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terça-feira, 3 de maio de 2022

O termômetro das ruas - Gazeta do Povo

J.R. Guzzo

Lula, o PT e a campanha de ambos para a Presidência da República perderam a batalha das ruas nesse 1º de Maio que vinha sendo considerado tão importante para a avaliação da popularidade dos candidatos. Na verdade, sofreram uma derrota tamanho gigante, daquelas que se tenta esquecer com o máximo de empenho.

Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro fazem manifestação no Dia do Trabalho em Copacabana, Rio de Janeiro.| Foto: André Coelho/EFE

A mídia, como de costume, tratou o fato como um segredo de Estado. As fotos foram escondidas. Os relatos falaram de ”manifestações de ambas as partes”, como se a presença popular nos atos rivais de Lula e do seu adversário na eleição, o presidente Jair Bolsonaro, tivesse sido equivalente. Alguns veículos preferiram simplesmente não tocar no assunto.

Mas não adiantou muita coisa – hoje a internet está aí. O que foi ocultado pelos meios de comunicação apareceu em fotos, vídeos e áudios nas redes sociais – essas mesmas que o STF faz tanta questão de controlar nas eleições. O resultado é o que se pode ver; está lá.

Em São Paulo, sempre considerado o melhor termômetro do país para medir essas temperaturas, Lula teve um miserável ajuntamento de militantes na frente do Pacaembu. Não adiantou atrasar a hora do discurso, para ver se vinha mais gente, nem oferecer o show grátis de uma cantora que é destaque na campanha do PT [cujo último sucesso foi em 1990] – que foi um fiasco igual ao do comício. Bolsonaro, mais uma vez, encheu os dois ou três quarteirões de praxe diante do Masp.

Nos outros estados brasileiros, a situação foi a mesma muita gente e muita bandeira verde-amarela de um lado, pouca gente e muita bandeira vermelha de outro. Lula, o PT e os “analistas” continuam achando que a eleição já está decidida, e que o ex-presidente já ganhou. Mas a rua, para eles, continua sendo um problema – ou, então, não é problema nenhum, porque hoje em dia não é mais preciso ter apoio popular público para ganhar eleição. Outubro dirá.

Enquanto isso, Lula vem chamando a atenção por dizer ao microfone coisas cada vez mais extraordinárias. 
É curioso: quanto menos gente aparece em torno dele, mais bobagem ele diz. 
Depois de declarar que “Bolsonaro não gosta de gente, gosta de policial” – negando, assim, que os policiais sejam seres humanos – veio com a história de criar “uma moeda para a América Latina”. Para que fazer um negócio deles? Segundo Lula, para acabar com “essa dependência do dólar”. Não faz nenhum nexo.

O Brasil, neste momento, tem cerca de 400 bilhões de dólares de reservas; de onde ele foi tirar a “dependência” que o aflige? Depois, Lula precisaria combinar com mais ou menos uns 20 países da América Latina se eles querem mesmo juntar suas moedas que não valem nada e ficar com outra que valerá menos ainda. Lula perguntou se a Venezuela, por exemplo, quer trocar dólares por reais, ou pela tal moeda que ele imagina? E o México – será que topa? E Cuba, que ele acha um modelo de regime?

Outro detalhe: a Arábia Saudita vai aceitar “moeda latino-americana”, em vez de dólar, para vender petróleo ao Brasil? E os Estados Unidos, a Europa e o Japão – vão abrir mão de receber em dólar as suas exportações de tecnologia, instrumentos médicos, máquinas de precisão, peças de automóvel e mais um milhão de coisas? É insano – mas Lula é isso.

