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quinta-feira, 10 de março de 2022

As big bags, o agro na Faria Lima e o vexame do Itaú - Revista Oeste

Bruno Meyer
 

Para o bilionário Marino Colpo, a safra de 2022 vai ser ótima. A de 2023, nem tanto

Menos de um ano depois de ter levantado R$ 460 milhões em sua IPO (oferta pública inicial de ações), a goiana Boa Safra Sementes vai anunciar nos próximos dias a ampliação da linha de produção e estocagem. Ela vai acontecer na unidade de Cabeceiras, cidade de 7 mil habitantes em Goiás. A ideia é aumentar a armazenagem e o beneficiamento de sementes de soja.  
A empresa vai adicionar 9 mil quilômetros de área no centro de armazenamento refrigerado, o que possibilitará estocar 20 mil big bags, elevando a capacidade para 60 mil big bags na unidade
Cada big bag armazena cerca de 1 tonelada de sementes de soja. A expansão da planta de Cabeceiras se junta ao anúncio de um novo centro de distribuição da empresa, em Sorriso, em Mato Grosso, com capacidade de armazenar 40 mil big bags refrigeradas. São os dois principais investimentos da companhia para 2022.

Musical <i>Chicago</i> | Foto: Divulgação
Musical Chicago - Foto: Divulgação 
 
Do carrinho de rolimã ao bilhão
Fundada em 2009 pelos irmãos Marino e Camila Colpo, a Boa Safra produz e vende sementes de soja para 12 Estados brasileiros, além do Distrito Federal. De família de classe média de Formosa, cidade de 120 mil habitantes nos rincões de Goiás, Marino conta que viveu uma infância raiz, com direito a “carrinho de rolimã, muita bicicleta e subidas em pés de manga”. Mas com um diferencial se comparado aos amigos: seu pai, produtor rural de classe baixa, o incentivava a ler os jornais diariamente, especialmente os focados em economia e negócios, como o Gazeta Mercantil. “Meu pai falava que um grande empresário precisava estar na bolsa de valores”, lembra Colpo. A frase ecoou na mente do jovem de 15 anos. Quase duas décadas depois, ele e a irmã fizeram a empresa abrir capital, em abril de 2021, transformando os dois goianos — ele, hoje com 37 anos; ela, com 32 — em novos bilionários brasileiros. A fortuna de cada um é estimada em R$ 1,8 bilhão, de acordo com a Forbes. Colpo afirma que o montante nunca foi uma obsessão, e a divulgação do patrimônio o fez pensar em questões relacionadas à segurança. Como é de esperar de bilionários brasileiros, os carros da família passaram a ser blindados.  

Rússia e China no caminho

O agronegócio brasileiro vai sofrer impacto, sim, com a invasão da Rússia na Ucrânia. Para Colpo, o setor já vinha sendo pressionado pela alta dos insumos causada por problemas de energia na China e pela falta de carvão. Muitas fábricas chinesas acabaram operando por menos horas, o que baixou a produção e elevou os preços. Com a guerra na Ucrânia, o agro em peso olha com lupa as produções de fertilizantes e trigo. A Rússia é o principal exportador de insumos para a produção de fertilizantes. Segundo Colpo, um fato é inevitável: o preço do trigo vai subir no mercado internacional.
 
A distante Faria Lima
A entrada da Boa Safra na bolsa brasileira mexeu com os brios do poderoso agronegócio brasileiro. A discrepância do setor — que representa 26% do PIB nacional, mas apenas 2% na B3 — deve diminuir nos próximos anos. Analistas financeiros focados no agronegócio foram contratados em corretoras, gestoras e empresas, como a XP, desde abril de 2021, e novas captações já estão no radar dos gestores. “A Faria Lima é distante de Goiás e do campo”, resume Colpo. A própria abertura de capital da Boa Safra foi trabalhosa, de acordo com o fundador, com inúmeras viagens do mercado financeiro de São Paulo para Estados como Goiás, Mato Grosso e Minas Gerais. “Tivemos o trabalho de levar gestores de fundos para conhecer o que é o agro brasileiro, o que é a empresa, e o que é a soja.” 
Safra boa
Analistas ouvidos falam que as perspectivas do agronegócio brasileiro para 2022 são boas — alguns poucos falam em moderadas. Para Colpo, 2022 vai ser um ótimo ano para o setor. A maior parte dos produtores rurais antecipou e comprou os insumos, antes da alta dos fertilizantes, a partir de setembro de 2021. “A safra vai ser boa e o produtor vai ter um custo competitivo na mão”, resume. O mesmo não deve ocorrer em 2023. “O aperto vai ser maior. As margens do agricultor serão menores, pelo aumento dos custos dos insumos.” A nova safra começará a ser plantada em setembro, para colheita nos primeiros meses de 2023.
 
