Blog Prontidão Total NO TWITTER

Blog Prontidão Total NO  TWITTER
SIGA-NOS NO TWITTER
Mostrando postagens com marcador Pôr do Sol. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Pôr do Sol. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2022

A infantilidade esquerdista - Gazeta do Povo

Rodrigo Constantino

O psiquiatra Lyle Rossiter, em A mentalidade esquerdista, defende a tese de que o esquerdismo é uma doença mental. Pode parecer algo forte de se dizer, mas não acho absurdo - e conheço doença mental de perto. É uma espécie de loucura, paixão (pathos) que domina a razão, um infantilismo eterno.
 
Aqueles que adotam a visão estética de mundo não conseguem mais se recuperar, não recuperam mais o apreço pela realidade como ela é, e não como gostaríamos que ela fosse. Ou seja, vivem num constante delírio, numa realidade paralela, criada para amenizar a angústia da condição humana, para fugir da dura realidade.
 
A natureza humana não é boazinha, a visão rousseauniana do "bom selvagem" é um engodo produzido pelo filósofo da vaidade, e a mentalidade revolucionária quer dar vazão à paixão de morte para destruir o mundo imperfeito que temos, para supostamente colocar em seu lugar um "paraíso utópico". Desde 1789 vivemos adaptações do mesmo tema jacobino.
 
 
Olavo de Carvalho, escrevendo em 2011 sobre as pretensões imperialistas revolucionárias de Putin e sua "Mãe Rússia", condenou essa mentalidade: a “salvação pela destruição” é um dos chavões mais constantes do discurso revolucionário. A Revolução Francesa prometeu salvar a França pela destruição do Antigo Regime: trouxe-a de queda em queda até à condição de potência de segunda classe. 
 
A Revolução Mexicana prometeu salvar o México pela destruição da Igreja Católica: transformou-o num fornecedor de drogas para o mundo e de miseráveis para a assistência social americana.  
A Revolução Russa prometeu salvar a Rússia pela destruição do capitalismo: transformou-a num cemitério. 
A Revolução Chinesa prometeu salvar a China pela destruição da cultura burguesa: transformou-a num matadouro
A Revolução Cubana prometeu salvar Cuba pela destruição dos usurpadores imperialistas: transformou-a numa prisão de mendigos.
 
Os positivistas brasileiros prometeram salvar o Brasil mediante a destruição da monarquia: acabaram com a única democracia que havia no continente e jogaram o país numa sucessão de golpes e ditaduras que só acabou em 1988 para dar lugar a uma ditadura modernizada com outro nome.
 
Agora que Putin de fato invadiu a Ucrânia e declarou guerra ao país, sem resistência por parte do Ocidente, vemos a reação infantiloide dessa esquerda boboca. Vou usar dois exemplos aqui, mas o tom é o mesmo por toda parte:
Na visão estética de mundo, basta recitar um poema e chamar Putin para uma conversa que tudo acabará bem, com todos cantando "Imagine" e soltando bolas de sabão num "abraçaço" ao pôr do sol. É como a personagem de Jodie Foster em "O Deus da Carnificina", de Polanski, achando que o mundo se resume ao Central Park de Nova York.  
Ela tinha um livro sobre crianças africanas sem qualquer noção da realidade no continente perdido. Vamos combater o mal com rosas!
 
Uma vez que lobos existem, um mundo só de cordeiros estará fadado à escravidão. A sorte deles é que existem também os pastores. São esses que protegem os cordeiros dos lobos, apesar de receberem em troca apenas o desprezo dos "pacifistas", pois pastores são muito beligerantes, armamentistas, exalam "masculinidade tóxica". 
Além do romantismo infantil, a esquerda adota a ingratidão como lema de vida.  
Mas se o Ocidente for salvo - e dessa vez há poucas esperanças - não será por homens como Justin Trudeau ou Emanuel Macron
Disso podemos estar seguros!
 
Rodrigo Constantino, colunista - Gazeta do Povo - VOZES
 

sábado, 7 de agosto de 2021

AS 250 “PERSONALIDADES” E A CONFIANÇA CEGA NAS URNAS OPACAS - Percival Puggina

Ganhou destaque nos principais jornais do país, o manifesto assinado por 250 “personalidades” conhecidas no mundo político, cultural, empresarial  em favor das urnas eletrônicas exatamente como são e estão. Não importa a essas pessoas que nenhuma democracia de respeito utilize esses artefatos para colher os sufrágios em suas eleições com extensão nacional.  
Essas democracias avançadas não as recusam por serem caras ou sofisticadas, com excesso de tecnologia embutida ou exageradamente seguras.  
Ao contrário, recusam-nas por não permitirem a contagem individual dos votos.

