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terça-feira, 5 de setembro de 2023

Lembre-se disso quando você assistir às imagens do furdunço em Roma. Aquele do Xandão - Polzonoff

VOZES - Gazeta do Povo

"Ensina-me, Senhor, a ser ninguém./ Que minha pequenez nem seja minha". João Filho.

Alexandre de Moraes é a grande estrela da megaprodução “Apocalipse Antidemocrático Em Roma”.| Foto: Montagem
 
Sempre quis usar a palavra “furdunço” num título. E não é que consegui? 
Graças a Alexandre de Moraes, sua honra ultrassensível e frágil, e à polícia italiana que, depois de um périplo típico daquelas plagas também flageladas pela burocracia, finalmente parece ter enviado para apreciação pública as imagens do que quer que tenha acontecido entre o ministro supremo e seus “admiradores” no aeroporto Fiumicino, em Roma.
 
As imagens já estariam nas mãos das autoridades brasileiras. Do Ministério da Justiça, justamente aquele comandado pelo apagador-mor Flávio Dino.  
Daqui a pouco, portanto (isto é, se ninguém apertar a tecla DEL assim sem-querer-querendo), é bem capaz de as imagens pipocarem por aí e por aqui, transformando este texto que escrevo com tanto esmero em folha virtual de forrar gaiola de passarinho – também virtual. 
De qualquer forma, assim que você estiver se divertindo ou se revoltando com o que aparecer na tela da sua TV ou celular, lembre-se.

Narrativa
Lembre-se de que, no exato momento em que escrevo este texto, um ou mais jornalistas ou produtores estão acionando seus contatinhos para conseguir assistir em primeira mão ao entrevero
Se bem que algo que envolve Alexandre de Moraes está mais para desinteligência
Que seja. O fato é que entre as pessoas que farão o favor de vazar essas imagens para nós, da imprensa, haverá as que ambicionam a glória e estão disposta a tudo para consegui-la. Tudo mesmo. 
 
Sem querer soar imperativo, mas recorrendo ao inevitável modo verbal: lembre-se ainda de que a primeira pessoa a disponibilizar essas imagens será quem dará o tom da narrativa. 
Uma narrativa que já foi cansativamente discutida há algumas semanas e que será mais uma vez discutida agora. Haja fôlego cívico! 
E uma narrativa que dificilmente se distanciará muito da ideia de que Alexandre L’État c’est moi Moraes foi gravemente agredido por palavras capazes de abalar a Democracia, aquela que se escreve com um “d” maiúsculo que só se mantém inflado pelas mentiras supremas.

Pipoca
Mas eu dizia para você se lembrar e continuo nessa toada
Ao assistir à cena, lembre-se de que haverá pessoas, milhares delas, dedicadas a esmiuçar frame por frame do vídeo
E a ver em cada gesto um sentido que corrobore não a verdade (o que quer que signifique isso nesse contexto), e sim toda uma cosmovisão muito subjetiva. Haverá, portanto, diretos e ganchos que serão de direita e de esquerda não só no sentido espacial.  
Serão também conservadores ou progressistas e democratas ou fascistas, de acordo com a conveniência.
 
Por fim, se pergunte com a maior sinceridade possível se você está disposto a ser convencido do que quer que seja por essas imagens de Roma. 
E, se não for pedir muito, tente responder com a mesma sinceridade. 
Mas não sem antes se lembrar de que a maioria das pessoas não está disposta. (Eu estou?)
Lembre-se ainda de pôr a cerveja para gelar antes do Jornal Nacional
E de fazer pipoca. Salgada, claro. Com bastante manteiga.
Paulo Polzonoff Jr., colunista - Gazeta do Povo - VOZES
 
 
 
 

quarta-feira, 21 de junho de 2023

CPMI do 8 de Janeiro vira confissão de culpa para governo Lula - O Estado de S. Paulo

