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quinta-feira, 6 de janeiro de 2022

SOBRE VACINAS. DATA VÊNIA, SOU LIVRE PARA DECIDIR - Valterlucio Bessa Campelo

Observando a movimentação recente em torno da vacinação de crianças e a exigência do passaporte sanitário, inclusive com audiência pública realizada pelo MS - Ministério da Saúde, na OPAS – Organização Pan-Americana de Saúde nesta terça-feira 04/01, além de manifestações de rua em todo o Brasil, resolvi dedicar esta primeira coluna de 2022 a um tema subjacente a tudo isso - a liberdade.

Pediria ao leitor que observasse a si mesmo e a sociedade comparando com 2019. Do que efetivamente sente falta? Sim, meu caro, embora trate-se de algo maior e de origem anterior, os dois últimos anos foram de aguda perda de liberdade. A peste deu pretexto a que, com nosso consentimento, diga-se, parte importante do nosso livre arbítrio fosse amputado e colocado à disposição do Estado. De tal modo, que seria quase um desvario dizer que vivemos ainda em uma sociedade livre.

Por que chegamos a este ponto? Basicamente porque sob ataque ou ameaça, somos naturalmente inclinados a trocar fatias de liberdade por alguma segurança e conforto. Eles sabem disso. À medida que cresce a ameaça, cresce também a nossa disposição a ceder. Ao ponto de entregarmos tudo e, voluntariamente, oferecermos nossa liberdade. O jovem Étienne de La Boétie tratou brilhantemente desse tema em seu livro publicado 1563, chamando-o de servidão voluntária. Algo que muito tempo depois, em 1930, o pai da psicanálise, Sigmund Freud, constatou: “a maioria das pessoas não quer realmente liberdade, porque liberdade envolve responsabilidade, e a maioria das pessoas tem medo de responsabilidade”.

No século passado, aconteceu profusamente durante a segunda guerra mundial, quando sob invasão nazista, em vários países, europeus se dividiram em colaboradores e colaboracionistas. Os primeiros demonstraram uma espécie de acovardamento simples, de consentimento envergonhado desde que seu habitual modo de vida fosse minimamente preservado. Intelectuais e artistas serviram à opressão, fazendo  movimentar a indústria cultural. No livro “Paris – a festa continuou”, (2012), Alan Riding deixa isso claro.

Os segundos, encontraram na colaboração ostensiva uma chance de promoção de suas fraquezas morais às custas da própria nacionalidade e passaram a exercer, como se dominadores  fossem, toda ordem de crueldade, perseguição, roubo, assassinato, estupro e deportações de judeus e opositores. Na França, por exemplo, existiram casos em que nacionais chegaram a postos do oficialato das SS e membros graduados da Gestapo. Muitos franceses, especialmente policiais e burocratas, atuaram como agentes do governo nazista que esfolou o país após a rendição covarde do General Petáin.

Em certa medida, é como vejo os dias de hoje. Diante do pavor disseminado a partir da peste chinesa, no Brasil, assim como nos outros países (nisto não há grande diferença), foram gerados colaboradores e colaboracionistas. Aqueles que normalizam a realidade cruel e agem porque não se importam com a perda de liberdade, desde que se sintam seguros e com baixas taxas de responsabilidade, e aqueles que servem incisivamente porque lucram e se promovem, seja financeira ou politicamente. Trocam de bom grado a própria liberdade por um punhado de poder ou dinheiro que lhes possibilitem os que realmente os possuem. 

