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quarta-feira, 2 de novembro de 2022

O discurso do presidente - Percival Puggina

Dois dias depois de concluída a apuração do pleito, o presidente emergiu, enfim, de prolongado retiro para um discurso de dois minutos que deixou boquiaberto o jornalismo brasileiro.    Quando achavam que ele estava nas preliminares, a missão foi concluída. Precoce, muito precoce.

Humor à parte, dois minutos foi tudo que o jornalismo brasileiro teve para transmitir. Havia uma razão para a frustração: passados dois dias da eleição, os profissionais da comunicação continuavam convencidos ou querendo convencer a sociedade que tivemos uma eleição absolutamente normal. No entanto, a única coisa normal foi o cumprimento do cronograma. Quase tudo mais compôs um catálogo de absurdos.

Entre esses absurdos está a total incapacidade de perceber, ou a deliberada intenção de não revelar, a anormalidade do ambiente político em que se travou a campanha eleitoral, desde muito antes da abertura de sua  abertura oficial. Aliás desde antes, até mesmo, da sequência de atos judiciais que produziram o grande disparate: Lula em condições de disputar a presidência.

Mesmo em presença dessa imensa anomalia seria perfeitamente possível uma disputa isonômica, se travada num contexto de equidade. Mas não. Lula foi beneficiado com a invulgar condição de ser um candidato cujo passado não podia ser mencionado (a não ser de modo elogioso, imagino) e cujas más companhias, relações políticas e empresariais foram aspiradas do mundo dos fatos.

Por outro lado, esse mesmo jornalismo que esperava e cobrava do presidente uma reação protocolar, integrou-se de modo notório à oposição desde 2019. Por anos a fio, cada jornal, um manifesto; cada rádio emissora, um discurso; cada TV, um comício. Sem chances ao contraditório. E onde esse contraditório surgiu no pequeno nicho das possibilidades, ergueu-se contra ele o braço inominável da censura.

Enquanto grandes grupos de comunicação se dedicaram intensamente à construção de narrativas, aos sofismas e à análise ilógica, as redes sociais, responsáveis diretas pelos resultados eleitorais de 2018 e 2020, foram levadas a uma espécie de campo de concentração onde a vastidão do ciberespaço virou um galpão patrulhado por cães farejadores.

Se tudo isso é muito normal, se tudo isso é “protocolar” ou constitucional, se escrevo sobre sapos de bom paladar facilmente digeríveis, então o discurso do presidente deveria ser bem outro. Só que não. Obviamente, não. Durante quatro anos, sempre acusado de autoritário, ditatorial, golpista e outras coisas mais, o presidente lecionou respeito às quatro linhas da Constituição àqueles que a transformaram em tempero para uso ao gosto.

Em seu discurso, reprovou a paralisação das estradas e disse bem-vindas as pacíficas manifestações populares (as pessoas já experimentaram perdas expressivas de sua liberdade de opinião, expressão, locomoção e temem pelo futuro). Entendam isto os responsáveis: as pessoas sentiram suas liberdades sufocadas, se sentem ameaçadas e fazem inevitáveis analogias com nações vizinhas!

Quem não sabe o tamanho do problema que ajudou a criar, não entendeu a festa nos presídiosnos bastiões do crime organizado, não assistiu ao comício do vencedor, não viu algo muito errado no “feirão” dos saques a estabelecimentos comerciais, é inepto para as funções que exerce.

Percival Puggina (77), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site Liberais e Conservadores (www.puggina.org), colunista de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A Tomada do Brasil. Integrante do grupo Pensar+.

 

segunda-feira, 14 de junho de 2021

Quem é o criminoso que 'dribla' as polícias Civil, Militar e Federal em fuga que já dura seis dias entre DF e Goiás

Suspeito de matar casal e filhos em Ceilândia atirou em quatro pessoas e ateou fogo em casa durante nova escapada; polícia conta com duzentos homens, helicópteros, cães farejadores e drones 
 
Já duram seis dias a busca pelo criminoso Lázaro Barbosa Souza, de 33 anos, suspeito de matar uma família, na última quarta-feira, 9 de junho,  em uma chácara no Incra 9, em Ceilândia, região nos arredores do Distrito Federal. Após arrombar a porta e entrar na casa, ele matou a tiros e facadas o empresário Cláudio Vidal, de 48 anos, e seus dois filhos, Gustavo Marques Vidal, de 21, e Carlos Marques Vidal, de 15. Esse foi o primeiro de uma longa série de crimes que pôs moradores do DF em alerta e iniciou uma perseguição policial que conta com helicópteros, cães farejadores, drones e mais de 200 homens. Lázaro Barbosa já teria ateado fogo em uma casa, roubado carros e despistado os policias.
 