Planalto joga cada vez mais na escuridão porque é a única coisa que lhe interessa nessa história

A atitude geral do governo Lula diante da CPMI que investiga os atos de violência do dia 8 de janeiro em Brasília está se tornando uma confissão de culpa.  
Há uma suspeita que só um trabalho sério de investigação poderia afastar a de que o governo permitiu que os ataques fossem feitos, ou até coisa pior, para se fazer de vítima de uma tentativa de “golpe” e, por conta disso, apertar a repressão contra os seus adversários políticos. 
Como tirar essas dúvidas da frente e apresentar a verdade ao público? 
Só há uma maneira: esclarecendo os fatos com honestidade e competência. O governo age de forma exatamente contrária.
O ex-diretor-geral da PRF Silvinei Vasques durante depoimento na CPMI do 8 de Janeiro
O ex-diretor-geral da PRF Silvinei Vasques durante depoimento na CPMI do 8 de Janeiro Foto: Wilton Júnior/Estadão
Por que essa insistência em ocultar o que realmente aconteceu? 
O governo diz, desde o dia das depredações, que a “direita”, os “bolsonaristas” e as suas vizinhanças estavam tentando derrubar o presidente da República com o seu quebra-quebra; o próprio Lula declarou que está “provado” que houve tentativa de golpe, e queBolsonarocomandou tudo. 
Não há um átomo de prova, e nem de simples lógica, numa afirmação dessas – a começar pelo fato de que jamais houve, em toda a história humana, uma única tentativa de golpe em que os golpistas não tinham nem sequer uma espingarda de atirar em passarinho, mas bandeiras do Brasil e cadeirinhas de praia
Mas Lula é assim mesmo; ninguém espera, de seus discursos irados, nada que tenha algum contato com a verdade. 
Deveria ser diferente com a CPMI. 
Afinal, para quem se apresenta como vítima, não poderia haver uma oportunidade mais óbvia de se apurar os fatos e revelar os culpados
Por que, então, o governo está fazendo tudo para impedir que os fatos sejam apurados? 
O que o público não pode ficar sabendo?
Os deputados e senadores do governo que estão na CPMI tentaram impedir, por exemplo, o depoimento do general G. Dias, íntimo de Lula, responsável pela segurança dos locais naquele dia e indispensável para se saber o que aconteceu de fato. 
Ele estava dentro do Congresso durante as depredações – quem melhor para ser ouvido? Ou: como investigar com seriedade alguma coisa se um dos principais envolvidos não pode falar?  
Mas os parlamentares governistas proibiram a convocação do general; acham que vai ser ruim se ele for interrogado em público. Proibiram, também, a convocação do ministro da Justiça, que como o general e dezenas de outras pessoas do governo, foi informado previamente das violências, mas não fez nada para impedir, nem ele e nem os demais; o ministro, inclusive, viu tudo da janela do seu escritório. Por que ele não pode falar?  
O governo, cada vez mais, joga na escuridão – é a única coisa que lhe interessa nessa história.
 
J. R.Guzzo, colunista - O Estado de S. Paulo
 
 

sexta-feira, 30 de julho de 2021

Acusado pelo irmão por sumiço de meninos na Baixada diz que jogou sacos em rio a pedido de traficantes - O Globo

 Ao prestar depoimento à polícia, contudo, homem afirmou que não sabia o que estava dentro dos invólucros descartados; Justiça negou pedido de prisão [novidade.]

[Garotos desapareceram em dezembro 2020.] 

