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sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Parte da imprensa tenta vender a imagem que Eduardo Cunha está fraco; pura enganação, Cunha está cada dia mais poderoso - até preposto no novo ministério do desgoverno Dilma



Novo governo não mudará nada para Dilma. O enfraquecimento de Eduardo Cunha, sim, poderá mudar
[Contra Eduardo Cunha só existe as delações premiadas que, na ótica dos seus adversários, são provas conclusivas, incontestáveis.
Quando o acusado é o salafrário do Lula, todas as delações são consideradas meras fofocas. Vale o mesmo para Renan, que até agora não foi denunciado por Janot.]

A ser anunciado esta manhã, o novo governo da presidente Dilma Rousseff já nasce velho. Confira. O PMDB tinha seis ministros antes da reforma: Kátia Abreu (Agricultura), Eduardo Braga (Minas e Energia), Henrique Eduardo Alves (Turismo), Hélder Barbalho (Pesca) e Eliseu Padilha (Viação Civil) e Edinho Araújo (Portos).

Dos seis, cinco continuarão. Sairá Edinho, deputado, para a entrada de Celso Pansera, deputado de primeiro mandato do PMDB carioca. O deputado Marcelo Castro (PMDB-PI) irá para o Ministério da Saúde – o sétimo ministério. A nomeação da Pansera agrada o PMDB do governador Luiz Pezão, do ex-governador Sérgio Cabral, de Eduardo Cunha e de Luiz Picciani, atual líder do partido na Câmara. Mas isso não muda nada.

O PMDB do Rio é o mais fiel ao governo. Eduardo, o maior desafeto do governo na Câmara, não deixará de sê-lo só por causa da nomeação de Pansera. Parte da força de Eduardo decorre de sua posição de desafeto do governo.  Marcelo Castro sempre votou com o governo. Era ligado a Eduardo. A reforma política, da qual Marcelo foi relator, separou os dois.

A bancada do PMDB na Câmara tem 60 deputados. Desses, 22 assinaram, ontem, um manifesto se dizendo independentes do governo. Por independentes, entenda-se: contra o governo. O manifesto ainda atrairá mais assinaturas.  Ministérios sem dinheiro adiantam pouco. Sempre é possível roubar algum. Ou usar o ministério para fazer negócios fora dele. Mas com a Polícia Federal e o juiz Sérgio Moro ativos, é melhor dar tempo ao tempo.

O que dará um refresco a Dilma nada tem a ver com a reforma. Tem a ver com a descoberta pela Justiça suíça de cinco contas bancárias em nome de Eduardo e de familiares dele.  Imagine uma gangorra: se Eduardo cai, Dilma sobe. E Eduardo está em queda. Tem tudo para cair primeiro do que Dilma – se é que essa cairá.  O país assistirá nos próximos meses a um filme que já passou – a queda do presidente da Câmara. Antes estrelado por Severino Cavalcanti (PP-PE), agora estrelado por Eduardo. [comparar Severino Cavalcanti com Eduardo Cunha é tão sem propósito quanto comparar Dilma com FHC.] Severino foi obrigado a renunciar à presidência da Câmara e ao mandato de deputado porque recebia um mensalinho de R$ 10 mil pago por um dono de restaurante. Uma merreca.  Em depoimento à CPI da Petrobras, Eduardo negou que tivesse contas bancárias no exterior. Mentiu. Mentira é quebra de decoro. Quebra de decoro é punida com cassação de mandato. [ Eduardo Cunha, sob fogo cerrado, pode até cair. O Brasil vive sem ele, o importante é que antes caia Dilma e Lula seja neutralizado.] 

O governo orientará sua tropa para jogar pesado contra Eduardo e força-lo a renunciar. Por temperamento brigão, Eduardo poderá responder ao ataque facilitando a instalação de um processo de impeachment contra Dilma. [o que Dilma e sua facção – ‘vitória na guerra’ -  mais teme é o inicio do processo de impeachment. Sabem que uma vez iniciado – Eduardo Cunha tem autoridade para iniciar – só terminará com Dilma ejetada da cadeira presidencial.]

Briga de cachorro grande, enquanto a economia segue derretendo sem que o Congresso tenha aprovado todas as medidas do ajuste fiscal. De volta ao novo governo de Dilma: a troca na Casa Civil de Aloisio Mercadante por Jaques Wagner fará a felicidade de Lula, que a bancou, e de quem acha Mercadante um chato (o mundo todo).

Wagner é jeitoso e ameno. Mas a sombra de Mercadante poderá atrapalhá-lo. Dilma ama Mercadante de verdade. E para tê-lo por perto, despachou o ministro da Educação escolhido por ela mesmo há apenas seis meses. Do Ministério da Educação para a Casa Civil e dela de volta para o Ministério da Educação – doce calvário o de Mercadante. Que poderá ser agravado pela suspeita de envolvimento dele com dinheiro de Caixa 2.

Fonte: Blog do Noblat


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