[Bolsonaro diz:  Eu sou impedrejável; nós dizemos: é impensável, inaceitável,  que a polícia capture vivo esse bandido - ele vai resistir à prisão e será necessário o seu abate  durante a captura.] 
  
A polícia acredita que ele está munido de um revólver calibre .32 e possivelmente de outras armas e munição roubada das residências que invadiu ao longo da última semana. Cerca de 17 fazendas da região estariam ocupadas por policiais. A Secretaria de Segurança Pública de Goiás  e a Secretaria de Segurança Pública do DF montaram uma força tarefa para capturar o suspeito, com base na cidade de Cocalzinho. O grupo conta com policiais  da Polícia Militar (PMDF), da Polícia Rodoviária Federal (PRF), da Polícia Federal (PF) e da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF).

Lázaro Barbosa Sousa é suspeito de cometer um quádruplo latrocínio em Ceilândia, no DF, e um quinto em GO. No último sábado, em Cocalzinho de Goiás, ainda baleou mais três pessoas, dois dos quais em estado grave. De acordo com as informações da Secretaria de Segurança Pública, o quinto homicídio em GO teria ocorrido antes da quarta-feira, quando o suspeito assassinou a família de Claudio Vidal em sua chácara.

Lázaro Barbosa de Souza é condenado por homicídio na Bahia, além de já ser procurado por crimes de roubo, porte ilegal de armas de fogo e estupro no Distrito Federal e no estado de Goiás. Segundo a polícia, ele foi preso em 8 de março de 2018 pelo Grupo de Investigações de Homicídios de Águas Linda. No entanto, ele fugiu do presídio no dia 23 de julho, apenas quatro meses depois. Desde então, é um foragido. Lázaro Barbosa teria cometido crimes já em abril do ano passado. Entre os dias 8 e 9 daquele mês, na cidade de Santo Antônio do Descoberto, ele teria invadido uma chácara onde moravam quatro idosos. Além de roubar pertences do grupo, o suspeito teria agredido os idosos e usado um machado para atacar um deles na cabeça.

Em abril deste ano, no dia 26, ele teria invadido uma casa no Sol Nascente, também na região administrativa de Ceilândia. Após invadir a propriedade, ele teria trancado pai e filho dentro de um quarto e levado a mulher para o mato, onde a teria estuprado.

Na manhã de hoje, o secretário de Segurança Pública de Goiás Rodney Miranda (DEM) esteve acompanhando as buscas pelo suspeito. Ele se referiu ao possível criminoso como um psicopata. — Temos informações que dizem que ele está por aqui, por essa região, e temos informações que ele está em Água Lindas e até mesmo que ele teria voltado para o DF. Vamos trabalhar em todas essas vertentes até resolver — disse Miranda a jornalistas:— Ele é o que a gente chama de mateiro. Ele está acostumado com a região, acostumado a se emburacar em diversos pontos.

Segundo o secretário, eles esperam capturar Lázaro ainda hoje.

Os crimes de Lázaro
Quarta-Feira, dia 9 de junho: Lazáro invade a chácara de Cláudio Vidal e mata ele e seus filhos, em uma ação que dura cerca de 10 minutos. No momento da fuga, faz Cleonice Marques, de 43 anos, mulher de Cláudio, refém e a sequestra. Logo após a entrada do bandido na casa, ela teria feito uma ligação para seu irmão pedindo por socorro. Sua família chega momentos depois, mas encontra apenas os corpos de Cláudio e seus filhos.

Quinta-feira, dia 10 de junho: Na parte da manhã, Lazáro Barbosa teria invadido outra residência apenas três quilometros de distância da chácara da família de Cláudio e Cleonice. Ele teria mantido a dona da casa, Sílvia Campos, de 40 anos, e o caseiro, Anderson, de 18, sob a mira de sua arma durante três horas e os obrigado a fumar maconha. Ele teria roubado cerca de R$ 200 e celulares antes de deixar a residência. Cleonice continua desaparecida.

Sexta-feira, dia 11 de junho: Lazáro é suspeito de roubar um carro e fazer mais um refém. Ele teria deixado Ceilândia e ido para Cocalzinho, em Goiás. Lá, incendeia o veículo. A polícia acredita que ele pode ter contado com a ajuda de um comparsa nesse momento. As buscas por Cleonice continuam.[atualizando: o corpo de Cleonice já foi encontrado, nua e jogada em um córrego.]

