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terça-feira, 27 de setembro de 2022

Europa, desmatamento e agricultura tropical - Evaristo de Miranda

Revista Oeste

O interesse da UE em não contribuir com desmatamentos urbe et orbi é legítimo. Os meios propostos, discutíveis 

Em 13 de setembro passado, o Parlamento Europeu aprovou uma resolução legal para regulamentar, aplicar sanções e até suspender a importação de produtos agropecuários originados em áreas desmatadas após 31 de dezembro de 2019. A União Europeia (UE) quer enverdecer suas importações. A política do Farm to Fork e as regras para produtos zero desmatamento existem há anos e se inserem no chamado European Green Deal. O interesse da UE em não contribuir com desmatamentos urbe et orbi é legítimo. Os meios propostos, discutíveis.

Foto: Montagem Revista Oeste/Shutterstock

Foto: Montagem Revista Oeste/Shutterstock 

A resolução aprovada envolve a política externa da UE e afeta os interesses de muitos países. Segundo seu relator luxemburguês, ela ainda dependerá da aprovação em cada um dos 27 Estados europeus e de muitos entendimentos. Lord Palmerston, primeiro-ministro inglês no século 19, assim definiu a política externa britânica: A Inglaterra não tem amigos eternos, nem inimigos perpétuos. A Inglaterra tem sim eternos e perpétuos interesses.

Para muitos, a resolução é unilateralista e viola as regras do comércio internacional e multilateral da Organização Mundial do Comércio (OMC) e os interesses de muitos países. O Parlamento Europeu, sem mandato de instância regulatória global, tenta criar regras de comércio internacional, a partir de um tema ambiental. 
Sua aplicação será contestada na OMC. O Brasil tem um histórico de vitórias na OMC contra o protecionismo agrícola europeu. Os contenciosos do açúcar e do frango salgado são exemplos. E poderá liderar alianças inéditas com países africanos, americanos e asiáticos, na defesa de interesses comuns.

Para outros, a resolução é neocolonialista. Como os países tropicais parecem incapazes de gerir suas florestas ou pelo menos do jeito desejado pelos europeus, então estes lhes imporão sua lei. 

(...)

Para analistas do agro, os europeus buscam impedir seus concorrentes de explorarem suas próprias terras e florestas. Operacionalizada, a medida congelará a dimensão das áreas de agropecuária destinadas à exportação, sobretudo em alguns países tropicais. 
É como uma desapropriação parcial de terras privadas, destinando-as à manutenção florestal, sem indenização, em tempos de insegurança alimentar.
 Sem poder expandir essa área, nas nações mais pobres, o uso do solo para commodities competirá e poderá ocupar terras dedicadas à produção local de alimentos.

De suas florestas originais, a Ásia, apesar de seu imenso crescimento populacional, ainda preserva mais de 6%, a África mais de 8% e o planeta, 24%. No Brasil, 66,3% do território está dedicado à vegetação nativa. Na Amazônia, o valor alcança 83,8%.

(...)
E, sendo assim, como a Bélgica procederá com a madeira do Zaire? Ali, apenas um dos concessionários belgas detém uma área florestal equivalente à metade da Bélgica. 
A França fechará suas madeireiras instaladas no Gabão e seus projetos dedicados à exploração florestal
A exploração madeireira de baixo impacto ambiental na Guiana Francesa está fora da resolução? 
Como a UE, destino de 67% do cacau da Costa do Marfim, maior produtor mundial, cuidará desse caso amargo
Quais sanções ao café e a outros produtos silvícolas do Vietnã, cujas exportações para a Europa passaram de US$ 3,7 bilhões em 2020 para US$ 5,59 bilhões em 2021, resultado de seu acordo de livre-comércio com a UE?
E a borracha importada da África, ligada ao desmatamento
Qual será o destino do óleo de palma da Malásia e da Indonésia, objeto de tantas derrogações na legislação da UE
Na Europa, mesmo com avelãs e oliveiras, sem o óleo de palma, não há Nutella
Não há biocombustíveis, nem muitos itens da indústria agroalimentar.

Leia também “Amazônia: conquista luso-brasileira”

Evaristo de Miranda, colunista - Revista Oeste, clique para  matéria na íntegra


segunda-feira, 4 de julho de 2022

65 anos das Operações Especiais no Exército Brasileiro

COBERTURA ESPECIAL - Forças Especiais - SOF

O Exército Brasileiro comemora 65 anos da criação das Forças Especiais no Brasil, em referência ao primeiro curso de Operações Especiais, conduzido no ano de 1957.

