Congresso
O impasse entre os senadores do G7 sobre a imputação de genocídio a Bolsonaro contou com um importante elemento para a sua solução. Luís Roberto Barroso alertou Omar Aziz que tomassem
cuidado porque os elementos juntados pareciam precários e poderiam
fragilizar o relatório da CPI da Covid. [o ministro Barroso, temos que reconhecer, foi sábio ao recomendar cuidados e educado ao alegar que poderia fragilizar o relatório do Calheiros - só por cortesia, educação é que cogitou que algo tão fraco, tão sem sentido e sem noção, quanto o relatório Calheiros, possa ser fragilizado = algodão doce é menos frágil que o relatório em questão.]
O ministro é relator de uma ADPF impetrada no Supremo pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil sobre o tema. A ponderação de Barroso ajudou a convencer Renan Calheiros a retirar o pedido de indiciamento do presidente da República por crime dessa natureza.
(Atualização às 11h50: O ministro Luís Roberto Barroso confirma ter recebido ligação do senador Omar Aziz. Mas afirma que só prestou esclarecimentos quanto aos fatos da ação voltada à proteção dos indígenas, sem fazer qualquer juízo de mérito sobre a ocorrência ou não de genocídio.)
Lauro Jardim, colunista - Blog em O Globo
Nenhum comentário:
Postar um comentário