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sábado, 29 de outubro de 2016

O absolutismo harmônico no Brasil soviético

Prepare seu bolso! A bandeira para o mês de novembro será amarela, com custo de R$ 1,50 a cada 100 kWh (quilowatt-hora) consumidos. Nossa soviética burocracia tupiniquim é implacável. Fique pt da vida com o cínico economês do noticiário: “O Programa Mensal de Operação (PMO) do Operador Nacional do Sistema (ONS), a condição hidrológica está menos favorável o que determinou o acionamento de térmica com Custo Variável Unitário (CVU) acima de R$ 211,28 e consequente impacto no custo marginal de operação (CMO) em todos os submercados”.



Traduzindo: nós, otários, vamos pagar uma conta de energia mais absurda ainda. A história se repete como farsa no Brasil Capimunista, dominado pela ideologia rentista, com uma máquina centralizadora, cartorial, cartelizada, corrupta e canalha. Os políticos e empresários ladrões roubam, cometem toda espécie de safadeza e incompetência no setor energético e em toda área da infraestrutura. Assim, é a população quem precisa refinanciar, de tempos em tempos, o elevado “Custo Brasil”.


Os peemedebostas são os maiores exploradores dos esquemas e negociatas no setor elétrico. Muitos deles são sócios ocultos daquelas termoelétricas que são ligadas de tempos em tempos, sob alguma desculpa esfarrapada que é noticiada como verdadeira. A tal “condição hidrológica” só é desfavorável no Nordeste que ano que vem terá a maior seca em 100 anos, conforme previsões apocalípticas. No resto do Brasil – como diria o meu amigo Manti – “chove para carvalho”... [a situação  também não está boa para o Centro-Oeste e Brasília caminha a passos rápidos para o racionamento - nossa esperança é que São Pedro já no dia de Todos os Santos mande chuva, muita chuva para todo o Centro-Oeste.]


É por sangrarmos novamente no bolso que precisamos nos rebelar contra atitudes cretinas como as exibidas ontem no noticiário político. Foi patética a reunião do Presidente Michel Temer com os Presidentes da Câmara e do Senado, junto com a Presidente do Supremo Tribunal Federal. Foi tragicômico ouvir o maridão da Marcela, no final do encontrão, alegar que prevalece uma “harmonia absoluta” entre executivo, legislativo e judiciário.



Em plena guerra de todos contra todos, cujo lema é o salve-se quem puder, fica cada vez mais evidente que o Brasil é refém, na verdade, de um “absolutismo harmônico”. Os poderosos se juntam sempre que a situação se torna insustentável para justificar para a população por que tanta safadeza prospera na União das Repúblicas Soviéticas de Bruzundanga. Até outro dia, quem dava as cartas era o $talinácio – agora em desgraça...

Foi nojento ver a atuação teatral, absolutamente falsária, de um Renan Calheiros tentando limpar sua barra com elogios amáveis à ministra Carmem Lúcia. Pior foi a cínica sinceridade exibida no aperto de mãos entre Renan e o Alexandre Morais – ministro da Justiça que fora chamado de “chefete da Polícia Federal”.



No próximo dia 3 de novembro, um dia depois do feriado de finados, o Supremo Tribunal Federal não terá o direito de vacilar na decisão que deixará claro que réu em ação penal não pode continuar figurando na linha de sucessão presidencial. A regrinha já valeu para defenestrar Eduardo Cunha do comando da Câmara Federal. Agora, o princípio da isonomia terá de ser aplicado, com justiça plena, contra Renan Calheiros.



Se o STF relativizar a interpretação da regra, em nome de uma “governabilidade” que inexiste, os brasileiros terão mais uma prova de que estamos em plenas trevas da Democracia – com prevalência da Insegurança do Direito. Prepare o bolso para pagar a energia mais cara. O desgoverno do crime institucionalizado não deseja apagar tão cedo sua tenebrosa luz... 
Fonte: Alerta Total - Jorge Serrão

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