Como o PT avalia a baixa presença de público em ato com Lula no Dia do Trabalho

O candidato, como faz a cada vez que diz um disparate ou insulta alguém, pediu desculpas pela agressão aos policiais

Já tinha pedido desculpas por dar indulto ao terrorista Cesare Battisti, que matou quatro pessoas – ele, que tanto condena o perdão ao deputado Daniel Silveira, que não matou ninguém. Pedirá desculpas, de novo, na próxima barbaridade – ou vai alegar que a sua “moeda” não é para ser levada a sério por ninguém. É este, segundo os liberais bem-pensantes, o homem que vai salvar o Brasil.    

J. R. Guzzo, colunista - Gazeta do Povo - VOZES


quarta-feira, 15 de setembro de 2021

"Todos viram o fracasso de reunir o povo antibolsonaro"

Alexandre Garcia

A comparação do dia 7 com o dia 12 deve fazer as pesquisas eleitorais pensarem um pouco, já que as ruas contrariam seus resultados. Examinar se há erro na coleta ou na computação dos dados, ou o quê.

Todos viram o fracasso da tentativa de reunir o povo antibolsonaro nas ruas, no último domingo. Se era para dar uma resposta ao 7 de Setembro, ou para impulsionar um impeachment, frustrou
As ruas que no dia 7 tiveram um porre de povo, no dia 12 sofreram crise de abstinência. 
Em Brasília foi um deserto; 
no Rio, só em torno do carro de som; 
em outras capitais, apenas centenas ou dezenas de manifestantes. 
Na Avenida Paulista, nos quarteirões da Fiesp e do Masp, onde estavam os carros de som. 
Quem teve olhos para ver as imagens foi isso que viu.
O evento teve amplo estímulo da mídia, com divulgação abundante e estimativa de uma grande mobilização – e ainda assim fracassou. Mostra que as pessoas já não são conduzidas pelos apelos tradicionais. 
Por mais esforço que tenham feito, não influenciaram a mobilização. 
Por mais tentativas de encobrir o fiasco, com imagens evitando mostrar o todo, não deu para esconder. 
A saída foi mudar logo de assunto.
Os palanques da Paulista reuniram cinco presidenciáveis e ainda faltavam outros, mais e menos citados. [presidenciáveis e nada são a mesma coisa; 
faltou na Paulista o atual presidente - que com as Bênçãos de DEUS, será também o próximo = JAIR MESSIAS BOLSONARO.] Todos sonhando ser o candidato da terceira via. O que significa uma divisão por cinco, ou por 10. Uma terceira via fraccionada fica sem chance de segundo turno — e pode contribuir para uma decisão no primeiro turno. Tentaram atribuir o fracasso a “movimentos de centro-direita” — mas lá estavam, por decisões de seus partidos, representantes do PDT, do Partido Socialista, do Partido Comunista, do ex-Partido Comunista e do PSDB – o próprio governador Doria, que até dançou. [Doria sempre dança - no sentido de rodou;  
não dançou nas eleições para governador de S. Paulo,  porque quando estava afundando Bolsonaro lhe estendeu a mão - fosse o contrário o Joãozinho teria chutado o quase afogado.] 
 
A comparação do dia 7 com o dia 12 deve fazer as pesquisas eleitorais pensarem um pouco, já que as ruas contrariam seus resultados. Examinar se há erro na coleta ou na computação dos dados, ou o quê.  
Por fim, o registro que o nome mais citado, mais repetido, nas bocas e faixas do dia 12, foi Bolsonaro. Esse foi um ponto comum nas duas manifestações. A manifestação antibolsonaro demonstrou que o presidente é o eixo referencial da eleição de 2022.

