Blog Prontidão Total NO TWITTER

Blog Prontidão Total NO  TWITTER
SIGA-NOS NO TWITTER
Mostrando postagens com marcador poderoso chefão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador poderoso chefão. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 25 de outubro de 2021

Clube Militar - A democracia e o “jeitinho brasileiro” - DefesaNet

Clube Militar
Palavra do Presidente

A democracia e o “jeitinho brasileiro”

Publicado na Revista do Clube Militar




Desde a chamada redemocratização do Brasil, com a saída dos militares do poder em 1985, ouve-se falar que finalmente vivemos em um País Democrático. Será?
 
Em uma definição bem simples, obtida no dicionário do Google, democracia é o governo em que o povo exerce a soberania.
 
Assim, os governantes escolhidos pelo povo deveriam cumprir seus mandatos para atender a vontade legal dos seus eleitores. A consequência natural da afirmativa anterior é de que as decisões atendam a maioria da população.
 
É isso que acontece hoje no Brasil?

Com a massificação do inventado “politicamente correto”, setores minoritários passaram a distorcer preceitos éticos e morais da maioria, criando uma narrativa de que são criminalizados, menosprezados e desrespeitados. Com isso, vem invertendo valores consagrados na sociedade para impor suas vontades ao grosso da população.
 
Assim, com discursos de vítimas, conseguem convencer os governantes de todos os poderes a impor suas pautas mesmo que contrárias à maioria que os elegeu.  Desta forma, os políticos que se vangloriam em dizer que são "politicamente corretos”, chegam a afirmar que “não estão ali para fazer o que a população deseja”. Isso dito por um ex-presidente da Câmara, a quem caberia definir pautas de votação. Dessa forma, pautas importantes para o desenvolvimento nacional ficam sendo esquecidas ou se arrastam nas diversas comissões formadas por parlamentares “escolhidos a dedo”, por partidos políticos cuja principal meta é não deixar o país crescer e com isso minar os avanços pretendidos pelos verdadeiros patriotas que, mesmo depois de eleitos, continuam defendendo o verde e amarelo.

Igualmente na contramão do que seja governar em uma Democracia, os nossos Senadores ignoram o clamor das ruas e não utilizam o poder que lhes foi conferido para criminalizar decisões ilegais tomadas por membros da Suprema Corte. Na figura que circula nas mídias sociais, que simboliza o infinito da impunidade, denúncias existentes entre alguns membros desses dois poderes (STF e Senado) são convenientemente engavetadas, prescrevem ou têm sua investigação proibida.

Desse modo, a democracia a “la Brasil” vai cerceando a vontade da maioria da população de extirpar da política e do judiciário, por meios legais, o que há de mais podre em nossa República, aparelhada há pelo menos três décadas e que institucionalizou a corrupção. Assim temos uma CPI, comparada a um grande circo midiático, que se esquiva de apurar os enormes desvios de recursos de aliados políticos para infernizar o governo de Militar um presidente porque não gosta de máscara ou porque se tratou da COVID com ivermectina e hidroxicloroquina. Alguns senadores, apoiados por uma mídia a beira da falência e pelos amigos do Judiciário, querem decidir o que os médicos podem ou não receitar a seus pacientes, impondo um patrulhamento nunca visto a esses profissionais.

O jeito brasileiro (dos vermelhos minoritários) está conseguindo, inclusive, fazer ressurgir das profundezas do cárcere o ex-presidente mais condenado por corrupção de nossa história, pipocando seus processos de vara em vara e anulando qualquer prova das condenações anteriores, até que um “Juiz amigo” arquive tudo ou deixe-os prescrever.
Não bastasse isso, para dar credibilidade ao apadrinhamento do “Poderoso Chefão”, perdeu-se a conta dos outros criminosos da quadrilha já soltos e articulando a volta para dar continuidade à destruição do país como fizeram seus idolatrados em Cuba e Venezuela por exemplo.