Algo necessário e que se impôs neste processo foi a anulação ou minimização da oportunidade ao dissenso
Disso cuidou a velha mídia através de um turbilhão incessante de notícias terríveis e da emblematização pejorativa dos contrários. 
Adjetivos do tipo “negacionista”, “terraplanista” e outros são títulos com que propositalmente encerram a discussão. 
Como uma estrela amarela pregada no peito de um judeu na Polônia em 1940, o termo fecha as portas ao debate. 
Ouvi recentemente de um deles: “não discuto com eleitor de Bolsonaro, é tudo negacionista”.  
Pensei imediatamente que se estivéssemos na França em 1942 ele não hesitaria em fuzilar-me. 
Como alterar pelo argumento lógico uma mente que se tranca?  
Como entrar naquela mente com uma verdade objetiva se foram eliminadas as condições do diálogo? Cria-se assim, uma sociedade mouca, cega, escrava e desumana, capaz de tudo.

Ocorre que liberdade não é uma mera abstração filosófica, um luxo do qual as pessoas se utilizam ocasionalmente. Ela diz respeito à ação e ao pensamento. É a forma como você decide sobre a sua vida, com quem se relaciona, o que faz, o que lê, aonde vai, o que possui. Liberdade são suas escolhas. Em última instância é o que você pensa, é o que você é. Entregaremos isso também em troca de uma suposta segurança provida pelos que criaram a insegurança?

Do meu canto longínquo, olho o mundo e vejo em todos os lugares fantasmas dos cães de Pavlov (1849-1936), babando a cada estímulo que recebem, este determinado de fora pra dentro por interesses globalistas de controle, aliás, amplamente confessados no Forum Econômico Mundial, nos livros de Klaus Schwab seu presidente e já experimentados na China. Jornalistas, articulistas, partidos políticos, juízes, artistas, médicos, universidades, associações etc., aceitaram vergonhosamente o papel de colaboracionistas de um sistema que viola frontalmente as nossas liberdades. Como se houvessem passado por uma lobotomia repetem à exaustão uma carga de mensagens cuja profundidade não se deram o trabalho de examinar.

Há, contudo, os que não se rendem. Independentemente do tamanho do engodo, é apenas um engodo e, como bem lembrou Étienne de La Boétie, basta não entregar o que eles querem e cai a tirania. 
As inúmeras audiências públicas havidas em estados, no distrito federal e em muitos municípios, demonstram que assim como colaboradores e colaboracionistas, nesta guerra há a resistência. [em algum momento uma ordem será dada e ninguém irá cumpri-la = será a queda deles.]

Refiro-me, por exemplo, a médicos da estirpe da Dra. Maria Emilia Gadelha, Dr. Roberto Zeballos,  Dr. José Augusto Nasser, Dra. Roberta Lacerda e muitos outros contados aos milhares, que abdicando da frondosa árvore do politicamente correto, vão ao sol, expõem à luz seu entendimento e suas experiências. Sabem que enquanto a mão direita estende a agulha, a mão esquerda maneja um bisturi nos amputando a liberdade e instalando o controle social. Escudados em comitês, os colaboracionistas, muitas vezes associados e comissionados das big pharmas, se defendem desqualificando seus opositores, acusando-os de adotarem teorias conspiratórias.

A propósito, embora (por motivos óbvios) a mídia não propague, o sistema oficial americano VAERS, comunica que apenas nos EUA foram relatados mais de 1,5 milhões de efeitos adversos após a vacinação, com 14.817 eventos morte. São dados investigados e provados. Não, não são, nem serão. Não foram devidamente investigados. Por lá também o governo está de braços dados com as big pharmas. Mas deveriam ser suficientes para autorizar que cada cidadão faça a própria escolha ao invés de ser submetido e submeter suas crianças à vacinação forçada que, de modo cínico, aparece disfarçada de mero constrangimento documental.

Considero, pessoalmente, que ela pode ser adotada, propagada e recomendada massivamente, se for o caso, porém, em hipótese alguma, sob nenhum argumento, pode ser imposta direta ou indiretamente, pois nestes termos sempre constituirá flagrante ataque à liberdade do indivíduo nos termos da nossa lei maior e tantas outras. Este é o ponto.

 Valterlucio Bessa Campelo escreve ensaios, crônicas e contos eventualmente em seu BLOG e é colaborador do site Conservadores e Liberais.

