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segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

Um louco mundo em chamas - Fernando Gabeira

Em Sem categoria
 
Outro dia, num artigo, reproduzi uma frase do sociólogo Ulrich Beck em que ele afirma que as coisas estão mudando tão rápida e amplamente que as pessoas têm a impressão de que o mundo ficou maluco. Pois acrescento outra impressão inquietante: a de que o mundo está pegando fogo. Com causas e consequências diferentes, três grandes incêndios assustaram o planeta: Amazônia, Califórnia e Austrália.

O grande incêndio da Austrália foi mal compreendido pelo governo brasileiro, que provocou as ONGs e artistas: por que não se manifestam? Ilusão. No momento em que escrevo, de Pink a Elton John, os artistas já doaram US$15 milhões aos bombeiros de South Wales e Victoria, as regiões mais atingidas pelo fogo.
“Imprecionante”, como diria o ministro Weintraub. Acontece que a reação do governo australiano foi parecida com a do brasileiro, ao afirmar que eram incêndios frequentes e regulares nas regiões atingidas. O primeiro-ministro australiano, Scott Morrison, interrompeu suas férias no Havaí, mas ainda assim foi severamente criticado nas regiões devastadas.

Seu governo não se prepara para as consequências do aquecimento global. A própria oposição está de mãos atadas porque as forças políticas dependem das forças que produzem carvão e gás. Para completar a visão do sistema, a mídia, dominada por Rupert Murdoch, tende também à negação das importantes mudanças climáticas.Alguns cientistas impressionados com o processo acham que entramos na era do fogo, a qual chamam de Piroceno.  Acontece que não estamos apenas sob impacto de grandes incêndios, mas de eventos extremos, tempestades, furacões, secas prolongadas.

Isso acontece num mundo que reage à tese do aquecimento global, e às conquistas da ciência de um modo geral. É uma tendência ampla que não se limita a negar o aquecimento, mas se estende ao movimento antivacinação e, na sua face mais radical, chega ao terraplanismo.  Não há o que fazer, exceto seguir argumentando pacientemente. Mas talvez fosse necessária uma inflexão tática. Ao invés de convencer sobre o aquecimento global, centrar a discussão nos eventos extremos que se sucedem.  Mesmo quem não acredita em aquecimento global pode ser convencido de que os desastres naturais são cada vez mais frequentes e é preciso uma séria preparação em escala nacional.

Isso não tem nada a ver com esquerda ou direita, muito menos é uma doutrinação do marxismo internacional. Talvez seja possível obter dessa corrente de céticos, e até adversários da ciência, algum tipo de compromisso sobre o fortalecimento de uma Defesa Civil nacional. Embora os dirigentes atuais sejam muito decididos a combater a ideia de aquecimento ou mudanças climáticas, um certo pragmatismo tem chance no Brasil, independentemente da posição deles. Tive a impressão de que, depois das grandes inundações em Blumenau, a Defesa Civil de Santa Catarina se organizou melhor e se tornou uma das mais eficazes do país.

Os bombeiros de Minas Gerais, depois de tantos desastres com barragens, transformaram-se, por sua vez, numa referência internacional nesse tipo de intervenção.  Num mundo que parece maluco e prestes a se consumir em chamas, é muito difícil convencer com grandes ideias, embora os governos não param de se reunir para debater o tema. O desenvolvimento de uma sólida e bem equipada Defesa Civil pode ser um objetivo alcançável, se houver uma concentração de forças nessa tarefa, aparentemente, modesta. O interessante é que isto diz respeito apenas parcialmente ao governo e ao Parlamento. É essencial preparar a sociedade em todos os níveis. Não alcançaremos o rigor e a disciplina dos japoneses.

Mas também não somos os vira-latas que os pessimistas acreditam que somos. Há experiências pontuais de comunidades de risco que já sabem quem precisa de ajuda na hora crítica, onde estão guardados os barcos, para onde fugir quando necessário. Enfim, a sensação que tenho é que, se baixarmos a bola, temos mais chance de chegar ao gol, apesar das exasperantes dificuldades da partida.  Mas, se tivéssemos tido a intuição de criar realmente um grande front pelo saneamento básico, o atraso não seria tão pesado como é hoje. Não trabalho com a tese de uma coisa ou outra. Apenas acho que é preciso definir o possível e o necessário em cada momento e não se perder apenas nas belas ideias gerais.

Fernando Gabeira, jornalista - Blog do Gabeira 


Artigo publicado no jornal O Globo em 13/01/2020

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

Defesa Civil avalia se há risco de desabamento no Museu Nacional

Técnicos da Defesa Civil devem entrar no Museu Nacional para avaliar a estrutura do prédio

Desde as 3h, quando o fogo começou a ser dominado, bombeiros fazem um trabalho de rescaldo em pequenos focos de incêndio que ainda persistem


                     Museu Nacional após o grande incêndio - Reprodução / TV Globo 






[nada temos contra museus e obras de arte - devem ser preservados e ter atenção e a segurança devida 

 (hidrante sem água; isto é uma vergonha, um descaso que deve ser apurado para responsabilização. Também houve vacilo dos bombeiros que ao partir para combater um incêndio, deveriam ter a prudência de deslocar carros pipas.)
 Mas, já que era destino um incêndio em um museu, poderia ter ocorrido naquele antro que foi utilizado por vermes - também chamados de seres humanos - para realização da maldita 'queermuseu'.]

