Blog Prontidão Total NO TWITTER

Blog Prontidão Total NO  TWITTER
SIGA-NOS NO TWITTER
Mostrando postagens com marcador Maria Helena Rubinato. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Maria Helena Rubinato. Mostrar todas as postagens

domingo, 4 de junho de 2017

De espanto em espanto, aos solavancos, lá vai o Brasil...

.. ou se tentou ser engraçado para aliviar o clima carregado lá no Palácio do Planalto. De qualquer jeito, a mim me espantou ver um Ministro da Justiça fazer piada (por sinal, fraquinha...) com a Segurança Pública ao dizer que desse tema só conhece "os assaltos sofridos por ele e duas tias"...


O novo Ministro da Justiça, Torquato Jardim, o terceiro em 12 meses, afirma que o Brasil é institucional, não é caudilhesco, nem personalista e que, portanto, não depende de pessoas. Que bom seria se Jardim tivesse razão... Mas o simples fato dele ser o terceiro nome a comandar a pasta da Justiça em tão pouco tempo já o desmente. Se não dependesse da pessoa que ocupa a pasta, por que trocá-la em tão pouco tempo?

Só para esclarecer o leitor: os anteriores não faleceram, graças ao bom Deus. Saíram do ministério, apenas. Um foi para o STF e o outro voltou às origens, à Câmara dos Deputados. Volto ao terceiro ministro. Sua primeira entrevista após a posse foi um espanto. Não sei se é de sua natureza levar as coisas de modo leve de modo a dar a impressão que são menos sérias do que parecem, ou se tentou ser engraçado para aliviar o clima carregado lá no Palácio do Planalto. De qualquer jeito, a mim me espantou ver um Ministro da Justiça fazer piada (por sinal, fraquinha...) com a Segurança Pública ao dizer que desse tema só conhece "os assaltos sofridos por ele e duas tias". Que tal?

Foi uma piada boba, mas vamos deixar isso pra lá. Pior foi o ministro declarar a respeito de doações a políticos em campanha eleitoral:  "Eu não discuto essa questão da origem, se a origem é caixa 1 ou é caixa 10. Eu quero saber se entrou contabilizado no comitê do candidato, no comitê partidário de campanhas, se entrou conforme a lei."

Não é  um espanto ouvir um Ministro da Justiça contrariar a opinião da Presidente do Superior Tribunal Federal, Ministra Carmem Lúcia,  que já disse e redisse, inúmeras vezes,  que "Caixa dois é crime e agressão à sociedade"? [causa surpresa, até mesmo espanto,   que a ministra Cármen Lúcia, atual presidente do STF, considere 'caixa dois' um crime, quando é pacífico, inclusive consta da Constituição,  que 'não há crime sem lei anterior que o defina' e até o presente momento não existe no Brasil nenhuma lei tipificando caixa dois como crime.
Até se aceita que algumas das práticas utilizadas para efetuar a operação chamada 'caixa dois' sejam criminosas e que seus autores possam ser condenados por praticá-las, mas, até o presente momento é ilegal, imoral, inconstitucional, injusto, condenar alguém pelo prática de CAIXA DOIS. 
Lembramos que para ser ministro do STF não é necessário ser advogado, sequer bacharel em direito, o que pode explicar certas posições.]

Quem sabe ele esqueceu da bela frase de Winston Churchill: "A verdade é incontroversa. Pode ser atacada pela malícia, ridicularizada pelo desconhecimento. Mas, no final, lá está ela, brilhante como a Estrela de Belém".

Segundo li nos jornais, o novo ministro é carioca. Se para ele tanto faz o dinheiro vir de caixa 1 ou caixa 10, desde que esteja contabilizado no comitê eleitoral dos partidos, gostaria que ele dissesse se não lhe dói na alma ver o Rio no estado em que está. Registrar a doação nos comitês eleitorais dos partidos não deve ser muito difícil, pois todos os acusados de uso de caixa 2 dizem que seu dinheiro está bem legalizado.

