Oposição e governistas marcam atos para o mesmo dia, no domingo. Risco de confrontos provoca alerta entre os dois lados. Militares negam que haja planejamento de esquema especial para a data
A insistência do PT e dos movimentos sociais em organizar manifestações
no próximo 13 de março para “disputar palmo a palmo” as ruas com os
manifestantes pró-impeachment colocou o Planalto e lideranças do próprio
partido em sinal de alerta.
O acirramento nos ânimos a partir da
condução coercitiva do ex-presidente Lula e das frases proferidas pelo
próprio petista de que “a jararaca está viva” reforçaram o temor de que
as cenas de violência protagonizadas por militantes de lado a lado em
São Bernardo e no aeroporto de Congonhas na última sexta-feira ganhem
contornos incontroláveis.
Para não alarmar a população e esfriar os ânimos dos manifestantes, os
órgãos de segurança estaduais mantém o discurso da tranquilidade. Em
Brasília, não há um esquema especial montado que seja diferente do
preparado em manifestações anteriores, como o bloqueio de vias e
garantias nos pontos de embarque e desembarque das pessoas.
Não há dúvidas de que a situação tomou proporções de risco assustadoras. No Congresso, os líderes do PT na Câmara e no Senado — Afonso Florence (BA) e Paulo Rocha (PA), respectivamente — tentam diminuir a fervura da militância. Enquanto Rocha defendia ao Correio que os petistas de bom senso não deveriam sequer sair às ruas no domingo, mantendo o cronograma de manifestações para os dias 8, 18 e 31 de março, os senadores Lindbergh Farias (PT-RJ) e Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) batiam boca, dedos em riste no plenário. “Em lugar de falar mal do ex-presidente Lula, o senhor deveria defender a investigação do trensalão tucano e do sumiço da merenda escolar”, disse o petista, acrescentado que o país tinha um engavetador na Procuradoria-Geral da República à época da presidência do tucano Fernando Henrique Cardoso. “O senhor faz um discurso caluniador que não enxerga os fatos”, devolveu Nunes Ferreira. “Esse moleque fanático sobe à tribuna para ficar falando esse monte de merda”, exasperou-se Aloysio, ao deixar o plenário, indignado.
Fonte: Correio Braziliense
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