Sábado, dia 12 de junho: Enquanto isso, Lázaro teria invadido uma residência nos arredores de Lagoa Samuel, onde teria ingerido bebidas alcóolicas, feito o caseiro refém e destruído o seu carro. Horas depois, ele teria invadido outra chácara, atirado em três homens e roubado armas de fogo. À noite, teria incendiado uma casa em Cocalzinho. Alguns relatos afirmam que ele teria trocado tiros com a polícia, informação que não foi confirmada pelo secretário de Segurança Pública de Goiás.

Domingo, dia 13 de junho: Lazáro invade uma casa por volta das 15h. A residência estaria vazia naquele momento. O criminoso teria roubado um carro Corsa vermelho. Aproximadamente às 18h30, o veículo teria sido abandonado em uma rodovia, a 30 quilômetros da residência invadida mais cedo. Acredita-se que Lázaro tenha avistado um bloqueio policial e decidido fugir para o mato. Dentro do carro, a polícia encontrou um carregador de munição. De acordo com a Polícia Militar de Goiás, o suspeito teria chegado a trocar tiros com a polícia antes de fugir para um matagal.

Na tentativa de localizá-lo no escuro, a polícia passou a utilizar drones com sensores infravermelhos. O secretário de Segurança Pública do estado de Goiás, Rodney Miranda, destacou que a força-tarefa está empenhada na captura, a qual, segundo ele, deve ocorrer nas próximas horas. "Estamos trabalhando em cima das informações de inteligência e das denúncias que estão chegando. Hoje temos uma linha um pouquinho mais forte para esse lado (Edilandia)", explica. Agora, até a cavalaria reforça as buscas.

Correio Braziliense e Brasil - O Globo

 

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Diante do que poderia ser uma tragédia, com centenas de vítimas, governador Rollemberg admite que viaduto atingido não recebeu manutenção

Viaduto da Galeria dos Estados desaba e abre cratera no Eixão Sul

Governador admite que viaduto atingido não recebeu manutenção. Trânsito no Eixão Sul foi interrompido 

As equipes do Corpo de Bombeiros que foram deslocadas até o local vasculharam os destroços com a ajuda de cães farejadores e dois guindastes e não encontraram nenhuma vítima. Até a última atualização desta matéria, as informações eram de que os danos eram apenas materiais. Ao menos quatro carros foram esmagados. Um restaurante também foi danificado e não há relatos de clientes feridosDiversos vídeos postados na internet mostram o estrago.
 
[a maior irresponsabilidade é que agora, 19h25m, o Eixo Monumental, sentido Rodoviária Buriti está com apenas três faixas disponíveis, as outras três faixas estão bloqueadas pelo absurdo de uns irresponsáveis que trabalham 'não sei aonde, nem fazendo o que', simplesmente resolveram fazer uma manifestação com reivindicações.
E o pior é que a Polícia Militar não foi autorizada a liberar o trânsito - o direito do baderneiro prevalece sobre o direito do cidadão trabalhador.
O Eixo Monumental que neste horário já tem um trânsito complicado, hoje está um verdadeiro caos - é praticamente a única saída mais ampla para os veículos saírem do centro de Brasília.
O mais grave é considerando que apenas uma pequena parte do viaduto desabou e toda a estrutura construída na mesma época e sujeita ao mesmo regere de trânsito intenso, corre risco de desabar.
Não há ainda uma posição oficial, mas, tudo indica que todo o viaduto será interditado.]

 
 
Após avaliar a situação, a Defesa Civil afirmou que há possibilidade de outra parte do viaduto ceder. Por isso, o primeiro trabalho da equipe do órgão é escorar a estrutura para evitar novo desabamento. Ao visitar o local, o governador Rodrigo Rollemberg admitiu que o viaduto não recebeu manutenção recentemente. Ao deixar o local, após falar com a imprensa, o governador foi vaiado por populares. O GDF anunciou um plano emergencial para recuperar o viaduto.  

Para especialistas ouvidos pelo Correio, várias estruturas de Brasília exigem cuidadosPara Ricardo Luiz Ferreira, arquiteto e mestre em patologia de construção, o acidente pode ser considerado "negligência pública". Um relatório do Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) feito em 2011, e publicado em 2012, já apontava que o viaduto da Galeria dos Estados precisava de manutenção urgente.
 
Com o incidente, o Eixão Sul teve o trânsito interrompido nos dois sentidos. O Departamento de Estradas e Rodagens (DER) desviou o tráfego para os eixinhos leste e oeste. O trânsito continuará interditado por tempo indeterminado até que seja feito o conserto da via. A Defesa Civil orientou os órgãos públicos a liberar os servidores mais cedo para reduzir o trânsito no horário de pico. Já o Metrô está funcionando, inclusive na estação que fica na Galeria dos Estados, e teve o horário de funcionamento estendido.