 Alexandre Garcia, colunista - Correio Braziliense

 

sábado, 11 de novembro de 2017

A caça às bruxas - a tal filósofa representa tudo que o BEM repudia e só o fogo pode extirpar

Sou contra botar fogo no boneco da filósofa gay. Sou contra dar nota zero a redações do Enem 

Quando vi populares atear fogo a um boneco com o rosto da filósofa americana de 61 anos Judith Butler em frente ao Sesc Pompeia, em São Paulo, sob gritos de “queima, bruxa”, senti arrepios de medo pelo que nos espera em 2018. Outro boneco foi queimado: o do “bruxo” Fernando Henrique Cardoso. Logo ele, FHC, um bruxo sem magia, que não consegue o milagre de unir o PSDB e frear a vaidade incontrolável de Aécio Neves. [a queima do boneco foi uma forma, não tão eloquente quanto o ideal, de mostrar o repúdio à filósofo e suas malditas ideias;
destaque-se que para que queimar um boneco, se o modelo estava disponível?]
Manifestantes contra a filósofa americana Judith Butler ateiam fogo a uma boneca de bruxa em frente ao Sesc Pompeia (Foto: João Castellano/ÉPOCA)


Um jovem pisoteava os dois bonecos. Usava um boné virado para trás e um agasalho da Gap. Ria, filmava com o celular os bruxos no chão com as tripas para fora. Uma petição on-line com 350 mil assinaturas e deputados da bancada evangélica pressionaram o Sesc a cancelar o seminário da filósofa, Os fins da democracia. Uma senhora de batom rosa, óculos rosa e laçarote rosa na cabeça exibia cartaz com desenhos de menino brincando de boneca e menina brincando de trenzinho: “Sonho de Judith Butler é destruir a identidade sexual dos seus filhos”.

Judith Butler era, até a semana passada, uma total desconhecida do pessoal que se reuniu em frente ao Sesc Pompeia. A maioria absoluta dos brasileiros nunca ouviu falar da acadêmica.  É professora da Universidade da Califórnia. Nos Estados Unidos, é considerada uma das filósofas mais importantes. Em 1990, publicou um livro, Problemas de gênero – Feminismo e subversão da identidade. É casada com uma mulher. [é tão normal, aliás, 'normalíssima', que é casada com uma mulher.]  Dentro do Sesc, Judith se mostrava surpresa com a reação indignada, mas minimizava: “Deve haver muitos robôs por trás disso”.


A filósofa americana Judith Butler durante o evento na Unifesp, na segunda-feira (6). Ela veio ao Brasil lançar um livro sobre posições filosóficas judaicas para articular uma crítica do sionismo político (Foto: João Castellano/ÉPOCA)
[Vejam a foto, o sexo de com quem ela diz ser casada e deduzam por si mesmo se é normal. Uma sugestão para essa filósofa: pegue sua filosofia e vá filosofar no Irã, Afeganistão e áreas ocupadas pelo Estado Islâmico.]
O problema é que os robôs estão ganhando vida e se assanhando de tal maneira que, em vez de simplesmente se expressar, transformam seus argumentos em ódio e linchamento. É nítida a onda conservadora. Contra gays. Contra o direito ao aborto. [desde quando ser contra o aborto = assassinato de seres humanos inocentes e indefesos é ser conservador? 
Se prosperar tal raciocínio em breve os pró-aborto estarão assassinando pessoas a pretexto de ser tão antigo, tão fora de moda, tão conservador, ser proibido matar.
Essa tal filósofa precisa entender que o Brasil ainda é um País católico, cristão e apesar do esforço da corja progressista vai continuar repudiando aberrações como as propostas naquela exposição patrocinada pelo Banco Santander, a do MASP e outras aberrações.
E a população muito em breve estará armada para se defender de bandidos - o que inclui,  sem limitar, os progressistas em demais.] A favor de uma população armada. Os manifestantes gritavam “I love you, Trump”. Entoavam slogans pró-Bolsonaro. Skinheads gritavam palavras de ordem nacionalistas. Muitos pediam buzinaço a favor do casamento “como Deus o fez”, entre um homem e uma mulher. O protesto era “contra a depravação de nossa cultura”.

