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quinta-feira, 24 de agosto de 2017

A relação entre Olavo de Carvalho e Jair Bolsonaro

Hoje tentarei explicar a relação pública entre Olavo de Carvalho e Jair Bolsonaro, com dados disponíveis que foram coletados na internet e outros que eu guardo na minha memória. A análise do ‘Fenômeno Bolsonaro’ como ‘efeito colateral’ do trabalho do professor Olavo fica para a próxima, porque é mais complexo.

Acredito que a maioria aqui sabe da relação pública entre o professor Olavo de Carvalho e a família Bolsonaro — com o Jair Messias Bolsonaro, principalmente. É coisa de anos:
– No dia 12 de julho de 2012, Flávio Bolsonaro foi à Virgínia-EUA entregar ao Olavo a medalha Tiradentes;
– No dia 13 de fevereiro de 2014, eu ajudei a organizar um hangout que foi um crossover daqueles: Flávio, Carlos e Jair Bolsonaro juntos com Olavo de Carvalho, conversando ao vivo no YouTube sobre a situação política e sobre manifestações no Brasil;
– No dia 2 de abril de 2015, Jair Bolsonaro e Olavo estavam em um hangout falando sobre comunismo;
– No dia 26 de julho de 2015, Eduardo, Flávio e Jair Bolsonaro estavam juntos com Olavo outra vez em um hangout sobre as manifestações;
– No dia 25 de maio de 2015, Eduardo Bolsonaro citou o Olavo em plenário da câmara como fonte de estudos sobre comunismo;
– No dia 14 de janeiro de 2017, Eduardo Bolsonaro estava nos EUA e aproveitou para visitar Olavo em sua casa;
– Em artigo do dia 10 de junho de 2017, na Folha de São Paulo, Jair Bolsonaro admitiu que Olavo é uma das influências que faz a sua cabeça.

Qualquer outro tipo de interação pública entre a família Bolsonaro e Olavo de Carvalho se deu de forma indireta, por meio de citações e reproduções de conteúdos uns dos outros em sites, blogs e redes sociais. Olavo também defendeu Bolsonaro em praticamente todas as polêmicas em que o deputado se envolveu, dedicando postagens no Facebook e artigos em colunas de jornais quando notou que Jair Bolsonaro estava sendo injustiçado. Olavo comprou briga com várias pessoas, algumas até consideradas amigas pelo professor — o que gerou comentários em vários portais de notícias.

Olavo demoliu os argumentos de Leandro Narloch, Reinaldo Azevedo, Marco Antonio Villa, Rodrigo Constantino, Leandro Karnal, entre outros, sobre questões como a imigração, o episódio Maria do Rosário, o caso Brilhante Ustra, e, recentemente, sem citar nomes, Olavo destruiu muitos dos ataques dos liberais que querem inviabilizar no berço a candidatura do Bolsonaro.

Olavo de Carvalho já declarou que, até o presente momento, seu voto em 2018 é do Jair Messias Bolsonaro, e que está disponível para conversar — se os Bolsonaros assim quiserem. Olavo nunca negou atenção a quem o procurasse com humildade para conversar, aprender, receber orientações e tirar dúvidas. Se tiver sorte, você pode até mesmo dar uns tiros com os rifles do professor na floresta atrás da casa dele. Quem viu o Filme ‘O Jardim das Aflições’ teve um breve vislumbre de como seria. E Bolsonaro sempre tratou Olavo com o devido respeito, reconhecendo a grandeza do professor.

Exclusivamente sobre a questão de sua pré-campanha às eleições de 2018, Bolsonaro ainda não foi procurar oficialmente e publicamente o professor Olavo para receber qualquer tipo de orientação. Quem é aluno do COF sabe que, se tivesse sendo orientado pessoalmente desde já pelo Olavo, Bolsonaro já teria triplicado seu número de eleitores declarados e não teria cometido alguns erros que vem cometendo recentemente. Olavo já teria feito com que Bolsonaro se desvencilhasse de maneira efetiva dos ataques que eu descrevi em meu artigo “Metem Medo”, que foi parar no Mídia sem Máscara. O episódio da ovada foi emblemático para atestar que Bolsonaro precisa mudar urgentemente sua postura diante de alguns fatos.