 
65 anos das Operações Especiais no Exército Brasileiro
Crédito: Centro de Comunicação Social do Exército 

Naquela ocasião, 16 intrépidos pioneiros do outrora Núcleo de Divisão Aeroterrestre da Brigada de Infantaria Paraquedista, liderados pelo Major Gilberto, deram início a uma nova fase da história do nosso Exército. O então Curso de Operações Especiais inspirou-se em um intercâmbio realizado com o Exército norte-americano, cuja evolução doutrinária, após a Segunda Guerra Mundial, havia instituído a composição das Forças Especiais tal qual a vemos nos dias de hoje.

As raízes históricas das Operações Especiais no Brasil coincidem com a origem do Exército Brasileiro na valente resistência contra a invasão holandesa no século XVII. Naquele batismo de fogo, os nativos foram levados a estruturar um sistema de defesa peculiar, no qual civis e militares, organizados nas “Companhias de Emboscadas”, adotaram um modus operandi peculiar das Operações Especiais ainda em pleno vigor.

Dentre aqueles que participaram das ações contra o invasor estrangeiro, destacaram-se nomes como o do Capitão Francisco Padilha e o do Sargento-Mor Antônio Dias Cardoso. Francisco Padilha, considerado o pioneiro das atividades “Comandos”, foi escolhido como Patrono do 1° Batalhão de Ações de Comandos, e Antônio Dias Cardoso, o Patrono do 1° Batalhão de Forças Especiais. Dessa forma, esses heróis contribuíram sobremaneira para o despertar do espírito da nacionalidade brasileira, da resiliência e da disciplina, sendo perpetuados na nossa história.

 O ideal como motivação,  
A abnegação como rotina, 
O perigo como irmão e, 
A morte como companheira

No decorrer do século XX, a evolução do combate moderno tornou imprescindível a adequação da estrutura das Operações Especiais brasileiras. Nesse sentido, o desejo de alcançar nobres objetivos com determinação tomou conta de todos, e uma trajetória de 11 anos foi percorrida até chegarmos ao ano de 1968, que assinala a criação da primeira unidade de Forças Especiais do Exército Brasileiro – o Destacamento de Forças Especiais (DFEsp). Essa unidade pioneira ocupou, inicialmente, as instalações na Colina Longa, à retaguarda do antigo Centro de Instrução Especializada Aeroterrestre.

No início da década de 80, após mais de 20 anos de atuação efetiva, decidiu-se ampliar a estrutura da organização militar transformando-a em batalhão. Assim, em 1983, o DFEsp foi transformado no 1º Batalhão de Forças Especiais, instalado na Estrada do Camboatá, em Guadalupe.

A arte da guerra sofreu transformações significativas no final do século XX. O crescimento das ações no campo informacional, aliado ao avanço tecnológico do setor bélico, proporcionou o surgimento de conflitos com características não lineares e assimétricas, aumentando o protagonismo das Operações Especiais nesses confrontos. Diante desse cenário, o Estado-Maior do Exército ativou um grupo de trabalho, com a finalidade de estudar a necessidade e a viabilidade da implantação de um Comando de Operações de Unidades Especiais.

O mundo dava demonstração de que a evolução continuaria a acontecer. O terrorismo global e o aumento da participação de atores não estatais promoveram notáveis mudanças na dinâmica dos antagonismos, promovendo a busca de uma maior integração entre as Forças de Operações Especiais e os demais vetores operacionais.

Assim, seguindo a tendência global e com o intuito de multiplicar o poder de combate das Forças Singulares, a Força Terrestre criou a Brigada de Operações Especiais em 2002. No escopo dessa evolução, a Companhia de Ações de Comandos foi transformada no 1º Batalhão de Ações de Comandos, e o Destacamento Contraterrorismo, sucessor do saudoso Destacamento Alfa-Ômega, passou a integrar o 1º Batalhão de Forças Especiais.

Em 2003, o Exército expandiu o Núcleo de Formação de Operações Especiais e lançou as bases para a estruturação do Centro de Instrução de Operações Especiais, incrementando a especialização de nossos recursos humanos. Além disso, efetivou a implantação da 3ª Companhia de Forças Especiais em Manaus (AM).

Em 2013, a Brigada de Operações Especiais passou a denominar-se Comando de Operações Especiais (COpEsp) e, em recente portaria, recebeu a denominação histórica de “Forte do Camboatá”. Esse módulo estratégico da Força Terrestre tem capacidade para operar dentro e fora do território nacional, por meio de suas dez organizações militares.

