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quinta-feira, 18 de maio de 2023

Os três únicos crimes no Brasil - Rodrigo Constantino

Gazeta do Povo 

Um blog de um liberal sem medo de polêmica ou da patrulha da esquerda “politicamente correta”.

Acordei, peguei meu telefone, como de praxe, e comecei a ver as mensagens dos meus grupos de WhatsApp. 
Logo me deparei com um vídeo em que Sergio Cabral, o ex-governador do meu querido Rio de Janeiro, condenado a uns mil, setecentos e oitenta e dois anos de prisão (ou algo assim), praticava exercícios físicos. 
Sim, virou blogueirinho. E de fitness!

Pensei comigo: puxa, bom dia Brasil! O escárnio é mesmo total: Deltan Dallagnol tem seu mandato cassado pelo TSE (missão dada, missão cumprida), no que até Globo e Foice consideram interpretação elástica da lei, e um dos maiores ladrões de todos os tempos da política nacional (mercado bem disputado) estava lá, livre, leve (ou mais leve) e solto.

Em seguida, vem essa notícia: Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) retomam nesta quinta (18) o julgamento da ação penal que investiga o envolvimento do ex-senador Fernando Collor de Mello na assinatura de contratos irregulares com a BR Distribuidora, entre os anos de 2010 e 2014.

Edson Fachin disse, no voto, que está devidamente comprovada a lavagem de capitais por Collor mediante a realização de 42 depósitos em contas correntes do ex-senador e 65 em contas de empresas por ele controladas, para burlar os mecanismos de fiscalização das autoridades financeiras. Além de Fachin, o ministro Alexandre de Moraes, revisor da ação penal, também votou a favor da condenação.

Collor nunca foi santo, claro. Mas Fachin não é aquele mesmo ministro supremo responsável pelo ato final do malabarismo que permitiu a soltura e elegibilidade de Lula? A ação penal a que o ex-senador Collor responde é um desdobramento de uma das fases da Operação Lava Jato aberta em 2017, e aponta que Collor teria recebido propinas de R$ 30 milhões por influência política na ex-subsidiária da Petrobras. A Lava Jato voltou?! O que Gilmar Mendes pensa disso?

Gilmar, Gilmar... aquele que afirmou que o PT criou uma cleptocracia no país, mas que depois foi o grande arquiteto da volta do ladrão à cena do crime, como diria Alckmin. Primeiro com seu voto pela revogação da prisão em segunda instância, depois com a inestimável ajuda da VazaJato, que lhe permitiu chamar a República de Curitiba de quadrilha e germe do fascismo.

Mas voltando: a Lava Jato voltou! Depois da soltura de basicamente todos os condenados na operação, eis que Collor talvez seja preso. 
O que Collor fez de tão diferente do Lula ou do Cabral ou de tantos outros? 
Após trinta e oito milésimos de segundo de reflexão, eu encontrei a resposta: puxa, ele apoiou... Bolsonaro!

É como constatou Leandro Ruschel: "Vão condenar o Collor pelo 'crime' mais grave da sua vida: ter apoiado Bolsonaro". Isso a turma do andar de cima não perdoa mesmo. Se o Collor ao menos tivesse apenas ficado só na velha e conhecida corrupção...

Por que falo dos três únicos crimes no Brasil de hoje? Vamos lá:          - apoiar Bolsonaro é o primeiro da lista, o mais grave de todos; o segundo é ter combatido a corrupção, como fez Deltan; e o terceiro e último é contar piadas de minorias. Fica a dica do Oiluiz para evitar esse último risco: "Leo Lins, aí vai uma sugestão para o seu próximo show: em vez de fazer piada, fale a sério que os deficientes têm desequilíbrio de parafuso. Aí não tem problema".

Todos são livres para discordar de mim, mas tomei uma decisão que não traz de volta nem minha liberdade de expressão, nem minha conta bancária, mas certamente evita estresse extra: não levo o Brasil a sério. Quem leva está fadado a sofrer muita, mas muita decepção. Eu encaro a coisa toda como um grande circo, uma enorme piada, ainda que bem sem graça.

Duvida? Então tá: Cabral blogueiro de saúde, traficante recebe helicóptero de volta da polícia, Lula presidente, Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes ministros de Corte constitucional; 
enquanto isso, o ex-assessor do ex-presidente depondo por cartão de vacina adulterado, Deltan com mandato cassado, jornalistas sérios censurados e com passaporte cancelado, e Collor com chance de ser preso por corrupção, mas só o Collor, ninguém mais!  
Boa sorte ao levar esse troço a sério...

Rodrigo Constantino, colunista - Gazeta do Povo - VOZES


quarta-feira, 29 de julho de 2020

Lava-Jato enfrenta seu pior ataque, e ele vem da PGR - Míriam Leitão

O Globo

Em um debate virtual na terça-feira, Aras disse que “é a hora de corrigir os rumos para que o lavajatismo não perdure”, mas ponderou que isso “não significa redução do empenho no combate à corrupção”. Aras explicou que a Lava-Jato tem mais informação do que todo o sistema único do MPF, e reclamou dos “segredos” que a Força-Tarefa guarda.   
O curioso é que esses sinais de Aras se acumulam exatamente no governo que durante a campanha eleitoral prometia combater a corrupção. Era uma propaganda enganosa, Jair Bolsonaro nunca em sua carreira política atuou contra os desvios. Em 2018, ele surfou a onda contra a corrupção, que é um sentimento legítimo da sociedade.    

