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sexta-feira, 23 de agosto de 2019

O projeto de abuso que a Câmara não aprovou

Ao contrário do que se divulga, o projeto de lei sobre o abuso de  autoridade realmente não foi aprovado, mas sim rejeitado pela Câmara dos Deputados.  Para os que não entenderam, fica fácil explicar.  

 Acompanhei, pela mídia, como cidadão, o que ocorreu na Câmara dos Deputados, na votação do projeto de lei nº 7596/17 sobre o abuso de autoridade. Também tenho acompanhado as manifestações contrárias de várias entidades sobre as inconsistências do referido projeto de lei.  Sobre a tal votação “simbólica” desse projeto de lei, no Plenário, o Sr. Rodrigo Maia agiu de forma totalmente indevida e contrária ao Regimento Interno. 

No caso de não ser feita votação nominal, mas sim simbólica, o que determina esse regimento interno, em seu art. 185, é que o presidente da  Câmara deveria dizer: “os que forem a favor permaneçam sentados”.
"Art. 185. Pelo processo simbólico, que será utilizado na votação das proposições em geral, o Presidente, ao anunciar a votação de qualquer matéria, convidará os Deputados a favor a permanecerem sentados e proclamará o resultado manifesto dos votos."

Em vez disso, ele disse: “os que forem a favor permaneçam como se acham”.  Observando-se o vídeo da votação, percebe-se que “havia muito mais deputados em pé” do que sentados.  Então, o resultado da votação, se for se considerar o que realmente está  determinado pelo regimento interno, foi de "rejeição" do projeto, e não de sua aprovação.

Esse detalhe deveria ser verificado e divulgado amplamente, inclusive pela imprensa e demais mídias, mostrando que houve "distorção" do "resultado" da votação, devido à manipulação realizada por Rodrigo Maia. Ou seja, mesmo em votação simbólica, o projeto foi "rejeitado", e não aprovado.  Isso significa que o feitiço (votação simbólica) virou contra o  feiticeiro (Rodrigo Maia).  Em vez de ficarem reclamando sobre necessidade de possíveis vetos parciais ou veto total, deveriam se concentrar nisso que apresentei, que é tão simples e óbvio.
 
Transcrito do Alerta Total
Marcelo Mafra Magalhães de Lima Franco é EngenheiroEletrônico, M.Sc. em Engenharia Elétrica pela COPPE/UFRJ.

Alerta Total - Jorge Serrão 





terça-feira, 23 de outubro de 2018

Haddad foi enfeitiçado pelo feitiço das fake news

Fernando Haddad comportou-se como um caçador de bruxas em sabatina promovida por jornais do Grupo Globo. Acusou o general Hamilton Mourão de ser “torturador.Foi como se apontasse o dedo para o vice de Jair Bolsonaro e dissesse: “É uma bruxa”. Bolsonaro “é figura desimportante no meio militar”, declarou Haddad. “Mas o Mourão, por exemplo, ele próprio foi torturador.”

Caçadores de bruxas não precisam conferir a veracidade do que afirma. Basta ouvir dizer. Instado a esmiuçar a acusação, Haddad afirmou que o cantor e compositor “Geraldo Azevedo declarou até, em um show, que foi pessoalmente torturado pelo Mourão.” Segundo o caçador de bruxas do PT, o “fato” seria noticiado com destaque pela imprensa em qualquer parte do planeta.

Era mentira. Preso durante a ditadura um par de vezes, Geraldo Azevedo realmente dissera no sábado, num palco da cidade baiana de Jacobina, que Mourão o havia torturado. “Olha, é uma coisa indignante, cara. Eu fui preso duas vezes na ditadura, fui torturado. Você não sabe o que é tortura, não. Esse Mourão era um dos torturadores lá.”




Ao tomar conhecimento da acusação o general subiu no caixote. Disse que Geraldo Azevedo “bebeu.” Contou que, em 1969, quando o cantor foi à garra pela primeira vez, ele tinha 16 anos. “Eu estava no Colégio Militar, em Porto Alegre, no 1º ano do 2º grau”, informou Mourão ao Globo. Com tantas verdades para estonteantes dizer sobre Mourão, Haddad escolheu justamente a que era mentirosa!

Por meio de sua assessoria, o acusador deu meia-volta numa nota oficial: ''Geraldo Azevedo se desculpa pelo transtorno causado por seu equívoco e reafirma sua opinião de que não há espaço, no Brasil de hoje, para a volta de um regime que tem a tortura como política de Estado e que cerceia as liberdades individuais e de imprensa.''

Num instante em que atribui o favoritismo do seu adversário à engrenagem de distribuição massiva de notícias falsas pelo WhatsApp, Haddad acabou sendo enfeitiçado pelo feitiço das fake news. Propagou uma inverdade sem checar. Exatamente como fazem os incautos que passam adiante qualquer tolice que lhes chega pelo visor do celular.

Comum na época em que ainda havia bruxas, a caça às bruxas foi reativada com força total na era da fake news. Acontece o ano inteiro. Mas as temporadas eleitorais são mais propícias à prática do esporte. Qualquer pessoa pode servir como bruxa. O próprio Haddad diz que ele e seus familiares foram acusados de ser bruxas no material que a campanha adversária despeja nas redes.

Com seu comportamento, Haddad demonstrou que a caça às bruxas é um esporte muito competitivo. Os competidores nem precisam de muita imaginação para praticar. Se estiverem desesperados, basta esticar o dedo. No momento, há tantos dedos hirtos na praça que a caça às bruxas vai se vulgarizando. Com sorte, pode cair em desuso. Com muita sorte, pode cair no ridículo.

Blog do Josias de Souza