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quinta-feira, 22 de junho de 2023

Mais um homem de Lula no Supremo - Marcel van Hattem

 Gazeta do Povo - VOZES

Com Lula, as definições de "fundo do poço” estão sendo atualizadas com sucesso. Todos os dias.
 Agora, trata-se da indicação de Cristiano Zanin para ser ministro do Supremo Tribunal Federal brasileiro. 
Não bastasse ter uma ampla maioria de membros da Suprema Corte alinhados a si, Lula indica seu advogado pessoal para integrar o órgão máximo do nosso Judiciário
Como aceitar que a Justiça, que deve ser isenta e, inclusive, julgará muitas questões atinentes à Presidência da República, seja aparelhada desta forma?
 
A responsabilidade, porém, não recai apenas sobre Lula. Em uma democracia constitucional, com poderes independentes entre si, é papel do Legislativo impor os freios necessários aos desatinos dos outros Poderes. 
No entanto, o que vemos hoje é um Senado da República, responsável pela sabatina e eventual aprovação ou rejeição dos indicados ao STF pela Presidência, quase inteiramente subserviente às vontades do Executivo.

A cadeira com viés lulista será renovada por quase 30 anos adicionais. Fica assim claro, transparente e escrachado o quanto nosso STF é parcial e político.

Acompanhei pessoalmente no Senado a sabatina do ministro Kassio Nunes Marques, em 21 de outubro de 2022, e, sinceramente, até me constranjo ao perceber que acabei de escrever, na oração anterior, a palavra “sabatina”. Foi apenas uma série de perguntas para “cumprir tabela”: com mais de trinta senadores inscritos para inquirir, após o quinto senador da lista fazer suas perguntas (muitas delas sem jamais obterem a devida resposta), a presidente da sessão, senadora Simone Tebet (MDB/MS), determinou a abertura do processo de votação, secreto.

Ao que tudo indica, também com Cristiano Zanin o resultado já está pré-definido. Apesar de até mesmo juristas do quilate de um Ives Gandra da Silveira Martins ponderarem sobre a falta do constitucional notório saber do indicado, essa “filigrana jurídica” como definiu certa vez o ministro do Supremo Luiz Fux certos ditames constitucionais – não será empecilho. O consolo nessa história toda? Lula indica para o lugar de um ministro seu, Ricardo Lewandowski, outro ministro seu, Cristiano Zanin.

O Senado da República, se fosse uma Casa cuja maioria dos seus membros se guiasse pela Constituição, barraria a indicação.

A cadeira com viés lulista será renovada por quase 30 anos adicionais. Fica assim claro, transparente e escrachado o quanto nosso STF é parcial e político
Já é mais do que hora de alterar a forma de indicação dos seus membros e, também, de limitação do escopo da atuação do Tribunal. 
É humanamente impossível que onze ministros deem cerca de 100 mil decisões por ano. 100 mil! 
 Algo há de muito errado nesse cálculo e não é o seu resultado: é preciso fazer urgentemente a simplificação desta equação, cortando variáveis dispensáveis no STF e que deveriam ser de responsabilidade de outros Tribunais e órgãos judiciais ou mesmo da administração pública.

Também é preciso estabelecer mandatos para os ministros da Suprema Corte: a indicação vitalícia faz mal à instituição, perpetua vícios e consolida vaidades em intermináveis julgamentos televisionados. Alguns sugerem dez anos, outros doze anos – outros ainda menos, quatro ou seis. O fato é que não há, hoje, melhor incentivo para o desvio e o abuso do que a certeza de vitaliciedade em um cargo.

A impessoalidade como princípio e o notório saber jurídico como critérios constitucionais, às favas! O aparelhamento petista da máquina estatal segue a todo vapor.

Se ao menos houvesse um controle sobre suas atividades, Suas Excelências exerceriam algum tipo de autocontenção. Não é o caso
O Senado, Casa à qual a Constituição dá a prerrogativa de fiscalizar o Supremo, é campeão em arquivamento de bem fundamentados pedidos de impeachments de ministros do Supremo.

