Executivo será ouvido em audiência de custódia da Operação Tendão Aquiles, que investiga manipulação do mercado financeiro
O empresário da JBS Joesley Batista, dono do Grupo J&F, foi transferido de Brasília para São Paulo nesta sexta-feira (15/9) em uma aeronave da Polícia Federal (PF). O executivo será ouvido em audiência de custódia da Operação Tendão Aquiles, que investiga manipulação do mercado financeiro de Joesley e de seu irmão Wesley Batista. Os dois foram alvos de prisão preventiva na quarta-feira (13/9) nas investigações sobre o crime.
Cadê as pulseiras?
Depois de transportar Joesley, a mesma aeronave foi reservada para buscar em Curitiba o ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e levá-lo a Brasília. O deputado cassado foi chamado para prestar depoimento a investigações que tramitam na capital federal. De acordo com a PF, o ex-executivo Ricardo Saud deve permanecer em Brasília, no Complexo Penitenciário da Papuda, o que gerou protesto de seus advogados.
Ontem,
o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a
prisão preventiva de Joesley Batista e do ex-executivo da companhia
Ricardo Saud, atendendo a um pedido da Procuradoria-Geral da República
(PGR). Eles estavam presos temporariamente desde o domingo (10/9), por
um prazo de cinco dias, que se esgotaria nesta quinta-feira. A prisão
preventiva não tem prazo final.
Na decisão sobre
Joesley e Saud, Fachin justificou que há "receio de que, em liberdade,
destruam ou ocultem provas". A prisão, segundo o ministro, se justifica
para diminuir a chance de que eles voltem a cometer crimes. "A gravidade
concreta do crime pode sim ser considerada como fundamento da medida
gravosa, desde que, por exemplo, sob o viés do reflexo da periculosidade
do agente na possibilidade de reiteração delituosa e, portanto, com
observância da finalidade acautelatória que lhe é própria", disse
Fachin.
Com informações da Agência Estado
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