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segunda-feira, 14 de agosto de 2023

Os senhores das armas: o que acontece quando a Justiça impede a polícia de agir - Roberto Motta

Vozes - Gazeta do Povo 

 


Os senhores das armas: o que acontece quando a Justiça impede a polícia de agir - Foto: Reprodução/Instagram

No dia 8 de agosto o jornal o Globo publicou uma matéria com a manchete “Delegado posta vídeo de baile funk com homens armados dando tiros na plateia, no Complexo da Maré”. O subtítulo informava que o Delegado Fabrício Oliveira, da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE), grupo de elite da Polícia Civil do Rio de Janeiro, havia compartilhado imagens do evento (termo usado pelo jornal) em rede social.

Segundo o Delegado Fabrício, o evento havia acontecido no último sábado na Vila do João, uma das comunidades que formam o Complexo da Maré.

As imagens mostram um grupo armado com fuzis, participando do que parece ser o final de um baile funk. Uma declaração, atribuída ao Delegado, lembra que nos últimos três anos as operações policiais regulares em favelas do Rio estão proibidas.  
O delegado explica que, durante esse período, aumentaram a estrutura de eventos como o baile funk do vídeo e os lucros ilícitos das organizações criminosas. Bailes passaram a ser realizados até dentro de CIEPS, as escolas públicas estaduais, como aconteceu recentemente em Senador Camará.

Não ficou clara a intenção do jornal ao mencionar a publicação do vídeo pelo Delegado. O tom da matéria, surpreendentemente, foi neutro; uma bem-vinda exceção entre as milhares de matérias que apresentam as polícias de uma forma negativa.

Foi o que aconteceu nas últimas semanas na cobertura da Operação Escudo, a resposta que a Polícia de São Paulo deu ao assassinato de um de seus policiais por narcotraficantes do Guarujá.[resposta adequada, necessária e que deve ocorrer sempre - nada impedindo e tudo aconselhando que as próximas sejam mais enérgicas, mais produtivas.]   O domínio de áreas urbanas pelo narcotráfico já se tornou um fenômeno corriqueiro, que nem merece mais destaque no noticiário.

No Rio de Janeiro continua valendo uma espécie de moratória para a ação policial nas áreas dominadas pelo tráfico
Trata-se da Ação por Descumprimento de Preceito Fundamental número 635 de 2020. [decisão do STF que obriga a polícia quando for efetuar uma operação em favelas do Rio cumpra uma série de protocolos que além de retardar as operações policiais, facilita o vazamento para a bandidagem de informações reservadas, eliminando o fator surpresa e possibilitando o que os bandidos se afastem da área antes da operação, retornando logo após.] 
Essa ADPF produziu uma série de decisões com restrições variadas a operações, gerando incerteza jurídica para as forças policiais - e, na dúvida, é melhor não correr riscos. Quem corre o risco é a população que fica desprotegida.

    O domínio de áreas urbanas pelo narcotráfico já se tornou um fenômeno corriqueiro, que nem merece mais destaque no noticiário

Pelas regras ainda vigentes, antes que a polícia possa fazer uma operação em uma favela é preciso que ela demonstre a existência de motivo absolutamente excepcional. 
A autorização ainda depende de cuidados extras para reduzir o risco para população. 
Por exemplo, as operações não podem acontecer em locais com grandes aglomerações de pessoas, o que inviabilizaria uma resposta aos criminosos no baile funk. 
As operações não podem acontecer à noite ou nos horários de entrada e saída das escolas. Assim, polícia não pode fazer operações entre 8:00 e 9:00 horas, entre 13:00 e 15:00 horas, e entre 17:00 e 18:00. Não sobram muitas opções.

A matéria de O Globo lembra que o Complexo da Maré é esconderijo de chefes do tráfico do Rio e de outros estados. [alguns ministros e uma ministra do governo petista frequentam sem segurança e com desenvoltura, favelas do Rio ente elas o Complexo da Maré.], e ministra O jornal lembra que até milicianos já morreram ali em confronto com a polícia, e que no local já foi encontrada uma espécie de “concessionária de automóveis” do tráfico, na qual foram apreendidos 28 carros roubados, inclusive um Porsche, avaliado em R$500.000.