O próprio tribunal constitucional já decidiu, por diversas vezes, impedir investigações sobre atividades suspeitas de seus próprios membros, como a decisão de Alexandre de Moraes de suspender as investigações da Receita Federal que envolviam os ministros Gilmar Mendes e a esposa do ministro Dias Toffoli e a decisão de anular a delação do ex-governador Sérgio Cabral (RJ), que acusava Toffoli de vender sentenças, que contou com votos de diversos ministros pela anulação, inclusive o de Dias Toffoli. O tal inquérito das “fake news”, até hoje vigente e absurdamente sem prazo para terminar, nasceu da reação da Corte a uma notícia nada “fake”, segundo defesa da revista Crusoé, que relacionava uma acusação de corrupção, feita em delação premiada por Marcelo Odebrecht, ao então presidente do STF, ministro Dias Toffoli.

Toffoli, aliás, foi advogado do PT. Foi indicado por Lula ao Supremo. Zanin, foi advogado de Lula. Apesar de, em debate televisionado ao vivo para todo o Brasil na campanha, o Lula candidato ter dito que não era nem prudente, nem democrático um presidente ter amigos seus como ministros da Suprema Corte, sua primeira indicação como presidente da República para o STF foi do seu próprio advogado – e amigo. 
O fundo do poço, realmente, é mais embaixo para o PT.
 
O Senado da República, se fosse uma Casa cuja maioria dos seus membros se guiasse pela Constituição, barraria a indicação. 
Mais do que isso: o presidente da Casa de Rui Barbosa teria uma séria conversa com o presidente da República anteriormente ao envio do nome do seu indicado para demovê-lo do vexame de fazer proposta tão indecente.
Infelizmente, não foi o que ocorreu: a indicação não só foi feita como deve ser aprovada. A impessoalidade como princípio e o notório saber jurídico como critérios constitucionais, às favas! 
O aparelhamento petista da máquina estatal segue a todo vapor.

quarta-feira, 21 de junho de 2023

Cuba envia soldados para lutar pela Rússia na Ucrânia em troca de dinheiro, denunciam ONGs - Gazeta do Povo

 

Por $$, Cuba envia seus jovens
para morrer na Rússia

 

Quando a gente pensava que a ditadura cubana, que tortura e mata os opositores, que deixa a população à míngua, que transforma seus médicos em escravos,  não podia descer ainda mais, ela vai além do fundo do poço. Agora a ditadura preferida de 11 a cada 10 Chico Buarques está mandando seus jovens para morrer na Guerra da Ucrânia em troca de dinheiro.  

Não contente em destruir o futuro de seus jovens com um sistema político e econômico falido chamado comunismo, agora envia o futuro do país para servir de bucha de canhão dos russos na injusta invasão da Ucrânia. A prática não é novidade: Cuba ganhava mil dólares por soldado enviado para lutar na África na época de Fidel Castro. 

O repórter John Lucas explica mais esta nojeira comunista nesta ótima reportagem.

 

John Lucas - Mundo

A Fundação para Direitos Humanos em Cuba, uma organização não governamental sediada nos Estados Unidos, denunciou na semana passada que o regime cubano está enviando soldados para lutar pela Rússia na guerra contra a Ucrânia. De acordo com as informações da ONG, isso estaria ocorrendo nos moldes de um acordo comercial, que estaria gerando dinheiro para o regime do Partido Comunista Cubano.

A denúncia foi feita através de um vídeo disponibilizado no Twitter da ONG. Nele, Hugo Acha, diretor de pesquisas da organização, afirmou que existem cubanos lutando pela Rússia nos territórios ocupados pelo país na Ucrânia.

Acha afirmou que “Cuba é um dos aliados transatlânticos mais relevantes da Federação Russa na agressão contra a Ucrânia”. “Isso fica demonstrado, em primeiro lugar, na maneira como as entidades e organismos de propaganda de Havana construíram a narrativa que equipara o agressor e a vítima”, apontou o diretor.

