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domingo, 13 de junho de 2021

JUSTIÇA CARCOMIDA É O PIOR CÂNCER DE UMA SOCIEDADE - John Kirchhofer

Em 1971, ganhei uma bolsa para estudar nos USA. Foi um seminário sobre desenvolvimento econômico na Harvard University.

Em um encontro com um professor, eu propus uma simples pergunta a ele. Qual o principal fator (citando apenas um), para explicar a diferença do desenvolvimento americano e o brasileiro, ao longo dos 500 anos de descobrimento de ambos os países?

O então o mestre sentenciou sem titubear: a justiça!

Explicou ele em poucas palavras:

“A sociedade só existe e se desenvolve fundamentada em suas leis e em sua igualitária execução. A justiça é o solo onde se edifica uma nação e sua cidadania.

Se pétrea, permitirá o soerguimento de grandes nações. Se pantanosa, nada de grande poderá ser construído.

Passados quase 50 anos deste aprendizado, a explicação continua cristalina e sólida como um diamante. Sem lei e justiça, não haverá uma grande nação.

Do pântano florescerão os "direitos adquiridos", a impunidade para os poderosos. Daí se multiplicarão as ervas daninhas da corrupção, que por sua vez sugarão a seiva vital que deveria alimentar todas as folhas que compõem a sociedade.

Como resultado se abrirá o abismo da desigualdade. Este abismo gerará violência e tensão social.

Neste ambiente de pura selvageria, os mais fortes esmagarão os mais fracos. O resultado final: o pântano se tornará praticamente inabitável. As riquezas fugirão sob as barbas gosmentas da justiça paquiderme, para outras nações.

Os mais capazes renunciarão a cidadania em busca de terras onde a justiça garanta o mínimo desejado: que a lei seja igual para todos.

Este é o fato presente e a verdade inegável do pântano chamado Brasil! Minha geração foi se esgotando na idiota discussão entre esquerda e direita.

E ainda continua imbecilizada na disputa entre "nós e eles", criada pelo inculto Lula e o séquito lulista.

Não enxergaram um palmo na frente do nariz da essência da democracia. Foram comprados com pixulecos, carros, sítios e apartamentos.

Não sei quantos jovens lerão este texto e terão capacidade de interpretar e aprofundar a discussão.

Aos meus quase 70 anos, faço o que está ao meu pequeno alcance.”

 Percival Puggina - Transcrito do site


segunda-feira, 27 de maio de 2019

Na Paulista, manifestantes esquecem o PT e escancaram o racha na direita


Até podiam ser vistos alguns Pixulecos na avenida Paulista, e de vez em quando alguém puxava um coro de “a nossa bandeira jamais será vermelha”.
A manifestação de apoiadores do governo, no entanto, tinha outros inimigos. Eram os “traidores”.  O centrão, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), os ministros do STF e o MBL (Movimento Brasil Livre) tomaram o lugar que durante muito tempo foi ocupado por Lula, Fernando Haddad ou Gleisi Hoffmann. Um desavisado que aparecesse por ali com uma camiseta do deputado federal Kim Kataguiri (DEM-SP), líder do MBL, correria tanto risco quanto alguém que usasse uma do PT.

Um exemplo dessa mudança de alvos ocorreu no carro de som do grupo Direita SP, quando foram lidos os nomes dos deputados federais paulistas do centrão que votaram contra a permanência do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) com Sergio Moro (Justiça).  Um a um foram vaiados parlamentares de DEM, PP, MDB, PRB e outros, com destaque para Paulinho da Força (SD-SP), chamado de “maldito”.  Os do PT e PSOL foram ignorados, porque, como justificou o locutor, destas legendas nunca se esperou apoio para as pautas do governo. Era como se tivessem sido rebaixadas a uma Série B do antibolsonarismo.