Todas essas pessoas têm o direito de se manifestar, mas não de tentar censurar uma palestra, bloquear aulas de história ou fechar uma exposição artística, simplesmente por achar que “atentam contra a família” e as nossas criancinhas. [se permitirmos hoje que coisas que atentam contra a FAMÍLIA e contra nossas CRIANCINHAS podem ser expostas de forma pública e impune, amanhã, estará sendo praticado pelos progressistas técnicas de demonstração de como matar mais rápido, com mais dor e sangue.
Sabem que países esquerdistas, entre os quais Cuba, utilizam técnicas de tortura indolor; certamente já é conhecida de muitos, mas vamos definir rapidamente; a vítima da tortura é anestesiada com uma fórmula que elimina toda a dor e mantém a consciência e tem partes do corpo cortadas, parte da pele arrancada, assistindo a tudo, vendo tudo, sabendo o que está ocorrendo e as consequências.
Não sente dor física, mas, o terror psicológico suplanta qualquer dor física.
Tem mais: a anestesia para eliminar a dor é utilizada não por piedade dos torturadores e sim para manter o torturado consciente.] A mensagem transmitida pela caça às bruxas dá arrepios de medo. Daqui a pouco, não poderemos mais pensar, dependendo de quem for eleito presidente. Patrulhas e populismos de direita e de esquerda me apavoram. A militância cega torna o mundo mais burro e mais perigoso.

Seguindo o mesmo raciocínio, sou contra dar nota zero a redações do Enem que “desrespeitem os direitos humanos”. Coloco entre aspas porque esse julgamento é subjetivo. Nessa questão, estou com a ministra Cármen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal. Como dar a uma junta de professores o poder de anular redações que eles considerem ofensivas a direitos humanos? É possível, sim, dar nota zero a uma péssima redação. Mas não sem ao menos considerar sua qualidade de argumentação. Entraríamos aí no terreno do obscurantismo, da patrulha política ou religiosa. Do fanatismo. Da censura.

Sou contra multar Bolsonaro em R$ 150 mil por ter dito que seus filhos tiveram uma “boa educação”, com um pai presente e, por isso, ele “não corre o risco” de ter um filho gay. Bolsonaro é homofóbico. Bolsonaro é a favor de tortura. Bolsonaro é um militarista, a favor de porte de armas para todo cidadão. Bolsonaro é um perigo concreto de totalitarismo no Brasil, com sua candidatura à Presidência. Não deveria ser transformado em vítima por dizer o que acha. Os correligionários do deputado federal do PSC se consideram imbuídos de uma cruzada pela justiça, tradição, família, moral e bons costumes. [NÃO apenas nos consideramos; somos participantes.]  Quando vemos que o ódio, o preconceito e a censura vêm muito do povo, de gente comum, podemos imaginar o apelo da fala de Bolsonaro. Deveríamos combatê-lo com a sensatez.

O bom exemplo da semana é que o Museu de Arte de São Paulo (Masp) decidiu que a exposição Histórias da sexualidade deixou de ser proibida para menores de 18 anos. Agora, a mostra passa a ter apenas a classificação indicativa, não proibitiva. Menores de idade poderão ir à exposição do Masp se acompanhados por seus responsáveis. [usando o termo adequado: se acompanhado de irresponsáveis que são considerados responsáveis pelos coitados dos menores.
DESTACANDO: Os progressistas imorais estão começando a ter problemas com a Polícia e a Justiça; Veja em O Globo: A CPI dos Maus-Tratos aprova condução coercitiva de artista nu; a Medida também vale para curador de exposição 'Queermuseu', cancelada em Porto Alegre.]

Esse recuo do museu é respaldado por procuradores dos direitos do cidadão, que disseram: “Não cabe ao Estado impedir o acesso de crianças ou adolescentes a eventos tidos como ‘inadequados’ a sua faixa etária”.

No momento em que o Estado decidir tudo por nós, como pensamos, o que ouvimos, o que vemos, o que nossos filhos podem ou devem ver, ler, ouvir, será o fim da democracia e o começo da ditadura. [e certamente a recuperação econômica do Brasil, que passará a viver sob o império da MORAL, do respeito a FAMÍLIA, a MORAL e os BONS COSTUMES.]