 Após o incêndio ser controlado pelos bombeiros durante a madrugada desta segunda-feira, a expectativa é de que agentes da Defesa Civil entrem no Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista, em São Cristóvão, e façam uma avaliação sobre as condições da estrutura do prédio. Desde as 3h, quando o fogo começou a ser dominado, militares fazem um trabalho de rescaldo em pequenos focos de incêndio que ainda persistem, a fim de evitar o reinício das chamas.  

Ao todo, 80 bombeiros de 12 quartéis do Rio e 21 viaturas participaram do combate às chamas.— O trabalho de rescaldo é muito braçal. Questiona-se sobre a estrutura do prédio, o quanto ela resistiu a esse incêndio. Mas só depois de conseguir resfriar todo o interior é que poderemos saber. Por enquanto, não há como saber muita coisa. Esse trabalho dos bombeiros deve se estender por algumas horas — explica o major Leonardo Souza, um dos homens que trabalharam no combate às chamas.

No início da manhã, quando os primeiros raios de sol iluminaram o museu, foi possível ter uma noção maior do incêndio. Parte da fachada chamuscada pelo fogo, o teto desabado e todo o interior praticamente destruído representam a tragédia de grande repercussão. A cerca de 100 metros do museu, ainda é possível sentir o cheiro de queimado. Por volta das 6h, bombeiros usavam a escada magirus para verificar possíveis focos de incêndio e ter uma visão mais ampla do espaço.





segunda-feira, 2 de abril de 2018

Prédios são evacuados em Brasília e SP após tremor de terra

'Não foi a primeira vez nem será a última', diz sismólogo sobre tremor

Juracir Carvalho, especialista do Observatório de Sismologia da UnB, diz que é impossível prever quando um terremoto ocorrerá, mas ressalta que o Brasil não costuma sofrer abalos muito intensos

Um tremor de terra que ocorreu na Bolívia na manhã desta segunda-feira, por volta de 10h40, foi sentido em prédios mais altos de São Paulo, Brasília, Belo Horizonte e em várias outras cidades do Sudeste, do Centro-Oeste e na região Sul. O sismo, de magnitude intermediária, de 6,8 pontos na escala Richter, ocorreu a 557 km de profundidade, de acordo com o Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP), em uma área localizada a 209 km de Tarija, noroeste da Bolívia.

Na Avenida Paulista, dezenas de pessoas saíram dos prédios e se aglomeraram nas ruas. O prédio da Petrobras, no número 901 da avenida, foi evacuado após os funcionários que trabalham do 11º ao 19º andares sentirem os tremores. Segundo o segurança Jackson Carlos da Conceição, as pessoas relataram que o tremor durou cerca de 30 segundos. “Eles viram as portas e objetos balançarem, disseram ter sentido como se estivessem tontos”, contou. Por precaução, todos os andares do prédio foram esvaziados. Cerca de 400 pessoas trabalham no local.

O prédio da Gazeta na Avenida Paulista, 900, foi outro que evacuado. Por volta das 11h, o prédio do Ministério Público de São Paulo, que fica na Rua Riachuelo, no centro, também foi esvaziado. Muitas pessoas permaneceram nas calçadas aguardando permissão para retornarem ao prédio.  O editor de fotografia Marcelo Ferrelli, de 40 anos, estava no 12º andar do prédio da Gazeta quando sentiu o tremor. “Eu estava em pé e deu uma vertigem, uma sensação de baixar a pressão. Todo mundo começou a perguntar e a gente reparou os fios da TV balançando. Tremeu, diminuiu e tremeu de novo e outra vez. Foram três vezes em um período de cinco minutos.”

tremor de terra sentido no Distrito Federal por causa de um terremoto proveniente da Bolívia deixou os brasilienses preocupados com a possibilidade de novos abalos e suas consequências para as edificações da capital federal. Segundo o sismólogo Juracir Carvalho, do Observatório de Sismologia da Universidade de Brasília (UnB), é impossível prever esse tipo de fenômeno, logo há sempre possibilidade de novas ocorrências.

O Brasil, porém, ressalta o especialista, não costuma ser atingido por tremores muito fortes, como os que atingem outros países. Isso acontece porque o país está localizado no centro da Placa Sul-Americana, com até 200km de espessura, e as principais regiões afetadas pelo fenômeno são aquelas localizadas próximo às bordas das placas tectônicas, onde há zonas de convergência. Assim, os terremotos que chegam ao país são menos intensos. O desta segunda-feira, por exemplo, alcançou magnitude 6,7 na Bolívia, onde foi seu epicentro, mas chegou ao DF e a alguns estados brasileiros com intensidade bem menor, por volta de 4. 