Socorro, o dinheiro sumiu! 
O Itaú, maior banco privado do Brasil, cujo lucro foi de quase R$ 30 bilhões só em 2021, levou ao desespero um número incontável de clientes na quinta-feira 3.  
Os mais variados tipos de problemas foram notificados: sumiço de dinheiro, dificuldades para o acesso ao aplicativo, saques indevidos, depósitos inesperados e até o extrato zerado. Questionado por Oeste sobre um eventual ataque cibernético, à la Lojas Renner e CVC, o banco negou. “A situação não tem nenhuma relação com quaisquer eventos externos”, garantiu o Itaú. “A origem do problema está relacionada a um atraso no processamento de dados bancários.” Então tá.
 
Mais sólido do que uma rocha
Michel e Marcela Temer separados? Essa foi a postagem de um blog de Brasília na última semana. Elsinho Mouco, o fiel comunicador do ex-presidente (e autor de parte da famosa carta que selou a paz por um momento entre Bolsonaro e o STF, em 2021), garantiu a Oeste que a nota é totalmente inverídica. E que o casamento de Temer está “mais sólido do que nunca”.
 
(...)
R$ 2,3 bilhões em 24 horas
Prossegue a farra dos estrangeiros nas empresas brasileiras listadas na B3, a Bolsa de Valores de São Paulo. Na sexta-feira (25), o volume de entrada no país vindo de fora chegou a mais de R$ 2 bilhões. No acumulado do ano, o saldo positivo é de cerca de R$ 60 bilhões. 

bruno@revistaoeste.com 

Leia também “O jogo da terceira via e a animação de Tarcísio”

sexta-feira, 28 de janeiro de 2022

Doutor em cinismo - Augusto Nunes

 Revista Oeste

Advogado de bandidos irrecuperáveis ganha o prêmio reservado à frase mais cretina da década


Antônio Mariz | Foto: Divulgação/ Estadão Conteúdo
Antônio Mariz | Foto: Divulgação/ Estadão Conteúdo
 
Por ser amigo do presidente da República, o advogado Heráclito Fontoura Sobral Pinto recusou a vaga no Supremo Tribunal Federal que Juscelino Kubitschek lhe ofereceu no primeiro ano de mandato conquistado nas urnas. Contestada pela feroz oposição liderada por Carlos Lacerda, a vitória de JK em outubro de 1955 foi assegurada também pela mobilização de Sobral Pinto e outros juristas que, em defesa da Constituição e da vontade popular, destroçaram as vigarices urdidas por chicaneiros a serviço dos golpistas. Ao justificar a recusa, o convidado ponderou que a indicação para o STF poderia ser interpretada como um agradecimento do presidente, que havia apoiado “em defesa da legalidade presente, não em busca de favores futuros”.

Por ser amigo do presidente da República, o advogado Antônio Claudio Mariz de Oliveira mandou encomendar o terno azul-Brasília quando o impeachment de Dilma Rousseff era apenas um brilho nos olhos de Marcela Temer. Enquanto ganhava força o movimento que afastou o poste fabricado por Lula do gabinete que desonrou, Mariz caprichava na pose de ministro (da Justiça, de preferência, mas até da Eucaristia se “o Michel”, como se referia ao futuro presidente, topasse incluir a segunda alternativa no primeiro escalão federal). Três vezes preterido, acompanhou pelos jornais a passagem pelo ministério de Alexandre de Moraes, Osmar Serraglio e Torquato Jardim. Mas o sonho continua, sugere o que anda fazendo para tornar-se amigo de infância de Lula.

A última proeza de Mariz foi encerrar, em 27 de dezembro de 2021, o concurso instituído para premiar a frase mais imbecil da década. Os anos 20 estão em seu começo, mas nenhuma sumidade do ramo conseguirá ultrapassar a marca estabelecida, com apenas nove palavras, por esse colosso do Prerrogativas ajuntamento de bacharéis em direito que enxergam uma Madre Tereza de Calcutá no mais medonho serial killer de filme americano.  
O surto de cretinice já foi desmoralizado pelo ótimo Caio Coppolla em seu artigo de estreia nesta Oeste. Mas o vídeo que documenta o momento histórico irrompeu na internet quando eu estava longe, e peço licença para revisitar a noite do espanto.

Lula chefiou o maior esquema corrupto de todos os tempos. Mas a roubalheira estava consumada, o que que adiantou punir?

O rosto afogueado, o olhar de quem flutua sobre nuvens gloriosamente azuis, as pausas impostas pela busca exasperante da palavra certa — não faltaram sinais de que o orador cruzara a fronteira além da qual são permitidas quaisquer obscenidades retóricas. O ator Humphrey Bogart dizia que a humanidade está três doses abaixo do normal. 
 Não se sabe quantos mililitros foram necessários para que Mariz desandasse no surreal: “O crime já aconteceu. O que que adianta punir?”. 
 