>> Mais colunas de Ruth de Aquino

Revista Época - Ruth de Aquino

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Masp abre exposição tentando convencer que pornografia é arte



Masp abre 'Histórias da Sexualidade' com obras que vão além do nu artístico

Engana-se quem acredita que o Masp aproveita a onda de conservadorismo que vem resultando em críticas a exposições no Brasil para chamar atenção para a mostra que inaugura nesta quinta (19) e que dialoga sobre questões de sexualidade e gênero. [as exposições criticadas pelos conservadores - destaque para a do Banco Santander e uma patrocinada por uma prefeitura destinada ao público infantil - apresentam, entre outros abusos, o incentivo à pedofilia, zoofilia  e por isso são criticadas.]
 

Na verdade, a instituição colocou a mostra em sua programação em 2016, quando foi introduzido o projeto "Histórias da Sexualidade", que inclui além dela um ciclo de palestras sobre o tema. A exposição, que se distribui em três espaços do museu, "nunca foi tão necessária", afirma Lilia Schwarcz, curadora-adjunta de história do Masp, em entrevista à Folha."Uma série de direitos que julgávamos assegurados, na verdade, encontra-se em risco". [os atos criminosos que a adjunta chama de direitos, afetam a moral, os bons costumes, a Família e incentivam na maior parte das vezes práticas criminosas inclusive contra crianças.
Os atos criminosos, erradamente chamados de direitos, devem ser coibidos e os seus defensores e autores punidos.
Urge que se insira na Constituição previsão de Censura Prévia para atos pornográficos chamados de espetáculos artísticos.] 

Com conteúdo de violência, sexo explícito e linguagem imprópria, a exposição foi classificada para 18 anos.[registre-se que pelo menos na exposição aqui referida é vedada o ingresso de menores de 18 anos. Menos mal.]

A faixa, autoatribuída pelo museu, impede que um menor, mesmo se acompanhado dos responsáveis, tenham acesso à mostra – o Ministério da Justiça não determina a classificação para instituições culturais, que devem fazê-lo por si, seguindo manual da pasta. 



Se isto não for pedofilia!!!  o que  é pedofilia?

A exposição conta com um batalhão de 150 nomes fortes para o ambiente "artístico", que vão desde Renoir (1841-1919), a contemporâneos, como Adriana Varejão –o Masp escolheu sua "Cena de Interior 2", que foi alvo de críticas no "Queermuseu" em Porto Alegre, por, segundo manifestantes, fazer incitação à zoofilia. 


As mais de 300 obras estão divididas em nove temas, como "Corpos Nus", "Jogos Sexuais", "Religiosidades".

Cibelle Cavalli Bastos e Alexandre da Cunha, por exemplo, estão na ala "Totemismo", dedicado à representação dos órgãos sexuais. [provavelmente a representação de órgãos sexuais no Totemismo dessa exposição, consiste de uma estátua de madeira, representando um homem deitado, 'chamado de totem', com um pênis de madeira maciça, que receberá carícias dos admiradores da fantástica 'arte'.]

A obra "Xannayonnx Portal" pode parecer só uma grande espuma rosa. Bastos explica que o trabalho foi construído sobre uma indagação: "E se todos tivéssemos uma genitália híbrida?".

"A alma de uma pessoa não tem gênero, e a energia do masculino e feminino não garante o que a pessoa é." 


Para ela, um mundo ideal seria o do filme "Avatar" (2009), onde o alienígena "gruda o rabinho no cabelo [para reproduzir]. Seria incrível se fizéssemos isso".[espantoso é que a Bastos deve ser considerada artista.]

Do título ao uso de materiais, a obra de Cunha carrega um forte teor sexual."Morning", para ele, é uma expressão que remete à "sensualidade, do acordar para um ciclo".

