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terça-feira, 24 de novembro de 2020

Nos tempos de cadete, Bolsonaro era bom atleta e médio em Economia - O Estado de S. Paulo

Luiz Maklouf Carvalho

[Curiosidades sobre o atleta, o cadete, aspirante, mergulhador, montanhista, paraquedista, capitão do Exército,  político e presidente da República Federativa do Brasil: Jair  Bolsonaro.
O criticam por não reconhecer o racismo onde não existe, mas foi ele que arriscando a própria vida salvou um soldado do Exército brasileiro, conhecido por 'Celso Negão'.]

Durante a formação militar, presidente eleito se destacou em educação física e atletismo, mas teve notas regulares em disciplinas financeiras e psicologia

As notas mais baixas do cadete 531, Jair Messias Bolsonaro, no terceiro ano da Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), em 1976, foram 5,4 em Psicologia II, e 5,9 em Economia e Finanças. No quarto ano, final do curso, ele tornou-se aspirante a oficial de artilharia como 12.º lugar entre 69 cadetes. Seu maior destaque, em toda a carreira militar, esteve no atletismo e na educação física, inclusive como instrutor. Como atleta, participou de inúmeros torneios militares, como pentatlos, conquistando prêmios em alguns, e elogios dos superiores em todos. Fez curso de paraquedismo, de montanhismo e de mergulho. Em fevereiro de 1987 somava 44 saltos em aeronaves militares em voo.

Ele próprio destacou esse lado de atleta em sua defesa no Superior Tribunal Militar, onde foi julgado (e inocentado) por fazer ameaça terrorista. No ponto em que foi chamado de ambicioso, por ter ido a um garimpo no interior da Bahia, em 1983, escreveu um autoelogio: “A admiração pela garimpagem bem demonstra a coragem de um oficial paraquedista que foi 1.º da turma na Escola de Educação Física do Exército, e 1.º lugar no curso de mergulho autônomo promovido pelo Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro”.

No mesmo documento, em que dispensou a presença de advogado, sublinhou o depoimento do segundo-sargento Jorge Mion, uma de suas testemunhas de defesa, sobre ter salvado o soldado Celso quando era aspirante, em 1978. “Não foi um salvamento qualquer”, escreveu Bolsonaro. “Foi um salvamento de um soldado do Exército brasileiro, durante uma instrução.” Repetiu, então, o que disse o sargento Mion: “o soldado caiu de uma corda, no meio da lagoa da pista, e teria morrido afogado, não fosse a pronta ação do então aspirante Bolsonaro, que, no meio de vários militares presentes, foi quem, arriscando a própria vida, lançou-se n’água e salvou a vida do soldado Celso. Foi por esse episódio, de 40 anos atrás, que o Exército o medalhou, recentemente, por bravura, alavancado por sua eleição a presidente. O soldado chamava-se Celso Nunes, e era conhecido por “Negão Celso”.

Uma outra testemunha de defesa, o tenente Djalma Antônio de Souza Filho, do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, foi instrutor do capitão em um estágio de mergulho autônomo. Ele contou que, em setembro de 1985, Bolsonaro foi voluntário na queda de um ônibus Cometa, no córrego do Vigário, “tendo trabalhado durante dois dias seguidos, realizando mergulhos de até vinte metros, sem revezamentos e em condições adversas”. Segundo essa testemunha, ele próprio pediu para não oficializar sua participação, por estar de férias.

Os nove elogios individuais que recebeu de superiores imediatos, como cadete da Aman, apontam, ao longo de quatro anos, “esforço, tenacidade, fibra, zelo e dedicação nos treinamentos físicos, inteireza moral, elevado grau de responsabilidade no cumprimento de suas obrigações, assiduidade, pontualidade, elevado padrão de consciência profissional, amor à carreira e desprendimento”.

As folhas de alterações registram três acidentes no mesmo período, nenhum mais grave. Em um deles, na tarde de 11 de março de 77, em uma sessão de educação física, “o cadete 531 bateu com a testa em uma árvore ao lado do campo, sofrendo um corte logo acima do supercílio esquerdo”. Levou quatro pontos.

Depois de servir no 21.º Grupo de Artilharia de Campanha, no Rio de Janeiro, em 1978, o segundo-tenente Bolsonaro foi transferido, a pedido, para o 9.º GAC, na longínqua Nioaque, em Mato Grosso do Sul. Ao sair do 21.º GAC, seu superior registrou que era um “oficial sincero em suas manifestações e atitudes, inteligente, sério, discreto, dotado de excepcional preparo físico e resistência à fadiga”. Ficou em Nioaque por alguns anos – período em que se casou com Rogéria Nantes, em Resende (RJ) –, sem prejuízo de viagens para dar cursos de instrução em educação física e participar de competições militares.