Tudo isso é o pano de fundo do vídeo do baile dos homens armados.
Inúmeros vídeos semelhantes circulam pela internet. A existência desse armamento, nas mãos de criminosos, nessa quantidade, em uma região urbana do Rio de Janeiro, deveria ser motivo de grave alarme para as instituições.

Não é difícil ver nesse evento uma grave ameaça, não só à ordem pública, mas também – ou principalmente - ao tão enaltecido “Estado Democrático de Direito”.  
Que direito sobrevive a criminosos que se deixam filmar exibindo fuzis? Qual é a mensagem deles?
 
Os policiais da CORE são uma equipe de elite. Imaginem como se sentem assistindo vídeos como esse.  Esses policiais são nossa última linha de defesa contra o caos. 
No dia em que o desestímulo jurídico e moral for tão grande que eles resolverem que a luta não vale mais a pena, o que será de nós?

Quem irá se interpor entre os narcotraficantes fortemente armados e nossas casas?

Essa é a pergunta de 1 milhão de dólares
– talvez um pouco mais, talvez um pouco menos.


Conteúdo editado por: Jônatas Dias Lima

Roberto Motta, colunista - Gazeta do Povo - VOZES


sexta-feira, 12 de agosto de 2016

É preciso reagir de forma exemplar, com força total e sem vacilações - Morre soldado da Força Nacional baleado na Maré

Morre soldado da Força Nacional baleado por bandidos na Vila do João

Hélio Vieira Andrade estava no carro oficial que entrou por engano na favela. Em rede social, ministro da Justiça lamentou a morte 

[lamentações não resolvem; só uma reação forte, implacável, que mostre aos bandidos quem realmente manda - supomos, ainda,  que seja as Forças de Segurança - dará o exemplo que fará com que a segurança volte a ser total e a sociedade possa circular sem medo de bandidos (suportar o medo já costumeiro dos bandidos considerados 'comuns' ao medo de 'atos de terrorismo' fica dificil até mesmo para morador de favela - que não são inferiores aos que moram no asfalto, mas, por incompetência das autoridades,  já se acostumaram com a violência diuturna.

Soldado foi baleado no Complexo da Maré, na última quarta-feira - Reprodução

Internado desde a última quarta-feira no Hospital municipal Salgado Filho, no Méier, o soldado da Força Nacional Hélio Vieira Andrade não resistiu aos ferimentos. Oriundo do estado de Roraima, ele foi atingido na cabeça por um tiro quando, junto a outros dois colegas de farda, entrou por engano na comunidade Vila do João, no Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio. A informação da morte do militar foi confirmada pelo Ministério da Justiça. O militar chegou a passar por cirurgia, após ser levado até a unidade em estado gravíssimo. 

Por meio de mensagem publicada em uma rede social, o Ministro da Justiça Alexandre de Moraes lamentou a morte do militar, no fim da noite de quinta-feira. Segundo o comunicado, a Presidência de República irá decretar luto oficial:  "Quero expressar meus sentimentos aos familiares do soldado Hélio Vieira, que sofreu um ataque covarde e, infelizmente, morreu hoje em decorrência dos ferimentos. Soldado Vieira é um verdadeiro herói do nosso País. Nosso Presidente da República, Michel Temer, decretará luto oficial pela morte de nosso herói. Honra e Dignidade aos nossos policiais."

Durante a madrugada desta sexta-feira, amigos e parentes do soldado Hélio estiveram no Salgado Filho. Abalados, eles optaram por não falar com a imprensa. Agentes da Delegacia de Homicídios (DH) da Capital, que cuida do caso, também foram até a unidade. Militares da Força Nacional permanecem no hospital e reforçam a segurança. [esses militares deveriam estar na favela, fazendo um limpa geral, sem preocupação com eventual efeito colateral da operação FAXINA naquela região de favelas.
A população daqueles locais tem que ser compelida e apoiada na opção 'ficar do lado da lei'.]