A urna brasileira, portanto, é uma exceção, confirmada como tal, por todas as regras eleitorais sérias.

Para a mídia brasileira, porém, 250 “personalidades” com viés político e partidário conhecido referendam sua perfeição malgrado a desconfiança que sobre elas recai no mundo todo.

O fato de milhões de brasileiros terem ido às ruas, em família, pedir que impressoras dos votos sejam acopladas às urnas eletrônicas não mereceu o mínimo respeito e consideração das instituições da República. Nem das 250 “personalidades” erguidas, pela mídia militante, ao panteão do civismo nacional.

Os próprios empresários que se apresentam para afirmar sua fé na invencível perfeição do sistema de coleta e apuração de votos no Brasil gastam bilhões ao ano para segurança de seus próprios sistemas! Por isso, o que dizem vira piada nacional.

Quando observo esses movimentos, examino quem os produz, me pergunto se resta dúvida sobre suas motivações.

1 - O relatório favorável ao voto impresso, apresentado pelo deputado Felipe Barros, foi derrotado ontem por partidos políticos que, em dois anos e meio, não deram maioria para aprovar a PEC que permite a prisão após condenação em segunda instância; 
aprovaram leis que inibem a ação de quem combate o crime; 
tentaram abocanhar quase R$ 6 bilhões para financiar com recursos da sociedade suas campanhas eleitorais;

2 – Nossa Suprema Corte, anulando condenações, processos e provas, mudando de posição sobre prisão após condenação em segunda instância,  fez ouvidos surdos ao clamor nacional e realizou a proeza de deixar Lula inocente como era quando, pela primeira vez, viu o pôr do sol desde o Alto do Magano em Garanhuns.

3 – Os grandes grupos de comunicação do país parecem haver perdido seus arquivos e sua memória. Silenciam sobre todos os partidos e congressistas que mudaram de opinião sobre voto impresso. Acusam o presidente de começar uma briga, como se ele não tivesse, desde os primeiros dias de gestão, sido alvo da Suprema Corte, onde ministros adversários sempre o trataram como tal.

É um imenso desafio à boa vontade não ver em tudo um ânimo que não condiz com o que se espera das instituições num regime democrático.

Haverá quem não perceba, na súbita resistência de tantos ao voto impresso, um alinhamento político automático, que fica muito aquém do bem de uma democracia tão desatenta ao eleitor, à voz das ruas e à vontade manifesta nas urnas?

Não é diferente o que se percebe ao examinar a lista das 250 “personalidades” que proclamaram sua confiança cega nas urnas opacas. Poucos ali não se contam entre os insatisfeitos com o resultado eleitoral de 2018. Seu objetivo presumível é o mesmo que desde 1º de janeiro de 2019 se percebe no Congresso e no topo do Poder Judiciário nacional.

Por fim, será adequada a uma democracia a sensação de que ao emitir estas opiniões entro em território onde tal liberdade e tais opiniões não são toleradas? 
[um pequeno registro: quando ocorreu a opção por denominar o VOTO AUDITÁVEL de voto impresso, os inimigos da transparência se aproveitaram da escolha e passaram a transmitir a imagem de ser o voto impresso = à volta das mal-afamadas cédulas eleitorais. 

UMA COISA NADA TEM A VER COM A OUTRA. 

Apesar da associação efetuada no item 5 da Nota assinada pelo ministro Barroso, ministros do STF e vários ex-presidentes do TSE, o VOTO AUDITÁVEL, nada tem a ver com as antigas cédulas eleitorais. Fato que é apontado quando, com brilhantismo  o articulista registra:  "O fato de milhões de brasileiros terem ido às ruas, em família, pedir que impressoras dos votos sejam acopladas às urnas eletrônicas"  mostra que não se cogita do descarte das urnas eletrônicas. 
Como acoplar impressoras em urnas descartadas?] 

