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segunda-feira, 30 de novembro de 2020

A irritação de Bolsonaro com o cercadinho de Mourão

Bela Megale

Vice-presidente teria irritado Bolsonaro com suas declarações sobre a Coronavac e o resultado da eleição presidencial nos EUA

As recentes declarações do vice-presidente Hamilton Mourão que contradizem opiniões de Jair Bolsonaro, em especial em relação à pandemia e às eleições nos Estados Unidos, agravaram a crise entre os dois. Segundo a coluna de Bela Megale, do jornal O Globo, hoje a dupla “mal se fala”.

A jornalista relata ainda que auxiliares do presidente afirmam que Mourão criou o seu próprio “cercadinho” ao fazer declarações independentes à imprensa sobre os assuntos do dia. Há ainda a certeza de que a aliança entre ambos não vai se repetir em 2022.

[o vice-presidente da República, general Hamilton Mourão, nesses quase dois anos do governo Bolsonaro sempre se destacou pelo comedimento em seus comentários, assumindo uma postura de 'a serenidade, a firmeza, no meio da tempestade'.

Infelizmente, nos tempos mais recentes tem cedido às tentações de conceder entrevistas de corredor e apesar de ser sempre  pertinente e ético em suas declarações deixa margem para que certas interpretações circulam. Exemplo: levar que suas manifestações resultem em versões dizendo  que o vice-presidente desautorizou o presidente, o que é um absurdo = não há subordinação hierárquica entre os cargos mas o vice-presidente não pode desautorizar o presidente da República, já  que estando  no exercício da presidência suas manifestações são as de vice-presidente no exercício da presidência da República e não estando no exercício do cargo,  do qual é vice,  suas manifestações sempre serão as de um vice-presidente.]

Entre as declarações que mais incomodaram o mandatário está a fala de Mourão sobre a compra da Coronavac pelo governo federal. O vice-presidente desautorizou [sic] Bolsonaro ao dizer que a declaração dele sobre não comprar o imunizante é “briga política com o Doria”.

A contragosto de Bolsonaro, Mourão também reconheceu a vitória de Joe Biden como presidente dos Estados Unidos. Em entrevista, ele se referiu ao democrata como presidente. O governo federal, no entanto, tem evitado comentar sobre resultado das eleições norte-americanas em razão da postura negacionista do republicano Donald Trump, aliado de Bolsonaro.

Outra declaração de Mourão que também gerou crise no governo foi em relação ao assassinato de João Alberto, um homem negro, por seguranças brancos do Carrefour. O vice-presidente disse não ver racismo no caso, porque, de acordo com ele, não há racismo no Brasil. [o general Mourão está certíssimo em sua manifestação afirmando a não existência de racismo no Brasil (talvez inconveniente, por abrir espaço para que versões de um conflito entre o general Mourão e o presidente Bolsonaro surjam e até prosperem) e o que nos dá tal certeza é que NADA, NENHUM suporte existiu ou existe para que o desentendimento entre a vítima e os seguranças do Carrefour seja tipificado como racismo.

O que permite que desavisados e incautos considerem tal versão verdadeira, é que envolve um homem negro e dois seguranças brancos. Os que querem trazer para o Brasil um a versão 'brasileira' de uma situação ocorrida nos Estados Unidos - que gerou grande agitação inicial mas já começa a ceder- esquecem que houve no incidente de Porto Alegre o envolvimento de uma mulher, integrante da segurança do hipermercado = uma mulher negra.]

Bela Megale, jornalista - O Globo - Transcrito do Fórum

 
[cabe perguntar: quem é Bruno Covas para enviar recados para o presidente da República?
    O maior destaque do prefeito reeleito (o que confirma uma certa propensão dos paulistas em escolher errado os seus governantes) no mandato em curso foi combater a covid-19 criando engarrafamentos (a pretexto de dificultar o trânsito e assim obrigar as pessoas a ficarem em casa) e encomendar milhares e milhares de urnas funerárias para as vítimas da pandemia.Ambas as medidas fracassaram.]

 

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