Já a direita não-alinhada ao governo foi tratada como uma inimiga muito mais forte, o que revela uma disputa de espaço no conservadorismo. O MBL apanhou muito, algo sintomático dado que era um protesto de direita. Foi chamado de “tchutchuca do centrão” e “Movimento Bumbum Livre”. Num rap improvisado, o MC Reaça mandou o movimento para a “Cuba que o pariu”, sob intensos aplausos.  Sobraram petardos também para as deputadas Janaina Paschoal (PSL), que criticou as manifestações, e Carla Zambelli (PSL), vista como titubeante na defesa dos atos. “Eu tenho vergonha de ter votado na Janaina e ver que ela chegou lá e em cinco minutos nos esqueceu”, disse uma liderança do Direita SP no microfone.

Muitas das pessoas ali presentes apoiavam as reformas propostas por Moro e Paulo Guedes (Economia) até com mais força do que defendiam o próprio presidente Jair Bolsonaro.  Contraditoriamente, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, um dos principais defensores da reforma da Previdência, era criticado em cartazes e palavras de ordem. Seu pecado: tentar roubar o protagonismo de Bolsonaro.[o do roubo do protagonismo, não discutimos, mas tem um outro pecado, bem mais grave: TRAIÇÃO =  tenta impedir o êxito do governo Bolsonaro, por entender que se o presidente fracassar o caminho estará livre para sua candidatura em 2019 - esquece que para ser presidente da República é necessário ter votos, o que o Maia não tem - nas eleições 2018, obteve pouco mais de 70.000 votos = a conduta de Maia é um pecado com nome = traição = quinta coluna. Finge ajudar, quando na realidade atrapalha, sabota.
“Ele teve 67 mil votos [na verdade, 74.232] e o Bolsonaro teve 57 milhões, não dá para comparar”, disse a empresária Milcia Ghilardi, que estava com um grupo que carregava uma faixa contra o “golpe” do parlamentarismo. “Nós votamos no Bolsonaro, é ele quem deve governar, não o Rodrigo Maia”, afirmou.  Corretor de seguros, José Alexandre Acre afirmou que “Maia usa sua inteligência para o mal”. “Ele se elegeu a duras penas, não gosta do Sergio Moro e agora se aliou ao centrão”.

Outrora idolatrado em manifestações do tipo, que incluíam até o maior símbolo de prestígio da direita –seu próprio boneco inflável–, o vice-presidente, general Hamilton Mourão, foi outro a receber críticas, embora em escala menor do que a destinada ao odiado centrão.  “Ele é traíra. Tudo que o Bolsonaro fala ele é contra. É a favor do aborto, contra porte de armas, defende a Venezuela”, disse João de Andrade, bancário aposentado que veio de Araras (SP) para a manifestação. [o Bolsonaro pode até ser traído por alguns membros do seu governo, mas, pelo vice-presidente, general Hamilton Mourão, com certeza não será. 

Ainda que discorde de posição do presidente e assuma abertamente a discordância, o general jamais trairá o nosso presidente.]

Apesar da virulência de alguns discursos, eles ficaram no limiar da defesa da ruptura institucional, mas sem cruzar essa linha vermelha, no que parece ter sido uma orientação dos movimentos de evitar qualquer posicionamento que pudesse ser classificado como antidemocrático.  Vaias a ministros do STF, pedidos de impeachment de integrantes da corte como Dias Toffoli e Gilmar Mendes (outro que já foi visto como aliado dos que estavam na Paulista) estiveram por todo lado. Mas, excetuando-se manifestações isoladas de pessoas mais exaltadas, não se ouviu a defesa do fim do Supremo ou do Congresso Nacional.

Ninguém lembrou, por exemplo, do cabo e do soldado mencionados por Eduardo Bolsonaro como suficientes para fechar o STF.  O máximo a que se chegava eram faixas como “A Justiça se perde com esses togados do STF”. Ou o muito aplaudido discurso de um sargento, completo com sua farda do Exército, que defendeu a mudança na forma como os ministros são escolhidos, com obrigatoriedade de serem juízes de carreira. [será que alguém informou para o sargento que para ser ministro do Supremo sequer precisa ser bacharel em direito?]

