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domingo, 21 de maio de 2017

Monica de Renan vai falar

A jornalista, mãe de uma filha do senador Calheiros confirmará na Justiça que recebeu dinheiro de lobista da Mendes Júnior

 Mônica Veloso foi amante do ex-presidente do Senado, Renan Calheiros, com quem teve uma filha. Revelou em 2007 que a pensão da criança, no valor de 16.500 reais, era paga por um lobista. (veja.com/VEJA)

O senador Renan Calheiros anda quietinho em meio à balbúrdia, mas voltará a ser notícia na próxima segunda-feira (22), quando a jornalista Monica Veloso prestará depoimento ao juiz da 14ª Vara de Justiça Federal de Brasília no processo movido contra o senador por improbidade administrativa. A ação corre paralela a outra, criminal, em curso no Supremo Tribunal Federal. A acusação é a de que Calheiros pagava a pensão da filha que teve com Monica, com dinheiro recebido da empreiteira Mendes Júnior, por intermédio do lobista Cláudio Gontijo. Segundo o advogado da jornalista, Pedro Calmon, ela vai confirmar o recebimento do dinheiro pelos meios que constam na acusação.

No depoimento, a ser feito por vídeo conferência (Monica mora atualmente em Belo Horizonte)  a partir das 16h, podem surgir novos nomes como intermediários do senador. Por exemplo, o do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado.

Pensão em atraso
De acordo com Pedro Calmon, Renan Calheiros está devendo R$ 450 mil de pensão da filha, valor relativo à diferença entre o que o Senado paga com base no rendimento-base de Calheiros e a cobrança de que o desconto de 25% dos rendimentos seja aplicado sobre o total levando em conta os adicionais a que tem direito o senador. Como a fonte pagadora é o Senado a cobrança judicial é feita à Casa e não a Renan Calheiros. Essa dívida não gera risco de prisão porque o básico da pensão está sendo pago, sendo devida a diferença.

Livro
Monica Veloso contou a seu advogado que já começou a escrever um livro para contar bastidores dos acontecimentos de 2007 em diante, quando a história veio a público. A ideia não é falar sobre o romance com o senador, mas revelar detalhes sobre as investigações e personagens investigados.

Fonte: Dora Kramer - VEJA

 

 

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