OPERAÇÃO DEIXA UM MORTO E DOIS FERIDOS
Na manhã de quinta-feira, homens do comando de Operações Especiais da Polícia Militar e policiais federais do Rio e de Brasília ocuparam a Vila do João, no complexo de favelas da Maré, na Zona Norte do Rio. Atuaram na operação 166 policiais do Bope, BAC, GAM, BpChq e COT ( PF) nas comunidades Pinheiros, Vila do João, Conjunto Esperança e Salsa e Merengue, todas do Complexo da Maré. Segundo informações do Ministério da Justiça, a ação desta quinta-feira também envolveu homens do Exército que ocuparam ainda a comunidade do Timbau.

Segundo a Polícia Civil, Igor Barbosa Gregório, de 22 anos, foi baleado e morto, durante operação das forças de segurança para prender os bandidos que atacaram uma equipe da Força Nacional. O jovem foi atingido no Morro do Timbau, onde o Exército estava atuando, segundo policiais militares. Além dele, outras duas pessoas ficaram feridas.


A informação, no entanto, não é confirmada pela Coordenação Geral de Defesa de Área (CGDA), que comanda todas as operações das Forças Armadas nos Jogos Olímpicos. O coronel Mário Medina afirmou que os militares do Exército que atuavam em apoio às forças de segurança publica, não participaram de nenhuma troca de tiros com traficantes na Favela do Timbau. O comando Geral da Polícia Militar também negou registro de confronto e de morte nas operações do Bope.

A operação teve início às 4h da manhã com a entrada dos policiais do BOPE e conta com 3 blindados das polícias militar e federal, três aeronaves, dois cães farejadores, uma retroescavadeira, um reboque prancha e um carro comando e controle, além do Exército na comunidade do Timbau e bloqueios nas saídas da comunidade realizados pela Força Nacional.

Segundo informações da Polícia Militar, foram apreendidos na operação: quatro carros, uma pistola de ar comprimido, dois carregadores de AK 47, 68 munições de AK 47, 158 papelotes de maconha, munições de calibres variados, cerca de 400 sacolés de cocaína, 40 trouxinhas de maconha. O ministro da Justiça, Alexandre Moraes, disse, nesta quinta-feira, que a prisão de responsáveis pelo ataque à Força Nacional é obrigação.


ERRO NO TRAJETO
Quando entraram na Vila do João em um carro oficial, os agente da Força Nacional estavam usando um aplicativo de celular durante o deslocamento, erraram o caminho e, ao tentar retornar para a Avenida Brasil, ficaram próximos da comunidade e foram atacados com disparos, segundo informações da Polícia Civil. O caso foi destaque na imprensa internacional. [só a ação enérgica das Forças de Segurança, tanto federais quanto estaduais, abatendo bandidos sem preocupação com o maldito 'politicamente correto' é que fará que os bandidos sejam 'REEDUCADOS' e voltem a fazer o que era regra nos tempos que no Brasil havia ORDEM E PROGRESSO: bandido quando vê uma viatura tem que fazer uma só coisa: fugir, se evadir, nada de confronto, nada de sequer pensar em afrontar os policiais'.
Esse comportamento tem que voltar, não importa quantos criminosos tenham que ser abatidos, só assim bandido volta a respeitar polícia e voltando o respeito a polícia a criminalidade cai.
Enquanto isso, a turma dos 'direitos humanos' de bandidos tem que ficar quieta, sem dar um pio.]

Na ação, o soldado Hélio Vieira Andrade, que veio de Roraima, e sonhava comprar um carro com o salário da Olímpiada, levou um tiro na cabeça e foi operado no Hospital Salgado Filho, no Méier, mas não resistiu aos ferimentos. Vieira foi atingido na testa, e a bala saiu por trás.  Em um áudio que passou a circular nas redes sociais nesta quinta-feira, um suposto policial militar relata a rotina de trabalho dentro da Favela Vila do João. Segundo o homem, os policiais militares do Posto de Policiamento Comunitário (PPC) da favela, precisam pedir autorização ao tráfico local para entrar na comunidade e trabalhar. Ele revelou que eles precisam estar sem farda e ficam sob mira de fuzis dos bandidos.



A Vila do João não conta com unidades de Polícia Pacificadora (UPP).

Fonte: O Globo