A Paulista estava cheia, embora não intransitável. Havia muitos empresários, profissionais liberais e estudantes universitários que defendiam as reformas. Um deles, Ericon Matheus, segurava um cartaz que dizia: “Larga esse ódio e venha amar o Guedes”. Mas também participaram muitos desempregados e moradores de bairros periféricos, todos defendendo uma reforma que vai, em última análise, reduzir direitos, o que não deixa de ser uma demonstração de força do governo. “Vim pelo pacote do Moro, a reforma da Previdência e contra os ministros do STF. Bolsonaro está tentando governar, mas tem a interferência do Parlamento”, afirmou José Carlos de Oliveira, 21, ajudante de pedreiro em Guarulhos (SP).

Não se perdeu totalmente o clima de domingão na Paulista. Crianças tiravam fotos em cima de um caminhão do Exército estacionado (propriedade de um colecionador). Ambulantes vendiam camistas de Bolsonaro a R$ 10.  Bastões de plástico branco eram distribuídos. Mas neste domingo, não eram bonecos de Lula preso, como em outras manifestações. Tinham a frase “Congresso corrupto”, com ratos passeando pelas letras.


Fabio Zanini - Folha de S. Paulo


 

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Os espantosos ministérios de Lula e Dilma Rousseff conseguem assustar até o de Michel Temer



Vistos de perto, os primeiros escalões petistas poderiam facilmente fazer parte de uma lista de procurados pela Justiça

Em 30 de maio, também alvejado pelo gravador de Sérgio Machado, o ministro da Transparência, Fabiano Silveira, tornou-se a a segunda baixa sofrida em menos de 20 dias pelo primeiro escalão de Michel Temer. A vítima inaugural da versão cearense de Mário Juruna fora Romero Jucá, obrigado a afastar-se do Ministério do Planejamento uma semana antes. Lula e Dilma Rousseff imediatamente tentaram transformar o duplo escorregão na prova definitiva de que o presidente interino era incapaz de montar uma equipe acima de qualquer suspeita.

Ou falta memória ou sobra cinismo, avisa a lista de delinquentes premiados nos últimos 13 anos com gabinetes na Esplanada do Ministério ou no Palácio do Planalto. A fila de prontuários é suficientemente extensa para preencher meia dúzia de cartazes com a informação no alto: PROCURADOS. Merecidamente, é puxada pelo padrinho e pela afilhada. Dilma assumiu o Ministério de Minas e Energia no mesmo dia em que Lula se instalou na Presidência da República e, em julho de 2005, substituiu José Dirceu na chefia da Casa Civil.

A retribuição viria em março deste ano, quando Lula chefiou a Casa Civil por algumas horas. A criatura queria garantir ao criador o direito ao foro privilegiado que o manteria longe da República de Curitiba. A evidente tentativa de obstrução da Justiça foi abortada pelo Supremo Tribunal Federal, que suspendeu a cerimônia de posse.

Tanto o mestre quanto a discípula se apresentam como ilhas de honradez cercadas por todos os lados por bandidos de estimação. Ela fez de conta, por exemplo, que ignora a autoria do dossiê forjado para caluniar Fernando Henrique e Ruth Cardoso. Finge ter esquecido a reunião com Lina Vieira em que procurou livrar de complicações fiscais o aliado José Sarney. Até agora, não conseguiu enxergar irregularidades na compra da refinaria de Pasadena, consumada quando também presidia o Conselho de Administração da Petrobras. E contemplou com cara de paisagem a roubalheira do Petrolão.