Serviu em Nioaque até o fim de 81, já pai de Flávio Nantes Bolsonaro, o hoje senador eleito. O coronel Ubirajara Souto Mayor, comandante do 9.º GAC, o elogiou pela “valiosa cooperação e eficiente participação nas atividades de instrução da unidade”, e por ter “cumprido corretamente, em seus mínimos detalhes, a desativação da usina de força e luz”.

Notas. Em 82, no Rio de Janeiro, Bolsonaro era aluno da Escola de Educação Física do Exército. Concluiu o curso no fim do ano, com nota 8,7, conceito Muito Bom, e primeiro colocado entre 37. As folhas de alteração mostram que o conceito se repetiu nos cinco quesitos avaliados: valor intelectual, aptidão para a chefia, aptidão para o trabalho em grupo, devotamento, espírito militar e resistência física.

Na conclusão do curso na Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais, no fim de 1987, já às voltas com a apuração da Beco sem saída, o Muito Bom só se manteve em resistência física. Os demais quesitos ficaram em Bom e Regular, este último em aptidão para trabalho em grupo e espírito militar. A nota final foi 7,68, o 28.º entre 49 alunos. Com essa bagagem é que saiu do Exército e entrou para a política.

O Estado de S. Paulo - Política - 01 de janeiro de 2019  

 

sábado, 11 de agosto de 2018

O PT aprisionado

Lula não precisa melhorar a biografia. A guerra da comunicação ele já ganhou


Por mais que os estrategistas do partido digam que estão certos, e por mais que se reconheça em Lula um instinto animal quando o negócio é a política, não dá para dizer que a decisão do PT de insistir na candidatura do ex-presidente não é um erro. No debate promovido pela TV Bandeirantes na quinta-feira, os candidatos de oito partidos mostraram sua cara. O do PT não. Lula pode dizer que o candidato é ele. Portanto, muito conhecido, com um índice de aceitação por parte do eleitor suficiente para levá-lo ao segundo turno. Mas Lula está preso, condenado por órgão colegiado a 12 anos e 1 mês por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Portanto, está inelegível, pois enquadrado na Lei da Ficha Limpa.

Lula dirá que a prisão é injusta. Seus seguidores, que o processo, a condenação, a prisão e a segregação social ocorrem porque há um complô do Judiciário, do Ministério Público e dos meios de comunicação para impedir que ele seja novamente eleito. Se Lula pensa mesmo assim, e não em usar uma improvável candidatura para deixar a indesejável cadeia, ele poderia nesse momento estar empenhado em consolidar a candidatura do ex-prefeito Fernando Haddad à Presidência, já conhecido como o plano B para a disputa presidencial. No discurso que fez em 7 de abril, antes de ser preso, Lula disse: “Eu não sou um ser humano. Sou uma ideia. E não adianta acabar com as ideias”.

Ora, se Lula quer mesmo ser uma ideia, chegou o momento de incorporar essa ideia em Fernando Haddad, mandá-lo rodar o País, dar início à campanha do PT. Afinal, uma ideia, já provou a História, é coisa que não se aprisiona. Num contexto de abnegação de Lula, se o PT perder a eleição, poderá dizer que perdeu porque foi impedido de entrar na disputa numa conspiração sem tamanho. Se vencer, poderá dizer que a ideia se multiplicou, entrou nos corações dos eleitores e, apesar da prisão, a ideia prevaleceu. Com certeza, será um discurso arrebatador, capaz de fazer o PT crescer bem mais do que aprisionado à vontade de Lula. O ex-presidente não precisa mais ser candidato para melhorar sua biografia. A guerra da comunicação ele já ganhou. A jurídica é outra coisa. É passageira, como passageira é a vida.

Amarrado como está, Fernando Haddad corre o risco de não ter tempo para se apresentar ao eleitor caso Lula não consiga o registro para se candidatar, o que é muito, mas muito provável. O PT precisa entender que numa campanha eleitoral o partido não fala só para seus militantes. Fala para a população em geral, busca o voto. Se não tiver um candidato para apresentar, para dizer o que pretende fazer caso volte ao governo, ou até mesmo para se tornar um ventríloquo de Lula, já que Lula não pode falar, não tem nada a fazer.

