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quinta-feira, 4 de março de 2021

Por que algumas pessoas pegam covid-19 no intervalo entre a 1ª e a 2ª dose da vacina? - BBC News

A enfermeira Maria Angélica Sobrinho, de 53 anos, foi a primeira a ser vacinada contra a covid-19 na Bahia. Alguns dias depois, porém, ela apresentou sintomas e foi diagnosticada com a infecção pelo coronavírus.

Após a vacinação completa, nosso organismo leva pelo menos 14 dias para desenvolver anticorpos

E ela não é a única a vivenciar uma situação dessas: há relatos de outras pessoas em várias partes do Brasil que tomaram uma dose do imunizante e, enquanto aguardavam as semanas para completar o esquema vacinal, pegaram a doença. 
Nas redes sociais, posts mentirosos começam a divulgar que os produtos aplicados nas atuais campanhas de imunização poderiam até matar. 
Mas, antes de compartilhar esse tipo de informação, é preciso ter muito cuidado e entender o que está acontecendo. 
Afinal, como é que algumas pessoas pegam covid-19 no intervalo entre a primeira e segunda dose da vacina?


Proteção incompleta

Por enquanto, dois imunizantes são utilizados no Brasil: CoronaVac (Sinovac e Instituto Butantan) e CoviShield (AstraZeneca, Universidade de Oxford e Fundação Oswaldo Cruz). Ambos precisam de duas doses para oferecer um nível de proteção suficiente contra o coronavírus. O tempo entre a primeira e a segunda dose varia de acordo com o produto: a CoronaVac tem um intervalo de 14 a 28 dias, enquanto na CoviShield esse período é de três meses."Nenhuma vacina disponível, para essa ou qualquer outra doença, é capaz de proteger, mesmo que parcialmente, em menos de 14 dias após a aplicação das doses", esclarece a médica Isabella Ballalai, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm). [o inconveniente do curto intervalo entre a primeira e segunda doses, da CoronaVac, é que no prazo máximo de 28 dias após receber a primeira dose, precisa receber a segunda - torna obrigatório que ao se aplicar a primeira dose já seja reservada a segunda dose, o que na prática faz com que 10.000.000 de doses da CoronaVac, vacinem efetivamente  5.000.000 de pessoas. Já o intervalo de 90 dias entre a primeira e segunda dose da CoviShield, faz com que 10.000.000 de doses vacinem efetivamente 10.000.000 de pessoas.
A situação exposta só vai ser resolvida quando o fornecimento de vacinas ocorrer de forma segura e continuada.]

Independentemente da tecnologia, as vacinas trazem em sua composição os antígenos, substâncias que vão interagir com as células do sistema imunológico, para que elas criem os anticorpos necessários e consigam lidar com uma futura invasão viral. A questão é que esse processo leva um tempinho para ser concluído: as células imunes precisam reconhecer os antígenos, "interagir" com eles e criar uma reação satisfatória. Esse trabalho costuma levar cerca de duas semanas.

Seguindo esse raciocínio, uma pessoa que tomou apenas uma dose da vacina contra a covid-19 não está protegida e precisa seguir com os cuidados básicos de prevenção (uso de máscara, distanciamento social, lavagem de mãos…). "E, mesmo quem recebeu as duas doses, não está liberado para ter uma 'vida normal'. Pelo que sabemos, a vacina protege contra o adoecimento e as formas mais graves da covid-19, mas as pessoas imunizadas podem continuar a transmitir o vírus para outras", completa Ballalai. [especular sobre  o coronavírus, sobre as vacinas contra a covid-19 é fácil, a incerteza de quase tudo sobre a peste, faz com que floresçam os especialistas em nada, que sentem prazer em dar palpites, como se fossem cientistas investidos na função de porta-voz da ciência. Na realidade são meros palpiteiros, se arvoram e são apresentados como especialistas, quando a verdade é que são especialistas em nada. 
Vejamos: até o prazo de proteção da vacina ainda é incerto. O líquido e certo é que não pode ser afirmado que uma vacina tenha um prazo de proteção superior ao intervalo entre o dia D - dia do inicio dos testes da FASE 3  +14 dias - e o dia da efetiva vacinação. 
Temos que torcer que o tempo, a experiência do uso, comprove que a eficácia é bem maior do que o calculado acima.O ideal é que seja igual a da febre amarela. 
A propósito: não sou especialista em nada, conceito que inclui: nada sei sobre vacinas, sobre vírus, sobre medicina - sei apenas que em  medicina, nada é definitivo.]

Portanto, enquanto a circulação do coronavírus estiver em alta e não tivermos uma grande parcela da população vacinada, a tendência é que as medidas de restrição e controle continuem primordiais.

BBC News 


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