Deve-se ressaltar que o Brasil de verde e amarelo, verdadeiramente democrático, aos milhões, clamam por um país melhor, com retorno de suas liberdades individuais, como ocorreu no último dia 07 de setembro. Enquanto isso, defensores da baderna e da corrupção, enaltecendo a falsa democracia do jeitinho, em número inexpressivo com suas bandeiras vermelhas, mas com apoio de jornalistas inescrupulosos e manipuladores, tentam convencer ao mundo que o ex-presidiário lidera pesquisas eleitorais, esquecendo-se que hoje as imagens correm a internet em tempo real e mostram claramente quem está nos braços da população e quem não consegue aparecer em público.

Assim, de acordo com o jeitinho brasileiro protagonizado pelas minorias, Democracia é:

- fazer bola de futebol com a cabeça do Presidente da República;
- queimar patrimônio público;
- queimar o símbolo máximo da Nação, a Bandeira do Brasil;
- apedrejar policiais;
- exaltar ditaduras como China, Cuba, Venezuela, etc;
- defender e libertar  criminosos e corruptos;
- falar mal de integrantes do Poder Executivo Federal ou políticos de direita;
- elogiar os Ministros do STF; entre outros.

Esses integram o “Clube do amor”.

Já a Antidemocracia seria:

- falar mal de políticos de esquerda e Ministros do STF;
- ostentar a Bandeira do Brasil, demonstrando amor à Pátria;
- fazer manifestação pacífica;
- defender que médicos tratem livremente seus pacientes;
- não aceitar imposição de tratamento ou vacina experimental;
- querer a apuração de desvios de dinheiro público em todos os níveis;
- querer eleições com apuração transparente e voto auditável;
- querer criminosos e corruptos na cadeia; entre outros.

Esses integram o “Clube do ódio”.

Resumindo, na Democracia distorcida pelo jeitinho brasileiro, ser democrata quer dizer utilizar de todos os recursos antipatrióticos e até mesmo ilegais para impedir o retorno de um Brasil ético e moral, livre de corrupção, conforme foi decidido democraticamente nas eleições presidenciais de 2018.

Será que vivemos mesmo em uma Democracia?

 

Gen Div Eduardo José Barbosa
Presidente do Clube Militar

 

quarta-feira, 15 de agosto de 2018

Rosa, Raquel, Cármen, Lula como candidato e o calendário; ex-presidente deve estar na largada do horário eleitoral. É a escolha maluca do PT

O PT registra nesta quarta a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República. O evento se dá no dia seguinte à posse da ministra Rosa Weber, do Supremo, na Presidência do TSE. Em seu discurso, fez uma defesa genérica da ordem legal, preferindo se distanciar do proselitismo de Cármen Lúcia, presidente do STF, que cantou as glórias da Lei da Ficha Limpa, cujo pilar é a Inelegibilidade depois da condenação em segunda instância. Na noite desta terça, em seu discurso saudando Rosa, Raquel Dodge fez o mesmo. As duas, Carmen e Raquel, optaram pelo desnecessário: mandaram um recado a Lula. Vamos convir: presidente de Poder e procuradora-geral não devem bater boca, ainda que indiretamente, com candidatos ou pré-candidatos. [especialmente quando o candidato ou pré-candidato é um criminoso condenado a pena superior a doze anos de prisão e confirmada em várias instâncias do Poder Judiciário - vale lembrar que o Plenário do STF negou habeas corpus que pleiteava tirar Lula da jaula.
Bandido comum, condenado, tem que ser tratado pela sistema carcerário, não merecendo nenhum tipo de atenção.] 
 
Antes que prossiga, um esclarecimento: em seu discurso, Rosa lembrou que, em caso de flagrante inelegibilidade de uma candidatura, a jurisprudência assegura que a Justiça Eleitoral pode agir de ofício — isto é, por conta própria — se não for acionada. Mas ela própria chamou a atenção para a raridade do caso, para a sua excepcionalidade. Traduzo: se alguém está achando que o TSE vai declarar Lula inelegível numa sentada, sem obedecer a prazos, pode tirar o cavalo da chuva. Não vai acontecer.

