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sábado, 30 de março de 2019

Os riscos do Enem



A crise interna do Ministério da Educação está ameaçando a realização do Exame Nacional do Ensino Médio deste ano, que tem mais de 5 milhões de estudantes inscritos e está marcado para novembro

Causada pela disputa política entre os integrantes de sua cúpula, a crise interna do Ministério da Educação (MEC) está ameaçando a realização do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deste ano, que tem mais de 5 milhões de estudantes inscritos e está marcado para novembro. 

Desde que foi criada, em 1998, a prova, que tem 180 questões, é uma das mais bem-sucedidas experiências em matéria de avaliação de desempenho escolar do País, sendo utilizada também como processo seletivo das universidades federais. Preocupados com essa ameaça e com a crise do MEC, os secretários estaduais de Educação divulgaram documento no final da semana passada cobrando das autoridades educacionais do governo federal mais foco, coerência e eficiência administrativa. Um dos riscos para a realização do Enem na data prevista está na sucessão de nomeações nos cargos mais importantes do MEC e do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), que é o órgão encarregado de fazer o exame. Desde o início do governo do presidente Jair Bolsonaro, tanto o Ministério como o órgão já sofreram quase 20 exonerações em seus altos escalões.

Um dos exonerados foi justamente o presidente do Inep, Marcus Vinicius Rodrigues, após desentendimentos com o ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, sobre a suspensão da avaliação nacional da alfabetização das crianças, que é uma peça fundamental do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), criado em 1990.  Correm riscos também as diretrizes para a formulação das questões. Embora a definição dos critérios envolva análises pedagógicas, análises técnicas, interpretação de dados estatísticos e avaliações das edições anteriores do Enem, vários dirigentes do MEC e do Inep estão mais preocupados com orientações ideológicas, sob o pretexto de evitar perguntas de teor considerado ofensivo a grupos sociais, símbolos, tradições e costumes.  [comentário: no exame anterior os alunos foram submetidos a vários vexames, entre eles o de responder perguntas sobre o 'idioma' usado por gay.]

Nos dois órgãos, há até quem tenha proposto como critério para as questões uma abordagem de ensino e aprendizagem que parte do “raciocínio sobre verdades bíblicas”, com o objetivo de “formar uma erudição baseada numa cosmovisão cristã e líderes servidores aptos a cumprir o propósito de Deus com suas vocações”.
Independentemente das divergências políticas entre os dirigentes do MEC e do Inep, o fato é que a criação dessa comissão deixou evidente a preocupação do governo em interferir política e religiosamente na formulação das perguntas do próximo Enem. 

Quando a portaria com os nomes escolhidos para integrar essa comissão foi divulgada, dirigentes do MEC alegaram que ela não faria censura ideológica, mas somente uma “leitura transversal das questões”. Contudo, como levar essa justificativa a sério se um dos integrantes dessa comissão, escolhido como representante da “sociedade civil”, por critérios não suficientemente explicitados, é defensor da tese de que há “uma contaminação ideológica nas universidades, que vêm formando juristas e políticos com mentalidade esquerdizante”? Além disso, ao explicar que o trabalho da comissão é só “uma etapa técnica de revisão de itens”, os dirigentes do MEC afirmaram que, quando seus membros vetarem uma questão, a Diretoria de Avaliação do Inep poderá contra-argumentar, ficando a decisão final a cargo do novo presidente do órgão, que até ontem não havia sido escolhido. 

Além de colocar em risco a realização do Enem, esse ambiente tumultuado e confuso numa das áreas estratégicas da máquina governamental está atrasando a publicação de editais e a formulação de políticas públicas destinadas a incrementar a qualidade da educação, fator decisivo para o desenvolvimento do País.  Na área da educação, o maior desafio é tornar eficiente um sistema de ensino anacrônico e mal orientado. Para formar o capital humano de que o País necessita e assegurar a emancipação socioeconômica das novas gerações, o sistema de ensino necessita de uma visão de futuro, de regras claras e de competência administrativa. Com iniciativas erráticas e desastradas, o MEC mostra que está longe de vencer esse desafio.

O Estado de S. Paulo
 

quarta-feira, 20 de março de 2019

Para membro de comissão do Enem, universidades estão 'contaminadas pelo esquerdismo' e STF é inimigo da família

O procurador de Justiça de Santa Catarina Gilberto Callado de Oliveira, escolhido pelo ministro da Educação Ricardo Vélez Rodríguez para ser o representante da sociedade civil na comissão que vai avaliar as questões do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), já chamou professores de “corrompidos”, falou em “contaminação ideológica das universidades”, é contra o que chama de “ideologia de gênero” e é assíduo em encontros de monarquistas, atuando inclusive como organizador.