O presidente Bolsonaro levou para seu governo um símbolo da Lava-Jato e o enfraqueceu. O ex-juiz Sergio Moro diz agora que foi usado. Aras foi escolhido procurador-geral da República a dedo para determinadas ações, e tem cumprido essa promessa. Havia a expectativa de que ele, a partir do momento em se tornasse indemissível como PGR, desempenhasse seu papel constitucional. Desde o começo Aras combate a Lava-Jato. Ele assedia a Força-Tarefa, dá declarações críticas e agora fala em corrigir os rumos da operação.   

O procurador-geral diz que a Lava-Jato acumulou dados sobre 38 mil pessoas, sem critérios. Dá a impressão de que se formou um poder discricionário dentro do estado na mão de alguns procuradores. A realidade é que muita gente foi citada. Algumas não foram investigadas, outras serão acompanhadas por outras instâncias do MP ou da PF. A Lava-Jato vem desde 2014.   Aras, desde o início, exigiu o compartilhamento das informações obtidas pela operação e pretende centralizá-las. Por outro lado, ele luta contra o que chama de lavajatismo”, que na realidade levou o país a conhecer profundamente as entranhas da política para corrigir os desvios.   

A Lava-Jato teve excessos, todo o processo numa democracia exige fiscalização e correção. Mas para isso há a própria Justiça que várias vezes impôs uma correção de rumo à Lava-Jato. Corrigir o processo investigativo é muito diferente de tentar acabar com ele.  As declarações e ações de Aras passam a impressão de que ele acabar com as investigações. Em outra frente, ele ataca a Lava-Jato. Em outra, ele mira na Polícia Federal. Aras propôs o arquivamento dos inquéritos nascidos da delação de Sergio Cabral, que foi negociada pela PF. É claro que uma delação tem que ser confirmada por provas, caso contrário não é homologada. Mas aí há uma briga entre dois grupos dentro do estado brasileiro. A Polícia Federal sempre quis o poder de conduzir delações premiadas, e o MP entende que essa prerrogativa é exclusiva dos seus membros. A discussão vem desde antes do mandato de Aras. O STF já havia reconhecido o direito da PF celebrar acordos de delação. Aras quer voltar ao debate anterior. A ideia dele é que um acordo de colaboração só será celebrado se o MPF concordar.     
O movimento de Aras vai enfraquecer a investigação sobre desvios. 

Míriam Leitão, jornalista - O Globo


quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

As confissões de Cabral e a Lava-Toga

Ex-governador ainda pode contar segredos do Judiciário

O que Sergio Cabral tem a oferecer?

A resposta foi dada aqui no site: o Judiciário.

Diz O Globo:
“Em conversas reservadas, Cabral tem indicado disposição para revelar segredos da magistratura. Além de influir em decisões do Tribunal de Justiça do Rio, ele apadrinhou a indicação de ao menos quatro ministros do STJ e um ministro do Supremo.
Uma delação do ex-governador pode ser o ponto de partida para a aguardada operação Lava Toga.”

Senador vai recomeçar coleta de assinaturas para CPI da Lava Toga depois do carnaval

Na semana que vem, depois do carnaval, o senador Alessandro Vieira, do PPS de Sergipe, pretende começar a colher assinaturas — são necessárias 27 — para tentar instalar a CPI da Lava Toga pela segunda vez.

Na primeira tentativa, o pedido foi arquivado. Vieira reconheceu que havia falhas na proposta original, que não trazia um “fato concreto”, necessário para instalação de uma comissão parlamentar de inquérito.

“Não param de chegar novas informações. Tenho conversado com os colegas. A receptividade é ainda maior que da primeira vez”, disse ele a O Antagonista.

Lava Toga
Cresce, mesmo que sigiloso, o desejo de senadores de investigar o patrimônio de ministros do Supremo Tribunal Federal e do Superior Tribunal de Justiça. Após o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), arquivar o pedido de abertura da CPI da ‘Lava Toga’, o senador Alessandro Vieira (PPS-SE) não desistiu. Circula por gabinetes em busca de assinaturas para instalar a comissão e apurar denúncias envolvendo membros de tribunais. Vieira conseguiu apoio de 27 senadores (número mínimo para instalar CPI), mas dois retiraram suas assinaturas: Tasso Jereissati (PSDB-CE) e Kátia Abreu (PDT-TO). “Surpreso e decepcionado”, lamenta o parlamentar de primeiro mandato. Porém acredita que a maioria faz coro com a CPI.

Aliás..
...uma pergunta: quem está acima do STF? Quem fiscaliza ministros do STF?


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