Sob a égide das Nações Unidas, cabe ressaltar a expressiva participação do então Destacamento de Operações de Paz (DOPaz) em proveito do Batalhão Brasileiro na Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti, no início do século XXI. Por mais de uma década, nossos operadores especiais portaram, com orgulho, o capacete azul das Nações Unidas e a bandeira brasileira estampada em suas fardas, projetando nosso país no concerto das nações.

Desde a criação do COpEsp, os Operadores Especiais foram desafiados a enfrentar situações que, compreendidas no amplo espectro dos conflitos e não enquadradas em formatos preestabelecidos, exigem soluções rápidas, sigilosas e inéditas. Nesse contexto, dentre as diversas operações de elevada sensibilidade, destacamos a participação de nossos “gorrospretos” nos Grandes Eventos e na segurança das embaixadas brasileiras na Colômbia, na Costa do Marfim e na República Democrática do Congo.

Atualmente, sob a coordenação do Comando de Operações Terrestres, os Comandos Militares de Área têm feito um largo emprego das Operações Especiais nas variadas missões que conduzem. Nesse sentido, a integração entre as frações do COpEsp e a tropa convencional vem permitindo a multiplicação de forças e promovendo sinérgica coordenação de esforços quanto ao treinamento, ao equipamento e ao emprego.

Por fim, ressaltamos o valor das famílias desse seleto grupo de profissionais, cujo apoio e incentivo são os verdadeiros suportes para esses combatentes. 
Sabemos que esses nobres guerreiros não esmorecem jamais, guardando no coração a fé inquebrantável nos valores evidenciados por nossos antepassados e o orgulho de pertencer à elite do Exército de Caxias!

Operadores de Forças Especiais, parabéns pelos 65 anos de história e tradição!

Que a Honra, esse presente muito especial que o homem dá a si mesmo, os acompanhe em suas caminhadas.
Onde estiver, estaremos com você!
Comandos! Força! Brasil!
 

FORÇAS ESPECIAIS - 65 anos de atuação

Noticiário do Exército / - / DefesaNet / Notícia

 

sexta-feira, 13 de dezembro de 2019

A revolta dos fiéis da África contra a Igreja Universal - VEJA

A IURD vive crise com um levante de suas lideranças em Angola, a depredação de templos em São Tomé e a prisão de um pastor na Costa do Marfim


Os frutos do plano de expansão para o exterior da Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd) não se multiplicaram por milagre. Eles foram resultado de um planejamento cuidadoso, posto em prática a partir da década de 80 pelo bispo Edir Macedo, que exportou o modelo de atuação da Iurd para cinco continentes. 

Atualmente, a instituição tem cerca de 2 800 templos espalhados por mais de 100 países. A África se revelou o terreno mais fértil para esse crescimento formidável, concentrando hoje a maior parte da operação internacional. Ali, não faltam pessoas privadas dos bens mais básicos, assoladas por doenças e ávidas pelos dois principais “produtos” oferecidos pela instituição neopentecostal, prosperidade e cura. Nos últimos meses, no entanto, a grande presença dos religiosos brasileiros começou a ser posta em xeque em algumas nações da região e o quadro evoluiu para uma grande crise internacional. Os focos de problemas incluem a prisão de um pastor na Costa do Marfim, a depredação de seis templos em São Tomé e Príncipe e um manifesto assinado por 330 pastores de Angola contra a cúpula da Universal.


O estopim da confusão foi aceso em 9 de setembro, quando ocorreu a prisão na Costa do Marfim do pastor são-tomense Ludmilo da Costa Veloso, de 37 anos, que faz parte dos quadros da Universal há duas décadas. Segundo ele, a própria igreja o denunciou por difamação, atribuindo-lhe a autoria de um perfil no Facebook que fazia denúncias contra as lideranças brasileiras da Iurd por discriminação e humilhação de pastores africanos, por obrigá-los a esterilizar-se para se dedicarem integralmente à causa de Edir Macedo e por enviarem ilegalmente ao Brasil dinheiro de dízimos e doações levantado em países africanos. Em menos de duas semanas, o pastor foi julgado e condenado, sem direito a defesa. Acabou indo para uma das piores prisões da Costa do Marfim, Maca, em Abidjan. Lá, ficou numa cela com mais de 100 detentos, pegou malária e foi ameaçado de morte. “Não existe nada pior no mundo, e olha que já vivi no meio da pobreza e da guerra. Estava cercado por drogados e assassinos. Fui agredido três vezes por prisioneiros que queriam roubar o meu dinheiro. Quando nos deitávamos, só tinha espaço para encostar um lado do corpo. Eu pensava a todo tempo que não iria escapar daquele inferno”, disse Ludmilo a VEJA. Ele saiu da prisão há uma semana, depois de uma forte campanha popular em seu país.
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Em respostas enviadas pela Universal após a publicação da matéria, a instituição esclarece o seguinte: 
Sobre a carta-manifesto em Angola, “oito pastores, que foram desligados, organizaram o movimento e coletaram as assinaturas para a carta a partir de uma fraude: aqueles que a assinaram, denunciaram que foi apresentado um papel em branco, cujo teor anexado não teria qualquer relação ao que foi apresentado posteriormente”.
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Em VEJA - ReligiãoMATÉRIA COMPLETA




