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quinta-feira, 27 de janeiro de 2022

Vírus do faz de conta - Luís Ernesto Lacombe

VOZES - Gazeta do Povo 

Não acaba nunca. Eles inventam inquéritos, reinventam, prorrogam apurações, mas nada provam... Já avisaram, aliás, que não precisarão mais de provas, eles sabem, eles sabem de tudo. Criam tipos penais e, num coro desafinado, ficam repetindo “fake news, desinformação, discurso de ódio”! Apoiam milícias digitais, agências de checagem, uma “polícia de conteúdo” que escolhe a dedo o que “investigar”. 
Apoiam covardes que organizam linchamentos e cancelamentos de quem ousa desconfiar, questionar, expor dúvidas, pedir explicações. É proibido o debate, é proibida a discordância. É obrigatório aceitar a verdade oficial.

Estamos há muito tempo nisso. Os arrogantes donos da verdade vão corroendo as liberdades, destruindo a democracia que juram defender. Censuram, calam, banem das redes sociais, prendem quem tem a certeza de que, como nos Estados Unidos, no Brasil não há crime de opinião. E ainda recebem aplausos por isso! Artistas, intelectuais, jornalistas, um grupo considerável dá apoio aos desmandos, à perseguição, à imbecilidade. A ditadura que criam é tão mal disfarçada. Essa gente que tenta se apropriar da bondade, da fraternidade, da luta pela liberdade, essa gente é recordista mundial de falsidade, de hipocrisia.

Os candidatos fingem que suas propostas são positivas para o país, que suas comparações são legítimas. Os magistrados fingem que suas togas são capas de super-heróis

Todo apoio à libertação dos verdadeiros bandidos... E ninguém diz nada! Nem mesmo quem combateu o maior esquema de corrupção já montado no Brasil. Transmutado em pré-candidato à Presidência da República, ele anda por aí, comparando a inflação de agora com a gerada pelo desgoverno Dilma e com a hiperinflação das décadas de 1970 e 1980. Ele compara mensalão e petrolão com rachadinha... E ninguém diz nada! 
Claro, a velha imprensa tem sua guerra particular e continua vendo a miragem do fascismo num deserto em que não há sequer um oásis de honestidade.
 

Ninguém diz nada também quando outro candidato fala em regulamentar a mídia, a internet, em revogar uma reforma trabalhista, acabar com o teto de gastos, rever privatizações, a autonomia do Banco Central. É como se fosse um “vírus do faz de conta”. Os candidatos fingem que suas propostas são positivas para o país, que suas comparações são legítimas. Os magistrados fingem que suas togas são capas de super-heróis. A velha imprensa os apoia, magistrados e candidatos de oposição, e finge que o pior presidente da história é o atual. E, nesse caso, também parece não haver ainda uma vacina salvadora, segura e eficaz. Há, sim, um caldeirão em que podem arder aqueles que apontarem a infecção generalizada.

Luis Ernesto Lacombe, colunista - Gazeta do Povo - VOZES 

 

segunda-feira, 23 de agosto de 2021

Carta ao Leitor - Revista Oeste

Das agências de checagem ao pesadelo kafkaniano produzido pelo Supremo Tribunal Federal 

Começou com as agências de checagem. Em 20 de julho de 2020, uma reportagem de Oeste, com o título “Imagem da Nasa prova que a Floresta Amazônica não está em chamas”, foi classificada como fake news pela agência de notícias Aos Fatos. Em março deste ano, foi a vez do texto que mostrava como, mesmo depois de um mês de severo lockdown, o número de pacientes com covid-19 continuava a crescer em Araraquara, no interior de São Paulo.

Embora verídicos, o Facebook cravou uma tarja que substituía a imagem dos posts compartilhados na rede social com um alerta: “Informação falsa — Checada por verificadores de fatos independentes”. Em consequência disso, a revista não pôde publicar anúncios na rede social, o que prejudicou a venda de assinaturas. A tarja só foi retirada quando a Justiça encampou uma açãoa primeira do gênero no Brasil — movida por Oeste. Comprovou-se que essas agências atuam como controladoras do que é publicado nas redes sociais e em órgãos da imprensa, decidindo o que pode ou não ser lido. Foi uma vitória da liberdade — de imprensa, de expressão e de pensamento.

Em fevereiro deste ano, dois meses antes da vitória de Oeste, entrara em cena o Supremo Tribunal Federal. O ministro Alexandre de Moraes mandara prender o jornalista Oswaldo Eustáquio e o deputado federal Daniel Silveira. O inquérito inventado por Moraes procurava, em tese, combater notícias falsas. Mas o objetivo era evitar quaisquer críticas aos ministros do STF. Em agosto, na sexta-feira 13, a vítima do pesadelo kafkaniano foi o ex-deputado Roberto Jefferson, presidente do PTB, preso um dia depois de ter concedido uma entrevista exclusiva a Oeste. 

O Artigo 5º da Constituição Federal estabelece que todos são iguais perante a lei. Em novembro de 2019, o STF decidiu que um réu só pode ser considerado culpado depois do trânsito em julgado da sentença condenatória. Tradução: mesmo um criminoso confesso não tem sua inocência contestada antes que seja rejeitado pelo STF o último recurso encaminhado pelos defensores do réu. 
Só então é encerrado o devido processo legal a que tem direito todo cidadão brasileiro.

