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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2021

A patética nota da CNBB sobre Aa CF ecumênica 2021 - Percival Puggina

A meu ver, as Campanhas da Fraternidade (CFs) desvirtuam a Quaresma. Já a CF Ecumênica 2021 é uma coletânea de erros. Aprendi na catequese que, ao reconhecimento do mal feito devem sobrevir, às consciências bem formadas, o arrependimento, a correção e o pedido de perdão. Não é, porém, o que faz a nota oficial (1) com que a CNBB, por seu presidente, pretendeu explicar o inexplicável. Ao reconhecer que algumas das afirmações do texto-base “têm causado insegurança e perplexidade”, ela sinaliza a percepção de haver convalidado algo equivocado. Essa consciência do erro cometido fica bem nítida, pouco adiante, quando reassegura a validade da doutrina católica sobre temas que o documento contradiz.

Seria inútil continuar calcando no já foi repisado em tantas manifestações havidas nos últimos dias nos ambientes católicos de todo o país. A CNBB sabe que errou, mas orgulhosamente sustenta o erro e, com a nota oficial, dá por explicado o inexplicável. 
O que me faz considerar patética a manifestação da entidade é o fato de ela adotar, como epígrafe, uma citação da 1ª Epístola de São Paulo aos Tessalonicenses: “Não apagueis o Espírito, não desprezais (sic) as profecias, mas examinai tudo e guardai o que for bom” (1 Ts 5,21). Apesar de o texto do Apóstolo ter sido maltratado com conjugação verbal errada, entende-se o sentido da frase. E também se entende o motivo da supressão do versículo que a segue: “Guardai-vos de toda espécie de mal”.
Estará cumprindo seu dever pastoral uma conferência episcopal que aprova, imprime e vende aos fieis dos mais variados níveis de formação e compreensão um texto que ela mesma reconhece conter erros?  
O que isso tem a ver com guardar os fieis de toda espécie de mal?  
Que tipo de argumento é esse que pretende assemelhar equívocos do texto-base a “profecias” que não devem ser desprezadas, mas “examinadas”? Isso é patético!

A simples correção fraterna que não corrige, como vem sendo feita há tanto tempo em Assembleias Gerais da CNBB, recomenda outras providências, que não me cabe sequer sugerir. No entanto, a caridade entre os irmãos não pode fechar olhos aos danos causados à missão da Igreja como “mãe e mestra, perita em humanidade” num país que tanto necessita da ação de seu clero. A imprudência pastoral tem um custo espiritual muito elevado para ser negligenciado.

Que esta Quaresma em tempos de quarentena nos conduza para a revisão de vida, a penitência e a oração, na companhia amorosa de Maria Santíssima, Mater Dolorosa de todas as Quaresmas.

Percival Puggina (76), membro da Academia Rio-Grandense de Letras e Cidadão de Porto Alegre, é arquiteto, empresário, escritor e titular do site Conservadores e Liberais (Puggina.org); colunista de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A Tomada do Brasil pelos maus brasileiros. Membro da ADCE. Integrante do grupo Pensar+.


quarta-feira, 17 de junho de 2020

Parece masoquismo - A bandeira e a crise - Alexandre Garcia

Nascemos num país que não sofre terremotos, furacões, erupções vulcânicas; desfrutamos de um saudável clima variado, temos terra suficiente para alimentar o mundo, belezas naturais de todos os tipos; não temos atentados terroristas que volta e meia abalam outros países, nem tínhamos ódios raciais, ideológicos ou luta de classes.  Nos últimos anos, esses ódios foram se institucionalizando e agora se expressam nas ruas e noticiários. Parece masoquismo, em que podemos ser felizes mas nos submetemos à penitência do sofrimento.


Como se não bastassem a crise sanitária, que já leva 44 mil vidas e a consequente crise econômica, que vai matando milhares de empresas e milhões de empregos, alimentamos uma crise institucional entre a Suprema Corte e a Presidência da República. O disse-me-disse entre uns e outros é seguido pelas torcidas da mídia e das ruas, quase com tanta fúria quanto certas torcidas organizadas do futebol - que, aliás, entraram também nesse campo. A Saúde e a Economia sofrem crises reais, fora do controle e da vontade dos que operam esses setores. A crise político-institucional não está fora de controle. Acabaria no momento em que a sensatez imperasse de ambos os lados e em ambas as torcidas. Egos e vaidades cedendo passagem para o bem comum.

No inçado terreno da insensatez, inventaram do nada, do éter, do vazio, o fator militar. No masoquismo reinante, estão procurando, com o fósforo aceso, se há pólvora no barril. Em 1964, na lembrança de meus 23 anos, começou com a Igreja assustada com o comunismo; seguiram-se os grandes jornais - a TV ainda engatinhava - e o povo foi às ruas, exigir que os quartéis dessem um contragolpe no governo que estaria preparando a revolução marxista. Na época, o presidente era o vice e não tinha representação de quase 58 milhões de eleitores. Agora mudaram os personagens, mas o libreto da ópera mostra uma reprise de argumentos.