O registro da candidatura de Lula será acompanhado de manifestação dos companheiros. Vamos ver o grau de juízo. Em seu artigo no New York Times, Lula atribui sua condenação e prisão a uma conspiração das forças de direita com setores do Judiciário e da mídia para tirá-lo da eleição. Não chega a ter a ousadia de Gleisi Hoffmann, presidente do PT e uma de suas porta-vozes, que, em artigo na Folha, declara a ilegitimidade de um pleito sem a sua participação, hipótese em que o próprio Fernando Haddad será então ilegítimo se eleito.

A partir desta quarta-feira, o relógio começa a correr. O recurso do Ministério Público Eleitoral arguindo a inelegibilidade de Lula deve ser apresentado ao TSE, em meio a outros — de partidos e/ou candidatos — já nesta quinta. Haverá, então, um prazo de sete dias para a contestação, que o PT deve usar integralmente. Já estaremos em 23 de agosto. Abrem-se quatro dias para ouvir testemunhas e outros cinco para a coleta de provas. Já pulamos para 1º de setembro. As fases relativas a testemunhas e provas podem ser dispensadas, com o que a defesa de Lula certamente não concordaria. Findos esses trâmites, o relator tem cinco dias para as alegações finais. Se for rápido, pode levar a julgamento já no dia 2 ou 3 de setembro. A decisão é publicada, e há outros três dias para contestações. Se o resultado for negativo para Lula, e será, cabe recurso ao próprio TSE mesmo depois do prazo final que tem a corte para bater o martelo: 17 de setembro. Tudo dando errado para o petista, ainda há o STF. [óbvio que os chicaneiros que defendem Lula vão usar todos os prazos, até o último minuto;
só que nada impede que os adversários do presidiário petista - partidos e/ou candidatos e o próprio MP - podem ganhar prazo não postergando suas manifestações.]

Atenção! Cabem esses recursos mesmo depois do dia 17, mas a decisão do TSE é aplicada assim que tomada, não importa a data. A chamada inseminação da urna, com a introdução dos nomes dos candidatos, acontece entre os dias 20 e 27. Depois não se mexe mais na dita-cuja. Se uma tragédia acontecesse, com a inelegibilidade de Lula sendo declarada depois da inseminação, os votos que recebesse seriam considerados inválidos.

A campanha no rádio e na TV começa no dia 31. Lula autorizou que Fernando Haddad tenha estrutura de candidato à Presidência desde que este deixe claro que o lugar pertence a um certo… Lula! Tudo caminha para que o horário eleitoral comece tendo ainda o ex-presidente como o nome do partido.  Não podendo ser Lula, não se duvide de que os petistas gostariam, ainda assim, de eleger um nome seu. Mas a estratégia do partido revela uma escolha doidivanas: entre eleger Haddad e denunciar a ilegitimidade de um pleito sem o Poderoso Chefão, a maioria dos companheiros ainda escolhe a segunda opção, o que é de uma irresponsabilidade estúpida, pouco importando as condições em que Lula foi impedido de concorrer.

Blog do Reinaldo Azevedo  


[É FATO que 99,99% dos petistas são estúpidos e quando decidem fazer uma confusão metem os pés pelas mãos de modo a que a confusão resulta inútil .
Só que agora eles pegaram pesado:

Partido acusa o Poder Judiciário de participar de conspiração e apela a esse mesmo Judiciário que anule seus efeitos.]

domingo, 29 de outubro de 2017

Prepotência do MP e onipotência destemperado do juiz Marcelo Bretas transformaram Cabral numa vítima

Bretas transformou Cabral numa vítima

Dizer que Cabral teve acesso a informações privilegiadas ou que tenha pesquisado a vida de Bretas é atentar contra a inteligência alheia. Bastava ler jornal

O juiz Marcelo Bretas deu uma demonstração de destemperada onipotência ao transferir o ex-governador Sérgio Cabral para uma prisão federal. Ele e o Ministério Público poderiam ter cuidado disso em julho, quando se soube que o ilustre detento tinha como companheiro de cela e anjo da guarda um ex-PM condenado a 19 anos por negócios com o tráfico. É comum que os chefes de quadrilhas tenham guarda-costas na cadeia.