Segundo Jefrey Nyquist, nenhum americano tem o real conhecimento da situação geo-política como tem o professor Olavo de Carvalho. Habilidade sui generis que classificaria o professor até mesmo como apto a orientar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no combate aos globalistas. Olavo já vem dando conselhos de forma gratuita em seu perfil do Facebook, e a insistência de Trump em ignorar as orientações que chegam de todos os lados sobre limpar a casa antes de arrumar os móveis culminou nos recentes protestos entre grupos raciais nos EUA.

Olavo de Carvalho, escondido no interior da Virgínia, no meio da floresta, é como o mestre daquelas histórias presentes em filmes e romances da literatura, que narram a jornada de homens que precisam percorrer longas distâncias e escalar montanhas para se consultar com os sábios. A diferença é que hoje as coisas são mais fáceis, pois temos telefone, internet e aviões que encurtam qualquer distância, ainda mais para um deputado com um ótimo salário e verbas de gabinete disponíveis — como é o caso do Bolsonaro.
Entre Bolsonaro e Olavo conseguimos enxergar que existe estima e respeito mútuos. São dois grandes homens. Cada um deles é o melhor de sua respectiva área.

Olavo não precisa ficar implorando atenção de qualquer pessoa que seja para que escutem o que ele diz. Olavo é um filósofo e um intelectual. Ele simplesmente fala o que quer falar, o que tem para falar, e na hora que quiser falar. Não cobrem do Olavo que ele procure Bolsonaro. Vocês podem e devem cobrar é do Bolsonaro que ele se oriente com o Olavo, se querem que Jair melhore sua postura. É isso que eu venho tentando fazer aqui, como eleitor e cidadão brasileiro.

Não pensem que Olavo de Carvalho tem pretensão de ser para Jair Messias Bolsonaro uma espécie do que foi Saul Alinsky para Barack Obama, ou que Olavo vai ficar o dia inteiro no ouvido do Bolsonaro ditando como ele deve proceder. O professor já disse que não quer ser comparado àquilo que Harry Redner chamou de ‘mestre maligno’, que são pessoas que se acham os guias e profetas da humanidade. Olavo explica isso na aula 150 do COF.

Olavo já cansou de dizer que não quer cargos no governo, não quer ser ministro, que ele não tem plano de governo, que não tem um projeto de sociedade, que não tem script de um mundo melhor. Eu expliquei no post com a foto do Eric Voegelin que isso é ter fé metastática e querer Imanentizar o eschaton. A única coisa que Olavo disse que vai pedir ao Bolsonaro, caso ele seja eleito, é um item muito simples, que beneficiaria muito mais o povo brasileiro do que o próprio Olavo: que Bolsonaro libere os direitos de publicação das obras do Mário Ferreira dos Santos.

Se você acha que Olavo tem algum interesse escuso, como ganhar dinheiro ou algum cargo, você não o conhece, e pode ser que esteja projetando nele os seus próprios desejos. Não comparem também alguns eventuais CONSELHOS que Olavo pode vir a dar ao Bolsonaro com o caso do Lula recebendo ORDENS de Fidel Castro, do Dirceu, do Genoíno ou algum outro agente do serviço secreto cubano, porque seria uma ofensa ao Olavo e ao Bolsonaro — e das graves.

Alguém aí pode estar pensando no papel de “consigliere”, que ficou famoso no filme “O Poderoso Chefão”. Mas a comparação só tem em comum poucas características, como o fato do consiglieri ser um amigo confiável, desprovido de ambição e que distribui seus conselhos de forma desinteressada. Em todo o resto, Olavo em nada se compara com um membro da Máfia. Já que, na máfia, o consigliere é o terceiro na hierarquia, representa oficialmente o chefe e o subchefe em reuniões, além de ser um criminoso também, é óbvio.

Quem enxerga Olavo como uma pessoa em qualquer lugar que não seja o topo da pirâmide sofre de falta de Senso de Hierarquia, que é a capacidade de saber classificar, organizar e separar as pessoas (e a si mesmo) de acordo com seus respectivos papéis e posições nos arranjos da sociedades e organizações.

