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quinta-feira, 21 de outubro de 2021

Brancos podem interpretar negros? E judeus? ‘Blackfishing’ é racista? - Vilma Gryzinski

Blog Mundialista - Veja

Dá para sentir que é uma encrenca tremenda: discussões raciais envolvem mundo artístico, com resultado obviamente explosivo

Para quem ainda nem se deu conta da existência do Little Mix, a discussão envolvendo uma de suas integrantes, Jesy Nelson, pode soar misteriosa. A coisa trata de um comportamento chamado ‘blackfishing”, expressão inventada para descrever quem, tendo a tez clara, tenta imitar o estilo e o balanço de artistas negros. É disso que a cantora Jesy Nelson foi acusada ao se desligar do grupo e se jogar na carreira solo (“Um dos mais desastrosos lançamentos da memória recente”, na definição algo acrimoniosa do Independent).

Para muitos fãs do grupo pop britânico de quatro garotas (uma loira, uma morena etc etc), foi até uma surpresa: muitos achavam que Jesy era a “morena”, ou racialmente mista. Os cabelos cacheados e até, possivelmente, um toque mais carregado de maquiagem criavam essa impressão.

 As cantoras Jesy Nelson e Leigh-Anne Pinnock em 14 de janeiro de 2016

Quem levantou a questão do “blackfishing” foi uma ex-colega de banda, Leigh-Anne Pinnock, legitimamente mestiça. Nicki Minaj, que participa do lançamento de Jesy, entrou na história – e dá para imaginar a quantidade de palavras censuradas que explodiram nas redes sociais. Foi nelas, claro, que surgiu o fenômeno “blackfishing”, com muitos milhares de jovens imitando a “atitude” de artistas negras no Instagram. Nos casos mais extremos, recorrendo até a cirurgias plásticas. Os preenchimentos labiais não contam porque já viraram padrão em países como a Inglaterra, sob a influência das irmãs Kardashian/Jenner, cujas saliências exacerbadas  por procedimentos também reproduzem padrões associados a corpos negros curvilíneos.

O fenômeno de alguma maneira espelha casos como o da americana Rachel Dolezal, branquíssima nativa de Montana que criou uma vida como se fosse negra e fez carreira na universidade e na tradicional Associação Nacional para o Avanço das Pessoas de cor.  Mesmo depois que foi exposta, Rachel, com todo direito garantido pela flexível sociedade americana, continuou a levar a vida que escolheu e mudou o nome para Nkechi Amare Diallo.

Se uma professora universitária ou uma cantora se apresenta como se fosse negra, isso é ofensivo ou deveria ser celebrado como uma manifestação de que “a imitação é a mais sincera forma de elogio”? Depois de tanto tempo em que crianças e jovens negras não tinham figuras públicas para se espelhar segundo sua própria etnia, não é bom que agora ocorra o oposto?

Claro que num mundo em que as questões identitárias se tornaram tão proeminentes, isso não acontece. As “brancas negras” são acusadas de apropriação cultural (um conceito que, se fosse aplicado ao Brasil, levaria ao fim de praticamente todas as manifestações culturais). Mais complicados ainda são casos em que atores interpretam personagens de outra etnia. Aconteceu com a peça Uma Escrava Chamada Esperança, protagonizada pela ex-BBB Gyselle Soares. Houve protestos contra o “embranquecimento” da personagem, uma escrava que protestou em carta ao governador da época contra os suplícios que sofria e veio a se tornar advogada.

Um caso similar, guardadas as diferenças, está se desenrolando nos Estados Unidos. Personalidades artísticas de origem judia reclamam quando personagens judeus são interpretados por atores de outro perfil. Um caso específico envolve o ator Tony Shalhoub (o veterano Monk da série de mesmo nome).

O ator é de família libanesa, árabe e cristã, e interpreta o personagem Abe Weissman na série The Marvelous Mrs. Meisel. Quando surgiu a questão, ironizou que, como ator, foi treinado para não interpretar a si mesmo, mas, justamente, personagens.  Para que o argumento tivesse validade, seria preciso admitir que atores judeus não poderiam interpretar não-judeus.