 Juiz Marcelo Bretas (Foto: Leo Martins / Agência O Globo)

Bretas determinou a transferência punitiva de Cabral porque, numa audiência, discutindo a mecânica do comércio de joias, coisa que o ex-governador e sua mulher conhecem e usufruem, disse o seguinte:  “Vossa Excelência tem um relativo conhecimento sobre o assunto, porque sua família mexe com bijuterias. Se eu não me engano, é a maior empresa de bijuterias do estado.”

Bretas tomou essa afirmação sibilina como uma ameaça, feita “subliminarmente”. Da cadeia, com “acesso privilegiado a informações que talvez não devesse ter”, Cabral “acompanharia a rotina” de sua família. Diante disso, o Ministério Público requereu a transferência do preso para uma cana federal, e Bretas concedeu-a. Dias depois, o desembargador federal Abel Gomes confirmou a decisão, porque, entre outras impropriedades, Cabral estaria “pesquisando a vida das autoridades que constitucionalmente estão encarregadas da persecução e julgamento das diversas ações penais a que responde”.

A partir de uma frase de Cabral, construiu-se um bonito romance policial. Preso, o Poderoso Chefão descobre que a família do corajoso juiz tem uma loja de bijuterias e mostra que sabe disso. [A cena está abaixo.]

Cabral se LASCOU, MEXEU COM O JUIZ ERRADO!! POLÊMICA: Senador quer "abrir" o Whatsapp; conheço o que é viver em um PAÍS SEGURO e que não tem o famigerado 'estatuto de desarmamento'.


Cabral foi para a audiência disposto a desestabilizar Bretas. Já fez isso em duas outras ocasiões, mas desta vez conseguiu. Colocou o juiz em tamanha defensiva que acabou pedindo ajuda aos advogados do criminoso. Com sua técnica parlamentar, Cabral foi da prepotência à humildade, armou o alçapão e Bretas caiu nele.  Faltou-lhe a frieza de Sérgio Moro. Cabral foi um bom ator e ninguém podia pedir a Bretas que o superasse na arte cênica, mas foi um mau juiz ao aceitar a argumentação do Ministério Público, encampando a tese da “informação privilegiada” para transferi-lo.

A informação de que a família de Bretas tem uma casa comercial nada tem de privilegiada. Foi publicada em fevereiro pelos repórteres Marco Aurélio Canônico e Italo Nogueira. Em setembro, Luiz Maklouf Carvalho repetiu-a, tendo entrevistado o próprio Bretas e seu pai.  Nos dois casos, identificou-se a região do Rio onde fica a loja, que não é a maior do estado, nem trabalha com bijuterias, pois seria mais adequado falar em miçangas. Como disse Márcio, o irmão mais moço do juiz, com uma das joias de Cabral, pode-se comprar todo o estoque de sua loja, onde o preço médio das mercadorias é de R$ 5.

Dizer que Cabral teve acesso a informações privilegiadas ou que tenha pesquisado a vida de Bretas é atentar contra a inteligência alheia. Bastava ler jornal. Cabral fez o diabo (inclusive na cadeia) e suas condenações haverão de somar mais de cem anos mas, com os fatos expostos, não se pode acusá-lo de ter pesquisado a vida de Bretas ou de ter recebido informações privilegiadas na cana.


Fonte: Elio Gaspari - O Globo


quinta-feira, 24 de agosto de 2017

A relação entre Olavo de Carvalho e Jair Bolsonaro

Hoje tentarei explicar a relação pública entre Olavo de Carvalho e Jair Bolsonaro, com dados disponíveis que foram coletados na internet e outros que eu guardo na minha memória. A análise do ‘Fenômeno Bolsonaro’ como ‘efeito colateral’ do trabalho do professor Olavo fica para a próxima, porque é mais complexo.