No debate da TV Bandeirantes, Geraldo Alckmin começou a marcar seu território. Num contraponto ao PT, disse que vai abrir a economia ao mercado internacional para gerar mais empregos. Que vai fazer as reformas da Previdência, trabalhista e política. Jair Bolsonaro (PSL) preferiu manter silêncio, para garantir a boa aceitação que tem no eleitorado. Ciro Gomes (PDT) e Marina Silva (Rede) falaram de seus projetos, embora superficialmente. Guilherme Boulos, preocupado em fazer o seu PSOL ocupar o lugar do PT, ergueu sua bandeira de esquerda, como Lula e seu partido fizeram há quase 40 anos. Já o PT, zero.

O cabo e o capitão
O deputado Jair Bolsonaro é capitão da reserva do Exército, da arma da artilharia, que frequentou a Academia Militar de Agulhas Negras e se especializou em paraquedismo. O deputado Cabo Daciolo (Patriota) é um cabo do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro que se envolveu nos movimentos grevistas. O cabo pode roubar votos do capitão. Muitos.

O Estado de S. Paulo

domingo, 29 de julho de 2018

[Bolsonaro, um cadete acima da média] Cadetes de 1977 e hoje generais dão fôlego a Bolsonaro

Alçados ao posto mais alto do Exército, militares atuam como conselheiros informais na disputa presidencial

“Bolsonaro, você tem que maneirar”.

São frases como essa que o capitão da reserva Jair Bolsonaro, candidato do PSL à Presidência, ouve de seus colegas da turma de 1977 da Academia Militar das Agulhas Negras (Aman). Do grupo saíram Bolsonaro e quatro generais quatro estrelas na ativa. É a patente mais elevada do Exército— Você não está se candidatando a deputado de novo. Esses extremos e a maneira de expor as coisas não se enquadram na figura de um candidato a presidente — repete a Bolsonaro o general Edson Leal Pujol, colega do deputado na turma de 77, o mais antigo dos quatro generais e chefe de Ciência e Tecnologia do Exército.

Sem apoio de grandes partidos, Bolsonaro se voltou para os militares, mesmo há 30 anos fora da caserna — ele está no sétimo mandato de deputado federal.  Os principais conselheiros de Bolsonaro são uma trinca de generais da reserva. O deputado também tem boa interlocução com os comandos das Forças Armadas e do Ministério da Defesa. Com integrantes das Forças Armadas, discute os rumos da campanha e mesmo a formação de eventual governo. Distintos grupos de WhatsApp, com militares da ativa e da reserva, tentam impulsionar a candidatura. O clima é de euforia incontida.

Composição de governo
Na turma de 77, o apoio é quase irrestrito. Bolsonaro costuma dizer a interlocutores que tem alta estima pelos quatro generais na ativa e que eles estariam na composição de um eventual governo. Se o critério adotado desde a redemocratização for mantido, um deles será, pelo menos, o novo comandante do Exército. [é essencial que sejam recriados os ministérios do Exército, Marinha e Aeronáutica e o EMFA, todos diretamente subordinados  ao presidente da República - permanecendo o Ministério da Defesa, com função política.
Oportuno lembrar que a atual subordinação dos comandantes das FF AA ao Ministro da Defesa não tem amparo constitucional, visto que a CF dispõe que as Forças Armadas estão sob a autoridade suprema do Presidente da República - subordinar as FF AA ao ministro da Defesa é inventar uma 'barriga de aluguel'
"Constituição Federal, 

Art. 142. As Forças Armadas, constituídas pela Marinha, pelo Exército e pela Aeronáutica, são instituições nacionais permanentes e regulares, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade suprema do Presidente da República, e destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem."


A tradição é o envio de uma lista tríplice ao presidente eleito, com os nomes dos três mais antigos quatro estrelas na ativa. A partir de agosto, essa trinca será formada pelos generais Pujol; Paulo Humberto de Oliveira, comandante de Operações Terrestres; e Mauro Cesar Cid, chefe de Educação e Cultura. Os três, mais o general Carlos Alberto Barcellos, são os integrantes da turma de 77 que chegaram ao topo da carreira.


Na ativa, os quatro evitam encontros institucionais ou participação na campanha de Bolsonaro. Mas contatos existem: nas reuniões anuais da turma, no grupo de WhatsApp “Aman 77” ou em em almoços no fim de semana. Discutir a vida política do presidenciável é inevitável.
A turma de 77 formou quase 400 aspirantes a oficial. Apesar do apoio maciço à candidatura de Bolsonaro, há ressalvas. Em abril, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, denunciou Bolsonaro por racismo.
— Ele não deveria ter dito isso — diz uma mensagem comum no grupo.