O que seria de Espártaco sem Kirk Douglas (Issur Danielovich, filho de imigrantes judeus da então Bielo Rússia)? 
Ou de seu companheiro de filme Tony Curtis (originalmente, Bernard Schwartz)? 
Poderia o tão Wasp capitão James Tiberius Kirk , de Jornada nas Estrelas, ser confiado a William Shatner, que aos 90 anos voltou a ser notícia pela emocionante voltinha espacial que deu na nave de Jeff Bezos?

Todo mundo entende que quando atores negros interpretam aristocratas ingleses na série Bridgerton a intenção é fazer um manifesto anti-racista, invertendo expectativas. O ponto de partida foi a especulação, sem nenhuma base, de que a rainha Charlotte, personagem histórico que aparece na série, seria descendente, em nona geração, de Afonso III de Portugal e sua amante moura, Madragana.

A muito germânica Sophia Charlote de Meklemburg-Strelitz, que se casou com George III, o “rei louco”, com apenas dezesseis anos, foi retratada em alguns quadros com “traços mulatos”, segundo a descrição de seu médico, Christian Friedrich Stockmar. “Era famosamente feia”, resumiu Desmond Shawe-Taylor, ex-curador da coleção real. Na ficção de Bridgerton, nada disso aparece. Ao contrário, o ator Regé-Jean Page, inglês de mãe do Zimbabwe, esfacelou corações no planeta inteiro como o arrasadoramente belo e romântico duque de Hastings.

Na ficção de Bridgerton, nada disso aparece. Ao contrário, o ator Regé-Jean Page, inglês de mãe do Zimbabwe, esfacelou corações no planeta inteiro como o arrasadoramente belo e romântico duque de Hastings. Que tenha sido convincente como um duque negro é uma prova do poder da arte da interpretação – e ninguém reclamou que ele praticamente reencarnou grandes galãs brancos, de Clark Gable em E O Vento Levou a Colin Firth em Orgulho e Preconceito.

Duques negros ou cantoras brancas que copiam o estilo black podem relaxar os estereótipos, o que é sempre bom, mas definitivamente não vão encerrar a discussão.

Blog Mundialista - Vilma Gryzinski,  jornalista - Revista VEJA


sábado, 21 de janeiro de 2017

DONALD TRUMP é o 45º presidente dos Estados Unidos da América, com grandes chances de dar certo

‘América em primeiro lugar’: começa a revolução trumpiana

Discurso desafiador da posse mostra que o novo presidente vai para a briga, exatamente como prometeu durante a campanha vitoriosa

A expressão amarga de Michelle Obama praticamente resumiu tudo do ponto de vista dos adversários do presidente que entra: Donald Trump disse que está tudo errado no país, bem na frente do presidente que sai (George Bush também recebeu umas lambadas indiretas).


 Brilho garantido: entre problemas que parecem quase insuperáveis para o novo presidente, não está o guarda-roupa de Melania (Jonathan Ernst/Reuters)

Falando a todos, mas em especial aos “homens e mulheres esquecidos”, Trump fez um discurso agressivo, provocador, sem considerações pelos sentimentos de Barack Obama nem preocupação alguma em acalmar os que não votaram nele, fora as palavras habituais, bem rápidas, sobre a união nacional.  Como um líder revolucionário arengando a massa, Trump repetiu e até aumentou o calibre de seus discursos de campanha. O tom nacionalista subiu. Ninguém vai mais se aproveitar da boa vontade dos americanos, roubar os empregos americanos, enganar os americanos, prometeu.

