo

A vitória do petista Fernando Haddad sobre Bolsonaro num terceiro turno hipotético proposto pela recente pesquisa do Datafolha vem comprovar que o embate entre os extremos da política brasileira é o que mais atende ao anseio dos dois.   O resultado não tem maior importância, pois o momento atual não é favorável ao presidente, como mostram diversas pesquisas. Mas confirma o arrependimento de segmentos de eleitores que escolheram o antipetismo em 2018, e hoje já aceitariam Haddad, diante da situação conturbada que vivemos, graças ao caráter belicoso do presidente, e da estagnação econômica.

Mas colocar apenas essas opções para o eleitor é aceitar que essa disputa continuará permanentemente, quando o objetivo de muitos é justamente sair dessa polarização. As pesquisas recentes mostram que existem opções par o centro político, embora muitas potenciais alternativas estejam em dificuldades no momento. O ministro da Justiça Sérgio Moro continua sendo o mais popular ministro em atuação, seguido do ministro da Economia Paulo Guedes.  Mas, na oposição, Bolsonaro se beneficia da estagnação ou queda de adversários, como o governador de São Paulo João Doria, até agora visto como a opção mais competitiva da centro-direita. Na pesquisa do Atlas Político, Doria teve a imagem negativa elevada a nível recorde: 58,3%, quando em julho era de 42,5.

Não é à toa que Bolsonaro outro dia fez um comentário sarcástico a respeito de uma eventual candidatura presidencial de Dória: “Esse está morto para 2022”.  O ex-presidente Lula continua com uma imagem negativa superior à positiva: 57,8% e 34%. E o ex-candidato Fernando Haddad tem imagem negativa ainda maior que o seu líder, desaprovado por 58,4%. Justamente por isso a suposta vitória de Haddad hoje é apenas uma curiosidade, não servindo para definir tendências. Que só  será essa se a polarização dos extremos não for quebrada. Todas as pesquisas de opinião mostram que o índice de desaprovação do governo do presidente Bolsonaro está maior do que o de aprovação, o que indica que o eleitorado de centro começa a abandoná-lo. Mas nenhum candidato oposicionista surge como alternativa.

Essa polarização agrada ao PT, que está completamente sem rumo, sem conseguir assumir o controle da oposição como pretendia.  A presidente do partido nomeada por Lula, deputada Gleisi Hoffman, por isso mesmo considera que o centro político não existe. Ou melhor, que quem não está do lado do PT está no lado de Bolsonaro, uma extrema-direita que não tem coragem que assumir sua posição e finge ser de centro.No máximo centro-direita.

No auge do PT, todo mundo se dizia de esquerda, [todo mundo é muita gente, mas não é tudo.] com vergonha de ser de direita. O Brasil era então o único país do mundo que não tinha uma direita política organizada. Na eleição de 2018 essa direita, que vinha se mostrando desde as manifestações de 2013, assumiu a candidatura de Bolsonaro, e o choque dos extremos esmagou o centro político.  Manter essa situação é o melhor dos mundos tanto para Bolsonaro quanto para o PT, na esperança de que o medo e o desapontamento continuem a empurrar os eleitores para um lado e para o outro.

Mas há grupos trabalhando para gestar uma candidatura de centro-direita que possa agregar a esquerda não dogmática numa eventual disputa futura contra os dois extremos. O ministro Sérgio Moro continua sendo uma aposta viável, embora essa condição lhe traga dificuldades no entorno do presidente Bolsonaro, e com o próprio presidente.  O apresentador Luciano Huck continua como potencial candidato, [eleitores, por favor, não esqueçam que ser um bom animador de auditório,  um bom palhaço, humorista, cantor não significa que tem condições de ser um bom presidente.] num trabalho de bastidores de preparação de futuros candidatos ao Congresso e às Câmaras de Vereadores. Desse trabalho, em que é auxiliado pelo ex-governador do Espírito Santo Paulo Hartung, pode sair uma candidatura de centro.

Huck aparece na pesquisa do Atlas Político como das mais bem avaliadas personalidades. Não é por acaso, portanto, que o presidente Bolsonaro começa a bombardeá-lo, e ao governador João Dória, com supostas irregularidades, como utilizar financiamentos do BNDES para a compra de jatos particulares. [bobagem falar sobre: eles apenas compraram jatinhos com juros de 4% ao ano, claro que os contribuintes, nós povão, bancamos a benesse.]
Negócios perfeitamente normais, e estimulados pelo banco de desenvolvimento para dar apoio à Embraer, que disputa um mercado mundial competitivo. O presidente Bolsonaro escreveu em seu twitter que ainda é cedo para pensar na eleição municipal do ano que vem.  Mas só pensa na reeleição, embora tenha prometido que não se candidataria. Assim como prometeu que não daria mais indulto a presos, e já especula sobre o tema de maneira temerária, anunciando perdão para policiais civis e militares condenados. [condenados em primeira instância, sem trânsito em julgado, destacando-se que em alguns casos outros acusados pelo mesmo crime, foram absolvidos a pedido do Ministério Público e outros tiveram julgamento anulado.]

Merval Pereira, jornalista - O Globo