Quem faz confusões sobre os papéis de Olavo e Bolsonaro no quadro geral também precisar ler a ‘República’, de Platão, se inscrever no COF e conhecer a Teoria das Castas do professor Olavo de Carvalho, que em nada tem a ver com a visão marxista de classes sociais.  Olavo resume sua teoria da seguinte forma: “Em toda sociedade existem quatro castas, das quais a primeira se incumbe do guiamento espiritual, moral e intelectual, a segunda do poder político e militar, a terceira da organização da atividade econômica, (e) a quarta dos trabalhos auxiliares e braçais”.
Se querem entender melhor essa tese, se inscrevam no Seminário de Filosofia.
Cabe a nós, no papel de eleitores e cidadãos, fazermos a nossa parte.

Pedro Henrique Medeiros é aluno de Olavo de Carvalho no Seminário de Filosofia.

quinta-feira, 3 de março de 2016

A delação de Delcídio



Delcidio conta tudo
Revelações do senador à força-tarefa da Lava Jato, obtidas por ISTOÉ, complicam de vez a situação da presidente Dilma e comprometem Lula
Pouco antes de deixar a prisão, no dia 19 de fevereiro, o senador Delcídio do Amaral (PT-MS) fez um acordo de delação premiada com a força-tarefa da Lava Jato. ISTOÉ teve acesso às revelações feitas pelo senador. Ocupam cerca de 400 páginas e formam o mais explosivo relato até agora revelado sobre o maior esquema de corrupção no Brasile outros escândalos que abalaram a República, como o mensalão.  

Com extraordinária riqueza de detalhes, o senador descreveu a ação decisiva da presidente Dilma Rousseff para manter na estatal os diretores comprometidos com o esquema do Petrolão e demonstrou que, do Palácio do Planalto, a presidente usou seu poder para evitar a punição de corruptos e corruptores, nomeando para o Superior Tribunal de Justiça (STJ) um ministro que se comprometeu a votar pela soltura de empreiteiros já denunciados pela Lava Jato. 

O senador Delcídio também afirmou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tinha pleno conhecimento do propinoduto instalado na Petrobras e agiu direta e pessoalmente para barrar as investigações - inclusive sendo o mandante do pagamento de dinheiro para tentar comprar o silêncio de testemunhas. O relato de Delcídio é devastador e complica de vez Dilma e Lula, pois trata-se de uma narrativa de quem não só testemunhou e esteve presente nas reuniões em que decisões nada republicanas foram tomadas, como participou ativamente de ilegalidades ali combinadas –a mando de Dilma e Lula, segundo ele. 

Nos próximos dias, o ministro Teori Zavascki decidirá se homologa ou não a delação. O acordo só não foi sacramentado até agora por conta de uma cláusula de confidencialidade de seis meses exigida por Delcídio. Apesar de avalizada por procuradores da Lava Jato, a condição imposta pelo petista não foi aceita por Zavascki, que devolveu o processo à Procuradoria-Geral da República e concedeu um prazo até a próxima semana para exclusão da exigência. Para o senador, os seis meses eram o tempo necessário para ele conseguir escapar de um processo de cassação no Conselho de Ética do Senado. Agora, seus planos parecem comprometidos. 

As preocupações de Delcídio fazem sentido. Sobretudo porque suas revelações implicaram colegas de Senado, deputados, até da oposição, e têm potencial para apressar o processo de impeachment de Dilma no Congresso. O que ele revelou sobre a presidente é gravíssimo. Segundo Delcídio, Dilma tentou por três ocasiões interferir na Lava Jato, com a ajuda do ex-ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. “É indiscutível e inegável a movimentação sistemática do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo e da própria presidente Dilma Rousseff no sentido de promover a soltura de réus presos na operação”, afirmou Delcídio na delação. 

A ação de uma presidente da República no sentido de nomear de um ministro para um tribunal superior em troca do seu compromisso de votar pela soltura de presos envolvidos num esquema de corrupção é inacreditável pela ousadia e presunção da impunidade. E joga por terra todo seu discurso de “liberdade de atuação da Lava Jato”, repetido como um mantra na campanha eleitoral. Só essa atitude tem potencial para ensejar um novo processo de impeachment contra ela por crime de responsabilidade.