O país será completamente reconstruído embora, quem olhe de fora, não ache que os Estados Unidos estejam em ruínas. Estradas, pontes, aeroportos e ferrovias serão reconstruídos com mão-de-obra americana.  Outras promessas: “Vamos trazer de volta nossas fronteiras, vamos trazer de volta nossa riqueza e trazer de volta nossos sonhos”. E para onde foi tudo isso? “Defendemos as fronteiras de outros nações ao mesmo tempo em que nos recusamos a defender as nossas e gastamos trilhões de dólares no exterior enquanto a infraestrutura da América cai aos pedaços”, explicou ele mesmo.

Em outra guinada de derrubar queixos em todo o planeta, Trump lançou um desafio a si mesmo. “Vamos erradicar o terrorismo islâmico radical completamente da face da Terra”.
O manifesto populista poderia constar do léxico de qualquer líder de esquerda, com alguns sinais trocados. “Estamos transferindo o poder de Washington de volta ao povo”, disse o líder da revolução trumpiana. “Este momento é de vocês, pertence a vocês”.

Contra todos os prognósticos, Trump tem chance de dar certo?

Da enigmática relação com a Rússia aos vestidos de Melania, um rápido guia dos problemas que o novo presidente vai peitar logo na largada

Ser assassinado é a melhor maneira para um líder político virar um monumento gigantesco em Washington. Um estranho Abraham Lincoln de pedra contempla o mundo sem nada da grandiosidade dos faraós egípcios, mas com intrínseca dignidade. Martin Luther King, uma abominação estética nos padrões do monumentalismo soviético, tem olhos puxados – nada estranho, pois foi feito na China, pelo escultor Lei Yixin.

Muito mais elegante, e à prova de modismos, é a chama eterna na sepultura de John Kennedy. Fica ao nível do chão, como todos os túmulos do cemitério militar de Arlington, entre placas de pedra.  Isso tudo nos leva, num salto acrobático, a Donald Trump, que hoje se torna o quadragésimo-quinto presidente dos Estados Unidos. Por enquanto, e provavelmente para todo sempre, ele tem poucas chances de virar monumento oficial.

Mas a hipótese de que uma “tragédia” acontecesse em sua posse foi mencionada de propósito na CNN, como uma especulação jornalisticamente legítima sobre o que aconteceria se tanto Trump quanto o vice, Mike Pence, sumissem do mapa. Isso dá uma ideia do ambiente, mais do que hostil, verdadeiramente envenenado em que Trump assume a Presidência. Imaginem se algum meio de comunicação aventasse a possibilidade de que Barack Obama fosse assassinado em alguma de suas duas posses. Provavelmente, seria execrado como terrorista, racista e propagador do discurso do ódio e da violência.

Com Trump, vale tudo. Em parte, por culpa dele mesmo: o estilo, e muitas das ideias, do bilionário desbocado inspiram reações descontroladas. Isso é um perigo para o jornalismo, pois não existe nada mais fácil na profissão, hoje, do que competir para ver quem escreve ou diz as piores coisas sobre Trump.  Sem cair na minoria oposta – comentaristas da Fox News, redatores do site Breitbart e agregadores do Drudge Report -, vamos fazer o esforço de não usar destemperos verbais e analíticos para avaliar como será a fase inicial do governo Trump.
Os fatos sempre têm o péssimo hábito de se imiscuir nos prognósticos, mas alguns pontos parecem ter um lugar garantido. Vamos aos principais:
1-OPOSIÇÃO NA RUAS
As manifestações em curso entre hoje e amanhã são, nas palavras de organizadores, um treinamento para o que virá.  Os Estados Unidos têm hoje uma “categoria profissional” de manifestantes – aliás, como no Brasil -, dedicada em tempo integral a treinar o núcleo duro dos protestos de rua. Entre suas habilidades, inclui-se a arte da provocação, como se viu em alguns comícios de Trump durante a campanha. A massa dos bem intencionados, dedicados ao saudável exercício das manifestações democráticas, vai atrás.