Lucas Matheus, Alexandre da Silva e Fernando Henrique desapareceram dia 27 de dezembro Foto: Reprodução

Um suspeito de envolvimento no sumiço de três crianças em Belford Roxo, denunciado por um irmão como tendo sido a pessoa que jogou os corpos dos meninos em um rio, prestou depoimento na Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF). Ele não confessou o crime, mas admitiu ter jogado sacos entregues por traficantes embaixo de uma ponte da cidade, situada na Baixada Fluminense. O delegado Uriel Alcântara, titular da DHBF, pediu a prisão do homem, mas a Justiça não deferiu o pedido e ele continua em liberdade. [prender? para que? também não vão perder tempo protegendo o irmão denunciante - se proteger dificultará a quase certa vingança dos traficantes.] Matheus, de 9 anos, Alexandre Silva, de 11, e Fernando Henrique, de 12, sumiram no dia 27 de dezembro do ano passado.

Desaparecidos:  Operação termina sem informações sobre paradeiro dos três meninos de Belford Roxo

De acordo com a denúncia feita pelo  irmão do suspeito, os meninos teriam sido espancados e mortos a mando do traficante José Carlos dos Prazeres Silva, o Piranha, que tem a prisão decretada por tráfico. [decretada, porém, não efetuada; fácil para o 'piranha' permanecer em liberdade: basta se esconder em uma das favelas do Rio - áreas em que por suprema determinação a Polícia não pode entrar.] O motivo do crime, ainda segundo o denunciante, seria que uma das crianças estaria envolvida no furto de uma gaiola de passarinho. O homem procurou inicialmente o 39º BPM (Belford Roxo) e depois foi encaminhado para a DHBF, onde contou que os corpos foram jogados na localidade conhecida como Ponte de Ferro 38, no bairro Amapá, na divisa dos municípios de Belford Roxo e Duque de Caxias.

 O ponto indicado fica em um local ermo, próximo ao Arco Metropolitano, e é considerado como área de desova de cadáveres. No depoimento prestado pelo suspeito,  ouvido na DHBF nesta quarta-feira, ele afirma que não sabia o que havia no interior dos sacos que foram jogados no rio, próximo à Estrada Manoel de Sá. 

Ainda não se sabe quando a polícia fará buscas para tentar encontrar os corpos dos garotos desaparecidos e confirmar se realmente foram ou não assassinados. Nesta quinta-feira, um parente dos meninos disse ainda não ter sido procurado pela polícia e que nada sabia sobre a denúncia feita nesta quarta-feira.  —  Não sabemos de nada. A polícia não nos comunicou nada oficialmente. Ainda continuamos com o mesmo sofrimento de não saber o que aconteceu com os meninos —  disse o tio de um dos meninos.

Pistas falsas:  Trotes e até tentativa de extorsão dificultam localização de meninos desaparecidos na Baixada

As três crianças foram vistas pela última vez em uma feira do bairro Areia Branca, também em Belford Roxo. Moradores do Morro do Castelar, localidade que tem o comércio de drogas controlado pelo traficante Piranha, os meninos ainda foram flagrados por uma câmera de segurança quando estavam a caminho da feira.

Tecnologia: Análise de imagens em laboratório pode ajudar polícia a esclarecer desaparecimento de três crianças na Baixada

Pelo menos duas testemunhas também afirmaram, ao prestar depoimento na DHBF, terem visto os garotos no local. A polícia trabalha com a hipótese de que os meninos tenham desaparecido logo após sair da feira ou nas proximidades da comunidade em que moravam.

Procurada, a Polícia Civil emitiu uma nota sobre caso. Abaixo, a íntegra do documento.

"Um homem se apresentou no 39º Batalhão da Polícia Militar (BPM) de Belford Roxo e acusou o próprio irmão por envolvimento no desaparecimento de Lucas Matheus, Alexandre Silva e Fernando Henrique, que teriam sido mortos por traficantes da comunidade Castelar, em Belford Roxo. Após a declaração, o acusado foi detido pela PM e os dois foram ouvidos por agentes da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF). 

Em depoimento na unidade policial, ele negou as acusações feitas pelo irmão. Segundo a DHBF, as investigações continuam e buscas serão realizadas na possível área onde os corpos das crianças teriam sido levados."

Rio - O Globo