Percival Puggina (76), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A Tomada do Brasil. Integrante do grupo Pensar+.


quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Barulho só em local permitido – e a permissão só deve ser concedida para locais que fiquem distantes das áreas residenciais e de uso misto



O projeto do barulho é de autoria de um deputado petista - sabemos que todos os políticos petistas são incompetentes e sem noção e quase todos também são ladrões.
[Caso esse estúpido projeto seja aprovado,  é bom a população não esquecer que o autor é o deputado petista Ricardo Vale.
Lembrem, deputado petista Ricardo Vale é o autor de projeto que pretende transformar Brasília  e todo o DF na cidade mais barulhenta do Brasil. ]

Lei do Silêncio agrava crise nos bares e restaurantes da cidade
Previsto para ser votado em agosto, projeto que revê os limites de volume só deve entrar em pauta no fim de outubro. Enquanto isso, de um lado, moradores reclamam do barulho; do outro, bares e restaurantes garantem estar inviável funcionar

Uma das votações mais polêmicas na Câmara Legislativa do Distrito Federal, o Projeto de Lei nº 445/2015, que altera os limites de decibéis da Lei do Silêncio, só deve ir a plenário no fim de outubro. Essa é a expectativa do autor da proposta, deputado Ricardo Vale (PT), que aguarda o melhor momento para colocar o PL em votação. Inicialmente prevista para ocorrer em 30 de agosto, ela foi adiada por dois motivos: a espera da resposta do Grupo de Trabalho formado por órgãos do GDF para discutir o assunto e a crise política que atingiu a cúpula do Legislativo. Enquanto isso, músicos e donos de bares e restaurantes reclamam da falta de emprego e do fechamento de estabelecimentos no DF. Amanhã, músicos e produtores culturais fazem uma manifestação, a partir das 13h, em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Entre as reivindicações, está a readequação dos níveis de decibéis e a votação da ADPF 183 (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental), que trata da fiscalização da profissão.  A legislação atual determina que o volume em área mista com vocação comercial seja de, no máximo, 65 decibéis em ambientes externos, durante o dia, e de 55 decibéis, à noite. O PL propõe alteração para 75db e 70dB, respectivamente. [um aumento de 55 db para 70 pode parecer pouco - só que os decibéis não seguem uma escala linear.
Em  escala linear, em termos percentuais, 55 para 70 representa um aumento de quase 30% - que pode parecer pouco -  mas em  escala logarítmica  55 decibéis para 70 é mais que dobrar o barulho.
 
Do início do ano até 31 de agosto, o Instituto Brasília Ambiental (Ibram) recebeu 2.502 denúncias e realizou 346 autuações por poluição sonora. Em 2015, foram 2.060 queixas e 392 atuações. Do total, 314 estabelecimentos receberam advertência, 64 acabaram multados, 11 interditados parcialmente e três totalmente. Os valores variam de R$ 2 mil a R$ 20 mil.

A última audiência pública na Câmara sobre o projeto de lei ocorreu em 25 de agosto. Ricardo Vale articula colocar o PL em votação o quanto antes. “O debate está mais do que avançado. Houve várias sugestões, e a maioria se convenceu da necessidade de alterar os limites da lei. Acredito que a base (do governo) deve estar só aguardando posicionamento para votar de forma mais tranquila.”

Um dos integrantes da liderança do Movimento pela Valorização do Músico, o cantor e gaitista Engels Espíritos ressalta que os atuais limites afetam quatro setores: os músicos, que não têm um local para apresentar shows; a população da cidade, que não encontra uma oferta variada de espaços para se divertir; os trabalhadores que atuam na noite cultural, que são demitidos após o fechamento de estabelecimentos; e a evasão de artistas da cidade.
[esses ‘artistas de boteco’ tem mais é que cair fora de Brasília ou procurar uma atividade séria e que não prejudique os demais.]  “A gente não quer acabar com o sossego das pessoas, uma vez que as apresentações ocorrem só de quinta a sábado, durante duas horas. Brasília nas décadas de 1980, 1990 e 2000 era uma cidade muito mais tolerante, alegre e com acesso à vida cultural.”

Em nota, a Casa Civil informou que, neste momento, “órgãos do governo estudam a melhor solução, no sentido de estabelecer uma boa convivência que atenda tanto aos anseios dos moradores quanto da classe artística, dos comerciantes e dos frequentadores dos estabelecimentos”.