Acha lembrou que, na época de Fidel Castro, o regime cubano chegava a ganhar cerca de US$ 1.000 por soldado enviado para lutar em conflitos na África. “As dezenas de milhares de jovens cubanos mortos, feridos, mutilados e desaparecidos durante esses conflitos eram apenas uma fonte de lucro para o regime”, disse.

Para Acha, neste momento está ocorrendo a mesma coisa com o envio de soldados cubanos para a Rússia. Ele acusou o regime de Miguel Díaz-Canel de receber uma compensação financeira por cada militar cubano que chega ao país de Vladimir Putin para lutar na guerra da Ucrânia. “Vale a pena questionar, será que é uma equação válida trocar as vidas da juventude cubana pelo enriquecimento de uma elite corrupta, cujo único objetivo é o seu próprio enriquecimento?”, disse o diretor de pesquisas.

Alerta para a União Europeia
Na quarta-feira passada (14), a ONG Prisioners Defenders emitiu um comunicado afirmando que havia alertado diversas organizações de direitos humanos e autoridades da União Europeia (UE) de que nos últimos meses Cuba e Rússia estariam estreitando ainda mais suas relações. A organização ainda afirmou que o regime cubano “optou claramente por apoiar a guerra na Ucrânia” neste momento.

Ainda segundo o comunicado, o fortalecimento da aliança com a Rússia era exatamente o que Cuba estava buscando nos últimos anos, já que o país está necessitando de novos acordos políticos e comerciais para tentar superar a grave crise que vem enfrentando. A Prisioners Defenders ainda reforçou a denúncia de Hugo Acha, afirmando que o regime de Havana já estaria enviando de “forma regular” soldados da ilha para lutar na Ucrânia.

A ONG destacou que, para confirmar a informação, “basta consultar a lei de Cuba para saber que nenhum militar cubano pode sair da ilha e entrar em tal conflito sem ter sido enviado por seu governo com o passaporte ‘oficial’, ou seja, são soldados ‘alugados’ pela Rússia por meio de acordo com o governo de Cuba, pois de outra forma não podem sair da ilha”.

A organização também revelou que a ditadura de Díaz-Canel assinou um acordo para enviar tropas a Belarus com o objetivo de “receber treinamento militar”.

Segundo o comunicado, “talvez o exército cubano seja um dos poucos no mundo que não precisa receber treinamento das tropas de Alexander Lukashenko [ditador de Belarus], a menos que o treinamento tenha como objetivo entrar em combate usando armamentos modernos fornecidos pela Rússia, o que faz todo o sentido na situação atual, já que [...] os meios de comunicação russos estão divulgando [a presença d]os militares cubanos enviados para lutar na Ucrânia”.

Em maio, veículos de comunicação cubanos, que são controlados pela ditadura castrista, divulgaram informações de que militares da ilha estariam sendo enviados para Belarus com o objetivo de “receber treinamento militar”.

O Ministério da Defesa de Belarus, aliado próximo de Moscou que está recebendo armas nucleares táticas russas em seu território, confirmou que as forças armadas regulares de Cuba haviam assinado um acordo para “treinar tropas no país”.

O vice-ministro da Defesa para Cooperação Militar Internacional de Belarus, Valery Revenko, disse que tinha discutido o treinamento das tropas cubanas no seu país com autoridades cubanas e russas. Ainda segundo informações da mídia russa, imigrantes cubanos que vivem no país “se juntaram ao exército” para lutar com as tropas que invadiram a Ucrânia, depois que Vladimir Putin assinou uma lei para conceder cidadania aos que se alistassem.

De acordo com as informações, os cubanos receberiam pagamentos em rublos equivalentes a US$ 2.433 do orçamento federal e outros US$ 2.500 do orçamento regional de Ryazan, região central da Rússia onde estão alocados. Os cubanos também estão recebendo, além desses pagamentos, “um salário mensal de US$ 2.545”.

Reaproximação
Nos últimos meses, a relação entre Cuba e Rússia tem se intensificado. Os dois países vêm acertando uma série de acordos militares, políticos e econômicos que parecem ter como objetivo principal aumentar novamente a influência russa na ilha.