Antes de comunicar ao país que o Mensalão nunca existiu, Lula jurou de pés juntos que não viu nem ouviu o que fazia a quadrilha chefiada por José Dirceu. Tampouco suspeitou da ladroagem promovida por protegidos que infiltrou no comando da Petrobras em parceria com políticos e empreiteiros amigos, que retribuiriam os favores com cachês que o transformaram no mais próspero palestrante do mundo.

O ex-presidente tampouco desconfiou que a segunda dama Rosemary Noronha, entre uma reunião inútil e uma viagem no Aerolula, traficava influência e angariava pixulecos com a venda de empregos federais. E não viu nada de errado nas vigarices milionárias dos próprios filhos. Em maio deste ano, foi denunciado ao Supremo Tribunal Federal pelo procurador-geral da República, acusado de envolvimento no Petrolão.

Para que o cortejo dos que ajudaram a quebrar o Brasil não se assemelhasse às antigas listas telefônicas, a coluna agrupou apenas as fichas resumidas dos ministros que tomaram posse horas depois do início dos quatro mandatos presidenciais. Isso explica a ausência de pesos-pesados como Erenice Guerra, Humberto Souto, Saraiva Felipe e o próprio Romero Jucá, que comandou a Previdência durante o governo Lula. Mesmo sem o reforço de gente assim, as imagens abaixo provam que o ministério de Temer é bem menos assustador que os times escalados por Lula e Dilma.

1 – José Dirceu (Casa Civil) – PT
Em janeiro de 2003, José Dirceu era considerado por aliados e desafetos como o herdeiro de Lula. Depois de promovido a “capitão do time” em 2004, viu o sonho presidencial ser pulverizado em julho de 2005. Acusado de chefiar a quadrilha do Mensalão, perdeu o comando da Casa Civil, depois o mandato parlamentar e, tempos mais tarde, a liberdade. Condenado a 7 anos e 11 meses de cadeia por corrupção ativa, cumpriu um sexto da pena. Desfrutava do regime aberto desde novembro de 2014 ao ser preso preventivamente pela Operação Lava Jato em agosto de 2015. Há 20 dias, soube na prisão que fora sentenciado a 23 anos e três meses por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

2 – Walfrido Mares Guia (Turismo) – PTB
Um dos coordenadores do valerioduto tucano, Walfrido Mares Guia se tornou réu na Justiça Estadual de Minas Gerais pelos crimes de peculato e lavagem de dinheiro. Embora comprovadas, as acusações que pesavam sobre seus ombros foram consideradas extintas em janeiro de 2014 pela juíza Neide da Silva Martins, sob a alegação de que os crimes estavam prescritos desde 2012, quando Mares Guia completou 70 anos. No segundo mandato de Lula, Mares Guia desfrutou de uma temporada no Ministério das Relações Institucionais.

3 – Dilma Rousseff (Minas e Energia) – PT
Confira o prontuário no texto de abertura.

4 – Humberto Costa (Saúde) – PT
Envolvido nas patifarias dos Sanguessugas, Humberto Costa ficou fora da lista de nomes citados na CPI instaurada para apurar o esquema de compra de ambulâncias superfaturas. O ministro da Saúde se enrolou em outro escândalo, protagonizado pela “máfia dos vampiros”. Em 2015, o atual líder do PT no Senado foi devolvido ao noticiário político policial por Carlos Alberto Ferreira, gerente aposentado da Petrobras. O denunciante afirmou que, em 2006, assinou dois cheques no valor total de R$ 14 milhões de reais destinados à campanha de Humberto Costa ao governo de Pernambuco.

5 – Benedita da Silva (Assistência e Promoção Social) – PT
Benedita da Silva foi obrigada a deixar o cargo em janeiro de 2004, depois de decolar rumo à Argentina para reunir-se com um grupo de evangélicos. Ao voltar, acabou confessando que pagara com dinheiro público as despesas da viagem que fizera para atender a um compromisso pessoal. Tentou manter o emprego alegando que também participara de “reuniões de trabalho” em Buenos Aires que nunca existiram.


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