Nos protestos de ontem em Nova York, o estilo Black Block foi evidente. O diretor Michael Moore fez um discurso prevendo: “Com muito esforço da nossa parte, ele não vai durar quatro anos”. É o tipo de prognóstico que vem sendo repetido com insistência, tanto como expressão de desejo quanto por especulações baseadas em encrencas potencialmente reais.  Os protestos de agora são genéricos, contra Trump de forma geral. É praticamente certo que se tornem muito mais agressivos quando acontecer o inevitável: um cidadão negro ser morto por policial. Independentemente das circunstâncias (que contam cada vez menos no tribunal da opinião pública, onde cada um acredita na versão que mais coincide com seus prejulgamentos), haverá protestos muito maiores do que os ocorridos durante o governo Obama.

David Cay Johnson, um dos maiores inimigos de Trump na imprensa e autor de um livro sobre le, diz que, num quadro de múltiplos distúrbios, o novo presidente pode decretar uma espécie de estado de emergência, cancelar a lei que proíbe a intervenção das Forcas Armadas em distúrbios domésticos e suspender garantias constitucionais como o habeas corpus. É inconcebível, mas dá uma ideia do nível de oposição que Trump desperta.

2- O ENIGMA RUSSO
Absolutamente tudo o que Trump fizer – e o que não fizer – em relação à Rússia será escrutinado à luz das inúmeras e espantosas acusações de que estabeleceu uma associação ilícita com o regime de Vladimir Putin.  Qualquer indício concreto desse tipo de tramoia seria motivo para a abertura de uma investigação e até de um futuro processo de impeachment, mesmo com a maioria do Partido Republicano na Câmara e no Senado.


Algumas certezas nesse terreno pantanoso: os serviços secretos russos têm uma fantástica máquina de desinformação e encontraram um ambiente propício na extrema-direita americana (e na esquerda também: Jill Stein, a candidata a presidente falsamente “verde”, esteve em comemorações oficiais na Rússia, da mesma forma que Michael Flynn, o general reformado indicado como assessor de segurança nacional por Trump).

Em princípio, Trump não precisa tomar nenhuma atitude em relação à Rússia logo em seus primeiros dias como presidente, quando estará ocupado com a nova reforma no sistema de saúde, o muro na fronteira com o México (ou qualquer alternativa a ele), a reforma fiscal e a desregulamentação da economia.  Cada um desses temas é de altíssima complexidade e alguns vão consolidar ou não o ambiente de otimismo na economia (sim, Trump desafiou mais prognósticos; a bolsa subiu 6% desde sua eleição e as perspectivas de crescimento aumentaram).

Mas, sendo quem é, Trump dificilmente deixará de cutucar o vespeiro russo logo de cara. Em princípio, não é errado tentar uma reaproximação com a Rússia que não fragilize aliados americanos na Europa Oriental nem seja baseada em avaliações ingênuas (lembram-se da “tecla de reiniciar” da então secretária de Estado Hillary Clinton?).

3- INIMIGOS EM LUGARES IMPORTANTES
A primeira coisa que Trump fará amanhã, sábado, será uma visita à sede da CIA, que fica numa confluência dos três estados que convergem para Washington. O prédio em Langley, na Virginia, é igualzinho a reprodução que aparece em inúmeros filmes, incluindo o paredão de mármore branco com os nomes dos agentes mortos em serviço (ou apenas uma estrela, nos 117 casos extremamente secretos para serem revelados mesmo depois da morte).


Muitos desses filmes mostram diretores da CIA conspirando contra presidentes, geralmente no papel de vilões. A realidade, como sempre, é mais intrigante: o diretor que deixa a CIA agora, John Brennan, que foi funcionário de carreira da agência, conspirou contra Trump e, para os inúmeros inimigos do novo presidente, fez papel de herói.  O confronto sem precedentes aconteceu por causa da obscura conexão russa. Trump e Brennan trocaram desaforos por causa do dossiê que menciona os encontros sexuais mais difíceis de descrever desde o uso erótico de um charuto envolvendo Bill Clinton e Monica Lewinsky além de um certo vestido azul e outros detalhes constrangedoramente expostos na época.