Fechamento
Enquanto a polêmica se arrasta, bares e restaurantes espalhados pelo DF têm fechado as portas ou optado por restringir a música. Um dos motivos é, justamente, a Lei do Silêncio, válida desde 2012. Produtores culturais alegam que as regras não são sustentáveis para apresentação de músicos, instrumentistas e bandas. Sem som, empresários enfrentam baixo movimento.

Estimativa feita pelo Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Brasília (Sindhobar) aponta que, de janeiro de 2015 a agosto deste ano, 2,1 mil estabelecimentos encerraram as atividades — do total, acredita o sindicato, 20% foi por causa da legislação. O Movimento pela Valorização do Músico aposta, porém, que o número seja quase o dobro. A entidade reforça que 4 mil estabelecimentos deixaram de funcionar no DF e Entorno, entre bares, restaurantes, casas de shows e cafés culturais. [e não fizeram nenhuma falta; querem voltar a funcionar escolham locais adequados para os que gostam de perturbar o sossego dos demais.
Em um passado não muito distante, todas as cidades possuíam uma área, nos arredores da zona urbana que era mais conhecida como Zona do Baixo Meretrício – ZBM,  destinado a botecos e puteiros.
Nos primórdios de Brasília a ZBM daqui  era em Planaltina e no Km 7 da BR-040. Recriem algumas ZBMs,  nas margens das rodovias que cruzam o DF, fora do perímetro urbano, e levem os botecos e produtores musicais para lá.
Exceções no Plano Piloto só no CONIC.
Óbvio que com a liberação dos costumes não há necessidade que as ZBM tenham puteiros – apesar de retirando os puteiros o nome perca o sentido.]

O Pinella foi um dos notificados e multados. Proprietária do bar há cinco anos, Flávia Atteich, 38 anos, considera que a aplicação da lei é impraticável. O estabelecimento recebeu a primeira notificação em 2013 e, nos dois outros anos consecutivos, levou multa. Assim que enfrentou a primeira advertência, Flávia investiu em isolamento acústico. Em média, gastou R$ 30 mil e não teve retorno pelo investimento. “Se um fiscal der três passos da minha caixa de som e quiser fazer a medição dali, ele pode. Mas será totalmente diferente se medir do prédio residencial. Só que, na primeira situação, sou multada.”
[essa senhora quer permissão oficial para perturbar o sossego público e tem mesmo é que ser multada e o estabelecimento fechado.]

Vizinho do Pinella, Alonso José da Silva Filho,42, é dono do Pôr do Sol e acredita que o segredo para evitar problemas é a vigilância. Ele é dono do bar há 19 anos e nunca recebeu notificação ou multa. “Aqui, não temos música, televisão, nada. E, sempre que algum cliente traz um instrumento musical, explico que essa quadra tem vários problemas com a Lei do Silêncio.” O Pôr do Sol, inclusive, tem uma placa pedindo para que as pessoas não levem instrumentos musicais
. [o senhor Alonso, dono do Pôr do Sol age com inteligência,  cidadania e respeito ao público e com certeza está prosperando, já que esse pessoal que faz baderna pouco consome, não dá lucro e sim aporrinhação para a vizinhança.
Eis um exemplo a ser seguido inclusive pela dona do tal Pinella.]

A servidora pública aposentada Marlene Moraes Rego, 75,  queixa-se do barulho feito pelos bares. Ela é voluntária de uma ONG, que funciona embaixo do Pinella. Marlene conta que é difícil fazer reuniões quando o estabelecimento está funcionando. “Mesmo assim, a solução não é acabar com esses locais, mas sim tolerar e aprender a conviver”, acredita.
Na visão do presidente do Sindhobar, Jael Antônio da Silva, o fechamento dos estabelecimentos se deve a uma junção de fatores, a exemplo da crise econômica, mas, também, muito em razão dos limites da música. “Qualquer barulho da rua já é superior a 55dB. Estamos chegando a uma coisa absurda, de restaurante que não tem nem música ser punido pelas conversas de clientes.”

A situação de multas é tão cansativa que o dono do Salada Cultural, que ficava na 716 Norte, desistiu do empreendimento. Sempre que ganhava alguma multa, o então proprietário, Sérgio Pedrosa, recorria e ganhava. Mas o processo se tornou recorrente. Por isso, o produtor cultural decidiu investir em outro negócio. “A situação começou a criar um clima chato entre o bar e a comunidade. Preferi partir para outra.”

 Fonte: Correio Braziliense