domingo, 25 de fevereiro de 2018

Tropa que chegou ao Rio para enfrentar tráfico e milícias fará operações de alto risco

Grupo é comparado aos Seals da Marinha americana

 Uma tropa que recebe treinamento de alto nível, com sede em Goiânia, chegou ao Rio para ficar na linha de frente da intervenção federal na área da segurança pública do estado, sob o comando do general Walter Souza Braga Netto. Na caserna, entre os militares, seus integrantes são chamados de “fantasmas” por atuarem nas sombras, em operações sempre cercadas de sigilo.  
 Forças especiais do Exército durante treinamento - Divulgação / Exército brasileiro
O Batalhão de Forças Especiais do Exército conta com aproximadamente 2 mil homens. Não raro, eles são comparados aos Navy Seals da Marinha americana, que mataram Osama bin Laden no Paquistão em 2011. Esses militares, preparados para ações antiterror, têm nas mãos uma missão muito difícil: expulsar o tráfico e as milícias de algumas favelas cariocas. Coronel da reserva e ex-integrante das Forças Especiais, Fernando Montenegro coordenou a ocupação do Complexo do Alemão, em 2010. Ele explica que o grupo tem um nível de preparo muito superior à média da tropa do Exército. 

Além de táticas de guerrilha, os “fantasmas” aprendem estratégias de combate à criminalidade urbana durante o período de formação: fazem treinamentos com oficiais do Bope da PM e com militares de unidades especiais de outros países. É por isso que se espera, nas ruas, um resultado muito diferente dos obtidos até agora pelas operações de Garantia da Lei e da Ordem no Rio. Os integrantes das Forças Especiais passam por um rígido processo de seleção no Forte Imbuí, em Niterói, antes de seguirem para um mínimo de cinco anos de preparação em Goiânia. — É incomparável a qualidade deles. Eles alcançam uma qualificação extrema não só em nível tático, recebem treinamento de ponta para ações de alto risco em áreas urbanas. Trabalham com inteligência e entendem como funcionam as forças de sustentação de uma guerrilha — afirma Montenegro, acrescentando que a formação visa, em condições normais, a proteger o país contra invasões. — É um treinamento que capacita o militar a suportar situações extremas. Cada integrante das Forças Especiais tem um nível de conhecimento que o permite planejar sabotagens em grandes instalações e até produzir explosivos de forma improvisada.


O símbolo das Forças Especiais foi criado para passar a imagem de que seus homens são os mais temidos do Exército. No brasão dos FEs, como são chamados, aparece uma mão empunhando uma faca. Não por acaso, ela está com uma luva, referência às ações sempre discretas, que não deixam rastros. A lâmina está manchada de vermelho. Até mesmo o fundo do desenho, na cor preta, tem um significado: a tropa, preferencialmente, age à noite. O primeiro grupo de FEs desembarcou no Rio no último dia 16, e, na madrugada de sexta-feira, fez uma incursão à Vila Kennedy antes da chegada de 3 mil homens do Exército à comunidade.


Preparo para ação em área de mata
Os FEs integram uma unidade do Comando da Brigada de Operações Especiais do Exército, que tem em seu brasão uma faca enfiada numa caveira, desenho que inspirou o símbolo do Bope. Mas, enquanto os homens do batalhão da PM inspiraram os filmes da franquia “Tropa de elite”, os FEs atuam cercados de mistérios. Fontes ouvidas pelo GLOBO revelam que eles são submetidos a situações extremas durante o processo de formação: chegam, por exemplo, a ser atacados por veteranos que usam óculos de visão noturna em salas escuras, onde os novatos têm o desafio de encontrar uma saída enquanto tentam reagir.

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