Além disso, desde o início do conflito na Ucrânia, Cuba adotou a narrativa russa sobre a guerra e os meios de comunicação estatais do país tentam desacreditar as reportagens ocidentais sobre a invasão promovida pelos russos. Cuba também se absteve diversas vezes de votar para condenar as ações de Putin nas Nações Unidas. A aliança entre Cuba e Rússia remonta à época da Guerra Fria, quando a ainda União Soviética apoiou o regime comunista de Fidel Castro por meio de subsídios econômicos e armamentos.

Após o colapso da URSS em 1991, Cuba passou a enfrentar uma grave crise econômica e social, que vem se agravando nos últimos anos com aumento da inflação, escassez de alimentos e remédios e manifestações populares pedindo por abertura política. [Cuba iniciou, Venezuela segue com aumento da inflação,   escassez de alimentos e remédios, e no que depender da vontade do petista que preside o Brasil, seremos o terceiro da fila.]

segunda-feira, 11 de janeiro de 2021

Ministro da Justiça diz que vai investigar conduta de jornalistas

Segundo o ministro, profissionais teriam instigado "dois presidentes da República a suicidar-se"

O ministro da Justiça e Segurança Pública, André Mendonça, afirmou neste domingo (10/1) que vai pedir a abertura de inquérito policial para "apurar a conduta" de dois jornalistas por "instigarem dois presidentes da República a suicidar-se"."Apenas pessoas insensíveis com a dor das famílias de pessoas que tiraram a própria vida podem fazer isso. Apenas pessoas irresponsáveis cometem esse crime contra chefes de Estado de duas grandes nações. Fazê-lo é um desrespeito à pessoa humana, à nação e ao povo de ambos os países", disse Mendonça, acrescentando que a pena para o crime seria de até 2 anos de prisão.

Apesar de não mencionar os nomes dos profissionais, o ministro refere-se aos colunistas Ruy Castro, da Folha de S. Paulo, e Ricardo Noblat, da revista Veja. Neste domingo, Castro escreveu um artigo intitulado "Saída para Trump: matar-se", no qual sugere o suicídio como uma saída para o presidente norte-americano tornar-se "um herói, um mártir, um ícone eterno para seus seguidores idiotizados".

[Presidente Bolsonaro, o senhor precisa reforçar sua segurança.
Primeiro tentaram matá-lo, quando ainda candidato - graças a DEUS e aos heróis profissionais da  SAÚDE da Santa Casa de Juiz de Fora eles fracassaram;
Após sua vitória, tentaram criar um terceiro turno, fracassaram;
Na sequência, procuraram seu impeachment, fracassaram - continuam tentando, só que não conseguirão;
Agora, sugerem o suicídio. O que virá depois de mais um fracasso?] .
Noblat, por sua vez, compartilhou o texto no Twitter e acrescentou à publicação o seguinte trecho do artigo: "Se Trump optar pelo suicídio, Bolsonaro deveria imitá-lo. Mas para que esperar pela derrota na eleição? Por que não fazer  isso hoje, já, agora, neste momento? Para o bem do Brasil, nenhum minuto sem Bolsonaro será cedo demais". O jornalista, contudo, não utilizou as aspas — que indicam a citação —, levando diversos internautas a crerem que a fala era sua.
 
Repercussão

Após a publicação de Noblat tornar-se assunto no Twitter, a revista Veja disse repudiar "com veemência a declaração". "Não achamos que esse tipo de opinião contribua em nada para a análise política do país", alegou a publicação.

O próprio jornalista, que apagou o post original, também usou a rede social para se explicar. "Não desejo a morte de ninguém. Minha religião o impediria. Mas ao fazer, como faço aqui, um clipping diário da mídia, não posso nem devo ignorar o que me pareça que repercutirá, mais ainda quando publicado em um grande jornal", afirmou. "Por fim: vida longa ao presidente Jair Bolsonaro para que ele possa colher o que plantou", acrescentou.