Enfim abrira o coração o ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, a referência imoral do Prerrogativas, o eterno candidato a ministro de qualquer coisa e, desde aquele momento, o autor da mais cretina frase da década. Bandido é coisa que Mariz conhece como poucos viventes. É respeitado por todos os corruptos da classe executiva pelo desempenho na guerra suja movida contra a Operação Lava Jato. Mas craque genuíno joga nas onze. Enquanto lidava com empreiteiros gatunos e assaltantes fantasiados de executivos, encontrou tempo para canonizar os assassinos Suzane von Richthofen e Antônio Pimenta Neves. 
A discurseira no jantar em homenagem a Lula foi uma declaração de amor à ladroagem vip. 
Mas seu trecho mais pornográfico resume uma tese que se estende a todas as ramificações da grande tribo dos fora da lei: se a norma legal já foi atropelada, castigar o atropelador é perda de tempo, mania de gente perversa.
 
Suzane, por exemplo, planejou a morte do pai e da mãe, que supervisionou acomodada num sofá da sala de visitas
A condenação da parricida vai acaso ressuscitar o casal? Não, não vai. Portanto, instalar numa cela essa jovem órfã é pura maldade. 
Sim, Pimenta Neves executou a ex-namorada com um tiro nas costas e outro na cabeça. 
Mas o que tira o sono de Mariz é a curtíssima temporada na cadeia do cliente que manteve em liberdade por dez anos recorrendo a rabulices de constranger o mais desinibido 171. 
Aos olhos do doutor, contudo, ninguém merece mais afagos do que a vitima da maior iniquidade produzida pela Justiça desde o surgimento do primeiro tribunal. 
Quando Lula foi para o xilindró, a Petrobras já fora saqueada (até havia recebido de volta algumas fatias do imenso produto do roubo). 
Os empreiteiros tinham embolsado o naco que lhes cabia, alguns até dormiram longas noites na prisão. 
Sim, Lula chefiou o maior esquema corrupto de todos os tempos. 
Mas a roubalheira estava consumada, o ex-presidente da República já fora deposto do comando da quadrilha pelos cruéis integrantes da Lava Jato. 
O crime já acontecera. O que que adiantou punir?

As nove palavras compõem mais que uma frase irretocavelmente cretina. Resumem uma tese grávida de originalidade, que pode desdobrar-se na mais revolucionária proposta do programa de governo do PT no campo da Justiça. 

Até agora, a menos que tenha sido capturado pela imaginação do ministro Alexandre de Moraes, nenhum brasileiro pode ser preso antes de cometer um crime. Mariz foi muito mais longe: se for assentado por Lula no Ministério da Justiça, e montar sua equipe com as sumidades do Prerrogativas (Prerrô, para os pais fundadores), não será preso mesmo alguém que resolver metralhar às 3 da tarde aquela multidão que circula pelas calçadas da Avenida Paulista e, em seguida, sentar-se no meio-fio para consumir em paz um saquinho de pipoca. 

Por falta de punidos, a população carcerária deixará de existir. Por se tornarem desnecessárias, as cadeias serão demolidas e os terrenos vazios, fraternalmente repartidos pelo MST e pelo MTST. O único problema é que o fim do risco de cadeia provocará o sumiço da freguesia que garante a sobrevivência dos milhares de advogados que ganham a vida tentando provar que todo culpado é inocente — e que não há pecadores no País do Carnaval.

Finalmente ministro, Mariz saberia o que fazer para poupar a categoria profissional do fantasma do desemprego. A frase campeã informa que não lhe faltam ousadia e criatividade. Some-se a isso o buquê de prerrogativas com cara de salvo-conduto e tudo estará pronto para a disseminação de cursos de reciclagem profissional. Instaladas nas sedes e subsedes da entidade, as escolinhas da OAB transformariam bacharéis desempregados em doutores na prática de crimes sem remorso, sem sustos e sem perigo de cadeia.

Leia também “A esperança venceu a vergonha”

Augusto Nunes, colunista - Revista Oeste


sexta-feira, 24 de agosto de 2018

“Muitos valores”



VEJA localizou o hacker que invadiu celular da primeira-dama e a chantageou para não revelar mensagens que provocariam o primeiro escândalo do governo Temer



Na véspera da votação do impeachment da presidente Dilma Rousseff, o clima no Palácio do Jaburu atingiu nível crítico, mas nada tinha a ver com a histórica sessão do Congresso. Em São Paulo, um hacker invadira o celular de Marcela Temer, mulher do então vice-presidente Michel Temer. O criminoso ameaçava divulgar o que havia encontrado no aparelho — material, segundo ele, capaz de provocar o primeiro “grande escândalo” no governo que tomaria posse em pouco mais de 24 horas. O hacker exigia 300 000 reais para guardar segredo e deu um ultimato: “A hora é agora. Amanhã não vai ser possível voltar atrás”. O escândalo prometido, como se sabe, não aconteceu. Silvonei José de Jesus, o criminoso chantagista, foi preso, condenado e encaminhado para um presídio. O caso foi resolvido, mas nunca se soube ao certo o que havia de tão comprometedor no telefone da primeira-dama.