Brasil já teve dois terremotos fortes
Carvalho explica que o terremoto desta segunda-feira foi causado pelo choque das placas tectônicas do Pacífico e Sul-Americana. "A Placa do Pacífico se chocou com a Placa Sul-Americana e, como não podem ocupar o mesmo espaço, a do Pacífico entrou debaixo da Sul-Americana. Com isso, a ponta da placa ‘mergulhou’ para dentro do manto, ou seja, do planeta, e causou o tremor na superfície." 



Magnitudes de até 5 são consideradas fracas, segundo a escala Richter. De cinco a seis, o tremor já tem nível intermediário; e, entre seis e nove, pode ser considerado como fortes. Acima de 10, são fenômenos extremos. Segundo Carvalho, o Brasil já recebeu 22 eventos naturais independentes com magnitude 5, e dois com magnitudes 6 e 6.2. 



“Mesmo com essas escalas bem definidas, a sismologia não consegue ser completamente exata. Abalos com sismo menos que cinco (graus) já deixaram cidades com muitos danos físicos”, acrescentou. Em 2007, o município de Itacarambi, em Minas Gerais, registrou um terremoto de 4,9 graus. À época, uma criança morreu soterrada, sendo, até hoje, a única vítima fatal registrada no Brasil em decorrência de um sismo.  No DF, por sua vez, em outubro de 2010, foi registrado o mais forte tremor da região, com 4,5 pontos na escala. Ele começou na região Mara Rosa, na divisa entre Goiás e Tocantins, a cerca de 300km da cidade, e deixou moradores do Distrito Federal em pânico. A Defesa Civil mandou esvaziar prédios, mas não houve grandes danos nem feridos.

IstoÉ e Correio Braziliense 

 

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Diante do que poderia ser uma tragédia, com centenas de vítimas, governador Rollemberg admite que viaduto atingido não recebeu manutenção

Viaduto da Galeria dos Estados desaba e abre cratera no Eixão Sul

Governador admite que viaduto atingido não recebeu manutenção. Trânsito no Eixão Sul foi interrompido 

As equipes do Corpo de Bombeiros que foram deslocadas até o local vasculharam os destroços com a ajuda de cães farejadores e dois guindastes e não encontraram nenhuma vítima. Até a última atualização desta matéria, as informações eram de que os danos eram apenas materiais. Ao menos quatro carros foram esmagados. Um restaurante também foi danificado e não há relatos de clientes feridosDiversos vídeos postados na internet mostram o estrago.
 
[a maior irresponsabilidade é que agora, 19h25m, o Eixo Monumental, sentido Rodoviária Buriti está com apenas três faixas disponíveis, as outras três faixas estão bloqueadas pelo absurdo de uns irresponsáveis que trabalham 'não sei aonde, nem fazendo o que', simplesmente resolveram fazer uma manifestação com reivindicações.
E o pior é que a Polícia Militar não foi autorizada a liberar o trânsito - o direito do baderneiro prevalece sobre o direito do cidadão trabalhador.
O Eixo Monumental que neste horário já tem um trânsito complicado, hoje está um verdadeiro caos - é praticamente a única saída mais ampla para os veículos saírem do centro de Brasília.
O mais grave é considerando que apenas uma pequena parte do viaduto desabou e toda a estrutura construída na mesma época e sujeita ao mesmo regere de trânsito intenso, corre risco de desabar.
Não há ainda uma posição oficial, mas, tudo indica que todo o viaduto será interditado.]

 
 
Após avaliar a situação, a Defesa Civil afirmou que há possibilidade de outra parte do viaduto ceder. Por isso, o primeiro trabalho da equipe do órgão é escorar a estrutura para evitar novo desabamento. Ao visitar o local, o governador Rodrigo Rollemberg admitiu que o viaduto não recebeu manutenção recentemente. Ao deixar o local, após falar com a imprensa, o governador foi vaiado por populares. O GDF anunciou um plano emergencial para recuperar o viaduto.  

Para especialistas ouvidos pelo Correio, várias estruturas de Brasília exigem cuidadosPara Ricardo Luiz Ferreira, arquiteto e mestre em patologia de construção, o acidente pode ser considerado "negligência pública". Um relatório do Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) feito em 2011, e publicado em 2012, já apontava que o viaduto da Galeria dos Estados precisava de manutenção urgente.
 
Com o incidente, o Eixão Sul teve o trânsito interrompido nos dois sentidos. O Departamento de Estradas e Rodagens (DER) desviou o tráfego para os eixinhos leste e oeste. O trânsito continuará interditado por tempo indeterminado até que seja feito o conserto da via. A Defesa Civil orientou os órgãos públicos a liberar os servidores mais cedo para reduzir o trânsito no horário de pico. Já o Metrô está funcionando, inclusive na estação que fica na Galeria dos Estados, e teve o horário de funcionamento estendido.