Acredito que a maioria aqui sabe da relação pública entre o professor Olavo de Carvalho e a família Bolsonaro — com o Jair Messias Bolsonaro, principalmente. É coisa de anos:
– No dia 12 de julho de 2012, Flávio Bolsonaro foi à Virgínia-EUA entregar ao Olavo a medalha Tiradentes;
– No dia 13 de fevereiro de 2014, eu ajudei a organizar um hangout que foi um crossover daqueles: Flávio, Carlos e Jair Bolsonaro juntos com Olavo de Carvalho, conversando ao vivo no YouTube sobre a situação política e sobre manifestações no Brasil;
– No dia 2 de abril de 2015, Jair Bolsonaro e Olavo estavam em um hangout falando sobre comunismo;
– No dia 26 de julho de 2015, Eduardo, Flávio e Jair Bolsonaro estavam juntos com Olavo outra vez em um hangout sobre as manifestações;
– No dia 25 de maio de 2015, Eduardo Bolsonaro citou o Olavo em plenário da câmara como fonte de estudos sobre comunismo;
– No dia 14 de janeiro de 2017, Eduardo Bolsonaro estava nos EUA e aproveitou para visitar Olavo em sua casa;
– Em artigo do dia 10 de junho de 2017, na Folha de São Paulo, Jair Bolsonaro admitiu que Olavo é uma das influências que faz a sua cabeça.

Qualquer outro tipo de interação pública entre a família Bolsonaro e Olavo de Carvalho se deu de forma indireta, por meio de citações e reproduções de conteúdos uns dos outros em sites, blogs e redes sociais. Olavo também defendeu Bolsonaro em praticamente todas as polêmicas em que o deputado se envolveu, dedicando postagens no Facebook e artigos em colunas de jornais quando notou que Jair Bolsonaro estava sendo injustiçado. Olavo comprou briga com várias pessoas, algumas até consideradas amigas pelo professor — o que gerou comentários em vários portais de notícias.

Olavo demoliu os argumentos de Leandro Narloch, Reinaldo Azevedo, Marco Antonio Villa, Rodrigo Constantino, Leandro Karnal, entre outros, sobre questões como a imigração, o episódio Maria do Rosário, o caso Brilhante Ustra, e, recentemente, sem citar nomes, Olavo destruiu muitos dos ataques dos liberais que querem inviabilizar no berço a candidatura do Bolsonaro.

Olavo de Carvalho já declarou que, até o presente momento, seu voto em 2018 é do Jair Messias Bolsonaro, e que está disponível para conversar — se os Bolsonaros assim quiserem. Olavo nunca negou atenção a quem o procurasse com humildade para conversar, aprender, receber orientações e tirar dúvidas. Se tiver sorte, você pode até mesmo dar uns tiros com os rifles do professor na floresta atrás da casa dele. Quem viu o Filme ‘O Jardim das Aflições’ teve um breve vislumbre de como seria. E Bolsonaro sempre tratou Olavo com o devido respeito, reconhecendo a grandeza do professor.

Exclusivamente sobre a questão de sua pré-campanha às eleições de 2018, Bolsonaro ainda não foi procurar oficialmente e publicamente o professor Olavo para receber qualquer tipo de orientação. Quem é aluno do COF sabe que, se tivesse sendo orientado pessoalmente desde já pelo Olavo, Bolsonaro já teria triplicado seu número de eleitores declarados e não teria cometido alguns erros que vem cometendo recentemente. Olavo já teria feito com que Bolsonaro se desvencilhasse de maneira efetiva dos ataques que eu descrevi em meu artigo “Metem Medo”, que foi parar no Mídia sem Máscara. O episódio da ovada foi emblemático para atestar que Bolsonaro precisa mudar urgentemente sua postura diante de alguns fatos.

Segundo Jefrey Nyquist, nenhum americano tem o real conhecimento da situação geo-política como tem o professor Olavo de Carvalho. Habilidade sui generis que classificaria o professor até mesmo como apto a orientar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no combate aos globalistas. Olavo já vem dando conselhos de forma gratuita em seu perfil do Facebook, e a insistência de Trump em ignorar as orientações que chegam de todos os lados sobre limpar a casa antes de arrumar os móveis culminou nos recentes protestos entre grupos raciais nos EUA.