Além de Mendonça, outros ministros posicionaram-se sobre as declarações. Entre eles, Augusto Heleno e Damares Alves. "Se a conta deste homem não for encerrada agora, imediatamente, vai ficar muito feio para o Twitter, pois veremos que existem dois pesos e duas medidas. Além do mais, incitar o suicídio é crime", cobrou a titular do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos.

Filho do presidente Jair Bolsonaro, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) também se manifestou. "Não foi só o Noblat, é diário esse ódio. Conclusão: se Adélio tivesse assassinado Jair Bolsonaro, estas pessoas poderiam até lamentar publicamente, mas comemorariam no íntimo. Se a Veja quiser que acreditemos em seu repúdio, ela precisa tomar ação, pois de discurso estamos fartos", escreveu.

 Política - Correio Braziliense

 

segunda-feira, 23 de novembro de 2020

O desmanche do PT - J.R. Guzzo

Desmanche do PT coincidiu com o desmanche do próprio Lula, condenado pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro na Lava Jato.

Pouco se ouviu falar do ex-presidente Lula depois de encerrado o primeiro turno das eleições municipais. Para dizer a verdade, também não tinha se ouvido muita coisa antes, durante a campanha. Não combina, nem um pouco, com o protocolo geral da ciência política brasileira dos últimos 40 anos, ou quase isso. Afinal, não se faz política neste país sem que Lula seja levado em consideração, como a peça-chave do jogo, em qualquer momento, situação ou perspectiva eleitoral.

Talvez o mais correto, hoje, seja mudar o tempo do verbo: não se fazia política sem Lula. Pelo jeito, como parecem indicar essas eleições, já estão começando a discutir a política do presente — e principalmente do futuro — sem que seja invocado o nome do ex-presidente do Brasil por dois mandatos e o grande chefe, sem a mínima contestação, daquele que foi um dos maiores partidos do país. Entre um momento e outro o seu PT foi entrando em colapso progressivo e a peça-chave deixou de ser chave.

O desmanche do PT coincidiu com o desmanche do próprio Lula – ou, mais exatamente, foi provocado pela fogueira que consumiu o ex-presidente com a sua condenação pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, e os 18 meses de cadeia que teve de puxar na Polícia Federal de Curitiba.

Um ano atrás, exatamente, Lula foi solto, mas politicamente foi como se continuasse tão anulado quanto estava durante o tempo em que ficou preso. O terremoto que iria abalar o Brasil com a sua prisão simplesmente não aconteceu; o máximo que se conseguiu foi juntar uma dúzia de “militantes” em torno da sede da PF para gritar “bom dia, presidente Lula” e outras ilusões do mesmo tipo.

De lá para cá, piorou. Lula já se colocou “à disposição” para, segundo sua análise da situação, “salvar o país do fascismo”, ou algo assim. Ninguém ligou. Recebeu votos de admiração de Luciano Huck, João Doria e banqueiros de investimento que se descobriram como “homens de esquerda” , mas isso não resolve a vida de ninguém. Enfim, nessas últimas eleições municipais, bateu no seu fundo do poço pós-Lava Jato.

O candidato do Partido dos Trabalhadores na cidade que tem o maior número de trabalhadores do país – São Paulo ficou em sexto lugar, junto com os concorrentes nanicos, no pior desempenho da sua história na capital. No restante do país, foi o mesmo cataclismo. Dos 630 prefeitos que o PT tinha em 2012, no auge de Lula, ficaram 179.

Poderá eleger mais um ou outro no segundo turno, mas isso não vai mudar absolutamente nada. O partido, que já ocupou as prefeituras de São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, corre o risco de não eleger o prefeito de nenhuma das 27 capitais de estado. Aliás, só concorre em duas neste segundo turno — Recife e Vitória. Se perder, fica no zero.

Há um discreto silêncio em relação ao tema. Do mesmo jeito como não se fala alto em velório, parece falta de educação citar a calamitosa performance do PT e do seu comandante nas eleições municipais. Estão colhendo, como estabelecem as leis da natureza, exatamente aquilo que plantaram. O partido nunca se formou como um verdadeiro partido, embora tivesse todos os adereços das grandes organizações políticas.