Além disso, ele utiliza a camiseta como fundo do quadro, em vez da tela habitual; a peça de roupa, diz, está ligada ao "comum uso sobre a pele e o corpo humano". Materiais que a sobrepõem formam relevos que fazem alusão "até mesmo à genitália", explica. 


QUEBRA DE PARADIGMAS

Militante dos direitos LGBTs e de profissionais do sexo, Amara Moira participou do ciclo de seminários do projeto em 2016.

Moira, que é travesti, diz ver o Masp como uma instituição "elitizada", "excessivamente pautada por padrões europeus, brancos, masculinos, colonizadores". "Para apreciá-la, a pessoa precisa ter intimidade com os valores e ideais que a produziram." 

Saiba mais sobre apologia a pedofilia, a zoofilia e vilipêndio à religião no Blog Prontidão Total.


Por isso, Amara Moira defende a introdução de temas como a sexualidade e gênero para dentro do museu. "A sociedade começa a se dar conta de que, se quer mesmo discutir sexualidade, pessoas trans e prostitutas devem obrigatoriamente participar do debate." [o que fundamenta, o que justifica esse desejo exarcebado de discutir sexualidade? registre-se que não é a sexualidade convencional, que existe desde o primeiro homem, é uma sexualidade deturpada, que cogita de genitália híbrida (seja lá o que isso for), reprodução por rabinho, etc...]

 Fonte: Folha de S. Paulo


quarta-feira, 14 de junho de 2017

Prefeito João Doria prestigia e financia parada LGTB em São Paulo, que terá como lema frase que desrespeita religiões

Parada LGBT terá Anitta e Daniela Mercury

[Brasil quebrado, 14.000.000 de desempregados e prefeito de São Paulo desperdiça R$ 1,4 milhão financiando parada gay - se os gays e simpatizantes querem se divertir, que banquem a diversão.] 

As cantoras Anitta, Daniela Mercury e Naiara Azevedo, do sucesso 50 Reais, serão as principais atrações da 21.ª Parada do Orgulho LGBT de São Paulo. O evento será neste domingo, das 12 horas às 18 horas, com saída de 19 trios elétricos da Avenida Paulista, em frente ao Masp, e término no Vale do Anhangabaú, no centro. A Prefeitura anunciou as atrações nesta terça-feira, 13.

Segundo o prefeito João Doria (PSDB), o evento deve reunir cerca de 3 milhões de pessoas, “se o tempo estiver bom”. “A Parada é uma tradição da cidade. Ao lado da Fórmula 1, é o nosso maior evento de fluxo turístico, gerando renda, empregos e divulgação.”

Doria reiterou que a Prefeitura pretende reduzir gradualmente o investimento público no evento, estimado em R$ 1,4 milhão. [essa redução gradual deve ser tipo R$1.000,00 por ano.]
“Queremos manter o apoio, não há a menor hipótese de recuar, mas nós queremos incentivar a participação do setor privado. Fizemos um esforço este ano, mas o prazo ficou curto. No ano que vem, vamos ampliar.” O tema do evento é “Independente de nossas crenças, nenhuma religião é lei. Todas e todos por um estado laico”. Segundo a presidente da Associação da Parada do Orgulho de Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros de São Paulo, Claudia Regina Garcia, “o Estado precisa garantir que todo cidadão tenha respeito, independentemente da religião e do que as religiões acham”. 

A organização, afirma, já foi até processada por instituições religiosas. “Espero que a gente chegue a uma realidade em que as Paradas sejam apenas de festividade, mas ainda temos muito a reivindicar”, disse ela. Além da Parada, a Associação promove a 17ª Feira Cultural LGBT e o 1ª edição dos Jogos da Diversidade.


As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

 

sábado, 19 de março de 2016

Cálculo de multidões: ciência contra o “chutômetro”

O protesto do dia 13 de março em São Paulo reuniu 500 mil pessoas (Datafolha), 1,4 milhão (PM) ou 2,5 milhões (Vem Pra Rua)? 

