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domingo, 21 de janeiro de 2018

Temer deveria ralar numa fila de vacina



Há filas onde se espera por 12 horas por uma senha para o dia seguinte

Para mostrar aos brasileiros que estava bem de saúde, Michel Temer caminhou do Jaburu ao Alvorada, teatralmente escoltado pelos ministros Henrique Meirelles, Moreira Franco e Torquato Jardim. Bem que ele poderia mostrar aos brasileiros que está preocupado com a saúde de quem lhes paga os salários indo com a mesma turma para uma fila de vacina contra a febre amarela. Poderia convidar os governadores Pezão e Alckmin, que gosta tanto de tomar café em padarias. Há filas onde se espera por 12 horas por uma senha para o dia seguinte. Pela cotação dos ambulantes de Mairiporã, o cafezinho de Alckmin sairia por R$ 2.

Na semana passada o ministro da Saúde, deputado Ricardo Barros, do PP e ex-prefeito de Maringá (PR), estava em Cuba. No seu lugar estava, interinamente, Antônio Nardi, também do PP e ex- secretário de Saúde de Maringá. Segundo o doutor, a Organização Mundial da Saúde teve “excesso de zelo” ao incluir São Paulo no mapa da área de risco da febre amarela. Nela já estão o Espírito Santo, o Norte do Estado do Rio e o Sul da Bahia.

O último boletim epidemiológico da Secretaria de Saúde de São Paulo informa que de 40 casos de febre amarela ocorridos no estado, 31 aconteceram fora das áreas de risco. Pela lógica de Brasília, se o doutor Nardi morasse em Mairiporã, não precisaria tomar vacina. Lá aconteceram 14 casos de contágio, e seis pessoas morreram. Não terem conseguido incluir a cidade no mapa foi excesso de sabe-se lá o quê.

Ao contrário que aconteceu com a epidemia de zika, a febre amarela tem vacina e é uma velha freguesa dos epidemiologistas. A máquina da Fiocruz, a fabricação de vacinas e sua distribuição funcionaram direito. Faltaram repasses de verbas, planejamento, humildade e, sobretudo, a capacidade do governo de se comunicar. A marquetagem abastece a população com caminhadas presidenciais, viagens de ministro, parolagens e campanhas publicitárias caras e inúteis. Outro dia uma juíza suspendeu a propaganda do governo federal defendendo a reforma da Previdência. Numa campanha de autolouvação, a charanga de Temer exibiu uma estrada de São Paulo com a qual a União nada teve a ver. Nenhum magano gosta de aparecer na telinha falando em problemas. Por isso, informações elementares sobre vacinação ficaram em plano secundário, e a expansão da área de risco da febre amarela ficou numa dobra do tapete.

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A Caixa é a Petrobras do PMDB
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Alerta
Diante de uma denúncia de que o site Vakinha estaria sendo usado por gente que fraudava as próprias campanhas de arrecadação, os doutores da empresa prontamente informaram o seguinte:
“Atuamos exclusivamente na disponibilização desse serviço na internet, através da gestão dos valores arrecadados e transparência nas informações. Tanto a criação da campanha quanto o valor arrecadado é de responsabilidade do usuário que abriu a vaquinha.”
Tradução: se a boa alma mandar dinheiro para um vigarista, o Vakinha não tem nada a ver com isso, nem tem interesse em verificar a denúncia.

Sucessão
Joaquim Barbosa e Sergio Moro podem não ser candidatos à Presidência da República, mas alguém registrou seus nomes na internet, acompanhados pelo sufixo “2018”. No caso de Moro, registraram o “moro2018.com.br”, mas se esqueceram do “sergiomoro2018”.

Lula, Luciano Huck, Bolsonaro e Ciro Gomes estão cercados pelos sete lados. Geraldo Alckmin, João Doria, Henrique Meirelles e Marina Silva descuidaram-se de algumas combinações. Por exemplo: “marinasilva2018.com.br” está livre.

Jaques Wagner e Rodrigo Maia estão inteiramente livres.
Esses domínios as vezes são comprados por pessoas interessadas em vendê-los. O registro custa no máximo US$ 14 e não tê-lo pode ser um mau negócio. Na campanha eleitoral americana, o candidato republicano Jeb Bush descuidou-se e, quando alguém clicava seu nome, ia para a página de Donald Trump.

 

quarta-feira, 2 de março de 2016

A agenda abortista - O aborto é um crime e uma agressão.



Está lançada nova campanha de legalização do aborto no Brasil. O pretexto, devidamente anabolizado por forte carga de sentimentalismo, está sendo trabalhado nos espaços da mídia. A descriminalização do aborto em meio à epidemia de zika é a bola da vez. A largada foi dada por uma assessora da Organização das Nações Unidas (ONU).

No Brasil, como sempre, grupos favoráveis ao aborto já começam ensaiar um roteiro bem conhecido: contornar o Congresso e levar a questão do aborto de bebês com microcefalia ao Supremo Tribunal Federal (STF).

A rejeição ao aborto no Brasil é fantástica. As pesquisas estão aí. E são inequívocas. A legalização do aborto é uma agressão à sociedade. Mas a ideologia não está nem aí com o sentimento da maioria. Democracia só vale se estiver alinhada com o pensamento único de uma militância autoritária.

No tocante ao inegável sofrimento vivido pela gestante, reproduzo um depoimento emblemático. Trata-se da carta de uma mãe que, não obstante a dor provocada pela morte do feto anencéfalo, justificou sua decisão de levar a gravidez até o fim. Estávamos em plena campanha de legalização do aborto de anencéfalos. Sua carta, publicada no jornal O Globo, foi um contundente recado aos governantes.

Fui mãe de uma criança com anencefalia e posso afirmar que durante nove meses de gestação convivi com um ser vivo, que se mexia, que reagia aos estímulos externos como qualquer criança no útero. Afirmo também que não existe dano à integridade moral e psicológica da mãe. O problema é que estamos vivendo numa sociedade hedonista e queremos extirpar tudo o que nos cause o mínimo incômodo.” (..) “Se estamos autorizando a morte dos que não conseguirão fazer história de vida, cedo ou tarde autorizaremos a antecipação do fim da vida dos que não conseguem se lembrar da sua história, como os portadores do mal de Alzheimer”, escreveu  Ana Lúcia dos Santos Alonso Guimarães. Trata-se de uma carta impressionante e premonitória.

Quanto ao chamado “consenso por interesse”, é útil recordar que fruto dele foi a legislação que durante séculos definiu que uma raça ou um povo são legalmente infra-humanos e que, portanto, podem ser espoliados de direitos e tratados como “coisas”, também para benéficas experiências científicas: o caso do apartheid dos negros na África do Sul e dos judeus aviltados e trucidados pela soberania “democrática” nazista. O aborto é um crime e uma agressão.

Fonte: Carlos Alberto Di Franco é jornalista - E-mail: difranco@iics.org.br – O Globo