Olavo de Carvalho, escondido no interior da Virgínia, no meio da floresta, é como o mestre daquelas histórias presentes em filmes e romances da literatura, que narram a jornada de homens que precisam percorrer longas distâncias e escalar montanhas para se consultar com os sábios. A diferença é que hoje as coisas são mais fáceis, pois temos telefone, internet e aviões que encurtam qualquer distância, ainda mais para um deputado com um ótimo salário e verbas de gabinete disponíveis — como é o caso do Bolsonaro.
Entre Bolsonaro e Olavo conseguimos enxergar que existe estima e respeito mútuos. São dois grandes homens. Cada um deles é o melhor de sua respectiva área.

Olavo não precisa ficar implorando atenção de qualquer pessoa que seja para que escutem o que ele diz. Olavo é um filósofo e um intelectual. Ele simplesmente fala o que quer falar, o que tem para falar, e na hora que quiser falar. Não cobrem do Olavo que ele procure Bolsonaro. Vocês podem e devem cobrar é do Bolsonaro que ele se oriente com o Olavo, se querem que Jair melhore sua postura. É isso que eu venho tentando fazer aqui, como eleitor e cidadão brasileiro.

Não pensem que Olavo de Carvalho tem pretensão de ser para Jair Messias Bolsonaro uma espécie do que foi Saul Alinsky para Barack Obama, ou que Olavo vai ficar o dia inteiro no ouvido do Bolsonaro ditando como ele deve proceder. O professor já disse que não quer ser comparado àquilo que Harry Redner chamou de ‘mestre maligno’, que são pessoas que se acham os guias e profetas da humanidade. Olavo explica isso na aula 150 do COF.

Olavo já cansou de dizer que não quer cargos no governo, não quer ser ministro, que ele não tem plano de governo, que não tem um projeto de sociedade, que não tem script de um mundo melhor. Eu expliquei no post com a foto do Eric Voegelin que isso é ter fé metastática e querer Imanentizar o eschaton. A única coisa que Olavo disse que vai pedir ao Bolsonaro, caso ele seja eleito, é um item muito simples, que beneficiaria muito mais o povo brasileiro do que o próprio Olavo: que Bolsonaro libere os direitos de publicação das obras do Mário Ferreira dos Santos.

Se você acha que Olavo tem algum interesse escuso, como ganhar dinheiro ou algum cargo, você não o conhece, e pode ser que esteja projetando nele os seus próprios desejos. Não comparem também alguns eventuais CONSELHOS que Olavo pode vir a dar ao Bolsonaro com o caso do Lula recebendo ORDENS de Fidel Castro, do Dirceu, do Genoíno ou algum outro agente do serviço secreto cubano, porque seria uma ofensa ao Olavo e ao Bolsonaro — e das graves.

Alguém aí pode estar pensando no papel de “consigliere”, que ficou famoso no filme “O Poderoso Chefão”. Mas a comparação só tem em comum poucas características, como o fato do consiglieri ser um amigo confiável, desprovido de ambição e que distribui seus conselhos de forma desinteressada. Em todo o resto, Olavo em nada se compara com um membro da Máfia. Já que, na máfia, o consigliere é o terceiro na hierarquia, representa oficialmente o chefe e o subchefe em reuniões, além de ser um criminoso também, é óbvio.

Quem enxerga Olavo como uma pessoa em qualquer lugar que não seja o topo da pirâmide sofre de falta de Senso de Hierarquia, que é a capacidade de saber classificar, organizar e separar as pessoas (e a si mesmo) de acordo com seus respectivos papéis e posições nos arranjos da sociedades e organizações.

Quem faz confusões sobre os papéis de Olavo e Bolsonaro no quadro geral também precisar ler a ‘República’, de Platão, se inscrever no COF e conhecer a Teoria das Castas do professor Olavo de Carvalho, que em nada tem a ver com a visão marxista de classes sociais.  Olavo resume sua teoria da seguinte forma: “Em toda sociedade existem quatro castas, das quais a primeira se incumbe do guiamento espiritual, moral e intelectual, a segunda do poder político e militar, a terceira da organização da atividade econômica, (e) a quarta dos trabalhos auxiliares e braçais”.
Se querem entender melhor essa tese, se inscrevam no Seminário de Filosofia.
Cabe a nós, no papel de eleitores e cidadãos, fazermos a nossa parte.