Entenda como são feitas as medições

Talvez esteja no Evangelho de Mateus, capítulo 14, versículo 21, a mãe de todas as imprecisões na contagem de pessoas em eventos públicos. A passagem trata do milagre da multiplicação de pães e peixes por Jesus, e diz: "Os que comeram foram cerca de cinco mil homens, sem contar mulheres e crianças". Pobre Mateus se tentasse se safar com esses números nos dias de hoje. Provavelmente seria linchado pelos "romanos" das redes sociais. 

Como visto nas recentes manifestações contra o governo federal e o PT, é comum haver uma grande discrepância nas estimativas sobre participação de público divulgadas por autoridades, imprensa e organizadores dos eventos. Isso ocorre basicamente por dois motivos: é muito difícil fazer a contagem precisa de uma grande aglomeração de pessoas em uma área aberta; e sempre fortes interesses envolvidos nas estimativas, o que faz com que sejam infladas ou subestimadas.

Na manifestação do dia 13 de março em São Paulo, o Datafolha informou que o protesto reuniu 500.000 pessoas. Para a Polícia Militar, foram 1,4 milhão. Um dos organizadores do evento, o movimento Vem Pra Rua, divulgou que 2,5 milhões de pessoas passaram peal Avenida Paulista naquela tarde de domingo. "Na ausência de estimativas precisas e metodologias claras, o público fica refém de uma visão tisnada pelos interesses das pessoas que fazem as contagens. A sociedade ficaria melhor informada por uma estimativa técnica sem nenhum viés político ou ideológico", escreve em um estudo o professor Paul Yip, especialista em analise de dados da Universidade de Hong Kong.

Especialistas em contagem de multidão e estimativas de público afirmaram à reportagem de VEJA que o número do Datafolha, ainda que não seja 100% preciso, é o mais próximo da realidade por um simples motivo: não cabem 1 milhão de pessoas na Paulista. Rogério Chequer, líder do Vem Pra Rua, afirma que a medição deles é uma estimativa com base no números da PM. "Não temos tecnologia para medir", admitiu. Já a PM do Estado de São Paulo não retornou os contatos da reportagem de VEJA para explicar sua metodologia. 

O instituto Datafolha, com imagens de satélite e pesquisadores e medições, apurou que a Av. Paulista tem 136.000 metros quadrados disponíveis para a concentração de pessoas - incluindo as vias, calçadas, canteiro central, vão livre do MASP e até mesmo os túneis sob a Praça do Ciclista. Para caber 1 milhão de pessoas neste espaço, seria preciso haver uma concentração de 7,5 pessoas por metro quadrado ao longo de toda a área disponível. É algo inviável.


 Para efeito de comparação, nos horários de pico do metrô, a concentração nos vagões é algo entre 6 e 7 pessoas por metro quadrado, e elas mal se movem, acomodam-se umas coladas às outras. Em uma manifestação, com áreas de maior e menor densidade, esse nível de concentração acontece somente em espaços limitados - perto dos carros de som ou das entradas do metrô, por exemplo. Na manifestação do dia 13, "para acomodar 1,5 milhão de pessoas, seria necessário a ocupação não só da Paulista como da Av. da Consolação inteira, sem espaços visíveis, com concentração de sete pessoas por metro quadrado, nível que só se atinge em situações de confinamento", explica Alessandro Janoni, diretor de pesquisas do Datafolha.

O instituto possui registros fotográficos de diferentes concentrações ao longo da via, com espaços pouco ocupados, inclusive com transversais e paralelas abertas para veículos mesmo no horário de pico. Com a evolução dos softwares de georreferenciamento, os cálculos são mais rápidos, com a possibilidade de ajustes em tempo real. É possível, com poucos cliques, excluir a área do vão livre do MASP caso a PM impeça a sua ocupação. Da mesma forma, consegue-se ao longo da medição incluir áreas que não haviam sido considerados no planejamento inicial, como parte da Av. da Consolação e as transversais da Paulista, por exemplo.