 

 

sexta-feira, 13 de agosto de 2021

CPI debocha da covid - Revista Oeste

Aqueles hipócritas fantasiados de senadores estavam escarnecendo da população ao usar a covid como palco para as conversas fiadas

                    Omar Aziz, Randolfe Rodrigues e Renan Calheiros

Num futuro não muito remoto, os checadores, os senhores da verdade e os corregedores da história vão ter um trabalhão para retocar, esconder, enfim, sumir com os registros dessa CPI da Covid. Especialmente os do dia 10 de agosto de 2021. Nada muito dramático, porque para essa gente vigilante fazer a realidade caber nas suas cartilhas é brincadeira de criança. Mas nesse capítulo os checadores do futuro precisarão atuar com uma força-tarefa especial, ou talvez uma junta médica especializada em transplante de versões.

Como você sabe — e está na cara de todo mundo hoje, mas é como se não estivesse —, o arraial de Renan Calheiros foi transformado em central da ética e da vida. Contando ninguém acredita. É melhor nem contar. Essa transformação de fazer alquimista morrer de inveja foi operada pelo consórcio da imprensa transformista — aquela que trocou a notícia pela propaganda.

E no dia 10 de agosto esse heroico pacto de farsantes mandou às favas os escrúpulos de consciência (se lembra disso?) e protagonizou o show hediondo que o bisturi dos checadores do futuro haverá de corrigir, pelo bem da memória da picaretagem.

Nesse fatídico diacomo se não bastassem todos os outros —, a CPI de Calheiros e Aziz teve um rompante de sinceridade. Rasgou a fantasia e assumiu que ninguém ali está nem aí para esse papo de pandemia. A CPI da Covid esqueceu a covid e passou a discutir um desfile militar. Foi de arrepiar.

Humilhando a população que sofre com a crise de saúde, os senadores do telecurso de empatia subiram nos seus caixotes caríssimos pagos pelo povo e passaram a fazer comícios sobre militarismo, golpismo, fascismo e hipnotismo de trouxas. Saíram todos do armário ao mesmo tempo — num movimento decidido de libertação da sua maquiagem salvacionista. Dane-se esse teatro covidal, vamos assumir que montamos esse palanque para atolar o país na crise — seria a manchete correta, se ainda existisse imprensa.

Os adversários dos donos da CPI simplesmente entraram na conversa bizarra deles

Mas quem dera o problema fosse só a conversão do jornalismo à montagem de historietas espertas. Ou fosse só a existência de políticos nefastos que colecionam problemas com a polícia e ficam esperando a chance de ser inocentados pela imprensa marrom. O problema é muito maior. Envolve inclusive os que detestam a CPI — e parecem adorar detestá-la.

Na própria CPI, os que tentam se opor ao picadeiro de Calheiros, Aziz & cia parecem ter achado normalíssima a transformação daquele fórum de investigação sobre a pandemia em fórum de debate sobre parada militar. A única manifestação possível numa situação dessas seria o repúdio terminativo àquele contrabando temático que afrontava a memória de todas as vítimas da covid no país. Mas os adversários dos donos da CPI simplesmente entraram na conversa bizarra deles — para falar também de tanques, soldados, fardas e golpes imaginários. No sentido contrário, claro. Mas dá no mesmo.

E o tema se espalhou pelas redes sociais, pelas conversas pessoais, enfim, pela opinião pública sem o único crivo que poderia dominar a falsa polêmica: aqueles hipócritas fantasiados de senadores estavam escarnecendo da população imersa na tragédia sanitária ao usar a covid como palco para as conversas fiadas que mantêm suas existências parasitárias. Nem politicagem isso é mais.

Salvo engano, o Brasil está se acostumando com o cinismo.

Leia também “A CPI é um sucesso”

Guilherme Fiuza, colunista - Revista Oeste