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quinta-feira, 16 de abril de 2015

E a língua seguiu e segue a tropa!



Compreendemos que o Exército Brasileiro limite-se a rememorar os feitos militares da época, ao dedicar o dia 19 de Abril à simbólica formação da Força Terrestre, como um culto à histórica vitória em Guararapes, nos idos de 1648.

No entanto, não se restringe às batalhas contra os holandeses o papel que desempenhou, ainda, como “forças luso-brasileiras”. Nesta situação, deram início à unificação nacional que não podia prescindir da língua portuguesa, àquela época, relegada em favor da “língua geral”, politica e estrategicamente disseminada pelos jesuítas, que objetivavam a transformação do Brasil no “Império Teocrático”.

Desde a sua formação, o Brasil sempre foi vítima de grupos que se empenharam em desviar a sua trajetória em direção a rumos escusos, diferentes do traçado para o seu desenvolvimento e projeção como soberana nação. Não conseguiram.  Se a presença militar do Mestre de Campo português Francisco Barreto de Menezes foi fundamental na manutenção do idioma luso, coube aos demais participantes, miscigenados, serem os implantadores da língua pela presença militar em cada canto em que estivessem.

Sim, a língua seguiu a tropa e com a tropa acampou; e continua seguindo a tropa e com a tropa acampando. Graças a esse convívio diário, devemos, ontem, às forças luso-brasileiras, hoje, ao Exército Brasileiro, a contínua tarefa de manutenção da unidade nacional, para a qual é essencial a constante transmissão da língua àqueles que, distantes, precisam integrar-se ao território e identificar-se como brasileiros pela cultura comum que ela transmite.

Que sejam repelidos, como apátridas, todos os que tentam destruir a unidade nacional conquistada com muita luta e sangue; que sejam rechaçados os devotados aos interesses antibrasileiros; que sejam afrontados os que objetivam o enxovalhamento da língua, pelo desprezo que a ela dedicam as entidades educacionais, de onde, hoje, saem grades curriculares mantenedoras da ignorância e do atraso. [somos totalmente contrários essas reformas fajutas que denominam reforma ortográfica e que sempre impõem ao Brasil as formas ortográficas usadas em outros países lusófonos.
E, nossos governantes babacas, incluindo o culto FHC, aceitam.
O correto seria prevalecer a forma adotada pelo país com maior contingente de falantes da língua portuguesa – são 200.000.000 de brasileiros que falam o idioma português e no restante do mundo 44.000.000.
Os números tornam imperativo que a forma utilizada para falar o idioma português no Brasil prevaleça sobre a forma utilizada em qualquer outro país do mundo.]

A presença do Exército em cada ponto longínquo do país é a garantia de que as unidades territorial e linguística serão escrupulosamente preservadas, por não sobreviver uma sem a outra. Por esta, entre outras exemplares ações, cumprimentamos o Exército Brasileiro, nesta sua data de 19 de Abril, pelos 367 anos de gloriosa existência!

Por: Aileda de Mattos Oliveira é Doutora em Língua Portuguesa. Vice-Presidente da Academia Brasileira de Defesa.

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