E já que lembramos do período militar, recordemos que o Supremo não fechou um dia sequer e que até o Superior Tribunal Militar absolvia enquadrados na Lei de Segurança Nacional. Hoje já se enquadram pessoas na LSN. E a crise fabricada começa a andar por conta própria, com manifestos, foguetórios, vivandeiras de costume - e o povo fardado, formado para defesa da Pátria, da lei e da ordem, assiste preocupado a esse desperdício inútil de energia, num tempo em que todo poder nacional deveria se concentrar no combate a uma doença atinge a vida de pessoas físicas e jurídicas. É insano alimentar mais uma crise, se estamos sob a mesma bandeira.

Vozes - Gazeta do Povo - Alexandre Garcia


sábado, 4 de abril de 2020

Carreata na Esplanada em apoio a Bolsonaro pede reabertura do comércio - CB


Com buzinaço, os carros seguiam um carro de som que bradava palavras de luta pelo direito de voltarem aos trabalhos e, em paradas, tocava o hino nacional

Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro saíram às ruas e foram para a Esplanada dos Ministérios em carreata, na manhã deste sábado (4/4) para pedir o fim do isolamento social e a reabertura dos comércios locais. Com buzinaço, os carros seguiam um carro de som que bradava palavras de luta pelo direito de voltarem aos trabalhos e, em paradas, tocava o hino nacional.

foto: Divulgação/PMDF

[presidente Bolsonaro, por favor, esqueça a oposição, esqueça o Maia e demais opositores - eles são fracos e não merecem atenção agora.
O INIMIGO DE AGORA é o coronavírus e a Covid-19.
Vamos focar no combate ao vírus, no controle da pandemia, vamos  evitar o maior número possível de mortes, controlar os prejuízos na economia e quando conseguirmos isto - com as bençãos de DEUS conseguiremos - então se ainda houver oposição, vamos enfrentá-los.
Agora é desprezá-los - NADA FARÃO contra nós enquanto houver a pandemia.]

Também está marcado outro ato para este domingo (5/4), organizado pelo Movimento Nas Ruas. Publicações no Twitter criticam os decretos estaduais de combate ao coronavírus, por ferirem o “direito de ir e vir”, direito ao comércio, direito à educação e o direito ao culto. No mesmo dia, Bolsonaro convocou a população para um jejum religioso. Na quinta-feira (2/4), o chefe do Executivo havia mencionado a intenção ao dizer que a penitência seria um ato contra o novo coronavírus, “para que o Brasil fique livre deste mal o mais rápido possível”.

Bolsonaro tem sido o maior defensor da reabertura de comércios e da 'volta à normalidade', na contramão do que dizem as diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do próprio Ministério da Saúde, pasta sob sua guarda. Nessa sexta-feira (3/4), o presidente voltou a dizer que, caso o país continue seguindo restrição de governadores, com comércios fechados, ‘vai quebrar tudo’.

“É uma decisão do governador [Ibaneis]. Acabei de ver um vídeo dele fazendo um churrasquinho em casa”, afirmou Bolsonaro sobre um vídeo do dia 21 de março, em que o governador de Brasília faz um almoço para família após ter dispensado empregados na residência. “Vocês sabem meu posicionamento. Não pode fechar dessa maneira que atrás disso vem desemprego em massa, vem miséria, vem violência”, apontou.

Bolsonaro disse ainda que parte dos governadores faz ‘demagogia’ com a crise e que há uma ‘disputa entre as autoridades de quem está mais preocupado com a vida de vocês [população]’. No mesmo dia, ao ouvir o apelo de apoiadores na porta do Alvorada para a reabertura de comércios, Bolsonaro disse: “A opinião pública aos poucos está vindo para o nosso lado. O político tem que ouvir o povo. Sabemos que vai ter mortes, ninguém nega isso. Mas morrem de gripe comum, morrem de H1N1”.

Um outro apoiador presente no local disse a Bolsonaro: “Estamos esperando sua voz presidente”. E o chefe do Executivo respondeu: “Vai chegar a hora certa”. Bolsonaro se referiu a um decreto que está sob sua mesa para reduzir o isolamento social. Em entrevista a uma rádio, Bolsonaro reconheceu que ainda não tem o apoio social que gostaria para assinar a medida, mas afirmou que será forçado a "tomar alguma decisão" se "até semana que vem não voltar o trabalho, pelo menos gradativo". 

"Eu tenho um projeto de decreto pronto na minha frente para ser assinado, se preciso for. Considera as atividades essenciais toda aquela exercida pelo homem ou pela mulher e através da qual seja indispensável para levar o pão para casa. Se tiver que chegar esse momento eu vou assinar", afirmou à rádio.

Correio Braziliense