Nesta quarta-feira, conforme O GLOBO antecipou, o governo criou uma comissão para inspecionar os itens da prova. O grupo será responsável por analisar as perguntas e retirar questões que teriam um “viés ideológico”. [evitando que esquerdistas utilizem uma prova oficial para divulgar ideologias nefastas, fazendo apologia ao homossexualismo, inclusive divulgando seu linguajar.]Além de Gilberto Callado de Oliveira, a comissão que fará esse pente-fino será composta por Marco Antônio Barroso Faria, secretário de Regulação e Supervisão do MEC; e Antônio Mauricio Castanheira, diretor de Estudos Educacionais do Inep. 


Em 2016, durante a abertura da VI Semana da Família, na Câmara de Brusque, em Santa Catarina, Callado versou sobre a “degradação de família”, fez referência ao livro de Gênesis e mencionou que “professores corrompidos” destroem a formação de crianças. Segundo ele, no passado, a família e a escola cumpriam sua função, mas agora isso tem sido prejudicado.
Era fácil fazerem isso, pois recebiam a criança com bases sólidas. Hoje, elas já chegam corrompidas e, muitos professores, também corrompidos, acabam por destruir o que restava das funções educativa e a emocional das crianças —afirmou Callado na ocasião.

No mesmo evento, o procurador classificou a “ideologia de gênero” como um dos três “golpes mortais” para a família, dizendo que o inimigo da instituição familiar é o Supremo Tribunal Federal (STF). Ainda em sua fala, Callado chamou o filósofo Rousseau de canalha e também criticou Karl Marx e Friedrich Engels:
— Se pudessem, eles transformariam o homem em outra coisa que não sabemos o quê. Essa degradação está refletida no Plano Nacional de Direitos Humanos criado pelo governo Lula.

Em uma entrevista ao site “Catolicismo” em 2007, Callado fez duras críticas às universidades que, segundo ele, têm promovido ideologias de esquerda, o que acaba aumentando o cenário de criminalidade do país. O procurador, que é crítico do garantismo penal, foi contundente sobre o tema:
— Destaco a contaminação ideológica nas universidades, que vêm formando juristas e políticos com mentalidade cada vez mais liberal e esquerdizante. Vejam-se os Constituintes de 1988. Estavam desiludidos com os instrumentos legais usados pelos governos militares contra os presos políticos, e por isso criaram extenso rol de franquias para os acusados, sem dar a devida atenção às vítimas e à própria sociedade— disse.

Monarquia
Em seu currículo Lattes, o procurador informa ter participado de pelo menos quatro “Encontros Monárquicos”, atuando em um deles como organizador. A participação mais recente ocorreu no ano passado no “I Encontro Monárquico de São Paulo. O Tempo dos Princípios e os Novos Direitos”.
Entre os artigos publicados em jornais, Callado coloca em seu currículo o texto “Cem anos sem D. Pedro II”, publicado no Diário Catarinense em 1991. O procurador menciona ainda a apresentação do trabalho “Monarquia ou República: Você decide.”, em uma palestra em 2008.

O Globo

 

segunda-feira, 2 de abril de 2018

VERGONHA NACIONAL

Transexuais e travestis podem incluir nome social no título de eleitor, diz TSE

A Justiça Eleitoral decidiu hoje (2) autorizar transexuais e travestis a pedirem a inclusão do nome social no título de eleitor. Com a medida, também será possível atualizar a identidade de gênero no cadastro eleitoral.

A partir de amanhã (3), e até o dia 9 de maio, o interessado deve procurar o cartório eleitoral de sua localidade para solicitar a mudança, que será feita por autodeclaração. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para ficar aptos a votar nas eleições de outubro, os interessados devem fazer os pedidos dentro do prazo.

Atualmente, transexuais já podem adotar o nome social em identificações não oficiais, como crachás, matrículas escolares e na inscrição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), por exemplo. A administração pública federal também autoriza o uso do nome social e o reconhecimento da identidade de gênero de travestis e transexuais desde abril do ano passado.

Agência Brasil 

[caros leitores: sou presidente de Seção Eleitoral desde o século passado, mas apresentei hoje, logo após ler esta notícia e antes de ser convocado, meu pedido de renúncia a tão honroso encargo.

MOTIVO: sou conservador, dizem que em alguns pontos até um pouco jurássico, e tenho certeza - me conheço há 64 anos - da dificuldade que terei ao ver na minha frente um eleitor com todo o visual de um, digamos, Antonio Carlos e o ele me apresentar um título eleitoral onde consta ser a Carla.

De imediato, vou dizer para ele que aquele título não é dele, ele está com o título errado, de uma irmã  ou de outra pessoa do sexo feminino.
Ele vai insistir, fazer aquele escândalo característico e  quando no exercício das prerrogativas de presidente de Seção eu solicitar 'força policial' e esta chegar, corro o risco de ser preso por descriminação ou algo assim.

Por via das dúvidas apresentei minha renúncia e fiz constar dela minha disposição de comparecer perante o Juiz Eleitoral para  apresentar minhas razões.
Cézar Henriquez - um dos editores do Blog Prontidão Total.]