VEJA teve acesso a um depoimento ainda inédito do hacker em que ele conta detalhes do caso, explica o motivo real da chantagem e afirma que a divulgação de fotos íntimas da primeira-dama — assunto que foi altamente especulado na época do crime não era a parte principal de sua tentativa de achaque. Havia um conjunto de imagens privadas guardado na memória do celular, além de áudios com algumas inconfidências da primeira-dama sobre assessores do presidente, mas a questão central era dinheiro. “Na verdade, não foi bem as fotos (sic)”, diz o hacker no trecho do depoimento a que VEJA teve acesso. “Foi mais um áudio que tinha dela conversando com o irmão dela (…) Que ela tinha que fazer um pagamento. Como eu falei, eles falavam de muitos valores. Ela não queria expor o imposto de renda dela (…) Então, não foi em cima das fotos que cobrei o valor. Foi em cima desse áudio. Para não expor um áudio”, complementa.

Silvonei José de Jesus, em depoimento à Justiça
Como não era o conteúdo da conversa que estava sob análise da Justiça, e sim a tentativa de extorsão do criminoso, a juíza do caso não se interessou em fazer perguntas sobre os tais pagamentos e, assim, fica-se sem saber detalhes do que seriam os “muitos valores” ou as razões pelas quais a primeira-dama não queria expor seu imposto de renda.

Silvonei José de Jesus ganhou liberdade condicional há quatro meses, dois anos depois de invadir o celular de Marcela. Ele trabalha atualmente como telhadista e conseguiu autorização judicial para fazer um curso de sistemas de informação numa universidade privada. Procurado por VEJA, disse que não daria entrevista. “Fui condenado e paguei pelo que fiz. Estou pagando ainda, porque estou em condicional”, disse. O chantagista se julga injustiçado não só por ter praticado um crime considerado “menor” e ter sido alvo de um dos processos mais céleres da história da Justiça brasileira da investigação à sentença transcorreram apenas seis meses, um recorde absoluto —, mas também por ter sido enviado a um presídio que já abrigou criminosos famosos como o ex-médico Roger Abdelmassih, condenado pelo estupro e abuso de 39 mulheres.

A invasão do celular da primeira-­dama teve um tratamento prioritário desde o início da investigação do caso, quando a chefe de gabinete de Temer enviou um ofício ao então secretário de Segurança de São Paulo, Alexandre de Moraes, convidado depois pelo presidente para assumir o Ministério da Justiça e, posteriormente, ocupar o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal. O crime passou a ser investigado pela divisão antissequestro da Polícia Civil de São Paulo. As informações eram tão restritas e sigilosas que apenas dois policiais tiveram acesso ao conteúdo do aparelho da primeira-dama, que armazenava mais de 300 fotos. As imagens foram excluídas da parte pública do processo e, por ordem judicial, acabaram depois lacradas para eliminar o risco de vazamento. Os personagens envolvidos receberam codinomes na investigação, para que sua identidade ficasse preservada. Marcela Temer era “Mike”. O presidente da República, “Tango”. Em depoimento prestado na época, a primeira-dama disse que “como qualquer outra dona de casa e esposa mantém arquivos fotográficos íntimos e privados”. Indagada especificamente sobre a chantagem, afirmou que sua vida pessoal é “pacata e reservada, sendo que raríssimas vezes acompanha seu esposo em eventos sociais e políticos, dedicando-se exclusivamente ao seu filho e sua família”.

Silvonei José de Jesus foi condenado a cinco anos e dez meses de prisão. Casos semelhantes ao dele dificilmente têm o mesmo desfecho. Em 2010, Douglas dos Santos Lopes invadiu a caixa de e-mails da então candidata a presidente Dilma Rousseff e do ex-ministro José Dirceu. Copiou mais de 600 mensagens eletrônicas dos dois petistas — material, segundo ele, com potencial para abalar as estruturas do governo que então se iniciaria. O rapaz tentou, sem sucesso, vender as mensagens. Denunciado, disse à Polícia Federal que destruiu o aparelho em que havia armazenado o material. Sem maiores delongas, o caso foi encerrado, sem processo, sem prisão. Hoje, Santos Lopes administra uma empresa que presta serviços de prevenção a ataques de hackers.
Com reportagem de Hugo Marques

Publicado em VEJA de 29 de agosto de 2018, edição nº 2597