Busca pela precisão - O método de contagem de pessoas em uma multidão mais utilizado foi criado na década de 1960 por um professor da Universidade de Berkley, na Califórnia. Observando os protestos contra a Guerra do Vietnã de sua janela, Herbert Jacobs estabeleceu que para avaliar o tamanho das manifestações era preciso medir a área ocupada e dividi-la por quadrantes. Bastava analisar a concentração de pessoas em cada quadrante para obter a soma final. Em busca da precisão, o chamado método Jacobs evoluiu e a contagem incorporou projeções matemáticas para balancear a diferença entre as áreas de maior e menor densidade.

Apesar das evoluções técnicas, a estimativa de multidões se mantém imprecisa. Na tentativa de aperfeiçoar a contagem e reduzir a margem de erro, o arquiteto Curt Westergard, fundador da empresa Digital Design and Imaging Service (DDIS), desenvolveu uma nova metodologia. Em 2010, a DDIS causou frisson nos EUA ao divulgar a medição de audiência de dois eventos em Washington. Depois disso, seus trabalhos passaram a ser cada vez mais requisitados.

Na época a emissora CBS News contratou a empresa para estimar o número de pessoas se reuniu em uma manifestação organizada por um apresentador da Fox News e em outra coordenada por comediantes. No primeiro evento, os organizadores anunciaram 500.000 pessoas; Westergard e sua equipe contaram 87.000, com uma margem de erro de 9.000 pessoas para mais ou menos. Na segunda manifestação, visivelmente mais numerosa, um dos comediantes brincou que havia 10 milhões de pessoas; mas a DDIS contou 250.000, com uma margem de erro de 10%. "Um ponto de partida básico é saber a capacidade total do local da manifestação. Qualquer estimativa acima do limite físico é um erro", diz Westergard sobre os chutes dos organizadores.

A empresa chegou a aos seus números combinando diferentes dados: a medição prévia das áreas ocupadas; uma série de fotografias aéreas feitas por balões em diferentes momentos da manifestação; a presença de pessoas no local coletando dados quantitativos e qualitativos; e o uso de um modelo em 3D do local do evento, no caso, o National Mall (o grande parque urbano entre o Lincoln Memorial e o Congresso). "O uso da modelagem 3D é importante para captar irregularidades no terreno e pessoas em locais que as fotografias aéreas planas não mostram, como áreas sombreadas ou encobertas por construções e árvores", explica Westergard.

A principal diferença entre o método Jacobs e o da DDIS é que a equipe de Westergard não estabelece uma grade sobre uma superfície plana, mas constrói digitalmente uma rede de pesca sobre um modelo 3D para capturar a topografia e a distribuição mais precisa das pessoas em um determinado local. De 2010 para hoje, a tecnologia já avançou e as medições da DDIS estão ainda mais precisas, com fotos de melhor resolução e maquetes em 3D mais realistas.

O diretor de pesquisa do Datafolha reconhece que com esse modelo "a precisão é maior do que em fotos verticais tradicionais". Conscientes da disputa de interesses que cercam as estimativas de pessoas em manifestações, Westergard e Janoni buscam antídoto na acurácia do tratamento dos dados. "Divulgamos o que os dados mostram", diz o especialista americano. "Não são números exatos, nenhum será. Mas são as estimativas mais embasadas na ciência que podemos ter." Segundo o diretor do Datafolha, buscar números próximos da realidade é questão de "sobrevivência". "Queremos manter nossa reputação de imparcialidade, é fundamental para a sobrevivência de nossa empresa", diz Westergard . "E entendemos que no debate passional que domina o país, a frieza de alguns números venha a chocarn ou irritar", completa Janoni. Chocam e irritam mesmo - mas a ciência deve prevalecer sobre o "chutômetro".

Fonte: Revista VEJA