Durante o tempo todo, faltou o essencial: a defesa de um conjunto de ideias, e não de um indivíduo — e a consequente capacidade de sobreviver à pessoa de seu líder. Sem Lula, o PT não é nada. Como não houve Lula nas eleições, não houve PT nos resultados.

J.R. Guzzo, jornalista - Gazeta do Povo - Vozes

 

segunda-feira, 16 de setembro de 2019

Entre o abismo e o fundo do poço - Valor Econômico

Luiz Carlos Mendonça de Barros

A força principal da retomada virá da queda e estabilização da inflação em níveis nunca atingido nas últimas décadas

Entramos no nono mês do mandato do presidente Bolsonaro com parte expressiva da opinião pública refletindo uma grande insegurança em relação ao futuro. O título da minha coluna de hoje procura estabelecer os limites das previsões dos principais analistas políticos e econômicos sobre o que pode ocorrer no futuro próximo, até a realização das eleições de 2020. Para o cientista político Fernando Schuller do Insper no artigo “O Brasil e a síndrome de abismo”, na Folha de S. Paulo, seria a mensagem que agentes públicos importantes têm trombeteado como sendo uma possibilidade real de acontecer. Schuller procurou desqualificar de forma contundente, e com certo humor, estas ameaças lançadas na mídia por pessoas apenas interessadas em construir desde já um discurso eleitoral para o futuro.

Como ressaltou o autor, as ameaças vêm tanto do espectro da oposição de centro-direita como da direita bolsonarista e são construídas apenas com insinuações e sem qualquer elemento factual. Mas esta mensagem do caos que nos espera acaba por enfraquecer os ganhos efetivos que já ocorreram nos pós-afastamento da presidente Dilma Rousseff e que ele cita com precisão. Da mesma forma penso eu em relação à nossa economia. O sentimento negativo que prevalece nestes primeiros nove meses do governo no campo da política também pode ser encontrado entre os analistas econômicos. Ele pode ser expresso pela pergunta sempre colocada na mídia: chegamos ou não ainda ao fundo do poço?

Alguns mais radicais são mais cáusticos em suas previsões negativas e chegam perto da imagem do abismo citada no campo da política por Schuller. Neste grupo até mesmo o discurso liberal do ministro Paulo Guedes já está sendo contestado por estar sendo desidratado pelas limitações políticas encontradas em sua implementação. Aqui também vale a observação de Schuller de que esta má vontade com o andar dos acontecimentos também acaba por esconder os efeitos positivos de mudanças que vêm ocorrendo na economia. A primeira delas é que a recessão profunda que vivemos entre 2014 e início de 2017 já provocou o reequilíbrio nas condições de demanda em mercados importantes de nosso tecido econômico. Não temos hoje nenhum desequilíbrio conjuntural por excesso de demanda no mercado de trabalho, na inflação e em nossa conta corrente externa. Os desequilíbrios conjunturais que hoje afetam a economia são derivados da escassez de demanda derivada do impressionante ajuste recessivo que tivemos.

É importante lembrar que a crise em 2012 teve sua origem na demanda superaquecida criada pela política econômica expansiva do governo mesmo quando o ciclo econômico já estava no auge e pedia moderação. Os custos de um ajuste recessivo quando estas condições ocorrem são conhecidos, mas felizmente já deixamos esta etapa para trás. Temos que tratar agora da perenização da recuperação cíclica que foi abortada em 2018 pela crise política enfrentada pelo presidente Temer e está de volta.

A aprovação da reforma da Previdência restaurou um equilíbrio precário que existia nas contas públicas do governo federal e, com a retomada da economia, será possível voltar à trajetória de superávit primário compatível com a estabilização do estoque da dívida pública. Neste cenário, o teto do gasto público vai voltar a ser operacional, enquanto não houver mudanças estruturais na composição do gasto público estabelecido pela Constituição Federal. O custo para este equilíbrio será a manutenção da carga fiscal de hoje.