Torquato Jardim era o Ministro da Transparência, ministério cujo endereço ninguém conhecia. [o problema com o endereço do ministério em questão é que ele foi criado de forma não muito transparente, tornando complicado localizá-lo; ele está situado no SAS, antigo prédio da CGU - que foi substituída pelo referido ministério]. Pelo menos foi o que ele disse na entrevista ao jornal O GloboAgora já não tem mais essa desculpa. Todos sabem onde fica o Ministério da Justiça. Num belo prédio, aliás. Onde eu espero os espantos diminuam de intensidade e que o respeito ao que de melhor aconteceu em nosso país, a Operação Lava Jato comandada pela brilhante Polícia Federal sob a direção do procurador Leandro Daiello, possa nos ajudar a fazer o Brasil abandonar os solavancos e caminhar tranquilo em direção ao arco-íris.

Fonte:  Maria Helena Rubinato Rodrigues de Sousa, professora e tradutora 

https://www.facebook.com/mhrrs e @mariahrrdesousa

Transcrito da Coluna do Carlos Brickmann


 

sexta-feira, 18 de março de 2016

Dois presidentes e nenhum governo




Aí é que está o busílis
O Brasil esfarelando, literalmente, e dona Dilma fica discutindo o sexo dos anjos! Em vez de tentar reverter os erros que cometeu e pedir desculpas à sociedade pelas conversas que teve com o ex-presidente Lula, ela se dedica a lutar pela manutenção do Poder.

E como luta? O que faz? O que diz? Desmente, com provas, que tenha feito o que fez? Que tenha ouvido o que ouviu? Toma atitudes positivas para reverter os erros que cometeu e que foram muitos?

Não, limita-se a reclamar do juiz Sergio Moro, do Ministério Público e a empossar, em seu ministério, o ex-presidente Lula. A personalidade dos dois, depois de 13 anos com o leme nas mãos, é mais do que conhecida do povo brasileiro e ninguém que tenha mais de dois neurônios acreditará que Lula não vai ser o presidente de facto e ela uma mera caneta sob o comando dele.

Estamos no pior dos mundos. Temos dois presidentes e não temos governo.  Vemos a presidente da República em vez de governar e tentar salvar o Brasil, ficar discutindo se alguma regra foi quebrada, ou seja, se o conteúdo das gravações podia ou não ter sido divulgado. O que foi dito nessas gravações não poderia ter sido pensado, que dirá dito. Mas já que foi dito, tinha que ser revelado pela Justiça: nós, o povo, temos todo o direito de saber como pensam, agem e se acertam nossos governantes.

O que a gravação mostra é assustador! Nas mãos de quem estivemos e nas mãos de quem estamos! Em vez de discutir o conteúdo das gravações – conteúdo que enoja – vamos ficar discutindo se foi legal ou não? Primeiro temos que nos livrar da malta que nos desgoverna, depois, se for o caso, podemos julgar se o juiz Moro fez mal ou bem. Nessas gravações ouvimos ofensas graves ao Supremo Tribunal Federal, ao Ministério Público, à Câmara dos Deputados, ao Senado Federal, à Receita Federal, numa linguagem que mostra muito bem como são baixos os instintos que as provocaram. Lula pensa que essas instituições deveriam estar no bolso da Presidência da República. Mas como são isentas e independentes,  Lula se revoltou e fez aquele comentário covarde pelo telefone.

Dona Dilma em algum momento reprovou o que dizia seu futuro novo ministro? Não, ela se limita a criticar a divulgação e não o que ouviu Lula dizer. Dona  Dilma e Lula ofendem muito o STF não só pelas palavras ditas ao telefone, como por difundir a ideia que ser julgado pelo STF é melhor para ele do que pela ‘República de Curitiba’, rótulo que ele quer colar no Juiz Sergio Moro.

Antes vivêssemos numa ‘República de Curitiba’! Mas vivemos mesmo é numa República desgovernada, que só pensa nos problemas pessoais de cada um de seus, digamos, dirigentes, e nunca no Brasil.  Mas, por estarem cegos pelo medo de perder o Poder, eles não atinaram que o STF não é um escudo para malfeitores, como imaginam. Nem escudo, nem abrigo. Ao contrário, a Corte mais alta de nossa Justiça será como tem sido até agora: isenta e impessoal.

Aí é que está o busílis. Os dois presidentes ainda não compreenderam nada.
Só tenho um pedido a São José, cujo dia é comemorado amanhã: que venha logo o impeachment e, com isso, novas eleições. Precisamos higienizar e, depois, reconstruir o Brasil. Enquanto ainda temos alguns alicerces!  Mas, antes de encerrar: quem será que redigiu a Carta Aberta do Lula a desmentir o que disse ao telefone? Carta onde troca a pele de jararaca pela pele de um cordeirinho recém-nascido?