Pedro Henrique Medeiros é aluno de Olavo de Carvalho no Seminário de Filosofia.

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Lula já era! Em breve, ele não presta mais nem para fazer ameaças

Neste domingo, a Folha trouxe uma pesquisa Datafolha que revela a opinião dos brasileiros a respeito. 

Entre os ouvidos, 62% acham que as empreiteiras beneficiaram Lula no caso do apartamento (58% acreditam ter sido uma relação de troca) e 57% no do sítio (para 55%, com troca de favores). 

Nos dois casos, só 13% acreditam que Lula não foi beneficiado pelas empresas

Lula, como se viu na festa do aniversário do PT, está nervoso. Está querendo puxar briga. Já escrevi aqui e falei em muitos outros lugares: uma das condenações com que o Poderoso Chefão não contava já aconteceu: a do povo. Caiu o mito. Não tem retorno. Ele ainda pode vir a se enroscar, sim, na esfera criminal. Mas a primeira parte da prestação de contas já está em curso.

Por generosidade da Operação Lava Jato — e põe generosidade nisto! —, Lula não é investigado em inquérito nem em casos em que seu nome está no centro de delações. Vejam o exemplo do empréstimo do grupo Schahin ao PT. Entender, no entanto, as tramoias do petrolão é coisa difícil. Mas todo mundo entendeu a história do tríplex. Todo mundo entendeu a história do sítio. Quanto mais Lula explica, mais ele se afasta do universo daqueles que confiavam nele. Ou alguém acha razoável que um ex-sindicalista como Jacó Bittar dê a Lula, de presente, um sítio, que será, depois, repaginado por empreiteiras?

Esse não é o universo do povo pobre, do qual Lula se queria e se dizia representante. E, em certa medida, chegou a ser mesmo. Mas é claro que a coisa foge ao razoável.

Neste domingo, a Folha trouxe uma pesquisa Datafolha que revela a opinião dos brasileiros a respeito. Entre os ouvidos, 62% acham que as empreiteiras beneficiaram Lula no caso do apartamento (58% acreditam ter sido uma relação de troca) e 57% no do sítio (para 55%, com troca de favores). Nos dois casos, só 13% acreditam que Lula não foi beneficiado pelas empresas.
O povo julgou e condenou Lula. Por ampla maioria.

Sim, 37% ainda dizem que ele foi o melhor presidente, seguido por FHC, com 15%. Getúlio Vargas, com 6% e JK, com 5%. Mas isso não quer dizer grande coisa. O governo tucano acabou há mais de 14 anos. Essa distância distorce tudo. Nem dá muito para os petistas se animarem, já que o de Dilma lidera como o governo mais corrupto da história (34%), seguido justamente pelo de Lula, que empata com Collor em 20%. O de FHC obteve apenas 7% nesse quesito.

A evidência de que o mito Lula se esfarelou se revela numa outra medição, que aponta as pessoas mais confiáveis do Brasil. Joaquim Barbosa obteve a melhor nota: 5,8, seguido por Marina Silva (Rede), com 5,3 — acima de Sergio Moro, Aécio Neves e FHC, que empatam em 4,7. O senador José Serra (PSDB-SP) tem 4,6. E só então aparece Lula, com 4,5, mesmo número de Geraldo Alckmin (PSDB), governador de São Paulo. Michel Temer obteve 3,1, e Dilma, 3. Os presidentes do Senado e da Câmara não aparecem bem: 2,7 e 2,3, respectivamente. Notem: acima de Lula, há três tucanos; o juiz Moro, que os petistas odeiam; Joaquim Barbosa, também uma besta-fera para a companheirada, e Marina Silva, que tenta roubar o eleitorado de esquerda do PT.

É evidente que os números são especialmente perversos para Lula e Dilma porque o conhecimento que tem a população dos ilustres petistas é muito maior. Fica difícil você dizer que confia em quem não conhece, mas é muito fácil afirmar que não confia em quem conhece muito bem. E a gente conhece Lula e Dilma o suficiente para não confiar neles. Lula já era. Em breve, ele não serve nem mais fazer ameaças.

 Fonte: Blog do Reinaldo Azevedo