Seja qual for o crime cometido, o juiz do caso, denunciado pelo Ministério Público, tem de ouvir os argumentos de ambas as partes. É assim que funciona a Justiça nos países democráticos. Como democracia não rima com preso político, no Brasil ninguém pode ser punido pelos chamados crimes de pensamento. Isso é coisa de ditadura. O inquérito contra Eustáquio, Silveira e Jefferson é o único do mundo em que as supostas vítimas são, simultaneamente, acusadores e juízes.

Ainda atônitos com a prisão de Jefferson, incontáveis brasileiros foram surpreendidos, no dia seguinte, com a decisão do corregedor do Tribunal Superior Eleitoral, Luis Felipe Salomão. O ministro determinou que alguns canais conservadores ou partidários do presidente Jair Bolsonaro fossem proibidos de receber dinheiro pelo que publicam nas redes sociais. O tamanho do absurdo torna assustador o silêncio da maior parte da imprensa e dos autodenominados artistas e intelectuais que vivem subscrevendo manifestos. [manifestos que NUNCA são a favor do presidente Bolsonaro, dos seus apoiadores e dos conservadores.] ]

Essa guerra contra a liberdade é o tema da reportagem de capa desta edição de Oeste, assinada por Cristyan Costa e Silvio Navarro, e do artigo de J. R. Guzzo. Fica provado que os direitos constitucionais estão sendo ameaçados, paradoxalmente, por servidores públicos incumbidos de defender a Constituição.

Boa leitura.

Branca Nunes - Diretora de Redação


terça-feira, 20 de julho de 2021

Censura no bom sentido - Revista Oeste

Guilherme Fiuza

Era preciso organizar esse caos pra vocês aprenderem que a função da mente humana é repetir o que uma mente superior mandou

Como você sabe, a imprensa tradicional, as plataformas de rede social, as agências de checagem e todo o gabinete do amor estão cortando cabeças para o seu bem. Essa gente empática e democrática está purificando a atmosfera intelectual permitindo só a circulação das palavras certas, das ideias certas e das opiniões certas. A última notícia de um esforço de purificação tão resoluto na história da humanidade se deu quase um século atrás na Europa — quando um purificador abnegado colocou o mundo no caminho da 2ª Guerra Mundial.

O grande purificador acabou perdendo a guerra — e aí sobreveio um mundo cheio de contrastes, complexidades, convivência múltipla de ideias, enfim, uma bagunça. Nenhum purificador de verdade tolera viver num ambiente tão volúvel, em que cada um se expressa de um jeito. Não dá. Era preciso organizar esse caos pra vocês pararem de graça e aprenderem de uma vez por todas que a função da mente humana é repetir o que uma mente superior mandou. Que mente superior? Cala a boca que ninguém te perguntou nada.

Chega de controvérsia. Chega de sofrimento. A partir de agora vamos falar e escrever só as coisas certas, para não dar trabalho aos purificadores — que já estão exaustos de tanto banir, ceifar, suprimir, apagar, apagar de novo (essa gente impura é insistente), suspender, advertir, ameaçar, embargar e censurar (no bom sentido). Segue então uma lista de verdades universais que você pode usar sem medo na internet, no trabalho, na escola, na rua, na praia ou preferencialmente em casa, se todos esses outros lugares estiverem proibidos para você.

Chega de polêmica, falsidade e ódio. Vamos ser felizes repetindo só as coisas certas:

  1. As vacinas são ótimas;
  2. As vacinas são seguras e eficazes, graças aos vários anos de estudos que couberam em poucos meses porque o tempo é uma ilusão;
  3. O fato de não haver estudos conclusivos sobre substâncias experimentais não tem o menor problema, porque eu vi na televisão que tá tudo bem, então é porque tá tudo bem;
  4. Ninguém sabe os porcentuais de efeitos adversos das vacinas porque elas estão sendo testadas na população, em massa, e não há controle sobre o universo total de vacinados. Mas isso não tem o menor problema, porque vacina boa é vacina no braço;
  5. A imprensa escreve que “fulano pegou covid depois de imunizado” porque esse é um novo conceito de imunização, segundo o qual o que realmente imuniza não é o que sai da agulha, mas o que sai do teclado;
  6. As autoridades de São Paulo e do Rio estão disputando para ver quem começa primeiro a vacinar adolescentes, porque o risco que a covid representa para os adolescentes é muito menor do que a vontade desses heróis de aparecer na TV anunciando vacina para adolescentes;
  7. Os estudos inconclusos de miocardite em jovens e adolescentes após a vacinação não são problema das autoridades vacineiras, porque o importante, como já explicado, é aparecer na TV dizendo que está vacinando geral e correr pro abraço;
  8. O que vai acontecer no curto, médio e longo prazo com o sistema cardiovascular desses adolescentes é problema deles. Adolescente já é cheio de problema mesmo, então não muda nada;
  9. Você pode ter uma trombose, uma neuropatia ou uma doença autoimune atravessando a rua, então não tem por que não se vacinar com vacinas experimentais;
  10. As vacinas estão livrando a humanidade da pandemia. O fato de que os primeiros seis meses de vacinação coincidiram com um agravamento da pandemia é um detalhe. As pessoas que negam a ciência têm mania de se prender em questões impertinentes e enjoativas porque não têm empatia, nem lugar de fala, nem lugar na fila, nem nunca estiveram no pombal do Zoom com um monte de cabecinhas repetindo o que é certo repetir.

Pronto. Está feito o bem. Só afirmamos coisas que os purificadores dizem que são certas. E liberamos as patrulhas e guilhotinas para ceifar outros pecadores. Viva a pureza.

Leia também “Crachá de cobaia”

Guilherme Fiuza, colunista - Revista Oeste