Estereótipo preocupa
Em encontros com generais da turma, Bolsonaro tem ouvido sobre a necessidade de deixar de ser “pitoresco”. Em entrevista ao GLOBO, Pujol diz enxergar coerência em Bolsonaro, mas afirma ter dito a ele para que se apresente ao eleitor de forma mais polida.
— O Bolsonaro tem uma personalidade muito pitoresca. Se ele perdesse um pouco dessa identidade, talvez não tivesse tantos eleitores. A gente conhece ele de perto, sabemos que é um pouco da imagem política dele — diz o general.
Pujol aponta ainda que o colega da turma construiu sua vida política com base num “estereótipo”:


— Isso traz rejeição. Uma imagem assim: “Esse cara é radical”. A observação é nesse sentido: “Você vai ter que conquistar votos de pessoas que não te conhecem, que conhecem só as suas brigas”. É preciso ser mais vigilante, cuidadoso nas colocações.

Pujol e Paulo Humberto, o segundo general mais antigo na ativa a partir de agosto, dizem que são amigos de Bolsonaro. Paulo Humberto afirma, porém, que seu amigo não necessariamente o representa:  — Como oficial do Exército, vamos ser representados por qualquer presidente eleito democraticamente. O Exército não pensa da forma como ele pensa e tem as mesmas expectativas em relação a todos.

As turmas da Aman têm a tradição de se reunirem na própria academia, em Resende, a cada cinco anos. Os formandos de 77 decidiram ampliar os encontros, com eventos a cada fim de ano.  — Formamos uma família. Umas pessoas se gostam mais e outras menos — diz Pujol.

O general optou pela cavalaria. Paulo Humberto, pela infantaria. Bolsonaro integrou a artilharia. Os pontos em comum eram as atividades esportivas e o curso de pára-quedismo. Os colegas de turma de Bolsonaro o descrevem como bom atleta, em especial no pentatlo.
– Ele era um cadete normal, que fazia suas atividades – diz o general da reserva Eduardo José Barbosa, egresso da turma de 77.
Ao GLOBO, Bolsonaro afirma não ter “nada a declarar” sobre as afirmações de seus colegas. O candidato do PSL confirma que pensa em escalar generais num eventual governo:
— Militar é cidadão, e eles farão parte do governo, caso mereçam. Já tenho ideia de quem serão.

Edson Pujol: 'Ele sabe que não vai governar sozinho'
O general falou falou sobre sua relação com Bolsonaro:

Era próximo a Bolsonaro na turma na Aman? Como é hoje?
Nós somos divididos por grupos, e nunca estive na mesma companhia de Bolsonaro. Mas tivemos algumas atividades comuns. Bolsonaro e eu praticamos pentatlo, futebol, atletismo e, depois, fizemos o curso de paraquedismo. Numa turma de 380, não éramos amigos próximos. Até hoje, sempre nos encontramos.

Fala com ele? Dá opiniões sobre o programa de governo?
Na ativa, nos colocamos fora do cenário político. Eventualmente, em encontros, é claro que nós, colegas de turma, conversamos sobre a vida política dele.

Ele reúne condições para dialogar com diferentes setores na sociedade?
Posso não concordar com a maneira de Bolsonaro se posicionar em relação a alguma questão. Mas até temos um certo orgulho de que, em meio a tantas denúncias, não apareceu alguma coisa contra ele.

Com o que não concorda?
Em termos de fazer uma crítica a programa de governo ou à campanha política dele, eu vou me abster. Sou um oficial da ativa e não ficaria bem. Ele tem uma vivência parlamentar. Ele sabe que ninguém vai governar sozinho. Ele sabe também que esses extremos que fazem parte da imagem política dele não se enquadrariam na figura de um presidente da República. Ele sabe que vai ter de dialogar com os diversos setores da sociedade e do Congresso.

Ele vai ter de se despir do “pitoresco”?
Talvez seja um pouco difícil mudar a personalidade, a coisa caricata no bom sentido. Ele não vai deixar de ser a pessoa Bolsonaro.


O senhor o aconselhou sobre a importância do diálogo?
Não é nosso estilo procurar aconselhar: “Jair, faça assim e faça assado.” Quando temos a oportunidade e estamos juntos, esse assunto naturalmente surge. Nosso posicionamento não é de extremismo.

Num eventual governo, o senhor aceitaria ocupar um ministério?
Ele, em nenhum momento, consultou algum de nós. Se for para ajudar o Brasil, dependeria muito da situação. Colocar generais nos ministérios não seria uma coisa absurda. Fui secretário-executivo do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e vi vários ministros que não tinham experiência na área.

Bolsonaro era bom aluno?
Que eu me lembre, sim. Talvez não fosse o… Ele tem boa capacidade intelectual, excelente desempenho físico, de atleta. Era talvez um cadete acima da média.


Matéria completa em O Globo