O dossiê foi feito por um ex-agente inglês e incluído pelo FBI, na categoria do “andam dizendo por aí”, em apresentações feitas a Obama e ao próprio Trump – uma maneira evidente de legitimá-lo pelo simples fato de ser mencionado.  “Fontes” de inteligência falaram a vários órgãos de imprensa que os encontros com prostitutas em Moscou, registrados pela espionagem russa, eram um instrumento de chantagem sobre Trump. Isso significa que elementos em posição de destaque na CIA acreditam no que consta do dossiê, embora evidentemente sem poder apresentar a comprovação, como tudo nessa área. Ou conspiraram abertamente contra o presidente eleito.

Mesmo trocando a direção da CIA, como acontece habitualmente, Trump não pode se permitir um clima de inimizade com o serviço de inteligência. Visitar a Fazenda, como os íntimos chamam a sede da CIA, é apenas o primeiro passo de uma reconciliação obrigatória.  Se não funcionar, as vulnerabilidade de Trump aumentam a um nível próximo do insuportável. Só para lembrar: muitos integrantes da esfera dos serviços de inteligência discordaram das políticas de Obama a ponto de se desiludirem ou até deixarem suas funções.

4- JERUSALÉM, JERUSALÉM
Outra questão que Trump não precisa ativar de imediato é como se relacionar com Israel e a encrenca palestina. Mas já foi noticiado que o novo governo pretende se pronunciar sobre o status de Jerusalém. A Cidade Santa e disputada foi tomada em 1967, depois da vitória contra os países árabes que pretendiam varrer Israel do mapa. Pelas normas internacionais, Israel, que considera a cidade sua capital, tem que devolver a parte que conta de Jerusalém, a oriental, onde ficam os lugares santos das três religiões monoteístas. Dificilmente isso vai acontecer, principalmente depois que diversos acordos de partilha foram rejeitados por líderes palestinos.


Mas as embaixadas estrangeiras ficam todas em Tel-Aviv. Transferi-las para Jerusalém seria aceitar o status quo vigente – e é exatamente isso que defende o embaixador nomeado por Trump, o advogado David Friedman.  Mudar a embaixada americana provocaria um frenesi em países árabes e muçulmanos em geral. Trump poderia complicar a situação ao fazer isso no âmbito de uma proposta de paz negociada por seu genro, Jared Kushner.

Nomear parentes já é complicado e demiti-los é pior ainda. Colocá-los para conseguir o impossível, pelo menos até agora, parece absurdo. A única esperança parece ser o princípio mais importante da arte da negociação pregada por Trump: começar com as propostas mais extremas e depois brigar, brigar e brigar até chegar ao acordo imaginado desde o inicio.
Ah, sim, ter um entendimento com a Rússia poderia ajudar no Oriente Médio- se o regime putinesco tivesse interesse em acalmar o ambiente internacional e não agitá-lo como vem fazendo.

5- A DAMA DOURADA
Este quesito é só para descontrair o clima envenenado e mencionar a divertida briga dos “estilistas contra Trump”, os nomões do mundo da moda como Tom Ford e Marc Jacobs que aderiram a um boicote sartorial contra a primeira-dama, Melania.  Que político na face da Terra pensaria em entrar nesse tipo de corte e costura? Donald Trump, claro. Espicaçado numa entrevista amistosa (da Fox, claro), o presidente disse que gosta dos óculos da linha de Tom Ford, mas não das roupas e nunca ninguém pediu ao estilista que vestisse Melania.


Protegida por uma esplêndida armadura dourada, assinada por Reem Acra, libanesa radicada em Nova York, Melania Trump desfilou pela festa na noite anterior à posse seguindo o estilo habitual: ex-modelo casada com bilionário que se veste para deslumbrar.
Nesse quesito, Trump não tem com que se preocupar. Até a estátua de Lincoln deve ter levantado as pálpebras cansadas para dar uma olhada.

Fonte: Mundialista -  Vilma Gryzinski