Com João Santana preso, confesso que minha curiosidade é imensa...

Fonte: Maria Helena Rubinato Rodrigues de Sousa É professora e tradutora, escreve semanalmente para o Blog do Noblat desde agosto de 2005. www.facebook.com/mhrr


sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

As mosquitas e os mosquitos

Não sei como dona Dilma faz para diferenciar as mosquitas dos mosquitos. Mal sei, nos dias de hoje, como diferenciar as moças dos moços. Andam todos muito iguais, na moda e nos hábitos. No entanto, ainda assim, acabo por diferenciá-los.

 Ao contrário desses aedes desgraçados, os quais, sinceramente, admiro quem sabe distinguir, pois deve ser uma pesquisa complicada... Mas dona Dilma nos ensinou que são as mosquitas que picam, transmitem a dengue e outras doenças e causam os danos cerebrais nos bebês. Acredito. Os mosquitos não seriam assim tão pérfidos. Sou mulher, hetero e já tive duas paixões. Aliás, uma ainda tenho, a outra, infelizmente, a morte se apressou em levar para a eternidade.

 Dito isso, venho declarar que acho os homens sempre, e em tudo, muito melhores que as mulheres.  E mais bonitos: comparem o David de Michelangelo com a Vênus de Milo e tenho certeza que me darão razão. Com outro detalhe: envelhecem melhor.  Vejam Yves Montand ou Frank Sinatra: mocinhos feios, de uma magreza esquisita, foram encorpando com a idade e ao chegar aos 40, 50 anos e ficarem grisalhos, Deus do Céu, que tentação! Ficaram deslumbrantes e com um charme...

 Elas podem ser boas mães, boas avós, boas empresárias, ótimas médicas, excelentes escritoras e jornalistas, grandes artistas, mas na comparação com os homens, em minha muito pobre opinião, os homens estão sempre alguns pontos acima.  Só numa coisa são vitoriosas: na mesquinhez... Cruz credo, saiam correndo de perto: aí elas são peritas, experts, brilhantes.

Leram a entrevista da jornalista Miriam Dutra à Folha? É o melhor exemplo que conheço de maldade a seco.  Outra Miriam, a Cordeiro, foi má com o Lula e com a filha que tivera no relacionamento com o sindicalista. Despiu, em público, um problema que era só deles, sem se preocupar em ferir a menina. Mas tinha um motivo que se não serve como desculpa, é uma explicação: moça pobre, de vida modesta, foi tentada pelo dinheiro. Cada qual com seu cada qual...  

Mas esse ressurgimento de Miriam Dutra hoje, assim, sem mais aquela, francamente, é a própria crueldade em ação. E o pior: é cruel contra seu filho. Fernando Henrique Cardoso  não é candidato a nada, esse assunto não vai alterar sua vida política, só vai magoá-lo porque vai magoar o rapaz a quem ele trata com afeto paternal desde sempre.

Fico pensando com meus botões: Miriam Dutra não se manifestou quando os dois exames de DNA comprovaram que seu filho não era de FHC. Ficou bem caladinha. Agora, no entanto, às gargalhadas, diz que FHC é o pai, duvida dos exames e diz que a mulher sempre sabe quem é o pai de sua criança.  É verdade. Mas quando é uma mosquita que voa de lá para cá, francamente, será que ela pode garantir quem a fecundou?  [A pergunta que surge: quanto Míriam Dutra está ganhando para trazer o assunto à tona? não fosse o PT o ‘partido dos aloprados’  não subsistiria nenhum razão para a pergunta – já que FHC não é candidato a nada e em nada será afetado com as baboseiras ditas pela ex-global.
Mas, estamos lidando com petistas e entender o que o cérebro de um petista processa é tarefa impossível.]

William Congreve (1670/1729), poeta e teatrólogo inglês, em sua peça ‘The Mourning Bride’, escreveu um verso que é uma pérola de sabedoria e verdade. Era assim em seu tempo e ainda é assim até hoje: Heaven has no rage like love to hatred turned, nor hell a fury like a woman scorned.* = Céu não tem nenhuma raiva como o amor ao ódio , nem o inferno uma fúria como uma mulher desprezada .

Fonte: Maria Helena Rubinato Rodrigues de Sousa