É importante entender as características de uma recuperação cíclica do crescimento econômico nas condições de hoje no Brasil. A força principal virá da queda e da estabilização da inflação em níveis nunca atingidos no Brasil das últimas décadas. Nestas condições o Banco Central poderá trazer a taxa SELIC para menos de 5% ao ano. Um guarda-costas importante para a estabilização da inflação abaixo do centro da meta - além do hiato do produto existente hoje - será uma nova superssafra agrícola já no horizonte para 2020.

Os juros futuros caíram em toda a curva temporal, inclusive os de mais longo prazo, como o de 10 anos emitido pelo Tesouro federal. Ao passar de mais de 12% ao ano para os atuais 7,2%, este referencial, que é usado para o cálculo do valor presente do fluxo de lucros de uma empresa ou de um projeto green field, aumenta de forma expressiva o potencial de investimentos. Aliás foi esta variável que fez com que as cotações das empresas de capital aberto na B3 tenham dobrado de valor. Mas o mesmo raciocínio vale para novos projetos imobiliários e principalmente, na fixação dos preços nos leilões futuros de privatização. No setor industrial é que este instrumento terá um impacto bem menor no curto prazo em função da capacidade ociosa hoje existente neste setor.

Mas virá do consumo das famílias a principal força de recuperação cíclica no curto prazo em função de juros mais baixos, como já mostram estatísticas recentes. A mais relevante delas para se construir um ambiente mais otimista tem sido a expansão vigorosa do crédito bancário às pessoas físicas, com um crescimento superior a 12% nos últimos doze meses. Embora a taxa de desemprego e subemprego seja ainda muito elevada, as melhoras na geração de empregos nos últimos dois anos estão trazendo mais confiança aos brasileiros empregados e que superam hoje 95 milhões de pessoas.
Por isto não consigo ver na economia a síndrome do abismo, mas sim a imagem do fundo do poço já atingida.
Luiz Carlos Mendonça de Barros, engenheiro e economista - Valor Econômico
 

quinta-feira, 4 de julho de 2019

O negócio é passar qualquer reforma

Era previsível que nossos excelentíssimos parlamentares fariam alterações do tipo “Frankenstein” no texto da reforma da Previdência que não era prioridade na campanha presidencial, mas que ganhou este status quando Jair Bolsonaro assumiu o governo. Militares podem ficar de fora, servidores de estados e municípios também, mas tal detalhe pouco importa. Conforme o pragmatismo político e econômico, o negócio é aprovar aquilo que for possível.

O discurso oficial transformou a Previdência na “senha” imprescindível para destravar a economia. Pouco ou nada importa que tal argumento seja verdadeiro ou falso. A reforma v ai passar do jeito que der, para que os megainvestimentos previstos para o Brasil se tornem realidade, o mais depressa possível. Os “deuses” do mercado morrem de pressa. Quem está desempregado ou com os negócios parados, também.
 
 As dificuldades nas negociações previdenciárias são apenas uma amostra caríssima da dificuldade que se vai enfrentar nas reformas tributária, fiscal e política – estas sim realmente imprescindíveis e inadiáveis. Aquilo que não for resolvido agora por estados e municípios terá de ser solucionado mais adiante, quando não houver mais condições de pagar os proventos dos aposentados e pensionistas. A bomba relógio está programada e não será fácil de desarmar.


Só se ilude quem quiser... As forças do atraso continuam muito fortes no Brasil. As reações a mudanças, principalmente as estruturais, serão imensas. O regime do Crime Institucionalizado deseja que as coisas fiquem do jeito como sempre estiveram, ou que foram apenas modificações de mentirinha. O politburro tupiniquim segue ditando as ordens e mantendo os privilégios.

Um País imbecilizado talvez só tenha jeito quando atingir, de verdade, o fundo do poço, sendo obrigado a mudar por absoluta falta de alternativa... Nada de anormal no Brasil da Piada Pronta... Por isso, seguimos em ritmo igual à seleção brasileira de futebol da empresa CBF: Que venha o Peru...

Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net