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sexta-feira, 2 de dezembro de 2022

A divisão do butim e o tic-tac bolsonarista - Gazeta do Povo

Rodrigo Constantino

O PT segue sua "montagem de governo", que na realidade não passa de um acordão para a divisão do butim.  
Petista não tem aliado; tem comparsa. 
O próprio Alckmin disse que o ladrão queria voltar à cena do crime. 
Hoje o ex-tucano está ao lado do ladrão, ansioso para subir a rampa do Planalto.

A reportagem da Folha diz que o MDB, o PSD e o União Brasil cobram ministérios para aderir à base de Lula: "Logo que Lula assumiu a articulação política, líderes desses partidos cortejados pelo petista passaram a traçar cenários, já com nomes de possíveis indicados, para o espaço que podem ter na Esplanada a partir de janeiro".

Agora tudo volta a ser permitido em nome da "governabilidade". O orçamento secreto passa a ser emenda de relator, a entrega de ministérios como feudos partidários é normalizada, os monstros do pântano festejam a volta ao "normal", com aplausos da velha imprensa. Aquela coisa de governo sério com espírito público foi apenas um susto!

Mas resta combinar com o povo nas ruas, com Bolsonaro e com os militares. Muitos brasileiros não entregaram os pontos ainda, mantêm uma esperança de que alguma solução ou medida drástica impeça o ladrão de subir a rampa para voltar à cena do crime. Juristas respeitados apresentam argumentos técnicos para algo dessa natureza. O clima é tenso.

Bolsonaro, enigmático, publicou duas imagens nos últimos dois dias, dando a entender que ainda é o presidente, o Comandante em Chefe das Forças Armadas, e teria assinado algum documento qualquer. Essas fotos atiçam a curiosidade e alimentam as esperanças de muita gente. É o tic-tac que vem deste aquele "acabou, porra!"

Se não sair cachorro algum desse mato, a decepção será enorme, não resta dúvida. Basta uma passeada pelas redes sociais para ver a quantidade de gente que deposita todas as suas fichas em algum passo de Bolsonaro para colocar ordem na bagunça e restaurar o Estado de Direito no Brasil.

Enquanto desembargadores aposentados pedem a prisão de Alexandre de Moraes (Sebastião Coelho) ou apresentam argumentos jurídicos para o uso do Artigo 142 da Constituição (Ivan Sartori), senadores aplaudem de pé o pedido de socorro de uma dona de casa perseguida pelo STF, e clamando pelo mesmo tratando dado a um traficante e um corrupto condenado. 

Os povos indígenas acampados em Brasília perderam a paciência e subiram o tom, xingando Alexandre de Moraes. Vai dar bug na mídia militante "progressista". Vão detonar a minoria indígena? 
Vão chamar de criminoso o índio? 
 Índio quer apito, ou quer liberdade e respeito à Constituição?

Em meio a esse ambiente esgarçado, o "impoluto" Renan Calheiros apresenta sua PEC da "intolerância política", para avançar com o regime chinês em nosso país. Eu confesso: tenho zero tolerância para com figuras abjetas como Renan Calheiros. Isso vai ser crime agora? [claro,  se depender do Renan, do Aziz, do senador estridente, do ministro Moraes e outros com o mesmo pensamento será crime hediondo - não podemos olvidar que proibiram chamar o molusco eleito de LADRÃO.]

Os militares estão atentos ao que se passa, e certamente não gostam, em sua maioria, da ideia de se curvar diante de bandidos. Mas como tucano global é mesmo algo sem remédio, eis que Merval Pereira resolveu inverter tudo em sua coluna de hoje. Para ele, o responsável pelo clima negativo entre militares é de Bolsonaro, que teria "politizado" as Forças Armadas. Não é que as Forças Armadas rejeitem o teatro patético liderado pelo STF e pelo TSE para recolocar o ladrão socialista na cena do crime novamente.

Ninguém sabe ao certo o desfecho dessa ópera bufa. 
Mas uma coisa podemos prever com acurácia: se o ladrão subir mesmo a rampa e tiver liberdade para promover sua divisão do butim, o Brasil vai mergulhar numa crise sem precedentes.

Rodrigo Constantino, colunista - Gazeta do Povo - VOZES



sábado, 20 de abril de 2019

Autoritarismo e ignorância

O ódio se transformou em política de estado. A ignorância se metamorfoseou em mérito. A ameaça virou moeda. É a barbárie do extremismo direitista


O fantasma do autoritarismo ronda novamente o Brasil. Desta vez, por paradoxal que pareça, em plena vigência da mais democrática das constituições brasileiras, a de 1988. Os sinais são evidentes. Tudo começou com o processo de desmoralização das instituições do estado democrático de direito pelo PT. Foram estendidos ao limite os liames institucionais. A tomada do aparelho de estado pelo petismo não encontra paralelo na nossa história. Estabeleceu o saque organizado da coisa pública, socializando os ganhos com os partidos que davam sustentação ao projeto criminoso de poder. Esse foi o ponto máximo do socialismo petista: a divisão — desproporcional, claro — do butim oriundo do erário.

A permanência desse processo por mais de uma década e a revelação do modus operandi
por meio, principalmente, da operação Lava Jato, permitiu, de um lado, corromper toda a estrutura estatal. Pela primeira vez na nossa história, um projeto de poder se espalhou por todas as esferas do Executivo e alcançou até o Judiciário. Esta solidez foi abalada pela ganância da máquina petista. Foram com muita sede ao pote — além de prejudicar antigos esquemas de corrupção. A volúpia acabou levando os camaradas ao desastre.

Por outro lado, acabou revelando a pobreza ideológica das lideranças do campo antipetista. Tudo se resumiu, especialmente no biênio 2015-2016, em denunciar as mazelas da dupla Lula-Dilma. Nada mais que isso. Dos movimentos pelo impeachment nasceram líderes, com raras exceções, identificados com o extremismo político. E do campo empresarial — que já teve como líder Roberto Simonsen, autor de “História Econômica do Brasil” — surgiram gestores que mal conseguem articular uma tuitada. São liberais dignos de uma ópera bufa, proxenetas ideológicos, néscios modernos.

Assim como no futebol, o vazio é ocupado. No nosso caso foi pelo extremismo direitista. O ódio se transformou em política de estado. A ignorância se metamorfoseou em mérito. Quanto mais ignorante, melhor. Transplantaram para o Brasil ideologias exóticas produzidas pelos reacionários americanos. As instituições democráticas passaram a ser vilipendiadas. O direito à alteridade foi negado. A ameaça virou moeda rotineira dos embates políticos. Utilizam-se da injúria. Usam palavras de baixo calão como conceitos sociológicos. É a barbárie institucionalizada. Ameaçam tomar completamente o poder. Ainda é tempo de reagir.


Marco Antonio Villa -  IstoÉ